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 Tecnologia a favor dos atletas brasileiros nas Olimpíadas 2016
Em uma Olimpíada, a comunicação é fator fundamental para que comissão técnica, atletas e organização otimizem seus trabalhos. Por isso mesmo, a utilização de tecnologia de ponta tornou-se uma das grandes preocupações do COB (Comitê Olímpico do Brasil) para garantir que todos os envolvidos nos jogos de 2016 possam trocar informações em tempo real, com a maior eficiência possível.

O COB conta, já há um ano, com o apoio da Cisco para prover soluções de comunicação e videoconferência (WebEx). Mas, agora, essa parceria deu mais um passo importante. A norte-americana está fornecendo para o Comitê uma estação de colaboração imersiva de última geração, primeira deste modelo a ser instalada no Brasil. a IX5000 possui três telas LCD de 70 polegadas, câmeras 4K de ultra definição e áudio com qualidade de cinema. Para o streaming em Full HD, é necessário uma conexão de 2 a 4 Mbps - nada extraordinário se comparado à realidade das bandas atuais.
Daqui, o Comitê poderá se conectar a outras 54 estações de vídeo colaboração, 30 câmeras HD de vídeo monitoramento, 200 vídeo fones, 25 switches de rede e cinco servidores, além de 200 pontos ligados ao WebEx e Jabber. As licenças, assim como todos os equipamentos, também foram cedidos pela Cisco para os próximos três anos, com possibilidade de renovação da parceria caso a empresa julgue que o COB esteja fazendo bom proveito da estrutura. 

“Estamos vivendo uma verdadeira revolução na gestão esportiva no país e o apoio de iniciativas como esta da Cisco contribui para atingirmos um patamar nunca antes alcançado em termos de organização das entidades esportivas. Estamos muito felizes em ter a oportunidade de utilizar equipamentos de alta qualidade fornecidos pela Cisco em prol do desenvolvimento do esporte nacional”, afirma o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.
A sala de colaboração imersiva promoverá uma grande economia com custos de viagem - hoje, este orçamento está na casa dos 40 milhões de reais ao ano, que podem ser enxugados bastante com o uso da nova tecnologia cedida pela Cisco. "Essa economia pode representar o que investimos no Diego Hypólito e no César Cielo, por exemplo. É um dinheiro a mais para novos investimentos em atletas promissores", explica Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de esportes do COB.

Tecnologia usada na prática


Os equipamentos de telepresença já são usados pelo COB há algum tempo. A diferença, agora, é a qualidade superior dos novos equipamentos. Quando a atleta Laís Souza acidentou-se nos EUA em 2014, seus exames já foram compartilhados com uma junta médica via teleconferência. No Panamericano de Toronto este ano, a videoconferência foi fundamental para a comunicação das 5 sub-vilas que contavam com a presença de brasileiros. "Sempre que estamos em mais de uma vila, a comunicação se torna uma questão mais complicada. Em Toronto, foram 1050 pessoas comunicáveis 24/7 através do WebEx. Isso representa não só uma economia, mas também uma mudança radical da cultura de trabalho", explica Marcus Vinícius. "Às 7 da manhã tínhamos uma reunião com representantes de todos os países envolvidos. Na sequência, tínhamos uma reunião com os times das 5 sub-vilas, também online, para que às 10h já pudéssemos nos encontrar. Ao longo do dia, temos a central de controle para coordenar a movimentação da delegação. Todos têm celular com chip e, assim, é possível saber a localização de todos. Se acontece algum problema, podemos ativar o carro ou a pessoa que estiver mais perto da ocorrência e esse tipo de tecnologia consegue nos ajudar bastante nessa questão".

De acordo com Marcus, em Toronto, mais pessoas puderam trabalhar diretamente com a equipe a partir da sede no Rio, sem necessariamente terem que viajar para o Canadá. "Não é um simples Skype: os atletas podem treinar a distância, os médicos podem acompanhar. Temos muitos treinadores e atletas fora do país e, com os novos equipamentos, podemos compartilhar informações e também apresentações", diz Marcus Vinícius. 
Além dos equipamentos de telepresença cedidos pela Cisco, o COB também conta com o apoio da Microsoft, que fornecerá smartbands e uma infraestrutura em Azure para cruzamento de dados. No banco de dados, há informações de todos os resultados dos atletas de todo o mundo ao longo dos últimos 76 anos e assim, é possível fazer um cruzamento para prever resultados. Por exemplo: é possível saber quem compete melhor de manhã ou à tarde, como se dá a queda de rendimento à medida que a idade daquele determinado atleta avança e como ele vem se desenvolvendo nos últimos meses. Assim, é possível fazer um planejamento esportivo para otimizar os resultados dos atletas - e também definir quem tem mais chances de medalha e, por isso, quem deve levar maiores investimentos. A responsável por fazer este trabalho no COB é a ex-jogadora de vôlei de praia Adriana Behar, que ocupa o cargo de gerente geral de planejamento esportivo na entidade. "Eu vou receber informações em tempo real dos atletas, que usarão a Microsoft Band. Tem algo alterado? Tem stress? Mudou algo? Então, eu posso entrar em contato com aquela pessoa pela video conferência, perguntar se está tudo bem e agir o quanto antes", explica. "A médio prazo, estamos discutido até mesmo o uso do Hololens para treinar virtualmente os atletas", acrescenta Helbert Costa, gerente geral de estratégia do COB.

O que esperar dos Jogos Olímpicos 2016?
"Se tivéssemos acesso às informações que temos hoje, a prata poderia virar ouro facilmente", comenta Behar. O Comitê Olímpico Brasileiro tem uma equipe de 22 profissionais para estudar a chamada "ciência do esporte". Fisiologia, bioquímica, nutrição, preparação mental, até meteorologia e geociência: tudo isso é jogado em um grande banco de dados para otimizar os resultados de cada atleta. "Com a inteligência esportiva e machine learning, conseguimos determinar o padrão do atleta vencedor. Dessa forma, conseguimos até estabelecer uma meta bastante possível para 2016, que é estar em 10º. lugar no quadro de medalhas. Nos Jogos de Londres ficamos em 20. lugar", explica Adriana.


Fonte: canaltech.com.br/
 
 
 
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