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 Mulher de Ribeirão ganha espaço na fatia do voto

De cada quatro nomes nas urnas, um é de uma mulher; número cresceu após eleição de Dárcy Vera (PSD)

Dominando o eleitorado, as mulheres também estão crescendo entre quem decide lutar pelo voto. O aumento do número de candidatas ainda é tímido, mas nas últimas eleições municipais de Ribeirão Preto, em 2012, de cada quatro pessoas na disputa, uma era mulher.

Em 2008, de cada cinco candidatos, apenas um não era homem. Além da prefeita Dárcy Vera (PSD), a cidade de 658 mil habitantes tem hoje no Legislativo só as vereadoras Gláucia Berenice (PSDB) e Viviane Alexandre (PPS).

O salto de 77 para 131 candidatas pode ter como “inspiração” a eleição de Dárcy, primeira prefeita eleita em Ribeirão Preto.

Para o cientista político Fábio Pacano, a pequena participação da mulher na política deve-se a uma “cultura machista instituída no país”, que deve ser mudada em longo prazo.

Já Dárcy Vera atribuiu ao preconceito a pequena participação da mulher na vida política. “Há um machismo acentuado que aparece de forma discreta no sentido de diminuir, denegrir e até questionar a capacidade da mulher na vida pública.”

Procura-se candidatas
 Nas eleições estaduais de 2014, por exemplo, Ribeirão Preto teve 18 candidatos à Assembleia Legislativa, sendo 15 homens e três mulheres, e 10 postulantes à Câmara dos Deputados - nenhuma mulher.

No Estado de São Paulo, a desproporção também foi considerável. Dos 3.245 candidatos, 902 eram mulheres (27,8%) e 2.343, homens (72,2%).

A falta de interesse em concorrer a um cargo político por parte do “sexo frágil” gerou dor de cabeça aos partidos políticos na última eleição. Isso porque a legislação eleitoral exigiu que 30% das chapas de candidatos fossem preenchidas obrigatoriamente por mulheres.

“Tivemos dificuldade em preencher o percentual feminino, como deve ter ocorrido com todas as demais legendas, mas acredito que o PCdoB seja um dos partidos com maior presença feminina no país porque temos muitas mulheres nos sindicatos e nos movimentos negros”, afirmou o vereador André Luiz da Silva, presidente do diretório municipal do PC do B.

Uma questão cultural
 Apesar de não terem sofrido nenhum tipo de preconceito desde que assumiram uma cadeira no Legislativo, as vereadoras Gláucia Berenice (PSDB) e Viviane Alexandre (PPS) acreditam que a pequena participação da mulher na política seja uma “questão cultural”.

Na opinião de Viviane, a sensibilidade do sexo feminino pode ser fundamental na discussão e na votação de projetos, principalmente ligados à mulher, a criança e ao adolescente.

Com o objetivo de incentivar a participação da mulher na política, a vereadora negocia com a direção do partido a criação do PPS Mulher. “Ainda há preconceito de mulher votar em mulher. Muitas saem candidatas só para cumprir tabela, porque alguém pediu ‘pelo amor de Deus’. O ideal seria que 50% dos cargos políticos fossem preenchidos por mulheres”, frisou.

Provar a competência
 A vereadora Gláucia Berenice (PSDB) acredita que, antes e depois de ingressar na vida política, a mulher tem que provar sua competência várias vezes. “Há resistência em se reconhecer que, em alguns aspectos, a mulher tem mais habilidade do que os homens.”
Em seu segundo mandato, a tucana afirma que nunca sofreu preconceito por parte dos colegas. “Sou ouvida de igual para igual pelos colegas. Nunca tive problemas na Casa, por ser mulher, quando entrei já havia o reconhecimento do trabalha da [então vereadora] Silvana [Resende]”, lembrou.

Presidente da Secretaria Municipal da Mulher no PSDB, Gláucia acredita que muitos partidos não dão estrutura de campanha às candidatas mulheres. “A mulher está construindo uma cultura de competência na vida empresarial, mas ainda luta contra a desigualdade na política”.

Vitória de Dárcy pode ter inspirado outras mulheres
 A eleição da prefeita Dárcy Vera (PSD), em 2008, pode ter inspirado outras mulheres a disputarem as urnas em 2012, em Ribeirão Preto. Números da Justiça Eleitoral informam que as mulheres representaram 27% do número de candidatos em 20012, contra 20% em 2008. Em 2008, apenas 77 mulheres se arriscaram na campanha, contra 131 em 2012.

Primeira prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy diz que vem incentivando várias mulheres na região, como São José da Bela Vista, Pirassununga, Monte Alto e Orlândia. “Tive participação direta em várias candidaturas e incentivo a mulher a concorrer e nunca desanimar diante das dificuldades. Acredito que a mulher tenha mais sensibilidade, trabalhe mais com o diálogo e não use de seu cargo para desqualificar ou agredir alguém, por ser mais polida”, frisou.

Porém, Dárcy diz que ataques são frequentes. “Muitas vezes a mulher é intimidada com adjetivos vulgares que visam atingir suas questões pessoais.”

1º escalão perde nomes
 O governo Dárcy Vera, que já teve sete mulheres no comando de secretarias, atualmente conta com duas: Maria Sodré (Assistência Social) e Isabel de Farias (Infraestrutura). A maioria das baixas ocorreu por questões pessoais. A saída mais recente ocorreu semana passada. Depois de sete anos, Vera Zanetti deixou a pasta de Negócios Jurídicos, assumida por Marcelo Tarlá Lorenzi. Em fevereiro, Débora Vendramini deixou a Educação e foi substituída por Ângelo Invernizzi Lopes. As pastas de Cultura, Meio Ambiente e Saúde também perderam o comando feminino no primeiro mandato.

Análise
 Machismo cultural instituído no País
“A pequena participação da mulher na política deve-se ao machismo cultural instituído no País. Culturalmente lugar de mulher sempre foi encostada no fogão ou no tanque. A atuação feminina está restrita ao privado e não ao público. A situação tem melhorado com políticas afirmativas, mas as mudanças vão ocorrer aos poucos. O PT foi o primeiro partido a exigir que 30% de sua chapa nas eleições fosse preenchida por mulheres. Hoje esse percentual é lei. Os partidos investem na campanha de mulheres se realmente acreditarem na chance de eleição. Mas via de regra as mulheres candidatas são pegas a laço para cumprir uma questão legal. É mera tradição. Há uma discussão sociológica de que quando uma mulher exerce um cargo político com sucesso ela se vale de elementos característicos masculinos, como autoritarismo. No geral, mulher não vota em mulher. Na realidade votar tem mais a ver com reconhecimento da figura política do que com as propostas. Por isso, temos uma cultura política de líderes carismáticos”.
Fábio Pacano - Cientista político

 
 
 
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