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 Comércio tem a maior queda da série histórica
Comércio tem queda de 5,2% em 12 meses, a maior da série histórica
Na comparação de janeiro contra dezembro, vendas recuaram 1,5%.
Caíram vendas de supermercados e de eletrodomésticos.

As vendas do comércio varejista brasileiro iniciaram 2016 em baixa e registraram queda de 10,3% em relação a janeiro do ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse recuo é o maior, considerando apenas o mês de janeiro, desde 2001, início da série histórica do indicador. Na comparação mensal, entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, a retração foi de 1,5% - a mais intensa, para o período, desde 2005.

Os recordes também são registrados em outras bases de comparação. Frente a janeiro do ano passado, o comércio teve retração de 10,3%, a mais intensa, para o mês, desde 2001, início da série histórica. Em 12 meses, o comércio sofreu uma queda de 5,2% e também alcançou o pior resultado da história do indicador para período.

"O mês de janeiro, tradicionalmente, não é um mês forte das vendas. Porque é o mês das férias, concentra o pagamento de tributos do ano, mas esse janeiro, especificamente, acabou sendo o mais negativo da série histórica. Motivo? Os fatores que incidem sobre o poder de consumo vêm enfraquecendo e não mudaram do ano de 2015 para 2016. Estão presente ainda nesse início de 2016”, disse afirmou Isabella Nunes, gerente de serviços e comércio do IBGE.

De dezembro para janeiro, a maioria dos segmentos do varejo registrou resultados negativos. As vendas de hipermercados e supermercados, que tem o maior peso sobre o índice do varejo, caíram 0,9%. O comércio de móveis e eletrodomésticos também mostrou dados mais fracos. Na comparação com o final do ano passado, o setor teve baixa de 4,3%.

“A pressão inflacionária sobre esse segmento faz com que os consumidores se ajustem às marcas mais baratas, e faz com que o volume de receitas caiam... "Aliando isso a uma restrição do crédito, que está crescendo 20%, somando a isso redução da massa real de 10,4%...você tem fortes fatores inibidores de consumo, em especial daquela atividade que tem associação forte com a renda como hiper e combustíveis, afirmou.

Também caíram as vendas nos ramos de material de construção (-6,6%) e de veículos e motos (-0,4%) - ambos segmentos fazem parte do que o IBGE chama de varejo ampliado, que teve uma retração de 1,6%.
Na passagem de dezembro de 2015 para janeiro de 2016, série com ajuste sazonal, as vendas no varejo foram negativas em 17 as 27 Unidades da Federação. Com as maiores variações negativas observadas no Espírito Santo e Rio de Janeiro, ambos com taxa de -3,1%.


Por região
Na comparação com janeiro do ano passado, o comércio varejista recuou em todos os estados, com destaque para Amapá (-24,4%), São Paulo (-9,7%) e Rio de Janeiro (-10,4%).

Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 IBGE deve divulgar pior desempenho da economia brasileira desde 1990
Estimativas são de recessão entre 3,5% e 4%

RIO - O desempenho da economia brasileira em 2015, que o IBGE vai divulgar às 9h desta quinta-feira, será o pior desde 1990, ano do confisco da poupança e de outras aplicações financeiras pelo governo do presidente Fernando Collor de Mello. A estimativa de analistas de mercado é de uma retração entre 3,5% e 4%. Na média dos projeções da Bloomberg News, a expectativa é de recessão de 3,84%. Pelo último Boletim Focus, que reúne as principais projeções do mercado, o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) será de 3,71%.

O ano de 2015 será o segundo ano sem crescimento da economia. Em 2014, a variação foi de 0,1%, o que é considerada estabilidade. Pelos dados já divulgados pelo IBGE até o terceiro trimestre, a queda acumulada em quatro trimestres chegou a 2,5%. Nos nove primeiros meses de 2015, a perda foi de 3,2%, frente a igual período de 2014.

Os dados referentes ao período até setembro de 2015 mostraram uma recessão com queda generalizada entre os diferentes setores da economia, desde o consumo à indústria, passando pelos investimentos e pelos serviços. O consumo das famílias, que até 2014 puxava o PIB, caiu pelo terceiro trimestre seguido, sob impacto da piora no mercado de trabalho, queda na renda, inflação e perda de confiança na economia. Os investimentos, por sua vez, recuam há quase dois anos.

Mais preocupante do que o resultado de 2015, no entanto, é que a expectativa de analistas é mais um tombo da economia em 2016. Pelo Focus, a projeção é de 3,45%. A taxa vem piorando nas últimas seis semanas.

A única surpresa positiva pode vir do setor externo. A alta do dólar no ano passado, que foi de quase 50%, ajudou a tornar as exportações brasileiras mais competitivas no mercado externo. Ao mesmo tempo, a recessão inibe as importações. Assim, o resultado do setor externo pode ajudar a amenizar a queda do PIB.

Fonte: http://oglobo.globo.com/
 
 
 Prévia da inflação oficial é a maior para fevereiro desde 2003, diz IBGE
Na análise em 12 meses, IPCA-15 é o maior desde novembro de 2003. 

O que mais pesou foram altas em alimentação, transporte e educação.

O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, acelerou de 0,92% em janeiro para 1,42% no mês seguinte. Considerando apenas fevereiro, a taxa é a maior desde 2003, quando ficou em 2,19%.

O recorde também é registrado no índice acumulado em 12 meses. Nesse período, o índice chegou a 10,84% - o mais alto desde novembro de 2003, quando bateu 12,69%.
De janeiro para fevereiro, o que mais pesou no bolso do consumidor brasileiro foram as altas nos preços de alimentação e bebidas, de transportes  e de educação.

O índice que mede os preços dos alimentos subiu de 1,67% em janeiro para 1,92% em fevereiro. A cenoura, por exemplo, ficou 24% mais cara, a cebola, 14,16% e o tomate, 14,11%.

No caso do grupo de gastos com transportes, cuja variação acelerou de 0,8% para 1,65%, as tarifas dos ônibus urbanos subiram 5,69%, exercendo a maior influência sobre o índice ao refletir os reajustes aplicados em algumas cidades. Mas não foram só os ônibus que ficaram mais caros. Também avançaram os preços de trem (6,12%) e metrô (5,27%).

De acordo com o IBGE, considerando os outros grupos analisados pela pesquisa, os maiores "pesos" foram exercidos, individualmente, por TV, som e informática (3,43%); cigarro (2,61%); higiene pessoal (1,64%); taxa de água e esgoto (1,64%); serviços médicos e dentários (1,45%); artigos de limpeza (1,40%) e plano de saúde (1,06%).


Comida em Salvador
Na análise regional, a maior variação do IPCA-15 partiu de Salvador (2,26%), porque lá os alimentos subiram quase 5%. Na outra ponta, está Brasília (1,01%), influenciado pela queda no preço das passagens aéreas (13,14%).

Expectativas menos pessimistas
Para 2016, a expectativa para o IPCA fechado está em 7,62%, segundo o boletim Focus do Banco Central mais recente. Com isso, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas do ano que vem e bem distante do objetivo central de 4,5%.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 PIB do Brasil terá pior desempenho do mundo em 2016
PIB do Brasil terá 2º pior desempenho do mundo em 2016
Contração esperada é de 3,5%; só a Venezuela deve ter resultado pior.
Levantamento considera últimas previsões do FMI sobre PIB dos países.

A economia brasileira deve fechar 2016 com o segundo pior desempenho do mundo, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do país "encolha" 3,5% este ano – resultado melhor apenas que a contração de 6% esperada para a Venezuela.

O levantamento considera os 188 países com dados disponíveis no FMI, e foi feito pelo G1 com base no relatório Perspectivas para a Economia Global, de outubro, e na atualização do mesmo, divulgada em janeiro.
Além de Brasil e Venezuela, apenas outros seis devem ver suas economias ficarem menores este ano: Bielorrússia (-2,2%), Grécia (-1,3%), Rússia (-1%), Guiné Equatorial (-0,8%), Argentina (-0,7%) e Serra Leoa (-0,7%).

O economista Paulo Figueiredo, diretor de Operações da FN Capital, concorda com a previsão do FMI, e afirma que o resultado previsto para o PIB de 2016 “nada mais é que reflexo de uma política econômica que resultou num desastre”.

“Isso vem se arrastando há alguns anos e culminou nessas taxas que de alguma maneira são até vergonhosas para um país do tamanho do Brasil e com a capacidade que o Brasil teria para crescer, de ser muito mais produtivo e estar muito melhor nesses rankings internacionais.”

Para o especialista, um dos pontos principais da economia brasileira atualmente “é o ajuste fiscal que nunca foi cumprido”, com o governo gastando mais do que arrecada. “E a ‘solução’ do governo é criar mais impostos, estrangulando mais ainda os setores produtivos e a população como um todo.”

Para Pedro Paulo Silveira, economista chefe da corretora Nova Futura, a queda esperada para 2016 é reflexo do resultado do ano anterior. “O FMI está acertando, e a principal causa da queda muito violenta do brasil em 2016 é o efeito da queda de 2015”, diz.

“O PIB de 2016 vem com uma gravidez de um número muito negativo herdado do ano de 2015. Isso é efeito da metodologia de cálculo, e apenas isso”, afirma o especialista, acrescentando que “as variações marginais trimestre a trimestre vão ser melhores em 2016, mas o número vai ser bastante negativo no acumulado do ano”.

Já o economista Gesner Oliveira, da Go Associados, discorda da previsão do FMI e diz que a retração do PIB em 2016 deve ser menor que a prevista pelo órgão: 3%, e não 3,5%. “A nossa previsão é um pouco melhor que a da entidade pela primeira vez na minha vida profissional”, afirma.

“Acho que o FMI pode ter exagerado marginalmente em suas projeções porque vejo algumas chances de aspectos positivos associados ao ajuste do setor externo, que tem sido rápido. O resultado da balança comercial é impressionante. Alguns segmentos industriais estão tendo oportunidade de crescimento, como a indústria petroquímica, que está substituindo importações, mais voltada para o mercado interno.”

Oliveira também aponta que mudanças nas relações comerciais entre Brasil e Argentina podem “atenuar a queda” da economia. “A Argentina tinha uma política comercial muito restritiva com as nossas exportações, em particular de automóvel. O novo governo atenuou um pouco”, diz. “Há uma tendência de reabrir o mercado argentino para exportações industriais brasileiras, isso é positivo, afeta diretamente a indústria.”
Já entre os maiores crescimentos esperados pelo FMI para este ano, nada de China: o Iêmen deve liderar, com alta estimada de 11,6% no PIB, seguido por Turcomenistão (8,9%), Butão (8,4%) e Mianmar (8,4%). Já o gigante asiático deve crescer "apenas" 6,3%. A economia mundial, como um todo, deve crescer 3,6%.

Já em 2017...
Para o próximo ano, a expectativa é que o Brasil caia algumas – poucas – posições no ranking de perdedores. Com previsão de PIB estagnado (0%), o país deve ter resultado melhor que as quedas previstas para Venezuela (-4,5%), Guiné Equatorial (-3%) e Samoa (-0,8%). Isso enquanto o PIB global deve ter uma expansão estimada em 3,8%.

Paulo Figueiredo afirma que “tudo indica que a gente tenha um cenário um pouco melhor em 2017”. “Tido vai depender do decorrer deste ano”, diz. “A gente vê o governo federal e a Câmara em pé de guerra, ninguém no plenário se entendendo. Isso vai dificultar as coisas.”
Já Pedro Paulo Silveira afirma que em 2017 deve haver crescimento positivo da economia brasileira, e não mais retração. “O efeito de herdar crescimentos negativos de um ano para outro em 2017 vai ser menor. Não tem tanto peso quanto teve em 2016 do PIB do ano anterior, e a gente vai estar crescendo um pouquinho mais.”

“Provavelmente o setor privado brasileiro já vai estar olhando para as eleições de 2018, e isso pode fazer com que o otimismo aumente, fazendo a economia ter um impulso”, acrescenta. “Trabalho com viés de alta, mas não muita coisa, entre 1,5% e 2%.”


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 PIB do Japão encolhe mais que o esperado em 2015
Queda foi de 1,4% no quarto trimestre do ano passado, pior que o previsto.
Terceira maior economia do mundo registra terceiro trimestre de recuo no PIB.

A economia do Japão encolheu mais que o esperado no último trimestre do ano passado, com a queda nos gastos dos consumidores e nas exportações, levando o Produto Interno Bruto (PIB) da terceira maior economia do mundo ao terceiro trimestre consecutivo de queda.

O PIB contraiu 1,4% entre outubro e dezembro, queda maior que a previsão do mercado (que era de 1,2%), agravando a recessão da economia asiática.
A economia nipônica já havia recuado 0,8% no terceiro trimestre, frente ao mesmo período de 2014, e 0,7% no segundo.

Os dados ressaltam os desafios que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, continuará enfrentando para fazer o país voltar a crescer, já que as exportações para os mercados emergentes não conseguem ganhar impulso suficiente que compensem a fraca demanda doméstica.
"O consumo privado está especialmente fraco. A economia está em um impasse", disse Junko Nishioka, economista-chefe da Sumitomo Mitsui Banking.
               
"É uma questão de tempo antes que o BOJ [Bank Of Japan] e o governo vai tomar medidas adicionais de estímulo", afirmou e executiva, prevendo que o Banco Central do país vai aliviar a política novamente já no próximo mês.
Com suas políticas de estímulo à economia, que deram a grandes fabricantes lucros excepcionais, Abe tinha a esperança de gerar um ciclo positivo no qual as empresas aumentassem os salários dos funcionários, o que ajudaria a aumentar as despesas das famílias.
Pelo contrário, os dados mostraram que o consumo privado, que representa 60% do PIB japonês, caiu 0,8% - resultado pior que as previsões do mercado, de um declínio de 0,6%.
Esperança
O ministro da Economia, Nobuteru Ishihara, disse a repórteres após a divulgação dos dados que a economia sairá para uma recuperação moderada porque seus fundamentos continuam fortes.
Oferecendo alguma luz no fim do túnel, as despesas de capital subiram 1,4%, contrariando totalmente as expectativas do mercado - que previam um decréscimo de 0,2% do indicador.
               
Mas analistas duvidam que a economia vá ganhar impulso nos próximos meses, com a recente turbulência de mercado e a desaceleração do crescimento na vizinha China, que nubla as perspectivas das empresas e seus respectivos lucros corporativos.
As exportações caíram 0,9% no último trimestre, depois de subir 2,6% no trimestre anterior, indicador que mostra como as empresas já estão sentindo uma demanda mais suave do mercado emergente.
A demanda doméstica tirou 0,5 ponto percentual do crescimento do PIB, enquanto a demanda externa adicionou apenas 0,1 ponto percentual.
Taxa de juros
No mês passado, o BOJ reduziu a taxa básica de juros abaixo de zero, surpreendendo investidores com outro movimento ousado para estimular a economia e superar a deflação.
               
Mas o movimento não foi capaz de impulsionar os preços das ações da Bolsa de Tóquio ou enfraquecer o iene com os mercados japoneses permanecendo à mercê de uma venda de ações global, reforçando a visão entre os investidores de que o Banco Central japonês está ficando sem opções de políticas que estimulem a economia.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 PIB do Japão se contrai em novo revés para o governo
Desde o aumento do IVA, em abril de 2014, o Japão alterna trimestres de crescimento modesto com períodos de contração

A economia do Japão se contraiu no quarto trimestre de 2015, segundo dados oficiais, o que representa um novo golpe para a política de incentivos ao crescimento do primeiro-ministro Shinzo Abe, conhecida por "Abenomics".

O retrocesso intensificará a polêmica sobre as medidas do Banco do Japão (BoJ, banco central), que, no final de janeiro, fixou taxas de juros negativas como uma tentativa desesperada de dinamizar a terceira economia mundial.

A falta de demanda nos principais setores, como a venda de carros ou de aparelhos eletrodomésticos, explicam a contração de 0,4% no período outubro-dezembro.

Desde o aumento do IVA, em abril de 2014, o Japão alterna trimestres de crescimento modesto com períodos de contração.

De fato, foi o segundo exercício em retrocesso de 2015, apesar de o ano fechar com um modesto crescimento de 0,4%.

O governo minimizou o dado, ainda provisório, do quarto trimestre, assegurando que os "fundamentos da economia continuam bons". 

Mas, para os analistas, trata-se de um revés da política econômica de Abe.

A estratégia do premiê já vinha sendo atingida desde o início do ano pela força do iene, que afeta o setor exportador, e pela queda dos mercados financeiros.

"Os últimos dados mostram a dificuldade de afirmar que o governo de Abe conseguiu construir um 'círculo virtuoso' de alta das rendas, dos salários e dos investimentos", afirmou Tobias Harris, analista de riscos da consultora americana Teneo.

"O crescimento do Japão continua dependendo muito das exportações, que se viram afetadas pela desaceleração da China e seus impactos sobre a economia global", acrescentou.

O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio pareceu ignorar esses dados e teve uma alta espetacular de mais de 7% nesta segunda, atribuída pelos analistas a compras a preço em conta depois da hecatombe da semana passada, quando os valores perderam mais de 11%.

E mesmo com a disparada desta segunda, o Nikkei registrou um retrocesso de 16% no correr do ano.

Dilemas e rumores

O iene, que na semana passada se fortaleceu 4% em relação ao dólar, voltou a enfraquecer nesta segunda por rumores de que o BoJ prepara novas medidas de flexibilização, o que colocaria dinheiro fresco nos mercados, e de que as autoridades estavam intervindo os mercados para tentar frear a valorização da moeda japonesa.

Abe realizou na sexta uma reunião de emergência com o presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, ante a extrema volatilidade dos mercados mundiais e o fortalecimento do iene.

O BoJ surpreendeu no final de janeiro adotando taxas de juros negativas, uma medida que pretende incentivar os bancos a investir na economia real, invés de reter o dinheiro em depósitos inativos.

Mas com o crescimento fraco e o BoJ em luta para que a inflação se aproxime de sua ambiciosa meta de 2% anual, Abe deve decidir se volta a aumentar o IVA.

O governo esperará o resultado das negociações salariais da primavera (hemisfério norte) para saber se as companhias estão dispostas a pagar mais a seus funcionários, o que daria esperanças de um aumento do consumo.

No último trimestre de 2015, o consumo dos lares diminuiu 0,5% em relação ao trimestre anterior.

Os investimentos não residenciais das empresas, por sua vez, progrediram levemente (+0,2%).

O comércio externo contribuiu, no entanto, positivamente para a evolução do PIB (+0,1), apesar de um retrocesso das exportações (-0,2%).


Fonte: diariodepernambuco.com.br/
 
 
 Por que perdura risco do colapso global
Economia: por que perdura risco do colapso global

Desde 2008, nenhuma das políticas “contra a crise” ousou questionar papel dos bancos e aristocracia financeira. Reforçados, eles ameaçam provocar novos desastres. Há alternativas 

Sete anos depois de irromper a crise financeira global, em 2008, a economia mundial continuou a tropeçar, em 2015. Conforme o relatório da ONU Situação e Perspectivas da Economia Mundial 2016 , a taxa média de crescimento nas economias desenvolvidas teve queda de mais de 54% desde a crise. Cerca de 44 milhões de pessoas estão desempregadas em países desenvolvidos, algo como 12 milhões a mais do que em 2007, enquanto a inflação alcançou seu nível mais baixo desde o início da crise.

Mais preocupante, as taxas de crescimento dos países avançados também tornaram-se mais voláteis. Isso é surpreendente, porque, como economias desenvolvidas, com contas de capital totalmente abertas, elas deveriam ter-se beneficiado do livre fluxo de capital e participação internacional nos riscos – e portanto, experimentado pequena volatilidade macroeconômica. Além disso, os investimentos sociais, incluindo os auxílios aos desempregados, deveriam ter permitido às famílias estabilizar seu consumo.

Mas as políticas dominantes durante o período pós-crise – redução de impostos e flexibilização quantitativa (quantitative easing, ou QE, na sigla em inglês) [1] pelos principais bancos centrais – ofereceu pouco apoio para estimular o consumo das famílias, os investimentos, e o crescimento. Ao contrário, estas medidas tenderam a tornar as coisas piores.

Nos Estados Unidos, a flexibilização quantitativa não estimulou o consumo e o investimento, em parte porque o volume maior de liquidez adicional retornava aos cofres dos bancos centrais em forma de excesso de reservas. A Lei de Desregulamentação dos Serviços Financeiros de 2006, que autorizou o Federal Reserve (banco central norte-americano) a pagar juros sobre as reservas necessárias e em excesso, prejudicou, assim, o principal objetivo do QE.

Em 2008, com o setor financeiro dos EUA à beira do colapso, a Lei de Estabilização Econômica Emergencial ampliou, para três anos, o prazo para que o Tesouro pagasse juros sobre suas reservas. Como resultado, o excesso de reservas controladas pelo Fed disparou, de uma média de 200 bilhões de dólares no período de 2000 a 2008 para 1,6 trilhões durante 2009-2015. As instituições financeiras preferiram manter seu dinheiro com o banco central (Federal Reserve, ou Fed, nos EUA), ao invés de emprestá-lo para a economia real. Lucraram perto de 30 bilhões de dólares – completamente livres de riscos – durante os últimos cinco anos.


Fonte: http://outraspalavras.net/

Equivale a um subsídio generoso – e bem escondido – do Fed ao setor financeiro. Em consequência da alta da taxa de juros norte-americanos, no mês passado, o subsídio irá aumentar cerca de 13 bilhões de dólares, este ano.

Incentivos perversos são apenas uma das razões por que os esperados benefícios de baixas taxas de juros não se materializaram. Dado que o QE conseguiu manter as taxas de juros próximas de zero por quase sete anos, isso deveria ter encorajado os governos nos países desenvolvidos a emprestar e investir em infra-estrutura, educação e área social. O aumento das transferências sociais durante o póscrise teria impulsionado a demanda agregada e sustentado os padrões de consumo.

Ademais, o relatório da ONU mostra claramente que, por todo o mundo desenvolvido, o investimento privado não cresceu como se esperava, diante das taxas de juros ultra baixas. Em 17 das 20 maiores economias desenvolvidas, o crescimento dos investimentos permaneceu mais baixo durante o período pós 2008 do que nos anos anteriores à crise; cinco delas viveram um declínio do investimento durante 2010-2015.

Globalmente, os títulos da dívida emitidos por corporações não-financeiras – supostamente para realizar investimentos fixos – aumentou significativamente durante o mesmo período. Consistente com outras evidências, isso implica que várias corporações não-financeiras tomaram emprestado, aproveitando-se das taxas de juros baixas. Mas, ao invés de investir, usaram o dinheiro para comprar de volta suas próprias ações ou adquirir outros ativos financeiros. Assim, o QE estimulou aumentos acentuados na alavancagem, capitalização do mercado e lucratividade do setor financeiro.

Mas, de novo, nada disso foi de muita ajuda para a economia real. Claramente, manter as taxas de juros próximo de zero não necessariamente leva a níveis mais altos de crédito ou investimento. Quando é dada aos bancos liberdade de escolher, eles escolhem lucro sem risco ou até mesmo especulação financeira, em vez de empréstimos que dariam suporte ao objetivo mais amplo de crescimento da economia.

Por contraste, quando o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional emprestam dinheiro barato aos países em desenvolvimento, impõem condições sobre o que pode ser feito com os recursos. Para alcançar o efeito desejado, o QE teria de ter sido acompanhado não apenas de esforços oficiais para restaurar canais de empréstimo prejudicados (especialmente aqueles dirigidos a empreendimentos pequenos e médios), mas também por metas específicas de empréstimos para os bancos. Ao invés de incentivar de forma eficaz os bancos a não emprestar, o Fed deveria estar penalizando os bancos por manter reservas em excesso.

Se as taxas de juros ultra baixas ofereceram poucos benefícios para os países desenvolvidos, eles impuseram custos significativos às economias emergentes e em desenvolvimento. Uma consequência acidental, mas não inesperada, da flexibilização da política monetária tem sido o forte aumento nos fluxos de capital transfronteiriços. O fluxo total de capital para países em desenvolvimento aumentou de cerca de 20 bilhões de dólares em 2008 para 600 bilhões em 2010.

Diversos países emergentes tiveram dificuldades para gerir a repentina explosão de fluxo de capital. Parte muito pequena dele foi para investimentos fixos. Na verdade, o crescimento dos investimentos nos países em desenvolvimento desacelerou significativamente durante o período pós crise. Neste ano, espera-se que o conjunto dos países em desenvolvimento registrem seu primeiro ano de fuga de capital líquido – um total de 615 bilhões de dólares – desde 2006.

Nem a política monetária, nem o setor financeiro estão fazendo o que devem. Parece que a enchente de liquidez foi destinada, desproporcionalmente, à criação de riqueza financeira e a inflar bolhas de ativos, em vez de fortalecer a economia real. Apesar das fortes quedas nos preços das ações em todo o mundo, permanece alta a capitalização do mercado, em percentual do PIB mundial. O risco de outra crise financeira não pode ser ignorado.

Outras políticas, de sentido oposto, poderiam restaurar um crescimento sustentável e inclusivo. Para começar, é preciso reescrever as regras da economia de mercado para assegurar maior igualdade, buscar mais planejamento de longo prazo, e colocar rédeas no mercado financeiro, com regulação efetiva e estruturas adequadas de incentivo.

Mas também será necessário um grande aumento do investimento público em infra-estrutura, educação e tecnologia. Este terá de ser financiado, ao menos em parte, pela criação de impostos ambientais — inclusive sobre a emissão de carbono — e de impostos sobre o monopólio e outras rendas não ligadas à produção — que se disseminaram na economia de mercado e contribuem enormemente com a desigualdade e o crescimento fraco.


[1] Trata-se de um processo de injeção maciça de dinheiro nas economias dos EUA e União Europeia, por iniciativa coordenada de seus governos e bancos centrais. Estes liquidaram antecipadamente grandes quantidades de recursos públicos — ou seja, pagaram em dinheiro aos aplicadores –, num esforço para combater a recessão pós-2008 ampliando o estoque de moeda disponível. No entanto, como explica Stiglitz a seguir, fizeram-no beneficiando os extratos mais ricos. Tais grupos, ao invés de movimentar a economia, ampliando o consumo ou investimento, utilizaram os recursos para novas aplicações financeiras ou aquisição de empresas já existentes — inclusive no exterior. O quantitative easing favoreceu, entre outros processos, a ultra-valorização do real brasileiro, entre 2009 e 2014. [Nota da Tradução]

Fonte: outraspalavras.net/
 
 
 Freada da economia global deve manter o petróleo barato
Londres -- O mundo vive uma nova e surpreendente era do petróleo barato e não há sinais de mudança, pelo menos no curto prazo. O problema é o excesso de oferta, decorrente do aumento da produção, somado à demora na recuperação da economia dos maiores consumidores e à desaceleração da China.

Com produção diária de quase 2 milhões de barris acima da demanda, o preço do petróleo caiu 75% em pouco mais de 18 meses. Está no menor patamar em 13 anos. Esse cenário, e a necessidade de respostas ambientais, tem levado a questionamentos sobre a possibilidade de o mundo estar vivenciando o começo do fim da era da commodity.

Porém, a resposta não é simples. Até porque o desequilíbrio entre oferta e demanda tem por trás um jogo de poder político e econômico entre produtores, consumidores e países em desenvolvimento que é mais complexo do que foi no passado.

Para a Agência Internacional de Energia (AIE), o excesso de petróleo visto em 2015 continuará em 2016 e, provavelmente, no início de 2017. A superoferta começou a ser construída na década passada, quando o petróleo subia em direção aos US$ 100.

"O preço incentivou novas frentes de exploração. Só nos EUA, a produção diária saltou de 5 milhões de barris em 2008 para mais de 9 milhões em 2015. Também houve alta notável no Canadá, Rússia e Brasil", explica o chefe da divisão de petróleo da AIE, Neil Atkinson.

Dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mostram que 2015 terminou com oferta superior à demanda de 1,94 milhão de barris por dia. Essa sobra equivale ao consumo do México e representa quase 80% da produção brasileira, que está em 2,5 milhões de barris diários. Com isso, o barril de petróleo, que em meados de 2014 era negociado perto de US$ 110, gira, agora, em torno de US$ 30.

O pico, em torno de US$ 140 o barril, foi atingido em 2008, mas o preço recuou ao nível de US$ 43 o barril com a crise financeira de 2008/2009, para depois voltar a reagir. Participantes do mercado têm especulado se o patamar de US$ 20 o barril seria o piso da commodity, mas economistas e analistas do setor começam a ver potencial para uma recuperação, mesmo tímida.

Ainda assim, a expectativa é de que os preços permaneçam bem abaixo de US$ 100 o barril por anos. Estudo do pesquisador Roberto Aguilera, da Curtin University (Austrália), e do professor de economia Marian Radetzki, da Luleå University of Technology (Suécia), indica que o barril deve oscilar entre US$ 40 e US$ 60 nos próximos anos.

Culpados

O mundo já viveu outros momentos de excesso na oferta. No passado, produtores diminuíam a oferta para equilibrar preços. A novidade é que, com novas frentes de exploração, a volta ao equilíbrio implica numa série de intrincadas decisões comerciais e geopolíticas, com consequências no jogo de poder global.

Analistas dizem que a Arábia Saudita seria a maior interessada em manter o preço baixo. Sauditas - que têm mantido a produção próxima do máximo - seriam beneficiados por esse quadro, que atrapalha tipos de exploração cujos custos são superiores aos registrados no Oriente Médio. Assim, o petróleo barato poderia ameaçar a viabilidade comercial do gás de xisto nos EUA, das areias betuminosas do Canadá ou do pré-sal no Brasil.

O secretário-geral da Opep, Abdalla Salem El-Badri, rechaça qualquer responsabilidade e diz que o excesso de oferta vem, basicamente, de fora do grupo de 13 países que conta com Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Venezuela. No fim de janeiro, El-Badri fez uma palestra em Londres e argumentou que, entre 2008 e 2014, a produção de fora da Opep cresceu em 6,29 milhões de barris diários. A Opep, ao contrário, cortou o volume em 310 mil.

Em 2015, produtores de fora da Opep elevaram a extração em 1,24 milhão de barris e a Opep aumentou em 1,07 milhão.

O Brasil é um exemplo dessa nova fronteira do petróleo. Mesmo com os problemas recentes da Petrobras, a produção nacional aumentou em 50% na última década. Com maior volume extraído no País, o sinal da balança comercial do petróleo mudou. Em 2009, o Brasil registrou importação líquida diária de 254 mil barris de petróleo e derivados.

Em 2014, o País já era exportador líquido de 57 mil barris, segundo a Agência de Energia dos EUA.

Muitos riscos

No passado, a queda do petróleo ajudava a economia global, já que sobrava dinheiro no bolso dos consumidores, que passavam a comprar mais. De fato, a gasolina está mais barata no exterior. Mas analistas notam que muitos consumidores em países desenvolvidos têm guardado parte dessa economia ao invés de gastar.

A cautela teria relação com o cenário global ainda incerto, com alguns solavancos na recuperação dos EUA, persistência de problemas na Europa e no Japão, além da desaceleração chinesa.

Outro motivo de preocupação é o congelamento dos planos de investimento, o que pode ameaçar a oferta futura. A Opep reconhece que, com o preço atual, os investimentos necessários para atender à demanda futura não são viáveis.

Exatamente por isso, petroleiras têm cortado em todas as áreas. A Petrobras, por exemplo, reduziu investimentos até 2019 em US$ 32 bilhões e promete vender US$ 15 bilhões em ativos. Grandes petroleiras globais anunciaram medidas semelhantes e as demissões no setor já teriam superado 100 mil trabalhadores.

Para o Brasil, a resultante dessa equação também parece desfavorável. "O petróleo barato mais atrapalha que ajuda o Brasil. O País perde porque o setor é importante na produção e no investimento. Também é preciso ficar atento à situação da Petrobras, porque uma eventual necessidade de capital pioraria ainda mais a situação fiscal", diz Enestor dos Santos, economista para o Brasil do BBVA Research. "É verdade que isso poderia ajudar na inflação, mas o benefício foi apagado pelo aumento de preço da Petrobras e a desvalorização do real."

Geopolítica

Fora do campo econômico, o quadro pode potencializar vulnerabilidades geopolíticas. A Venezuela é um exemplo extremo. Com a queda das receitas geradas pelo petróleo, Caracas tem enfrentado tempos difíceis e faltam até itens básicos para a população, como papel higiênico. O quadro aumenta a tensão social no país.

Olhando ainda mais para a frente, há o temor de que a era do petróleo barato dê sobrevida aos combustíveis fósseis e, assim, atrase planos de países e empresas de migrar para energias limpas.

Carlos Ghosn, presidente de uma das maiores montadoras do mundo, o grupo Renault Nissan, nega atrasos no desenvolvimento das novas tecnologias, como carros elétricos. "É algo irreversível", disse no Fórum Econômico Mundial em Davos.

Algumas das novas frentes de exploração também têm resistido às quedas de preço do petróleo e mostram flexibilidade para redução dos custos de produção, surpreendendo países como a Arábia Saudita pela sua capacidade de se mostrar viáveis mesmo no atual cenário. Por isso, alguns analistas não descartam a chance de o preço do barril seguir ladeira abaixo rumo aos US$ 20 ou até menos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: exame.abril.com.br/
 
 
 Uma nova ameaça para a economia mundial
O "terremoto bancário": uma nova ameaça para a economia mundial
 
Na Europa, os grandes bancos tiveram uma "semana negra", com profundas perdas no mercado

A grave crise que atinge os bancos europeus acendeu o sinal de alerta no mundo: para onde vai a economia do planeta? Diversos fatores, interligados, vêm se acumulando em 2016 para minar a confiança dos investidores e a segurança do mercado internacional. 

A desaceleração econômica da China, país que é o maior consumidor de commodities no mundo, agrava a queda do preço do petróleo, já refém de um mercado saturado, e ecoa do outro lado do planeta, nos Estados Unidos e na Europa, principalmente. 

No Velho Continente, onde os grandes bancos colecionam ativos de petróleo, o sistema financeiro vive seu momento mais delicado desde a crise de 2008. Na última segunda-feira (8), sete dos principais bancos europeus registraram baixas superiores a 5%, afundando as bolsas de seus países. As ações do Deutsche Bank, maior banco comercial alemão, sofreram a maior desvalorização de sua história, -9,5%, e seguiram despencando pela semana, o que torna mesmo a maior economia do continente um alvo de incertezas. 

Na terça (9) e na quinta-feira (11), as ações bancárias voltaram a afundar, confirmando a tendência negativa para o setor. Após recuperação na quarta-feira (10), o Société Générale, na França, retrocedeu 12,57%, e o BNP Paribas, 6,02%. Na Itália, o Ubi Banka caiu 12,11%, e o BMPS, 9,88%. Já na Espanha, o España Bankia teve baixa de 7,64%, e o BBVA, 7,14%. O Deutsche Bank também voltou a cair muito, perdendo 6,14%. 

As ações do sistema financeiro, não só na Europa, mas em todo o mundo, já despencam desde o início de 2016. Na Itália, por exemplo, os bancos já caíram 31% até aqui, na Grécia, 60%. O Japão, adotando o juro negativo (-0,1%) desde o fim de janeiro, registrou queda de 36% de suas ações bancárias. Do outro lado do Pacífico, mesmo os Estados Unidos, que vivem momento de relativa estabilidade econômica, viram as ações de seus bancos sofrerem baixa de 19% em menos de um mês e meio. 

É inegável, contudo, que o sistema financeiro europeu é aquele que mais sofre com o que a imprensa alemã vem chamando de "terremoto bancário". As ações dos maiores bancos da zona do Euro sofrem uma onda de vendas pior que a registrada na crise financeira internacional de 2008, com o Deutsche Bank, o UniCredit e o Credit Suisse, por exemplo, recuando duas vezes mais rápido que há oito anos atrás. Instituições financeiras europeias, somadas, já perderam praticamente 25% de seu valor desde o início de 2016, o equivalente a mais de 240 bilhões de dólares

Apesar de uma recuperação das ações bancárias e das bolsas observada na quarta-feira (10) e nesta sexta-feira (12), as perspectivas seguem sendo as piores possíveis. A situação econômica chinesa deve piorar, com uma eminente desvalorização do yuan, e as commodities, apontam especialistas, continuarão caindo ao longo do ano. 

O gigantesco e preocupante prejuízo que bancos europeus e norte-americanos estão acumulando nas últimas semanas acendeu o sinal de alerta em todo o mundo. Autoridades como a presidente do Fed e representantes do governo alemão vieram a público tentar acalmar os ânimos do mercado, que vive uma sequência de profundas quedas nas bolsas de todo o mundo.

Se nos Estados Unidos e em países desenvolvidos da Europa - que possuem sólida estrutura nos setores de saúde, educação, saneamento e segurança - uma crise como a que se anuncia alarma autoridades e estremece a relação da população com seus governos, uma crise destas proporções num país sem este grau de desenvolvimento tem um potencial muito mais grave.

Em países que não possuem fatores de contenção do radicalismo social, como a religiosidade na Índia, com suas vacas sagradas, ou como os regimes autoritários, nos quais a pobreza é absoluta, os direitos humanos não são respeitados, e os únicos "direitos" da população são de apenas viver, uma crise deste calibre tem proporções catastróficas.

Imaginem o tamanho da convulsão social num país com 200 milhões de habitantes como o Brasil, com seu desemprego, sua falta de hospitais, de escolas e suas condições degradantes nas favelas... Este é o país em que, segundo alguns analistas, uma crise pode trazer melhorias?


Fonte: .jb.com.br/
 
 
 Economia voltou a encolher em outubro, indica Banco Central
'Prévia do PIB' mostrou queda de 0,63% no mês.
No acumulado do ano, queda é de 3,69%, segundo o IBC-Br.

A economia brasileira começou o último trimestre do ano com nova contração – aprofundando a recessão em que o país se encontra, segundo indicador divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (18).
O chamado Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo BC e que busca ser uma espécie de "prévia" do PIB, teve queda de 0,63% no mês, na comparação com setembro. No ano, o indicador mostrou alta apenas em fevereiro, de 0,51%.

Os números do Banco Central mostram que, de janeiro a outubro deste ano, o indicador sem ajuste sazonal (pois considera períodos iguais de tempo) mostrou queda de 3,69% na atividade (com ajuste, a retração é de 3,66%) . E, no acumulado em 12 meses até setembro, o indicador (com ajuste) do Banco Central registrou contração de 3,16% (sem ajuste, é de - 3,2%).
A economia brasileira vem "encolhendo" desde o início do ano, segundo os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, de janeiro a setembro, o PIB acumula queda de 4,5%, a maior da série histórica, que começou em 1996. Só no terceiro trimestre, o recuo ficou em 1,7%.

Resultados do IBC-Br x PIB
O IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os últimos resultados do IBC-Br, porém, nem sempre têm mostrado proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.

Em 2012, por exemplo, o IBC-Br mostrou um crescimento de 1,6%. Posteriormente, o resultado oficial do PIB mostrou uma alta menor, de 1%. Em 2013, o BC acertou. Previu uma alta de 2,5%, que foi depois confirmada com a revisão feita pelo IBGE. Em 2014, o BC estimava uma retração de 0,15% no PIB, mas os dados oficiais mostraram uma alta de 0,1% no ano passado.

O Banco Central já informou, em 2013, que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado.

Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, o maior nível em 9 anos.

Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.
Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Neste ano, tanto o mercado financeiro quanto o Banco Central acreditam que inflação oficial ficará acima do teto de 6,5% do sistema de metas. Para os analistas dos bancos, a inflação superará a barreira dos 10% em 2015. O Banco Central projeta um IPCA de 9,5% para este ano e tem dito que trabalha para trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%, em 2017.


Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Inflação de Ribeirão Preto desacelera em novembro
Inflação de Ribeirão Preto desacelera e atinge 0,394% em novembro

Em outubro, IPC foi de 0,57%; alimentos e transporte permanecem em alta.
Etanol 13,62% mais caro protagoniza elevação em combustíveis no período.

A inflação em Ribeirão Preto (SP) chegou a 0,394% em novembro com desaceleração em relação a outubro - em 0,578% -, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do período, de acordo com o levantamento, tem como principais altas a alimentação e o transporte, os mesmos que pesaram no mês anterior, além de baixas em habitação e vestuário.

Ainda influenciados pelo encarecimento nos combustíveis, os mesmos itens ainda impactaram nas contas, mas com menor intensidade, avalia o economista Fred Guimarães, responsável pela pesquisa.
De acordo com ele, a baixa não alivia a inflação de 2015, acumulada em 7%.
"Se você pegar o preço de novembro em relação a novembro do ano passado vai ver que está tudo muito mais caro. A renda não acompanha, as famílias não têm para onde correr", diz.

Alimentos
De acordo com o levantamento, entre os alimentos que mais pesaram no bolso do consumidor estão batata, cebola, tomate e maçã, com variações de 32,45%, 32,14%, 15,64% e 7,08%, respectivamente.
As altas são associadas às chuvas nas regiões produtoras e à variação cambial, que interfere nas importações. "Isso também tem um pouco da dificuldade de transporte do produto do campo para a cidade", acrescenta Guimarães.
Despesas pessoais, saúde e educação também subiram, mas tiveram menor impacto.
Por outro lado, as carnes, cada vez menos compatíveis com o orçamento nos últimos meses, registraram baixas. O quilo do acém caiu 1,53%, enquanto que o do contrafilé teve decréscimo de 2%. A isso o economista associa a necessidade de os vendedores darem fluxo ao estoque, mesmo com baixa na procura causada pelo encarecimento.
"O próprio empresário percebe que está trabalhando com um produto sazonal. Você tem um prazo de validade para comercializar, não tem muito espaço para segurar o produto", diz.
Processo inverso ocorrido com as bebidas, que, mesmo mais caras, não perderam a procura, sobretudo em função das festas de fim de ano. O item teve variação positiva de 0,58% em novembro.

Combustíveis em alta
Principais protagonistas na alta do transporte, o etanol e a gasolina ficaram 13,62% e 3,44% mais caros em novembro.
"Os produtos atravessam um bom momento. O próprio etanol está com uma demanda muito significativa. Enquanto não houver ajuste da demanda, o preço vai continuar subindo", afirma o pesquisador.
Ao mesmo tempo, a baixa demanda por viagens repercutiu em redução de 9,6% nas passagens aéreas. "Há muitas empresas que estão revendo ou reduzindo preços para tentar preencher a quantidade de assentos nas aeronaves ou entao vão perder faturamento e fatia de mercado."

Errata na inflação de outubro
A Acirp também revisou a inflação referente a outubro para 0,578% e não de 0,649% como informado anteriormente.
Em função de um equívoco de inserção nos dados de aluguel, a habitação foi superestimada, assim como o IPC geral.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 293 mil carnês de IPTU são distribuídos em Ribeirão Preto
No período de 4 a 15 de dezembro, a Prefeitura de Ribeirão Preto, por intermédio da Secretaria Municipal da Fazenda, realizou a distribuição dos 293 mil carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, sendo 50.773 territoriais (Terrenos) e 243.212 prediais (Prédios). O vencimento da parcela única, com 10% de desconto, vence no dia 11 de janeiro de 2016. O mesmo prazo vale para o vencimento da primeira parcela.

No caso do contribuinte não receber seu carnê para pagamento até a data do vencimento da primeira parcela, os boletos devem ser retirados na Secretaria da Fazenda, na rua Lafaiete, 1.000, Centro, ou no Poupatempo, no Novo Shopping, na avenida Presidente Kennedy, 1.500. Também no Portal Oficial da Prefeitura de Ribeirão Preto – www.ribeiraopreto.sp.gov.br – é possível visualizar e imprimir uma segunda via dos carnês mediante o número do cadastro.

O pagamento do IPTU pode ser realizado em qualquer agência bancária, correios, casas lotéricas, pela Internet e ainda pode-se efetuar o pagamento no banco do contribuinte, débito em conta corrente, até a data de vencimento de cada parcela.

Fonte: Prefeitura de Ribeirão Preto
 
 
 Levy compara nota do Brasil a rebaixamento no futebol
‘Sempre é possível voltar para a divisão que você acha que pertence’, diz.
Ministro minimizou consequências de possível novo corte na nota do país.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, recorreu ao futebol nesta quinta-feira (10) para comentar o iminente rebaixamento do Brasil e perda de grau de investimento por uma segunda agência de classificação de risco.

“A questão do rebaixamento é reflexo da realidade. É que nem campeonato de futebol, se você não se reorganiza, você não consegue ter união e o resultado é sério”, disse. “Evidentemente depois você tem que trabalhar e tentar voltar. Sempre se é possível voltar para a divisão que acha que você pertence”, completou Levy, que participou de almoço anual de confraternização dos dirigentes de bancos (Febraban), em São Paulo.

O ministro é torcedor do Botafogo - time que garantiu o retorno à Série A em 2016, após o rebaixamento que levou o clube a disputar este ano a Série B do campeonato brasileiro.
Na véspera, a agência Moody's deixou o país mais perto de perder o selo de bom pagador ao colocar o rating "Baa3" em revisão para rebaixamento.
Questionado se a Fazenda já avalia como certa a perda do grau de investimento por uma segunda agência internacional, o ministro não respondeu, dizendo apenas que “o governo não está achando que é normal ter isso [rebaixamento]”.
Levy minimizou, porém, as consequências de um eventual novo corte da nota do Brasil, destacando que a maior parte da dívida brasileira é doméstica.
“Nossa dívida externa, que é aquela que tem o rating, é relativamente pequena. É uma proporção de 1 quinze avos das nossas reservas internacionais. Então, obviamente, não há risco de a gente não poder ou não querer pagar essa dívida”, disse.
O ministro reconheceu, entretanto, que a dívida doméstica do país vem crescendo a um ritmo “desconfortável”, o que “aponta para importância de fazer uma série de reformas para permitir o Brasil ter tranquilidade e voltar a crescer”.

Disciplina e imaginação
Em sua fala para os dirigentes de bancos, Levy classificou o ano de 2015 como "atípico" e procurou passar uma mensagem de otimismo, mesmo diante dos “muitos desafios” que se impõem para 2016 como a necessidade de uma reforma na Previdência.

Segundo o ministro, o país precisa tanto de disciplina como de imaginação para enfrentar os problemas. “Imaginação é ter ideias originais para alcançar objetivos. É um negócio que dói à beça”, disse.

“Como que a gente não pode se organizar? Como que a gente não pode estabelecer bases para em vez de estarmos discutindo downgrades, estarmos discutindo upgrades? Como que o Brasil não pode ser um país A?”, questionou.

Perguntado mais tarde, em entrevista, sobre o fracasso do governo no cumprimento das metas lançadas ao longo do ano e o impacto disso na confiança dos agentes econômicos, Levy disse que os indicadores têm sido afetados sobretudo por fatores de natureza política e que “as sementes do crescimento” já foram colocadas ao longo de 2015.

“Na medida que houver clareza, em que a gente não procure resolver as coisas com fantasia, mas estudar cenários, ver realmente o que precisa ser feito, se unir e superar evidentes divergências que possam haver, acho que a gente consegue superar os desafios de agora e estar crescendo”, completou.

Pagamento de pedaladas
Levy disse ainda que o governo deverá apresentar nos próximos dias um plano para o pagamento das chamadas pedaladas fiscais. Na véspera, o Tribunal de Contas da União (TCU) fixou o prazo de 30 dias para que o governo apresente um cronograma de pagamento de valores devidos a bancos públicos.
"O Congresso já deu um espaço fiscal para a gente tratar dessas situações. Estamos organizando as coisas dentro das melhores práticas", disse.
Atraso no ajuste afeta inflação, diz Tombini
Também presente no evento, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que o atraso no ajuste e reequilíbrio das contas públicas contribuiu para postergar a convergência da inflação rumo ao centro da meta.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Inflação oficial é a maior para novembro desde 2002
Inflação oficial é a maior para novembro desde 2002, diz IBGE
IPCA ficou em 1,01% em novembro depois de avançar 0,82% em outubro.
No acumulado em 12 meses, índice passa de 10% e é o maior em 12 anos.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 1,01% em novembro, depois de chegar a 0,82% no mês anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para novembro desde 2002, quando atingiu 3,02%.

Entre os grupos analisados pelo IBGE, o maior impacto partiu do de gastos com alimentos e bebidas, que ficaram 1,83% mais caros de outubro para novembro.
No ano, de janeiro a novembro, a inflação acumula alta de 9,62% - a maior para esse período desde 2002. Naquele ano, o IPCA havia ficado em 10,22%. Em 12 meses, o indicador está em 10,48%, bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5% ano ano. Essa variação também é a mais intensa desde novembro de 2003, quando atingiu 11,02%.

Entre os itens pesquisados para o cálculo da inflação, o que mais pesou no bolso do consumidor foi o aumento de preços dos combustíveis. O valor do litro da gasolina subiu 3,21% em novembro, ainda reflexo do reajuste de 6% autorizado pela Petrobras desde setembro.
“A taxa desse ano carrega vários reajustes de itens importantes no orçamento, que são as contas que pesam muito no bolso das famílias, energia, água e esgoto, que até ficaram represadas muitos anos, com preços abaixo da inflação”, disse.

Na sequência, entre os maiores impactos intelefonia celular (2,13%) e fixa (1,00%), artigos de higiene pessoal (1,22%), roupas infantis (1,19%) e femininas (1,17%), plano de saúde (1,06%), cabeleireiro (0,70%) e empregado doméstico (0,45%).

Com o aumento do preço da gasolina, os outros combustíveis acabaram tendo seus valores reajustados também. Enquanto o custo do litro do etanol aumentou 9,31%, o do óleo diesel subiu 1,76%.

Mesmo com a pressão do aumento desses gastos, o grupo de despesas relativos a transportes, do qual fazem parte, viu sua taxa desacelerar, de 1,72% em outubro para 1,08% em novembro.
Nos alimentos, os itens comprados par
a consumo dentro de casa subiram 2,46% e as refeições fora de casa ficaram quase 10% mais caras. Entre os destaques de alta estão a batata-inglesa (27,46%), o tomate (24,65%), o açúcar cristal (15,11%) e o refinado (13,15%).

Além da comida e do combustível, a conta de luz também subiu 0,98%, contribuindo para o ligeiro aumento do grupo de gastos com habitação, cuja alta passou de 0,75% para 0,76%. Também ficaram maiores os preços de artigos de limpeza (1,5%), condomínio (1,35%) e botijão de gás (0,81%).

Por regiões
Entre todas as capitais analisadas pelo IBGE, a inflação foi mais pesada em Goiânia (1,44%), reflexo da alta dos alimentos consumidos em casa. O menor índice foi registrado em Brasília (0,66%) devido, principalmente, à queda de 0,55% nos alimentos consumidos fora de casa.


Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Mercado prevê mais inflação e queda maior do PIB em 2015
Expectativa é que o IPCA chegue a 10,38% e o PIB recue 3,19%.
Previsão de inflação para 2016 foi mantida, mas cresceu para queda do PIB.

A previsão dos economistas do mercado financeiro é que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2015 em 10,38% e o Produto Interno Bruto (PIB) registre queda de 3,19%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando houve retração de 4,35%.


Os valores estão acima das estimativas divulgadas na semana anterior pelo boletim Focus, do Banco Central. No último boletim, o mercado previa que o IPCA chegaria a 10,33% no final deste ano e que o PIB recuaria 3,15%.
Para 2016, a expectativa se manteve para a inflação oficial, em 6,64%, mas para o PIB, a previsão de queda aumentou, de 2,01% para 2,04%.
IPCA
Essa foi a décima primeira alta seguida no indicador de inflação. O BC informou, no fim de setembro, que estima um IPCA de 9,5% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.
Recentemente, o BC admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017.

PIB
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registrará dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No mês passado, a "prévia" do PIB do BC indicou uma contração de 3,38% até setembro.
No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração de 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).

Taxa de juros
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% em novembro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015.
Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 13,75% para 14,13% ao ano – o que ainda pressupõe redução da taxa Selic ao longo do ano que vem, embora em menor intensidade.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 ficou mantida em R$ 3,95 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 4,20.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 14,95 bilhões de resultado positivo para R$ 15 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit recuou de US$ 31,78 bilhões para US$ 31,68 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 62,8 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte caiu de US$ 59 bilhões para US$ 58 bilhões.

Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Confiança da indústria cai em novembro, diz FGV
A queda atingiu 12 dos 19 principais segmentos da pesquisa.
Confiança dos serviços também teve queda no mês.

A confiança da indústria medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 1,4 ponto em novembro, ao passar de 76,2 para 74,8 pontos. O resultado sucede altas de 0,3 ponto em setembro e 3,1 pontos em outubro, depois de o índice atingir o mínimo histórico em agosto.

A queda atingiu 12 dos 19 principais segmentos da pesquisa e foi determinada pela redução de 2,8 pontos do índice de expectativas, para 75,1 pontos. O índice da situação atual ficou estável, em 74,8 pontos.

“O resultado mostra que o ambiente dos negócios continua desfavorável ao setor.  Nos últimos meses, houve melhora, ainda que discreta, em alguns aspectos dos negócios, como a percepção sobre a demanda externa e sobre o nível de estoques. Mas o setor dificilmente observará uma melhora contínua, como poderiam sugerir as altas em setembro e outubro, enquanto não ocorrer uma reação mais expressiva da demanda interna”, disse Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto para ciclos econômicos da FGV/IBRE.

Depois de avançar 8,6 pontos no mês anterior, o indicador que capta as expectativas do setor com relação à evolução da produção nos três meses seguintes foi o que mais contribuiu para a queda do índice de expectativas entre outubro e novembro, ao passar de 82,5 para 76,6 pontos. O mínimo histórico havia sido registrado em setembro (73,9 pontos).

A estabilidade do índice da situação atual em novembro combinou a estabilidade do nível de estoques, em 74,5 pontos, com movimentos de piora na avaliação dos negócios e de melhora na percepção sobre a demanda. O indicador de situação atual dos negócios passou de 75,1 para 74,5 pontos, o mínimo histórico. Já o indicador de nível de demanda aumentou de 77,0 para 77,6 pontos, com melhora das avaliações em relação às demandas interna e externa.

O nível de utilização da capacidade instalada atingiu o mínimo histórico em novembro, ao recuar 0,3 ponto percentual, de 74,9% para 74,6%.
Serviços
A FGV também indicou que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 1,2 ponto em novembro sobre outubro e chegou ao segundo menor nível da série iniciada em junho de 2008. O ICS chegou em novembro a 66,9 pontos, na oitava queda já registrada neste ano.
"O ambiente econômico marcado pelo aumento do desemprego e por pressões inflacionárias, aliado às incertezas no campo político, acaba por manter a percepção pessimista do setor sobre o rumo dos negócios, sinalizando uma nova redução no nível de atividade no último trimestre do ano", disse o consultor da FGV/IBRE Silvio Sales.
O destaque ficou para o recuo de 3,2 pontos do Índice da Situação Atual (ISA-S), para 65,9 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-S) teve ganho de 0,9 ponto, para 68,4 pontos.


Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Mesmo com crise, serviço de beleza cresce até 20% no fim de ano
Mesmo com a crise econômica do país, o mercado de beleza e estética está otimista com os resultados. De acordo com a empresária Daniela Fiszpan, as vendas de apliques crescem pelo menos 20% todo fim de ano, independente da crise. A marca Fiszpan, com 80 anos, já enfrentou quase uma dezena de mudanças de moeda e algumas crises no país, e com muita segurança garante que a venda de cabelos cresce sempre no final do ano. 

“Os apliques são os mais procurados para quem busca transformações rápidas, como alongar o cabelo à La Gisele, ou produzir um penteado diferente”, conta Daniela.

Para Rudi Werner, sócio-fundador da rede de salões Werner Coiffeur, corte e coloração são serviços bastante procurados porque transformam o visual e elevam a autoestima: “Cortar as pontas ou apostar em um corte mais radical, fazer luzes ou mudar de vez a cor do cabelo, isso depende do estilo de cada mulher, mas o desejo de mudança é único e todas acabam vindo para o salão a partir de novembro”, explica.

Fonte: jb.com.br
 
 
 Polícia Federal prende empresário amigo de Lula em Brasília
Prisão, que é preventiva, faz parte da 21ª etapa da Operação Lava Jato.
Atual fase foi batizada de Operação Passe Livre e cumpre 25 mandados.

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (24) , em um hotel de Brasília, o pecuarista José Carlos Bumlai, na 21ª fase da operação Lava Jato. A prisão é preventiva, que não tem data para vencer. Ele será levado para a Superintendência da PF, em Curitiba.
Bumlai deporia nesta terça na  CPI do BNDES, que investiga operações envolvendo o banco, por isso viajou a Brasília.
A Polícia Federal (PF) cumpre, desde a madrugada desta terça-feira, (24), a 21ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Passe Livre. Ao todo, foram expedidos 25 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva, além de 25 mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A ação é realizada em São Paulo, Rio de Janeiro,  Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Pecuarista do Mato Grosso do Sul e empresário do setor sucroalcooleiro, Bumlai tinha acesso franqueado ao gabinete de Lula durante os oito anos em que o petista comandou o Palácio do Planalto. Os dois se conheceram em 2002, apresentados pelo ex-governador sul-matogrossense Zeca do PT, e estreitaram a relação nos anos seguintes.
Um dos delatores da Operação Lava Jato, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, afirmou em depoimento ao Ministério Público Federal que repassou R$ 2 milhões a Bumlai referente a uma comissão a que o pecuarista teria direito por supostamente pedir a intermediação de Lula em uma negociação para um contrato e que Bumlai afirmou a ele que o dinheiro seria usado para pagar uma dívida imobiliária de uma nora de Lula.
Em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo" publicada em 25/10, Bumlai afirmou que não repassou R$ 2 milhões para a nora do ex-presidente Lula, desmentindo Fernando Baiano.
Na entrevista, Bumlai disse que não é tão próximo de Lula como é noticiado. Mas o pecuarista confirmou que levou um empresário do setor de petróleo para uma audiência com o ex-presidente em 2011 a pedido de Fernando Baiano

'Passe livre'
As investigações concentradas na atual fase da Lava Jato partem da apuração das circunstâncias de contratação de um navio sonda pela Petrobras com indícios concretos de fraude no procedimento licitatório, segundo a PF.
Entre os crimes investigados na atual fase estão fraudes a licitação, falsidade ideológica, falsificação de documentos, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro, entre outros.
De acordo com a PF, complexas medidas de engenharia financeira foram utilizadas pelos investigados para ocultar a real destinação de valores indevidos pagos a agentes públicos e diretores da estatal.
Os mandados serão cumpridos na capital paulista, em Lins e Piracicaba, também em São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande e Dourados, no Mato Grosso do Sul, e Brasília, no Distrito Federal.
20ª fase
A 20ª fase da Operação Lava Jato cumpriu 18 mandados judiciais e prendeu o ex-gerente executivo da Petrobras Roberto Gonçalves e Nelson Martins Ribeiro, apontado como operador financeiro.
O objetivo desta etapa, conforme o Ministério Público Federal (MPF) e a PF foi buscar provas documentais sobre crimes cometidos dentro da petrolífera. Os dois presos são suspeitos de participação no esquema criminoso de fraude, corrupção e desvio de dinheiro.
Eles são investigados por receber valores indevidos de representantes de empresas com contratos relacionados às refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Pasadena, nos Estados Unidos, segundo a PF.


FONTE: g1.globo.com/
 
 
 Venda da Alpargatas está entre os 10 maiores negócios anunciados no ano
Venda da Alpargatas está entre os 10 maiores negócios anunciados no ano
Dona da JBS está por trás de 3 das 10 maiores transações, aponta PwC.
Camargo Correa vendeu controle da dona das Havaianas por R$ 2,66 bi.


A venda do controle da Alpargatas em operação avaliada em R$ 2,66 bilhões (cerca de US$ 717 milhões) é a 9º maior negocio do ano envolvendo empresas brasileiras, segundo levantamento da consultoria PwC.

A Camargo Corrêa vendeu o controle da Alpargatas, dona de marcas como Havaianas, Osklen, Mizuno, Timberland e Dupé, para a J&F Investimentos, dona da JBS Friboi, segundo anúncio feito nesta segunda-feira (23).
A J&F disse que o objetivo da operação é a "diversificação do portfólio de negócios investidos pela J&F". Além da processadora de carnes JBS, dona das marcas Friboi, Seara e Swift, o portifólio do grupo inclui também as empresas Vigor (produtos lácteos), Flora (cosméticos e limpeza), Eldorado (celulose); Banco Original (instituição financeira voltada ao agronegócio), o  Canal Rural (televisão) e Oklahoma e Floresta Agropecuária (setor de agronegócios).
Das 10 maiores transações envolvendo empresas brasileiras no ano, 3 são de negócios do grupo J&F num total de US$ 3,7 bilhões. Veja quadro abaixo
Dados da PwC mostram que o número de fusões e aquisições realizadas no Brasil em 2015 caiu 14% na compração com o mesmo período de 2014. Entre janeiro e outubro, foram realizadas 618 transações do tipo no Brasil, frente a 717 no mesmo do ano passado.
Atraídos pela desvalorização do real frente ao dólar, os investidores estrangeiros estiveram em 285 transações, um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2014.


Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Vestido de O Mágico de Oz é vendido por US$ 1,56 milhão em NY
Peça foi a principal atração da venda de quase 400 itens de Hollywood.
Segundo item mais caro do leilão foi uma peça usada por Marilyn Monroe.

Um vestido usado pela atriz Judy Garland no papel de Dorothy no filme "O Mágico de Oz" foi vendido por US$ 1,56 milhão nesta segunda-feira (23) em Nova York, anunciou a casa de leilões Bonhams.

O vestido foi a principal atração da venda de quase 400 peças de Hollywood, organizada pela casa de leilões e pela Turner Classic Movies. O evento arrecadou mais de quatro milhões de dólares.

O vestido de Dorothy foi comprado por um dos três concorrentes que participaram no leilão por telefone. O preço superou a estimativa inicial de US$ 800,000 a US$ 1,2 milhão, informou a Bonhams.

O vestido leiloado é um dos dois trajes completos de Dorothy existentes, informou a diretora de memorabilia de entretenimento da Bonhams, Catherine Williamson.
"O vestido é considerado um ícone autêntico e eterno da Hollywood clássica", disse.

Judy Garland era uma adolescente quando protagonizou "O Mágico de Oz" em 1939, um dos clássicos da era de ouro de Hollywood.

O filme, que venceu o Oscar nas categorias de melhor canção ("Over the rainbow") e melhor trilha sonora.
O segundo item mais caro do leilão foi uma peça usada por Marilyn Monroe no filme "Os Homens Preferem as Louras", vendido por US$ 425.000.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Dois meses após anúncio, maior parte do ajuste fiscal não 'decolou'
Metade do ajuste seria implementada por meio da reativação da CPMF.
Para analistas, pode haver rombo e nova perda do grau de investimento.

Dois meses depois de anunciar um pacote de R$ 64,9 bilhões para tentar acabar com o buraco nas contas de 2016, o governo conseguiu colocar muito pouco em marcha. Desse valor todo, apenas pouco mais de R$ 10 bilhões já “entraram em vigor”, segundo levantamento feito pelo G1.
O anúncio foi feito no dia 14 de setembro pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, para tentar reverter o mal-estar causado no mercado pela admissão, dias antes, de que as contas do próximo ano teriam um rombo de R$ 30,5 bilhões – e que levou o país a perder o grau de investimento pela agência Standard & Poor’s.
O objetivo das medidas é atingir um superávit primário (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida) de 0,7% do PIB, ou R$ 43,8 bilhões, para todo o setor público no ano que vem.
Mas de todo o pacote fiscal, o que está valendo e é, de fato, certo para o ano que vem, é pouco perto do que foi anunciado – e o cenário permanece indefinido. O mercado financeiro, até o momento, ainda não acredita que será possível que as contas públicas voltem ao azul no ano que vem.
Até o momento, o governo alterou as alíquotas de ressarcimento do Reintegra (de estímulo às exportações), que subirão em dezembro, com melhora da arrecadação de R$ 2 bilhões em 2016, além da mudança de fonte do Minha Casa Minha Vida (impacto de R$ 4,8 bilhões no ano que vem) – parte dos recursos virá do lucro do FGTS, não do Orçamento da União. O governo informou ainda que cortará R$ 3,8 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sem contar o Minha Casa Minha Vida.

CPMF
A principal medida defendida pela equipe econômica, o retorno da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), com alíquota de 0,2% e previsão de arrecadar R$ 32 bilhões em 2016, enfrenta fortes resistências na sociedade e entre os parlamentares e sequer começou sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – o primeiro passo no 
Congresso Nacional.

Depois disso, ainda teria de passar por uma comissão especial e por duas votações no plenário da Câmara, além de comissões e duas votações no plenário do Senado Federal para ter validade. Nos plenários da Câmara e do Senado, precisa do apoio de 3/5 dos parlamentares. Também seria preciso cumprir noventena (90 dias) para começar a produzir efeitos na arrecadação.


Medidas Provisórias
Algumas ações foram implementadas por meio de Medidas Provisórias e já estão valendo. Entretanto, pelas regras, elas ainda têm de ser confirmadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias ou perdem a validade. Nesse caso, teriam pouco impacto no orçamento do ano que vem. São elas: mudanças no regime especial da indústria química, nos juros sobre capital próprio e no Imposto de Renda sobre ganhos de capital.


Sequer foram enviadas
Outras medidas anunciadas há dois meses, como a redução de 30% nas alíquotas do Sistema S e Sebrae e oneração da contribuição previdenciária incidente sobre a folha em 0,9% e também a dedução do valor devido ao Sesi, Sesc e Sest equivalente ao benefício do IRPJ pela exclusão dos dispêndios com pesquisa tecnológica, sequer foram publicadas no “Diário Oficial da União”. Essa informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda.
O impacto estimado destas medidas é de R$ 8 bilhões. A equipe econômica anunciou, em setembro, que elas seriam implementas por meio de Medida Provisória.


Despesas
No campo do corte de despesas, também não há certeza de que o governo será capaz de passar no Congresso medidas equivalentes a todo o valor anunciado há dois meses, de R$ 26 bilhões.
Alguns ofícios foram enviados à Comissão Mista de Orçamento, como adiamento de reajuste de servidores e suspensão de concursos, e ainda estão sendo avaliados pelos parlamentares.
Sobre a redução do gasto constitucional com Saúde, com impacto estimado de R$ 3,8 bilhões no ano que vem, o Ministério do Planejamento informou que a implementação deste item depende do processo que ainda está em curso na Comissão Mista de Orçamento.
Outras medidas, como a reforma administrativa, ainda estão sendo gradativamente implementadas pelo governo. Questionado pelo G1 se as medidas atingirão o impacto estimado de R$ 2 bilhões em 2016, o Ministério do Planejamento não respondeu.


Mercado já vê resultado negativo em 2016
As incertezas em torno do pacote fiscal e seu real impacto nas contas públicas já se refletem nas projeções do mercado financeiro. Na semana anterior ao anúncio das medidas, em 11 de setembro, a expectativa dos bancos, colhida por meio da pesquisa semanal feita pelo Banco Central, era de um resultado neutro, ou seja, sem déficit nem superávit, nas contas do setor público consolidado em 2016. Na semana passada, o mercado já estimava um déficit primário, ou seja, um rombo, de 0,5% do PIB para o ano que vem.


Três anos seguidos de rombo nas contas
Se confirmado, será o terceiro ano seguido em que as contas públicas ficarão no vermelho. No ano passado, as contas de todo o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) registraram o primeiro déficit primário (receitas menos despesas, sem contar juros) anual da história. Em 2014, o déficit primário foi de R$ 32,53 bilhões, ou 0,63% do PIB.
Neste ano, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, admitiu que o rombo nas contas pode superar a marca de R$ 100 bilhões, caso não ocorra, em 2015, o leilão das hidrelétricas, previsto para novembro, e que tenham de ser pagas neste ano todas as "pedaladas" fiscais do ano passado – as dívidas da União com os bancos públicos.


Pacote fiscal 'em aberto'
Para o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, o pacote fiscal anunciado em setembro pela equipe econômica ainda está "em aberto". "Aquele pacote de corte de despesas não está muito claro. Não se sabe se vão conseguir postergar aumento de servidor. E a CPMF não tem nem relator ainda na Comissão [de Constituição e Justiça]. Agora não tem clima para a CPMF no Congresso e na sociedade. Não há sinalização positiva de ajuste fiscal para o país", avaliou.



Fonte: g1.globo.com
 
 
 'Inflação do aluguel' acumula alta de 10,61% em 12 meses, diz FGV
De outubro para novembro, IGP-M perdeu força, chegando a 1,45%.
Desaceleração dos preços no atacado influenciou resultado na 2ª prévia.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), também conhecido como inflação do aluguel porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, desacelerou para 1,45% na segunda prévia de novembro, depois de avançar 1,86% no mesmo período de outubro.

Com isso, o indicador acumula alta de 9,92% no ano, e e de 10,61% em 12 meses - número acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%, e do mercado financeiro, que estima para o IPCA uma taxa de 10,04% no final deste ano. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Usado no cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avalia os preços no atacado, perdeu força, passando de 2,63% para 1,88%. A variação dos produtos agropecuários recuou de 3,55% para 2,26% e dos industriais, de 2,27% para 1,74%.

Já o indicador que mede os preços no varejo e também entra no cálculo do IGP-M acelerou da segunda prévia de outubro para a mesma prévia do mês seguinte. De 0,57% passou para 0,78%, com destaque para o grupo alimentação, cuja taxa passou de 0,35% para 0,90%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também é usado no cálculo mas que possui o menor peso no IGP-M, apresentou variação de 0,29%, contra 0,14% no mês anterior.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 BC do Japão mantém política monetária mesmo diante de recessão
Expectativa é que a economia vá em breve sair da recessão.
'Economia do Japão continuou a se recuperar de forma moderada', diz BC.

O banco central do Japão manteve a política monetária nesta quinta-feira (19), provavelmente esperando que a economia vá em breve sair da recessão com um mercado de trabalho apertado elevando os salários e sustentando o consumo.

"A economia do Japão continuou a se recuperar de forma moderada, embora as exportações e a produção tenham sido afetadas pela desaceleração em economias emergentes", disse o banco central em comunicado, mantendo sua avaliação econômica.
O banco central reiterou sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 80 trilhões de ienes (US$ 650 bilhões) através de compras de títulos do governos e ativos de risco.

A decisão foi por 8 votos a 1.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Desemprego atinge maior taxa para outubro desde 2007, diz IBGE
Índice passou de 7,6% em setembro para 7,9% em outubro.
População desocupada chegou a 1,9 milhão, o maior número desde 2002.

A desocupação no Brasil aumentou e os salários dos trabalhadores empregados sofreram redução mais uma vez. De setembro para outubro, a taxa de desemprego passou de 7,6% para 7,9% - o índice mais elevado para outubro desde 2007, quando a desocupação chegou a 8,7%.

A população desocupada somou 1,9 milhão de pessoas e mostrou um aumento de 67,5% em relação a outubro de 2014, quando a taxa era de 4,7%. "Foi a maior variação [na comparação anual] da população desocupada na série histórica da pesquisa, em 2002", de acordo com o IBGE. Em relação a setembro, o número de desocupados ficou praticamente igual.

Consequentemente, a população ocupada diminuiu e chegou a 22,5 milhões. Frente a setembro, o recuo foi de 1% e contra outubro de 2014, de 3,5%. A população não economicamente ativa cresceu 1,4% na comparação mensal e quase 3%, na anual.

Na análise das áreas que empregam os brasileiros, a população ocupada ficou estável em quase todas, menos na Indústria, onde a queda sentida foi de 3,9%. Os resultados são diferentes frente a outubro de 2014. Na indústria, a baixa foi de 8,7%, na construção, de 5,2%, e nos serviços prestados às empresas, de 3,7%.

O número de trabalhadores com carteira assinada somou 11,2 milhões - estável sobre setembro e 4% menor que em outubro do ano anterior.

O chamado "rendimento médio real habitual dos trabalhadores" ficou em R$ 2.182,10 em outubro: 0,6% abaixo da média de setembro e 7,0% inferior ao ganho de um ano atrás.

Resultados por região
Na comparação com setembro, a taxa de desemprego ficou mais alta apenas em São Paulo. Em relação a outubro de 2014, todas as regiões pesquisadas mostraram aumento: Salvador (12,8%); São Paulo (8,1%); Recife, (9,8%); Belo Horizonte (6,6%); Rio de Janeiro (6%) e Porto Alegre (6,8%).


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Pela 1ª vez, mercado prevê inflação acima de 10% neste ano
Analistas passaram a prever inflação em dois dígitos no ano de 2015.
Para 2016, previsão sobe para de 6,5%, no limite da meta de inflação.

Os economistas do mercado financeiro passaram a prever que a inflação oficial será de dois dígitos neste ano, ou seja, superará a barreira dos 10%. A estimativa, feita na semana passada, foi divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. É fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para 2015, a expectativa dos economistas dos bancos é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, feche o ano em 10,04%. Na semana anterior, a taxa esperada era de 9,99%. Se confirmada a previsão, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando ficou em 12,53%.

Essa foi a nona alta seguida no indicador. O BC informou, no fim de setembro, que estima um IPCA de 9,5% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços ainda segue pressionando os preços.

Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 6,47% para 6,5% na última semana - no limite da meta de inflação para o ano que vem. Foi a 15ª alta seguida do indicador que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem.

Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

Recentemente, o BC admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017. Na semana passada, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes, informou que, apesar da desistência da autoridade monetária de trazer o IPCA para 4,5% em 2016, que ele permanecerá dentro da banda do sistema de metas, ou seja, abaixo de 6,5%. "[A inflação] estará contida no intervalo do regime de metas [em 2016]", disse ele na ocasião.


Contração de 2% para o PIB de 2016
Para o PIB deste ano, o mercado financeiro manteve a estimativa de retração de 3,10%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 1,90% para 2% a expectativa de contração na economia do país. Esta foi a sexta queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No mês passado, a "prévia" do PIB do BC indicou uma contração de 2,99% até agosto.

No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração de 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).

Taxa de juros
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% em outubro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa permaneceu em 13,25% ao ano – o que pressupõe redução da taxa Selic ao longo do ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 recuou de R$ 4 para R$ 3,96 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 4,20.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 14,6 bilhões para US$ 14,95 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 29 bilhões para US$ 30,55 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 62,3 bilhões para US$ 62,8 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte recuou de US$ 60 bilhões para US$ 58 bilhões.


Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Alimentos ficam mais caros, e inflação pelo IPC-S ganha força
Indicador ficou em 0,86% na segunda prévia de novembro, diz FGV.
Hortaliças e legumes ficaram quase 7% mais caras frente a primeira prévia.

O preço dos alimentos voltou a pressionar o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou 0,86% na segunda prévia de novembro, segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta segunda-feira (16).

Nesta apuração, metade das oito classes de despesa usadas no cálculo do índice apresentaram avanço de preços, com destaque para o grupo alimentação (de 0,71% para 1,13%), influenciado pelo aumento das hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -3,64% para 6,48%.
Também subiram as taxas relativas a vestuário (de 0,51% para 0,87%), habitação (de 0,63% para 0,65%) e comunicação (de 0,23% para 0,27%).

Na contramão, desaceleraram as variações de preços de transportes (de 1,82% para 1,52%),
educação, leitura e recreação (de 0,25% para 0,20%), despesas diversas (de 0,10% para 0,08%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,66% para 0,65%).

Veja a variação de alguns itens:
Tarifa de ônibus urbano (de 1,45% para 0,60%)
Passagem aérea (de 4,72% para -3,58%)
Alimentos para animais domésticos (de -0,24% para  -0,79%)
Medicamentos em geral (de 0,18% para 0,07%)
Roupas (de 0,60% para 1,07%)
Tarifa de eletricidade residencial (de 0,94% para 1,38%)
Pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,06% para 0,13%)


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Aneel realiza leilão de energia de fontes solar e eólica nesta sexta
Empresa de Pesquisa Energética recebeu 1.379 projetos para a disputa.
Suprimento começa em 1º de novembro de 2018, com prazo de 20 anos.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza nesta sexta-feira (13), em São Paulo, leilão destinado à contratação de energia elétrica de novos empreendimentos, de fonte solar fotovoltaica e eólica.

Denominado “2º Leilão de Energia de Reserva”, o certame está marcado para as 10h, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O objetivo do leilão, conforme o governo, é aumentar a segurança do fornecimento de energia elétrica no país e reduzir os riscos de desequilíbrio entre a oferta e a demanda.

Segundo a Aneel, os leilões de reserva servem para incrementar a garantia física do sistema e, nesse caso, a energia pode ser contratada com qualquer antecedência. 

Contratos
O suprimento começa em 1º de novembro de 2018, com prazo de duração de 20 anos. De acordo com a Aneel, serão negociados Contratos de Energia de Reserva na modalidade por quantidade de energia.


Preço inicial
O preço inicial do produto por quantidade será de R$ 381,00 por MWh (megawatt-hora) para fonte solar fotovoltaica, e de R$ 213,00 por MWh para fonte eólica.


Projetos
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu 1.379 projetos para o leilão, distribuídos em 14 estados, sendo 730 de usinas eólicas e 649 de energia solar. As propostas têm potência superior a 39.917 MW (megawatts).



Fonte: g1.globo.com
 
 
 Saída para crise passa por diálogo entre Lula e FHC, diz Marina Silva
Ao G1, ex-senadora classificou de 'caos' atual situação política do país.
Ela voltou a defender afastamento de Cunha da presidência da Câmara.

Terceira colocada nas eleições de 2010 e 2014, a ex-senadora Marina Silva (Rede-AC) afirmou em entrevista ao G1 que a saída para a atual crise política exige diálogo entre os ex-presidentes da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para ela, se na época em que governaram, os dois negociaram com lideranças polêmicas a fim de garantir a governabilidade, eles têm condições de dar uma trégua às divergências pessoais para ajudar o país a superar as dificuldades.
Segundo a ex-ministra do Meio Ambiente, pela história e pela trajetória, Lula e FHC têm força para frear o agravamento da crise política desencadeada na última campanha presidencial. Marina afirma que a polarização entre PT e PSDB está "fazendo um mal tremendo" para o Brasil.

"Está na hora de o presidente sociólogo e o presidente operário conversarem. Se foi possível Fernando Henrique conversar com ACM, se foi possível Lula conversar com [José] Sarney, [Fernando] Collor, Renan [Calheiros], Jader Barbalho e Eduardo Cunha, por que não é possível conversarem dois ex-presidentes da República para que possamos viver os últimos suspiros da polarização?", questionou a ex-senadora.
Na opinião de Marina, o país está perdendo grandes oportunidades por causa do "atraso" na política. "Ex-presidentes estão aí para assumir o papel de ex-presidentes e ajudar o país a sair do caos", declarou.

A ex-senadora afirmou que a instabilidade política tem contaminado a economia, afastando investidores. Para ela, há pessoas que estão trocando o futuro do país "por causa de uma eleição".
"As pessoas estão brincando. Qual é o investidor que vai olhar para uma situação como essa e vai achar que é sério investir no Brasil?", indagou.

"O que está acontecendo é que as pessoas estão trocando o futuro do Brasil por causa da próxima eleição. E não se troca o futuro de uma nação por causa de uma eleição", complementou.

Em julho, Fernando Henrique publicou um texto em sua página pessoal no Facebook no qual afirmou que, naquela ocasião, não era momento de se aproximar do governo, e sim do povo.
A declaração do tucano ocorreu um dia após o jornal "Folha de S.Paulo" publicar reportagem informando que Lula havia autorizado interlocutores a procurarem assessores do ex-presidente tucano para que fosse articulada uma conversa entre os dois.
Apesar das recentes desavenças entre Lula e FHC, Marina Silva destacou que um eventual encontro entre eles não seria visto como um "pacto de impunidade", mas sim um "pacto de responsabilidade".
"Não é ninguém ir conversar para dizer: 'olha, estou aqui vergando a sua coluna'. Não, é um diálogo mesmo. O PSDB decidiu agora que vai votar a DRU. Enfim, é a proposta deles. É incoerente não votar", defendeu a ex-senadora.
Ela se referia à manifestação dos tucanos de que, em prol da “governança”, votarão a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a permissão para que a União utilize livremente parte dos recursos do Orçamento, a chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Eduardo Cunha
Dirigente da Rede Sustentabilidade – um dos dois partidos que apresentaram representação no Conselho de Ética da Câmara contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – Marina Silva afirmou ao G1 que não considera a versão do peemedebista uma resposta para a denúncia apresentada pela legenda. A ex-senadora voltou a defender o afastamento de Cunha do comando da Câmara.
Na semana passada, em entrevista ao G1 e à TV Globo, Eduardo Cunha reafirmou, entre outras coisas, que não tem contas bancárias nem é proprietário, acionista ou cotista de empresas no exterior. Ele admitiu, contudo, ser "usufrutuário" de ativos mantidos na Suíça e não declarados à Receita Federal e ao Banco Central porque, segundo afirmou, são recursos que obteve no exterior, mantidos em contas das quais não é mais o titular.
O presidente da Câmara foi acusado no Conselho de Ética, pela Rede e pelo PSOL, de ter quebrado o decoro parlamentar ao, supostamente, mentir à CPI da Petrobras, afirmando que não tem contas fora do país.

"A nossa atitude [da Rede], desde o princípio, foi de que, se houvesse denúncia, deveria haver o afastamento [de Eduardo Cunha da presidência da Câmara]. Mas, na ausência do afastamento, com as denúncias, das provas consistentes que foram apresentadas pela Justiça, então, tem um lugar para se fazer essa avaliação, que é o Conselho de Ética", disse Marina Silva.

Segundo ela, não se pode fazer um "pacto de impunidade" para salvar o mandato do presidente da Câmara. A fundadora da Rede Sustentabilidade afirmou que, "tanto o governo quanto a oposição", resolveram "protelar" a análise da reprentação do partido no Conselho de Ética, o que, consequentemente, acabou atrasando a tramitação do processo de cassação.
"Um porque queria o impeachment, e o outro porque queria evitá-lo. E não se pode instrumentalizar uma coisa como essa. Não acho que se deva fazer agora um pacto de impunidade, nem para conseguir o que a oposição quer nem o que a situação quer", opinou.

Tragédia em Mariana
A ex-ministra do Meio Ambiente falou ainda ao Blog do Matheus Leitão sobre a tragédia na região de Mariana (MG), causada pelo rompimento de duas barragens de lama pertencentes à mineradora Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP.

Para Marina, a enxurrada de lama é catastrófica e a negligência, a ser investigada, gerou um "dano incalculável”.
"Por mais que você consiga precificar os danos econômicos, do patrimônio histórico, você jamais vai conseguir calcular as vidas que se perderam, as histórias que desapareceram, as relações que as pessoas estabeleceram com aquilo que produziram e acumularam. Isso não tem preço”, afirmou Marina.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Lucro do Banco do Brasil sobe para R$ 3,062 bilhões no 3º trimestre
Resultado foi 10,1% maior em relação ao mesmo período de 2014.
Carteira de crédito do banco cresceu quase 10% em 12 meses.

O Banco do Brasil, maior banco do país em ativos, anunciou nesta quinta-feira (12) que teve lucro líquido de R$ 3,062 bilhões no terceiro trimestre de 2015. O resultado ficou 10,1% acima do registrado no mesmo período de 2014 e 1,8% superior ao obtido pela instituição financeira no segundo trimestre deste ano.

No ano, de janeiro a setembro, o banco acumula ganhos de R$ 11,888 bilhões - acima dos R$ 8,287 bilhões verificados no mesmo período do ano passado.

De acordo com o balanço, os ativos do Banco do Brasil chegaram a R$ 1,6 trilhão em setembro, um crescimento de 10% em 12 meses e de 2,7% frente ao trimestre anterior, "favorecido principalmente pela expansão da carteira de crédito ampliada".

A carteira de crédito, que é quanto o banco tem emprestado, cresceu 9,8% em 12 meses e 3,6% no trimestre ao atingir R$ 804,6 bilhões. O destaque ficou para o financiamento imobiliário, que registrou aumento de 34% em 12 meses e de 6,4% no trimestre.

No final de setembro, o que mede a inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias representou 2,20% da carteira de crédito do banco.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 AB InBev aprova oferta formal para compra da cervejaria rival SABMiller
Valor da operação ultrapassa os US$ 100 bilhões.
Fusão poderá se tornar a terceira maior da história.

A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, lançou sua oferta de mais de US$ 100 bilhões pela SABMiller nesta quarta-feira (11) e concordou com a venda da fatia da rival na norte-americana MillerCoors, em uma tentativa de obter aprovação regulatória para a união.

A AB InBev disse que concordou em vender a fatia de 58% da SABMiller na MillerCoors para o outro principal acionista do negócio, a Molson Coors, por US$ 12 bilhões.
Uma vez aprovada pelas autoridades de concorrência, a fusão poderá se tornar a terceira maior da história e a maior aquisição de uma companhia britânica.
A AB InBev estava oferecendo 44 libras por ação da SABMiller, junto com uma alternativa composta principalmente por ações criada especialmente para dos dois maiores acionistas da rival, a fabricante de cigarros Altria e a família colombiana Santo Domingo, que juntos possuem 40,5% da SABMiller.

A oferta de aquisição foi avaliada em US$ 107 bilhões e vai reforçar a posição de domínio do mercado mundial de cerveja pela AB InBev, formando um grupo responsável por um terço de toda a produção global.
Bilionário brasileiro por trás do negócio
A AB InBev é parcialmente controlada pelo fundo de private equity 3G Capital, administrado por investidores brasileiros, e controla indiretamente a brasileira Ambev.
A AB Inbev tem entre os seus donos os brasileiros Jorge Paulo Lemann (homem mais rico do Brasil com fortuna estimada em mais de US$ 25 bilhões, segundo a Bloomberg), Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.
Dono do fundo 3G Capital e sócio da AB Inbev, Lemann tem feito negócios em parceria com a Berkshire Hathaway, de Warren Buffet, como a compra da Heinz e fusão da companhia com a Kraft Foods.
Confira a seguir as  5 maiores fusões/aquisições da história:
1 - O grupo britânico de telecomunicações Vodafone adquire em 1999 a alemã Mannesmann por US$ 172 bilhões, incluindo a dívida.
2 - Em 2013, a Vodafone vende 45% de sua participação na Verizon Wireless à gigante americana das telecomunicações Verizon por US$ 130,1 bilhões.
3 - A britânica SABMiller aceita em outubro de 2015 a oferta de compra da AB InBev, de capital belga e brasileiro, avaliada, segundo a Dealogic, em US$ 122 bilhões, incluindo a dívida.
4 - Em 2000, a americana Time Warner anuncia uma fusão com a compatriota AOL por US$ 112,1 bilhões, símbolo dos primeiros excessos das empresas ponto.com. As duas empresas se separaram em 2009.
5 -A farmacêutica americana Pfizer adquire em 1999 a rival Warner Lambert por US$ 111,8 bilhões, incluindo a dívida. A Pfizer se tornou pouco depois a maior empresa farmacêutica mundial.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Caminhoneiros fazem protestos pelo país
Governo aumentou para R$ 5.746 multa a quem bloquear estradas.
Caminhoneiros fazem ato com concentração, mas sem bloqueios.


Os caminhoneiros fazem protestos pelo país pelo terceiro dia nesta quarta-feira (11). No entanto, o movimento perdeu força após o governo aumentar a multa a quem bloquear estradas. Nesta quarta, são registrados protestos no PR, RS e SC.
Na terça-feira (10), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo anunciou o endurecimento na punição por bloqueios nas estradas. A multa para quem fizer os bloqueios passa de  R$ 1.915 para R$ 5.746. Os organizadores de manifestações com bloqueio poderão ser multados em R$ 19.154.
A presidente Dilma Rousseff também afirmou, na terça, que obstruir rodovias "é crime".
Veja a situação por estado:
- PARANÁ
BR-376, km 45, Apucarana - caminhões são impedidos de seguir
PR-466, km 145, Manoel Ribas - caminhões são impedidos de seguir
- RIO GRANDE DO SUL
BR-158, km 265, em Júlio de Castilhos - sem interdição
BR-392, km 717, em Porto Xavier - sem interdição
BR-285, km 337, em Carazinho - sem interdição
BR-285, km 497,9, em Entre-Ijuís - sem interdição
BR-472, km 155,5, em Santa Rosa -  sem interdição
BR-472, km 168, em Santa Rosa -  sem interdição
BR-292, km 297, em São Sepé - sem interdição
ERS-287, km 104, em Santa Cruz do Sul - sem interdição

- SANTA CATARINA
BR-116, km 54, Papanduva - concentração em acostamento
Movimento
O grupo que participa do movimento foi convocado pelo Comando Nacional do Transporte. Os manifestantes são autônomos e se declaram independentes de sindicatos. Eles são contra o governo Dilma Rousseff, pedem o aumento do valor do frete, reclamam da alta de impostos e da elevação nos preços de combustíveis, entre várias outras questões.
O movimento não tem adesão total dos caminhoneiros. A Confederação Nacional dos Transportes Autônomos afirmou, em nota, que não concorda com a mobilização, já que a pauta não tem relação com os problemas específicos da categoria. A União Nacional dos Caminhoneiros também informou que discorda dos bloqueios.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Receita libera consulta ao 6º lote do Imposto de Renda 2015
Este é o penúltimo lote do ano; valores serão pagos em 16 de novembro.
Quem não estiver neste lote nem no de dezembro cai na malha fina.

A Receita Federal liberou nesta terça-feira (10) as consultas ao sexto lote de restituições do Imposto de Renda 2015 e a lotes residuais (para quem caiu na malha fina) de anos anteriores. Os valores serão pagos em 16 de novembro.
As consultas podem ser feitas no site da Receita, em:
http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual.app/paginas/index.asp
Também podem ser feitas pelo telefone 146 (opção 3) ou por aplicativo para dispositivos móveis (smartphones e tablets).

Malha fina
Quem não estiver neste lote de novembro do Imposto de Renda, e nem no de dezembro, que é o último deste ano, está automaticamente na malha fina do Leão, ou seja, quando a declaração é retida para verificação de inconsistências.
No ano passado, 937,9 mil contribuintes caíram na malha fina do leão e, com isso, tiveram sua declaração do IR. Segundo o Fisco, a omissão de rendimentos foi o principal motivo de incidência na malha em 2014, com declarações retidas, o que representa 52% do total de declarações que caíram na malha fina em 2014.
Geralmente, são liberados sete lotes do IR a cada ano, entre junho e dezembro. Os valores das restituições do Imposto de Renda são corrigidos pela variação dos juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano. Em 2015, o Fisco recebeu 27,8 milhões de declarações de Imposto de Renda até 30 de abril – o prazo legal.
Valores e número de contribuintes
Segundo o Fisco, o sexto lote do IR 2015 pagará R$ 2,3 bilhões em restituições para 2,1 milhões de contribuintes. As restituições virão corrigidas em 7,57%, índice correspondente à variação da taxa básica de juros (Selic) entre maio e novembro de 2015.
Considerando os valores dos lotes residuais de anos anteriores, as restituições sobem para R$ 2,5 bilhões no lote deste mês, englobando 2,15 milhões de contribuintes, dos quais 16.319 contribuintes idosos e 1.989 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.
De acordo com as regras, depois desses contribuintes, as restituições serão pagas pela ordem de entrega da declaração do Imposto de Renda, desde que o documento tenha sido enviado sem erros ou omissões.

Como saber se está na malha fina?
A Receita Federal lembra que os contribuintes podem saber se sua declaração do Imposto de Renda caiu na malha fina por conta de erros, omissões ou inconsistências.
Para isso, é preciso acessar a página da Receita Federal e consultar o chamado "extrato" do Imposto de Renda – disponível no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Nesse local, o contribuinte consegue saber quais pendências ou inconsistências foram encontradas pelo Fisco na sua declaração do IR.
Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.
Em posse da informação sobre pendências e inconsistências, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora ao Fisco e, deste modo, sair da malha fina. Quando a situação for resolvida, caso tenha direito à restituição, ela será incluída nos lotes do IR.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Desigualdade, mulheres brasileiras trabalham de graça desde 19 de outubro
Especialista leva em conta diferença salarial para calcular que, se mulheres recebessem o mesmo que os homens, só estariam sendo pagas pelo trabalho de 291 dias por ano.

Se alguém te pedisse para trabalhar de graça até o final do ano, você aceitaria? Provavelmente não.
Mas é o que de certa forma ocorre com as mulheres, na visão de um grupo de ativistas por igualdade de salários, que, levando em conta a diferença salarial entre homens e mulheres na Grã-Bretanha (14,2%), calculou que as britânicas "pararam de receber" neste ano na segunda-feira passada, dia 9.

Em um mundo com salários iguais para o mesmo trabalho, homens e mulheres trabalhariam 365 dias por ano recebendo o mesmo. No Brasil, devido à desigualdade de salários entre homens e mulheres no Brasil, elas já estão trabalhando "de graça" desde o dia 19 de outubro.
O cálculo foi feito com base em estatísticas do IBGE pela especialista em economia de gênero Regina Madalozzo, do Insper, a pedido da BBC Brasil.
Segundo o IBGE, a diferença média entre os salários de homens e mulheres no país, para quem trabalha 40 horas por semana, é de 20,32%.
Como trabalham os mesmos 365 dias, é como se esse finalzinho do ano fosse de graça. Elas só recebem pelo trabalho de 291 dias – completados no último dia 18. A partir daí, passaram a trabalhar sem receber por isso.
A metodologia é a mesma usada no Reino Unido para marcar o "Equal Pay Day", um dia de luta pela igualdade de salários entre homens e mulheres. No país, que tem uma diferença salarial menor que a do Brasil (14,2%), a última segunda-feira foi o dia em que elas "pararam de receber".
Brasil
No caso do Brasil, foram usados os dados ajustados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2013, último dado disponível.
Segundo a pesquisa, o salário médio dos homens é de R$ 1.886,50 e o das mulheres, de R$ 1.503,17. Esses valores foram calculados com dados de pessoas entre 16 e 65 anos de idade que trabalham no mínimo 40 horas por semana.
Mulheres brasileiras ganham, em média, 20% a menos que homens
A conta usa a média salarial de pessoas em diferentes profissões. Mulheres costumam seguir carreiras com salários menores, como enfermagem, e homens têm profissões mais bem remuneradas, como engenharia.
Segundo Regina, esse cálculo base é usado internacionalmente porque leva em conta que a discriminação pode ocorrer na hora da escolha da carreira.
"Sim, mulheres escolhem profissões que pagam menos. Mas essas profissionais merecem um salário menor ou paga-se menos nelas porque há muitas mulheres? E por que as mulheres optam menos que os homens por engenharia, por exemplo? Por que elas se acham piores em matemática?", questiona.
"Quando você considera apenas pessoas que estão na mesma profissão, é como se você admitisse que não há um problema, que não existe preconceito em relação à escolha profissional", diz ela. "A média considera que podem haver outros preconceitos que influenciam na escolha profissional", completa a especialista.
Escolaridade
Quando o cálculo é feito considerando a escolaridade, os dias trabalhados "de graça" por elas aumentam ainda mais para alguns grupos. Isso ocorre porque, no Brasil, quanto mais escolarizada é uma mulher, menos ela recebe em comparação aos homens com o mesmo nível de estudo.
As mulheres que têm nível superior completo, por exemplo, estão trabalhando sem receber nada, teoricamente, desde o dia 13 de agosto.
Já aquelas sem nenhum tipo de instrução começaram a trabalhar de graça no dia 7 de novembro.
Mas isso não significa que não vale a pena estudar – as mulheres com nível de educação maior têm um salário bem mais alto do que as que não estudaram.
E por que as mulheres ainda recebem menos que os homens?
"É o famoso e conhecido preconceito", diz a professora Maria José Tonelli, da FGV/EAESP. "O Brasil tem muita fama de igualdade, mas a gente tem uma série de preconceitos velados", acrescenta.
"Um liberal te diria que é porque elas trabalham menos", diz Hildete Pereira de Melo, professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) especialista em trabalho e desigualdade de gênero.
"Mas elas também fazem o trabalho doméstico. Trabalham mais, mas isso não é valorizado."
Segundo ela, a jornada média das mulheres brasileiras é de 30 horas, e, se não forem consideradas apenas jornadas de 40 horas, como faz o levantamento usado pela reportagem, a diferença salarial entre homens e mulheres está na faixa dos 30% – o que faria com que elas trabalhassem ainda mais dias "de graça".
Mas a professora acrescenta que, mesmo dentro das mesmas jornadas, há diferença. "É uma sociedade patriarcal, em que homens ainda veem mulheres como de segunda categoria."
Metodologia usada em cálculo no Brasil é a mesma do Reino Unido, onde 'Equal Pay Day' marca a luta por salários igualitários
Para Regina, além da diferença na escolha das profissões, uma das explicações está no fato de as mulheres negociarem menos, aceitarem salários mais baixos e pedirem menos aumentos.
"O homem pensa assim: se a empresa me contratou, tem que pagar o que eu valho. Já para a mulher é como se fosse um favor que a empresa faz. Li outro dia alguém dizendo que a gente pediu licença para entrar no mercado de trabalho e é como se continuasse pedindo. Pensamos: 'Que bom, a empresa me aceitou'."
Mudanças
Para a especialista, uma mudança importante passaria pela concessão de licença-paternidade para homens.
Ela acredita que, se eles pudessem ficar em casa mais tempo com o bebê, a sociedade poderia ver homens e mulheres de forma mais igual, compartilhando as mesmas responsabilidades com a família e com o trabalho doméstico, o que poderia ter impacto no mercado de trabalho.
Hildete acrescenta que há necessidade de incentivar garotas do ensino médio a gostar da área de exatas e dar a elas a oportunidade de seguir carreiras como engenharia e informática.
Segundo especialista, mulheres aceitam salários mais baixos e pedem menos aumentos
As especialistas, porém, concordam que o momento é positivo para mudanças.
"Houve um grande debate ligado à questão do assédio (#PrimeiroAssédio) e depois os homens cedendo espaço para mulheres se manifestarem (#AgoraÉqueSãoElas). É bom, as mulheres têm que se mobilizar", diz Maria José.
"Tem uma coisa vibrante que não é só na classe média, reverbera também entre meninas pobres, negras. Ninguém vai dar nada de graça. Os homens que comandam empresas não vão dizer que as oportunidades são iguais se as mulheres não disserem 'eu também quero'", conclui Hildete.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Petrobras suspende nova reunião com grevistas
Petroleiros protestam principalmente contra o plano de venda de ativos.
Na véspera, sindicatos decidiram manter greve após reunião com a estatal.

A Petrobras suspendeu a segunda rodada de negociações que havia agendado com sindicatos dos petroleiros nesta terça-feira (10), segundo nota divulgada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

A Petrobras não informou o motivo da suspensão da reunião, em que seriam tratadas "negociações do Acordo Coletivo de Trabalho". A companhia irá reagendar as reuniões e está trabalhando em proposições com vistas ao fechamento do ACT. Assim que forem definidas as novas datas para reunião, os empregados serão informados", disse a empresa em nota.

A primeira reunião da empresa com os sindicatos desde o início da greve aconteceu na segunda-feira (9), mas não houve acordo e os trabalhadores decidiram manter a paralisação.

Os petroleiros protestam principalmente contra o plano de venda de ativos da estatal, de mais de US$ 15 bilhões até 2016. Além disso, querem a retomada dos investimentos da Petrobras, o fim das demissões e a garantia de benefícios.

"A Petrobras continua empreendendo esforços na busca por entendimentos para o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2015", disse a empresa em comunicado divulgado nesta segunda. A companhia informou ainda que "se dispôs a avançar em itens reivindicados pelas entidades sindicais e discutir aqueles não relacionados diretamente ao ACT".

Perda na produção diminui, diz Petrobras
A Petrobras informou que a estimativa de barris de petróleo que deixaram de ser produzidos nesta segunda por causa da greve dos petroleiros permaceneu em 115 mil - mesmo informado na sexta (6). A petroleira diz ainda que reduziu em 60% a perda diária de óleo desde o início da paralisação.
Na quinta-feira (5), a empresa havia dito que "através de seu plano de contingência, tem conseguido reduzir os impactos da greve sobre suas operações".
Na quinta, a perda estimada foi de 127 mil barris. Na quarta (4), a perda de produção foi de 134 mil barris de petróleo, "o que significa uma recuperação de 25% com relação à registrada no dia anterior", segundo a Petrobras.
Segundo a empresa, na segunda-feira (2) houve queda de produção de 273 mil barris de petróleo, o que corresponde a 13% da produção diária no Brasil. Na terça (3), a queda divulgada pela empresa foi de 178 mil barris de petróleo.
Na sexta, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou em nota à imprensa que o número de unidades marítimas da Petrobras na Bacia de Campos atingidas pela greve caiu para 46, ante 48 unidades na quinta (5).

A greve
A greve foi iniciada no dia 29 de outubro por cinco sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). No dia 1º de novembro, uniram-se ao movimento os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), incluindo o da Bacia de Campos.
Em nota, a FNP informou que, aos poucos, os sindicatos que integram a FUP começaram a aderir, no domingo (1), ao movimento iniciado pelos sindipetros Litoral Paulista, São José dos Campos, Rio de Janeiro, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá.
A categoria, que pede reajuste salarial de 18%, rejeitou a proposta da Petrobras de reajuste de 8,11%. A paralisação também protesta contra o plano de venda de ativos da estatal e busca manter direitos dos trabalhadores, em meio às dificuldades financeiras da estatal.
Contrária ao plano de desinvestimentos na Petrobras, a FUP reivindica interrupção do processo de terceirização em curso na empresa e a retomada dos investimentos no país. "Os cortes de investimentos, venda de ativos, interrupção de obras e paralisação de projetos impactam o desenvolvimento do país e a soberania nacional", disse.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Juros máximos do consignado de aposentados sobem a partir de hoje
Decisão foi aprovada pelo Conselho Nacional da Previdência Social.
Para empréstimo pessoal, percentual passa de 2,14% para 2,34% ao mês.

As taxas máximas de juros no crédito consignado (com desconto na folha de pagamento) de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficam mais altas a partir desta segunda-feira (9). A elevação foi aprovada no mês passado pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) e publicada no Diário Oficial desta segunda.

Para empréstimo pessoal, o percentual passa de 2,14% para 2,34% ao mês. Já para empréstimos feitos pelo cartão de crédito, a taxa sobe de 3,06% para 3,36% ao mês, acrescentou o Ministério da Previdência Social.
O Conselho Nacional de Previdência Social debatia o aumento da taxa de juros do crédito consignado de aposentados e pensionistas desde maio deste ano. Segundo o Ministério da Previdência, o sistema financeiro que opera o crédito consignado para aposentados e pensionistas pedia um aumento maior ainda – o que não foi aceito.

O limite do crédito consignado também foi ampliado de 30% da renda para 35%, segundo lei sancionada no dia 22 de outubro.
De acordo com o texto, esse percentual a mais, de 5%, só poderá ser usado para bancar as despesas com cartão de crédito. Ou seja, além de o trabalhador poder pedir um crédito ao banco equivalente até 30% do que ganha por mês, como antes, ele também poderá comprometer mais 5% do seu salário para pagar suas dívidas com cartão de crédito, que tem taxas de juros muito mais altas.
Uma pessoa que recebe R$ 2.000 por mês antes podia comprometer com empréstimo em folha até R$ 600 (30%). Com a nova regra, esse valor sobe para R$ 700 (35%), e desse total, R$ 100 só podem ser usados para pagar as dívidas do cartão de crédito.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Mercado prevê a maior inflação em treze anos
Previsão para IPCA sobe para 9,99% neste ano e quase fura teto em 2016
Estimativas do mercado para inflação foram divulgadas pelo Banco Central.
Analistas também passaram a prever contração maior do PIB nos 2 anos.

O mercado financeiro subiu para 9,99% sua estimativa de inflação para este ano. Para 2016, a previsão dos economistas avançou para 6,47% – ou seja, quase no limite do teto do sistema de metas de inflação brasileiro, segundo o relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (9), é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.
Para 2015, a expectativa dos economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, feche o ano em 9,99%, beirando a marca dos 10%. Na semana anterior, a taxa esperada era de 9,91%. Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando ficou em 12,53%.

Essa foi a oitava alta seguida no indicador. O BC informou recentemente que estima um IPCA de 9,5% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue pressionando os preços.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 6,29% para 6,47% na última semana. Foi a 14ª alta seguida do indicador que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem e que passou a ficar muito próxima do limite de 6,5% do sistema de metas de inflação.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.
Recentemente, o BC admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017. Na semana passada, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes, informou que, apesar da desistência da autoridade monetária de trazer o IPCA para 4,5% em 2016, que ele permanecerá dentro da banda do sistema de metas, ou seja, abaixo de 6,5%. "[A inflação] estará contida no intervalo do regime de metas [em 2016]", disse ele na ocasião.

Produto Interno Bruto
Ao mesmo tempo, o mercado financeiro também passou a estimar uma retração maior da economia em 2015 e, também, no ano que vem.
Para o PIB deste ano, o mercado financeiro passou a prever uma retração de 3,10%. Foi a 17ª revisão para baixo consecutiva do indicador. Até então, a expectativa era de uma contração um pouco menor neste ano: de 3,05%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.


Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 1,51% para 1,90% a expectativa de contração na economia do país. Esta foi a quinta queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No mês passado, a "prévia" do PIB do BC indicou uma contração de 2,99% até agosto.
No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração de 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).
Taxa de juros
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% em outubro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 13% para 13,25% ao ano – o que pressupõe redução, embora menor, da taxa Selic ao longo do ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 4 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 4,20.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 14 bilhões para US$ 14,6 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 26,3 bilhões para US$ 29 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil caiu de US$ 64,6 bilhões para US$ 62,3 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu inalterada em US$ 60 bilhões.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Brasil sairá da recessão só depois de resolver questões fiscais, diz Levy
'O prazo depende de quando a gente vai resolver a questão fiscal', disse.
Ele defendeu retorno provisório do 'monstro' da CPMF para ajustar contas.


O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta quinta-feira (5) que o reequilíbrio das contas públicas continua sendo imprescindível e será o primeiro passo para a retomada do crescimento econômico. Segundo ele, o país só sairá da recessão após resolver a questão fiscal.

“Acho que a gente vai sair [da recessão] um pouco depois da gente resolver as questões fiscais”, disse Levy, após participar de seminário na sede da Fiesp, em São Paulo. Na semana passada, o governo passou a admitir que o PIB (Produto Interno Bruto) irá cair também em 2016. O governo agora estima uma retração de 2,8% em 2015 e uma queda de 1% em 2016.
Questionado sobre prazos, o ministro evitou falar em data para a saída da recessão, mas falou que a história mostra que a economia costuma reagir em até 6 meses.
“O prazo depende de quando a gente vai resolver a questão fiscal”, disse. “Quando você olha outras experiências, dá dois trimestres e você já começa a ver resultados”, lembrou.
Segundo ele, apesar das dificuldades que o governo continua enfrentando no Congresso para aprovar as medidas de ajuste fiscal, avanços têm sido conquistados. “A discussão fiscal tem evoluído um pouquinho. Já começamos a ver alguns indicadores, até de confiança, se estabilizando, porque a ficha caiu. Se sabe que tem de fazer alguma coisa, alguma coisa já para o Brasil crescer rápido”, destacou Levy.

O ministro disse ainda que o câmbio tem sido favorável para a indústria brasileira, o que poderá contribuir para a recuperação da atividade econômica interna e maior competitividade do fornecedor nacional. “Agora, o empresário só irá fazer a encomenda se tiver segurança que o problema fiscal foi vencido, que não tem dúvida, que está todo mundo junto nesse caminho do crescimento, da retomada”, completou.

Levy voltou a defender a recriação da CPMF como peça fundamental para alcançar um superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública) em 2016.
Segundo ele, a CPMF deve ser vista como uma “ponte para o futuro, enquanto se constrói as outras coisas necessárias para o país voltar a crescer”.
A Fiesp, que promoveu o seminário com a participação do ministro, tem se posicionado publicamente contra o aumento de impostos e a recriação da CPMF – uma das principais medidas defendidas pelo governo para buscar em 2016 uma meta de superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública) de 0,7% do PIB para todo o setor público consolidado.
Ao falar sobre a CPMF, Levy reconheceu que muitos empresários não gostam do "monstro", mas lembrou que a prorrogação do tributo em 1999, durante no governo Fernando Henrique Cardoso, ajudou na estabilização e na retomada da confiança.
"É ruim, dói, mas vai dar certo. A economia volta e cresce", disse o ministro, acrescentando que o governo também tem procurado atuar no corte de despesas.

Para Levy, a CPMF é o tipo de tributo que menos impacta na atividade produtiva e no investimento, por ser um imposto previsível, transparente e proporcional ao gasto. Sobre os riscos e consequências da não aprovação do retorno do tributo, Levy destacou que o que está em jogo é uma arrecadação de R$ 32 bilhões.
"R$ 32 bilhões de déficit é o tamanho do Bolsa Família, é mais ou menos o tamanho do seguro desemprego. Se não tem determinado recurso, você vai ter que decidir o que irá deixar de gastar, como é que vai ser a vida”, afirmou Levy, alertando que a não aprovação da CPMF trará ainda mais intranquilidade para a economia.
Para o ministro, a perspectiva de ter superávit primário em 2016 é "necessária e viável", mas exigirá decisões e um "orçamento crível, que atenda a sustentabilidade da dívida".
"A perspectiva para 2016 é que vamos ter que fazer escolhas", resumiu.
Plano 1,2,3
Como estratégia para retomada de um crescimentode sustentável dopaís, ministro Levy voltou a defender o plano "1, 2, 3".
Na primeira etapa, haveria a "estabilização fiscal" para a retomada da confiança; na segunda, o aumento da demanda, via estabilização do câmbio, queda dos juros de longo prazo, relaxamento das condições de crédito; já o terceiro passo incluiria reformas estruturais de forma a permitir um aumento da oferta.
"A primeira coisa a fazer é colocar a casa em ordem, criar o clima de confiança", destacou Levy.
Entre as reformas defendidas pelo ministro estão mudanças nas regras de gastos obrigatórios e vinculantes do Orçamento, mudanças na idade mínima para aposentadoria, maior abertura comercial e simplificações tributárias.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Após avaliar eSocial nesta quarta, Receita não descarta adotar 'plano B'
Maior dificuldade é para emitir guia de pagamento de tributos a domésticos.
Prazo para pagamento acaba nesta sexta, mas não será adiado, diz órgão.

A Receita Federal fará nesta quarta-feira (4) uma nova avaliação do eSocial, o Simples Doméstico, que unifica o pagamento dos tributos devidos aos empregados domésticos, como FGTS e INSS.
Isso porque o programa vem apresentando falhas na hora de o patrão do empregado doméstico emitir a guia de pagamento. Na véspera, o órgão não descartou a possibilidade de levar adiante um "plano de contingência", mas garantiu que não vai prorrogar o prazo de pagamento dos tributos dos empregados domésticos - que acaba na próxima sexta-feira (6).
Se a falha persistir, o órgão informará, ao meio-dia desta quarta, se adotará alguma alternativa para permitir a emissão das guias de pagamento.

"As pessoas não precisam se preocupar. Não vamos deixar as pessoas sem a possibilidade de poder pagar. Se tem algum lugar que se preocupa com o pagamento de impostos é a Receita Federal. Acreditamos que a evolução vai ser exponencial. Se não acontecer, vamos aplicar uma alternativa. Um plano. Vamos estudar qual é a alternativa mais fácil de cumprir sua obrigação. A Receita não vai deixar os contribuintes sem alternativa de pagar", disse nesta terça-feira o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins.

São muitos os relatos de empregadores que estão enfrentando dificuldades. Segundo a Receita,134.740 guias de pagamento foram emitidas até as 17h desta terça-feira, o equivalente a pouco menos de 13% dos empregados cadastrados.
De acordo com Martins, 1,13 milhão de patrões já estão cadastrados no site do eSocial, ao mesmo tempo em que 1,16 milhão de empregados domésticos também estão com cadastro finalizado. A diferença, de 33 mil empregados a mais, refere-se aos patrões que têm mais de um empregado doméstico.
Dificuldades na emissão da guia
O subsecretário de Fiscalização avaliou que a maior dificuldade, neste momento, trata-se da emissão da guia para o pagamento. De acordo com ele, já foram encerradas as folhas de pagamento de 711 mil domésticos, ou seja, pouco mais de 60% dos 1,16 milhão empregados cadastrados no eSocial.

Dificuldades encontradas
Internautas relataram por meio do Vc no G1 que estão enfrentando dificuldades para emitir a guia de pagamento do eSocial.
(O eSocial é o site em que o patrão deve registrar todas as informações sobre o empregado para emitir uma guia para pagar todos os tributos. Veja como funciona e o passo a passo para fazer o cadastro mais abaixo).

Muitos internautas relatam que passaram todo o feriado prolongado tentando gerar a guia, mas sempre dá erro no final da operação. Alguns deles dizem que o site chegou a ficar fora do ar na manhã desta terça-feira (3). Muitos se queixam ainda de lentidão na operação do sistema, que chega a travar em alguns momentos. Nem mesmo o acesso inicial estaria sendo possível.

Paulo Henrique Ferreira Castro de Oliveira, de Brasília, diz que além de não funcionar a geração da guia DAE, o sistema exibe uma mensagem informando que é necessário entrar em contato com a Central de Atendimento, mas que não há nenhum telefone disponível no site do eSocial. Além disso, há relatos de que o telefone 146 da Receita não está funcionando.

“A mensagem que manda entrar em contato com a Central de Atendimento é um deboche. O consumidor não deveria ser responsável por procurar esse telefone feito doido no site. Ele deveria vir dentro do texto que informa que não foi possível processar o pagamento. Texto esse, aliás, que eu tive que ler incontáveis vezes nos últimos dias”, diz.

Outra reclamação recorrente é que os contribuintes estão conseguindo gerar o boleto para pagamento do FGTS de novembro para pagamento em dezembro, mas o de outubro para pagamento até o dia 6 deste mês eles não conseguem.

Ainda em relação ao pagamento, muitos relatos informam que quando chega na etapa para calcular o valor total a ser pago do Simples Doméstico, surge um aviso de que o pagamento está com atraso, sendo que o vencimento é na sexta-feira.

Documentos, código e senha
Para cadastramento são necessários CPF e número de recibos da declaração do Imposto de Renda de 2014 e 2015 do empregador. Quem não tiver os recibos deve consultar o site da Receita ou procurar uma agência do órgão. Se o empregador for isento do IR, deverá utilizar o número do título de eleitor para o cadastro.

Caso o empregador também não tenha o título de eleitor, deverá utilizar o Certificado Digital, obtido também pelo atendimento da Receita na internet.

No caso do empregado são necessários nome, CPF, data de nascimento registrada na carteira de trabalho e número do NIS - o mesmo número usado no pagamento do INSS, além do endereço, telefone, início do contrato de trabalho, salário e jornada.

Ao final, o sistema gera um código de acesso, e o contribuinte deve criar uma senha. O código e a senha serão necessários para acessar o site novamente e emitir a guia de pagamento.

Guias disponíveis desde domingo
As guias para pagamento unificado de todas as obrigações do empregador estão disponíveis desde domingo (1º) para quem tiver feito o cadastro no eSocial. Já o primeiro pagamento neste novo modelo de recolhimento de encargos vence no dia 6, e é referente ao que foi pago ao empregado no mês de outubro. Quem atrasar fica sujeito a multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%.
A guia única terá código de barras e o valor poderá ser pago em qualquer agência ou canais eletrônicos disponíveis pela rede bancária.
Caso até o dia 6 o empregador não conseguia emitir a guia, há ainda uma alternativa de pagamento específico do FGTS - por meio da guia "GRRF Internet Doméstico" disponível no portal eSocial.

Abatimento no Imposto de Renda
A Receita Federal explicou que o empregador que desejar abater os gastos com o INSS do empregado doméstico na declaração do IR de 2016 deverá colocar seu CPF no cadastramento, e não de outra pessoa da família, para poder realizar esse procedimento.
No IR de 2015, relativo ao ano-base 2014, o limite de abatimento é de R$ 1.152,88. Esse valor correspondeu à alíquota de 12% aplicada sobre o salário mínimo de R$ 724 vigente no ano passado.
Caso o empregador pague mais de um salário mínimo, ele não pode abater todo o valor gasto com a contribuição patronal do INSS.
Novos direitos dos domésticos
Esse novo modelo de pagamento já estava previsto na chamada PEC das Domésticas, lei que foi aprovada em abril de 2013. Mas eles só foram regulamentados no último mês de junho, e apenas agora começam a valer.
O Simples doméstico contempla o recolhimento dos seguintes encargos:
- FGTS: equivalente a 8% do salário do trabalhador;- Seguro contra acidentes de trabalho: 0,8% do salário;
- Fundo para demissão sem justa causa: 3,2% do salário;
- INSS devido pelo empregador: 8% do salário;
- INSS devido pelo trabalhador: de 8% a 11%, dependendo do salário;
- Imposto de Renda Pessoa Física: se o trabalhador receber acima de R$ 1.930,00


Veja como funciona o cadastro e o recolhimento os tributos:

– O empregador deve iniciar seu cadastro preenchendo os seguintes dados:
Nome completo
Data de nascimento
CPF
NIS (Número de Identificação Social).
O NIS pode ser o Número de Inscrição na Previdência Social - NIT, no Programa de Integração Social - PIS, no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP, ou no Sistema Único de Saúde - SUS.


– A cartilha explica que, antes de realizar o cadastramento dos trabalhadores, o empregador poderá verificar se o CPF e o NIS estão aptos para serem utilizados no sistema. Está disponível na página inicial do eSocial o link “Consulta Qualificação Cadastral”.
– Depois do cadastro do empregador, é preciso realizar o cadastro do empregado, informando os dados do contrato.
– O empregador precisará realizar seu cadastro e de seus empregados apenas uma vez, mas a folha de pagamento deverá ser feita mensalmente.
– O empregador precisa documentar no sistema ocorrências como afastamentos (por doenças, licenças, férias etc), comunicado de acidente de trabalho, aviso prévio e demissão.
– Ao fechamento de cada mês, é emitida uma guia para o pagamento de todos os tributos e do FGTS.



VEJA O PASSO A PASSO PARA FAZER O CADASTRO:
1. Acesso ao sistema
O usuário encontra o espaço para acessar o sistema no canto superior da tela. Existem duas opções para fazer o acesso: certificado digital ou código de acesso.
A primeira opção é para quem possui um certificado digital e-CPF. O site da Receita Federal reúne orientações para quem quer ter um certificado digital. A segunda opção, de código de acesso, é para quem não tem certificado digital.
Para acessar o sistema com código de acesso, o empregador deverá clicar em “primeiro acesso” para gerar o seu código. O sistema irá solicitar: CPF, data de nascimento e Número dos recibos de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF), dos últimos dois exercícios. Caso o empregador não tenha feito declaração do IR no último exercício, será solicitado o número do título de eleitor.
2. Cadastro do empregador
No primeiro acesso, o sistema trará o CPF e nome vinculados ao código de acesso gerado. Então, é preciso informar telefone e e-mail para contato, e em seguida clicar no botão “salvar”.

É possível adicionar informações complementares, como opção pelo registro eletrônico de empregados e indicativo de situação da pessoa física, mas elas não são obrigatórias.
3. Cadastro do empregado
Segundo a cartilha, o empregador deverá cadastrar todos os seus empregados nesta opção, inclusive aqueles que foram admitidos antes de 1º de outubro de 2015. Para fazer isso, é preciso clicar no botão “Cadastrar/Admitir” na tela de Gestão de Trabalhadores.
A cartilha explica ainda que os empregados admitidos antes de 1º de outubro de 2015 deverão ser cadastrados no sistema até o fechamento da folha de pagamentos da competência 10/2015 (prazo limite em 06/11/2015). Para empregados contratados a partir do dia 1º de outubro de 2015, o registro no eSocial deverá ocorrer até um dia antes do início das atividades.

Os dados do empregado que o sistema irá solicitar para fazer o cadastro são:
- CPF
- Data e país de nascimento
- NIS
- Raça/cor e escolaridade
Em seguida, o campo “Data de admissão” deverá ser preenchido com a mesma data de assinatura na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Os campos “Grupo” e “Categoria do trabalhador” já são preenchidos automaticamente e não permitem alterações.
Depois, devem ser informados o número, série e UF (Estado) da CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social), telefone e e-mail para contato. O sistema ainda irá pedir o endereço do empregado e informações sobre dependentes, caso a pessoa possua.
4. Preenchimento dos dados de contrato 
O sistema irá pedir informações sobre o contrato de trabalho. É preciso informar qual é o tipo de contrato (determinado ou indeterminado), cargo, salário base e periodicidade de salário (mensal, semanal, quinzenal etc.).

Caso o empregador já recolha o FGTS (o recolhimento passa a ser obrigatório em 01/10/2015, mas o empregador já tinha a opção de fazer isso voluntariamente antes disso), é preciso preencher a data em que ele começou a realizar os recolhimentos para aquele empregado.

Caso o usuário informe que o local de trabalho é o mesmo informado como endereço do empregador, o campo é preenchido automaticamente. Mas, se esse não for o caso, é preciso informar o local onde o empregado irá trabalhar clicando em "informar outro endereço".
Em seguida, o empregador deve apontar qual foi a jornada de trabalho contratada, escolhendo entre três opções: semanal, 12 x 36 ou demais tipos (escala, turno de revezamento, permutas, horários rotativos, etc.).
Com exceção da opção de 12 x 36, o sistema apresenta em seguida opções para preencher o detalhamento da jornada.

Se precisar alterar alguma informação sobre o empregado ou sobre o contrato, o usuário deverá acessar a página de dados cadastrais e contratuais, na tela "gestão de trabalhadores".
Clicando sobre o nome do trabalhador, o empregador terá acesso aos links dos dados cadastrais e contratuais. Ao clicar na opção que deseja alterar, é preciso em seguida clicar em "alterar dados cadastrais" ou "alterar dados contratuais", conforme o caso.
VEJA COMO REGISTRAR EVENTOS TRABALHISTAS:
O acesso aos eventos trabalhistas poderá ser feito clicando em “Trabalhador”, em seguida em “Registrar Evento Trabalhista”, depois no nome do empregado e na matrícula. Essa mesma opção poderá ser acessada em “Trabalhador”, depois “Gestão de Trabalhadores” e em seguida clicando no nome do empregado e depois no link “Evento Trabalhista”.
Veja os eventos que devem ser registrado (com exceção de folha de pagamentos, fechamentos de mês e aviso prévio, que não foram disponibilizados pela cartilha).
1. Afastamentos
Os afastamentos – tais como doenças e licença maternidade – devem ser registrados no
tópico “Afastamento Temporário”. O empregador precisa informar a data de início do afastamento e o motivo. Para isso, é necessário escolher um tipo dentro da lista disponível no próprio campo. Caso o afastamento já tenha terminado, é possível informar também a data de término.

2. Acidente de trabalho
Para esse motivo de afastamento, além do registro do evento no eSocial, a Comunicação de
Acidente do Trabalho (CAT) também é obrigatória.
A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência. 

3. Mudança no afastamento
A cartilha explica que, para o eSocial, cada passo do afastamento é registrado como um evento/registro. Portanto, a inclusão de um afastamento é um evento, o registro posterior do retorno do empregado é considerado outro evento. Da mesma forma, a alteração do motivo de afastamento também é considerada um novo evento.
Muitas vezes, por questões de avaliação de perícia médica e/ou decisão judicial, o afastamento por doença não relacionada deve ser alterado.
O link para registro de alteração do motivo de afastamento está localizado na tela
"Movimentações Trabalhistas".
Ainda segundo a cartilha, para alteração de motivo de afastamento, nos casos em que já houve o registro do retorno, é necessário excluir previamente o registro/evento de retorno para que o sistema aceite o comando de alteração do motivo. Após a alteração do motivo de afastamento, o empregador poderá incluir novamente a data de retorno do empregado.
4. Retorno de afastamentos
O retorno de afastamentos – caso não tenha sido informado no momento do registro do
início do afastamento – deve ser realizado pelo empregador através do link "Retorno de
Afastamento Temporário" localizado na tela de Movimentações Trabalhistas.


5. Férias
Para registrar o aviso de férias, o empregador deve acessar o sistema com 30 dias de antecedência e clicar em "registrar férias".
É preciso preencher o período e informar se haverá a conversão de parte das férias em dinheiro. Empregador e empregado também podem entrar num acordo e dividir as férias em períodos diferentes, desde que uma das partes tenha ao menos 14 dias. Isso também deve ser registrado no sistema.

Após preencher todos os campos, o empregador deverá clicar em “Salvar Aviso de Férias”.
No dia em que o empregado sair de férias ou em data posterior, o empregador deverá acessar o sistema novamente e clicar em "registrar saída de férias". Será exibida uma tela detalhando o período aquisitivo e com a situação "Em andamento".
Ao clicar sobre o período aquisitivo para abrir a programação de férias, serão exibidos os links para impressão do aviso de férias e recibo de pagamento.
É preciso também registrar o retorno de férias, no dia do retorno do empregado ou em data posterior.



Fonte: g1.globo.com
 
 
 Brasil é 12º país com maior riqueza individual, diz consultoria
Ranking de 20 países mais 'ricos' do mundo foi feito com base em estimativa da soma da riqueza de seus habitantes; saiba quem está no topo da lista.

O Brasil foi classificado como o 12º país com maior riqueza particular do mundo por um estudo da consultoria New World Health.
A pesquisa, chamada de "W20", resultou em um ranking listando os 20 países com maior "riqueza individual total" - uma estimativa da soma da riqueza de seus habitantes. Essa riqueza junta dinheiro, ações e propriedades. O estudo estimou o total da riqueza individual do Brasil em US$ 2,687 trilhões.

O documento divulgado pela consultoria não esclarece os critérios usados para estimar a riqueza individual de cada país.
Os Estados Unidos lideraram o ranking, com riqueza individual estimada em US$ 48,734 trilhões, seguidos de China (US$ 17,254 trilhões), Japão (US$ 15,230 trilhões), Alemanha (US$ 9,358 trilhões) e Reino Unido (US$ 9,24 trilhões).
A Índia, outro país integrante do grupo Brics de economias emergentes, ficou na 10ª posição, com riqueza individual em US$ 3,492 trilhões. A Rússia, que também compõe o bloco, ficou em 18º, com US$ 1,473 trilhão.
O México, segunda maior economia da América Latina, ocupa a 15ª colocação (US$ 1,865 trilhão).
"No passado, análises usaram o Produto Interno Bruto (PIB) para medir os países mais ricos do mundo", disse a empresa em comunicado.
"No entanto, isto não é correto, já que um PIB alto não se reflete necessariamente em grande riqueza".


Riqueza per capita
A consultoria também classificou os países pela média da riqueza per capita. Neste ranking, o Brasil ficou na 16ª colocação, com riqueza estimada em US$ 13,5 mil por pessoa.
Este ranking é liderado pela Suíça (riqueza per capita de US$ 285,1 mil), seguida por Austrália (US$ 204,4 mil), Estados Unidos (US$ 150,6 mil), Reino Unido (US$ 147,6 mil) e Suécia (US$ 146 mil). A Índia ocupa a lanterna (US$ 2,8 mil).
O estudo revelou que a riqueza per capita do Brasil teve aumento de 207% nos últimos 15 anos. Em 2000, era de US$ 4,4 mil; em 2015, estava em US$ 13,5 mil.
A New World Health é uma consultoria baseada em Johanesburgo e presta serviços para companhias de luxo, bancos privados e investidores.



Fonte: g1.globo.com
 
 
 Alta de 12,55% no etanol surpreende motoristas em Ribeirão Preto, SP
Litro do combustível saltou de R$ 2,39 para R$ 2,69 nos postos da cidade.
Gasolina subiu para R$ 3,69; Sincopetro culpa repasse feito por usinas.

Novos reajustes de até 12,55% nos combustíveis surpreenderam os motoristas de Ribeirão Preto (SP) no fim de semana que antecede o feriado de Finados. A maior variação foi registrada para o litro do etanol, que saltou de R$ 2,39 para R$ 2,69 desde sexta-feira (30).
Já a gasolina comum, antes comprada em média por R$ 3,59, agora está R$ 0,10 mais cara - uma elevação de 2,78%.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), Osvaldo Manaia, a variação foi aplicada pelos postos porque as distribuidoras repassaram os custos.

De acordo com ele, tanto o preço da gasolina - que tem etanol anidro em sua composição - quanto o do etanol combustível foram influenciados por um aumento estabelecido pelas usinas de cana-de-açúcar.
O presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético (Ceise Br), Antonio Eduardo Tonielo Filho, explica que o reajuste do álcool aconteceu por causa da elevação dos custos de produção. Por outro lado, diz que aumentos aplicados pelas próprias distribuidoras e postos também pesam nos preços a serem pagos pelos consumidores.
Os dois combustíveis haviam sofrido reajustes entre o final de setembro e em outubro. "Levamos um susto. A gente esperava esse aumento a partir da semana que vem, no pós-feriado, não agora. Nunca vimos um aumento de sexta-feira, sábado", disse Manaia.
Segundo o frentista Carlos Henrique dos Santos, a alta deixa os motoristas ainda mais confusos em relação à melhor alternativa. "A gente até acaba ficando com uma calculadora no bolso para fazer as contas", disse.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Estimativa do mercado para inflação deste ano se aproxima de 10%
Na última semana, mercado subiu previsão para IPCA de 2016 para 9,91%.

Ao mesmo tempo, economistas passaram a prever queda maior do PIB.

As previsões do mercado financeiro para a inflação deste ano e de 2016 continuaram piorando na semana passada. Houve piora também na estimativa dos analistas para o nível de atividade da economia brasileira, segundo o relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (3), é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para 2015, a expectativa dos economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, feche o ano em 9,91%, se aproximando assim da marca dos 10%. Na semana anterior, a taxa esperada era de 9,85%. Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando ficou em 12,53%.
Essa foi a sétima alta seguida no indicador. O BC informou recentemente que estima um IPCA de 9,5% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 6,22% para 6,29% na última semana. Foi a 13ª alta seguida do indicador que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem. Recentemente, o BC admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.
Produto Interno Bruto
Ao mesmo tempo, o mercado financeiro também passou a estimar uma retração maior da economia em 2015 e, também, no ano que vem.

Para o PIB deste ano, o mercado financeiro passou a prever uma retração de 3,05%. Foi a 16ª revisão para baixo consecutiva do indicador. Até então, a expectativa era de uma contração um pouco menor neste ano: de 3,02%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

ESTIMATIVAS PARA O PIB 2015

Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 1,43% para 1,51% a expectativa de contração na economia do país. Esta foi a quarta queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Na semana passada, a "prévia" do PIB do BC indicou uma contração de 2,99% até agosto.
No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração de 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).
Taxa de juros
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% em outubro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa permaneceu em 13% ao ano – o que pressupõe reduções da taxa Selic ao longo do ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 4 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 4,20.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 permaneceu em US$ 14 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit ficou inalterada em US$ 26,3 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 62,5 bilhões para US$ 64,6 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu inalterada em US$ 60 bilhões.
 
 
 Alta do dólar impacta nos produtos mais procurados para a ceia de Natal
Dólar subiu 60% desde outubro de 2014 e ultrapassou a barreira dos R$ 4.
Consultora dá dicas para fugir dos preços altos e manter a ceia tradicional.

Quem gosta da ceia de Natal tradicional já tem que começar a pesquisar os preços. Muitos produtos são importados e estão custando mais por causa da disparada do dólar.

Ninguém aguenta mais ouvir a palavra crise. Não é novidade que o dólar subiu 60% desde outubro do ano passado, até ultrapassar a barreira dos R$ 4.
Em termos práticos, os produtos importados da ceia de natal aumentaram cerca de 20%, mas para muitas pessoas, no final do ano tem muitos produtos importados que não podem faltar à mesa, como frutas secas e cristalizadas, queijos, panetones, bebidas e bacalhau.
A consultora Ana Waleska Bulhões deu algumas dicas para fugir dos preços altos sem deixar de ter os produtos tradicionais. “Eu encontrei no supermercado um champanhe francês por pouco mais de R$ 200 e encontrei um espumante de uma vinícola do Sul do país por R$ 20. Então tem que fazer os comparativos, pesquisar, que é possível ter um Natal clássico em casa”, diz.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 IGP-M acelera a 1,89%, o mais alto para outubro desde 2002
Em setembro, índice da FGV que reajusta maioria dos contratos de aluguel foi de 0,95%


RIO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) foi de 1,89% em outubro, informou a Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira. É o mais alto para o mês desde 2002, quando o índice ficou em 3,87%. Considerando qualquer mês, é o mais alto desde junho de 2008.

Em setembro, taxa foi de 0,95%, o índice mais alto para meses de setembro desde 2013. Em outubro de 2014, a variação foi de 0,28%. A variação acumulada em 2015, até outubro, é de 8,35%. Em 12 meses, a alta é de 10,09%, pela primeira vez acima de 10% e o mais alto desde os 12 meses encerrados em abril de 2011 (10,6%).

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis. O cálculo é feito com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O componente com maior peso no IGP-M, com 60%, é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) tem 30% da composição do índice geral e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) tem peso de 10%.

Os três componentes do IGP-M apresentaram as seguintes trajetórias em outubro: IPA, de 1,30% para 2,63%, IPC, de 0,32% para 0,64%, e INCC, de 0,22% para 0,27%.



Fonte: oglobo.globo.com/
 
 
 Inflação do aluguel acumula alta de 10% em 12 meses, diz FGV
De setembro para outubro, IGP-M passou de 0,95% para 1,89%.
Preços no atacado e no varejo subiram e pressionaram o índice.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), também chamado de inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, fechou o mês de outubro em alta de 1,89%, contra 0,95% no mês anterior. Com isso, o indicador acumulou aumento de 8,35% no ano e de 10,09% em 12 meses, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Considerando apenas o mês de outubro, a taxa é a mais alta desde 2002, quando chegou a 3,87%.
Os três componentes do IGP-M apresentaram as seguintes trajetórias, na passagem de setembro para outubro: o Índice de Preços no Atacado subiu de 1,30% para 2,63%, o Índice de Preços ao Consumidor, de 0,32% para 0,64%, e o Índice Nacional da Construção, de 0,22% para 0,27%.
São Paulo
No início desta semana, o sindicato da habitação de São Paulo disse que os contratos novos de aluguel ficaram, em média, 0,5% mais baratos em setembro, na comparação com o mês anterior. Frente a setembro do ano passado, a queda é ainda maior, de 2,1%, contra inflação de 8,4%, medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), no acumulado do mesmo período.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Governo sobe para R$ 225 mil preço do imóvel do Minha Casa, Minha Vida
Limite das faixas 2 e 3 vale para as regiões metropolitanas do DF, RJ e SP.
Para regiões metropolitanas do CO, N e NE, teto sobe para R$ 180 mil.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (27) novos limites de preços para os imóveis da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida, cujas contratações, segundo Elton Santa Fé Zacarias, secretário-executivo do Ministério das Cidades, podem ter início ainda no fim deste ano.

A última vez que os preços máximos dos imóveis do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do governo, haviam sido corrigidos foi no ano de 2012. O preço máximo dos imóveis do programa, que vale para as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, passou de R$ 190 mil para R$ 225 mil, informou.

Nas regiões metropolitanas, ou seja, nas maiores cidades, das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o valor máximo passou a ser de R$ 180 mil, e nas regiões metropolitanas do Sul, de Minas Gerais e do Espírito Santo, passou para R$ 200 mil.
Para os municípios abaixo de 20 mil habitantes, o teto passa a ser de R$ 90 mil. O secretário-executivo do Ministério das Cidades não soube informar o preço máximo anterior para estes imóveis.


3 milhões de unidades
Segundo Zacarias, do Ministério das Cidades, a meta de três milhões de unidades contratadas até 2018, anunciadas pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha presidencial do ano passado, "depende muito mais de questões orçamentárias do que legais". Ele explicou que não haverá uma Medida Provisória fixando esta meta.

 "Não tem mais meta física. Não vai haver mais Medida Provisória. A meta dela [presidente da República] continua sendo os três milhões de contratações. Se ela [Dilma Rousseff] quiser mandar uma MP escrevendo isso, tudo bem", declarou o secretário-executivo do Ministério das Cidades, explicando que o governo deverá trabalhar com decretos presidenciais e portarias interministeriais para regulamentar o programa.

Novas regras
Em setembro, o governo mudou as regras para financiar imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida, em anúncio feito pelo Ministério das Cidades. As principais mudanças são a criação de uma faixa intermediária de renda, entre R$ 1.800 e R$ 2.350, e o aumento dos juros cobrados para famílias que recebem a partir de R$ 2.350 por mês.

Entenda as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida
As novas regras só serão válidas para novos contratos e devem fazer parte da terceira etapa do programa, ainda sem data para ser lançado. O Minha Casa, Minha Vida permite a beneficiários de várias faixas de renda financiar a casa própria a juros mais baixos que as taxas cobradas no mercado.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério das Cidades, o valor limite de renda para se beneficiar da faixa que oferece casas totalmente subsidiadas pelo governo passará de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil. As prestações continuarão a ser pagas em 10 anos. Esses beneficiários não pagam juros.

Para famílias que recebem até R$ 800, a parcela será de R$ 80; quem recebe entre R$ 800 e 1,2 mil, pagará 10% da renda; para renda entre R$ 1,2 mil a R$ 1,6 mil, o percentual será de 15%; e para renda entre R$ 1,6 mil a R$ 1,8, será de 20%.
A faixa intermediária criada pelo governo, chamada de faixa 1,5, terá subsídio de até R$ 45 mil do governo. O beneficiário que se encaixar nessa categoria terá que pagar taxa de juros de 5% ano.

Os juros a partir da chamada faixa 2 serão aumentados. Famílias com renda de até R$ 2.700 terão juros de 6% ao ano. As com renda de até R$ 3.600, 7%. Atualmente, quem ganha até R$ 2.455, paga 5% ao ano. Já quem tem renda entre R$ 2.455,01 e R$ 3.275 paga 6% ao ano.
Na Faixa 3, também haverá aumento de juros. Quem recebe até R$ 6.500, pagará juros anuais de 8%. Hoje, são cobrados até 7,16% de juros ao ano para quem ganha até R$ 5 mil.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Confiança da indústria aumenta, mas nível ainda é o segundo menor da série
Indicador avançou 2,3% em outubro, segundo a FGV.
Ìndice que mede as expectativas cresceu 8,9% e puxou alta da confiança.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas avançou 2,3% em outubro, passando para 67,5 pontos. Apesar da alta, o nível do indicador é ainda o segundo menor da série histórica. O nível mais baixo foi registrado em setembro, quando chegou a 66 pontos.

O que mais contribuiu para o resultado foi a alta de 8,9% do Índice de Expectativas (IE) para 69,7 pontos. Já o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 4%, para 65,2 pontos, atingindo o mínimo da série.

“A alta do Índice de Expectativas em outubro é um resultado favorável, mas que deve ser interpretado como uma sinalização de atenuação, no quarto trimestre, dos números negativos que vêm retratando a evolução da produção e do emprego do setor desde o início do ano. Em relação aos seis meses seguintes, as expectativas continuam piorando, indicando que o setor continua pessimista em relação à perspectiva de uma melhora contínua do ambiente dos negócios” afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente-adjunto para ciclos econômicos da FGV/IBRE, em nota.
No âmbito das expectativas, o item que mede o ímpeto de contratações pelas empresas industriais nos três meses seguintes foi o que mais contribuiu para a evolução do Índice de Expectativas em outubro. A proporção de empresas prevendo aumento do pessoal ocupado cresceu de 6,1% para 7,8%, enquanto a parcela das que projetam redução passou de 34,5% para 24,9%.

O indicador de nível de estoques foi o que exerceu a maior influência na diminuição do Índice da Situação Atual. A proporção de empresas com estoques em excesso aumentou de 22% para 24,5%, o maior patamar desde julho de 2003 (25,7%). A parcela de empresas com estoques insuficientes diminuiu de 1,3% para 0,3% do total.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou estabilidade em outubro, ao aumentar 0,2 ponto percentual, de 76,5% para 76,7%.



Fonte: g1.globo.com
 
 
 Governo revisa de novo meta fiscal de 2015 e vê rombo de R$ 51,8 bilhões
O déficit previsto para o orçamento deste ano é o maior da história.
Com isso, contas públicas ficarão no vermelho em 2014 e em 2015.

O governo revisou nesta terça-feira (27) para baixo a meta fiscal de 2015 para um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 51,8 bilhões, o equivalente a cerca de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), - o maior rombo fiscal da história para as contas do governo.
Considerando os estados e municípios, englobando todo o setor público consolidado, o déficit será um pouco menor: de R$ 48,9 bilhões. O documento propondo a alteração das metas fiscais ainda tem de ser aprovado pelo Legislativo.
Com a confirmação de que as contas públicas ficarão no vermelho em 2015, serão dois anos consecutivos de resultados negativos - algo também inédito. No ano passado, o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) registrou um déficit primário inédito de R$ 32,53 bilhões, ou 0,63% do PIB.


No ofício encaminhado ao Congresso pelos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda encaminhado ao Congresso Nacional, o governo também confirmou que a previsão de rombo para as contas públicas neste ano também não incorpora as chamadas "pedaladas fiscais" - que são os atrasos de pagamentos do governo a bancos públicos, de modo que o déficit tende a ser maior ainda neste ano.
O número da nova meta fiscal para o ano já tinha sido antecipado mais cedo pelo deputado Hugo Leal (Pros-RJ), relator do projeto de lei que altera a meta fiscal deste ano, após reunião com o ministro Nelson Barbosa nesta terça-feira (27).
"Nas despesas, não houve nenhuma alteração. Na realidade, o que você tem é a não expectativa das receitas administradas. O que o governo trabalha é com um déficit para 2015 de R$ 51,8 bilhões. Essa é a meta levando em consideração a frustração das receitas previstas e a queda da arrecadação", declarou Leal.

Nova meta não incorpora pedaladas fiscais
Segundo o relator, a meta fiscal de 2015 pode ser modificada dependendo do que vier a ser incorporado para o pagamento ainda neste ano [das pedaladas]", disse o deputado.

Os valores das pedaladas não foram informados, mas o governo diz, no documento, que a meta de déficit poderá ser elevada caso estes valores sejam pagos ao FGTS, ao BNDES, ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal.
O ministro do Planejamento, que tinha prometido anunciar a revisão da meta fiscal até o fim da semana passada (o que não aconteceu) não comentou a nova estimativa.
Em evento em São Paulo, Levy disse a jornalistas na tarde desta terça que a meta seria revisada com previsão de déficit "próximo de 1% do PIB".
Risco de déficit ainda maior
No documento encaminhado ao Congresso, a equipe econômica informa ainda que a nova meta considera receitas de R$ 11,05 bilhões para os leilões de hidrelétricas. Caso essa receita seja frustrada, diz o documento, o déficit primário poderá ser maior ainda - de R$ 62,87 bilhões para as contas do governo federal.
Também nesta terça-feira (27), o Ministério de Minas e Energia informou que irá adiar o leilão de 29 usinas hidrelétricas com concessões vencidas, previsto para ocorrer no dia 6 de novembro deste ano. Segundo o governo, a nova data ainda será definida, mas o leilão ainda está previsto para o mês de novembro.
Segunda revisão da meta para 2015
Esta não foi a primeira vez que a nova equipe econômica baixou a meta fiscal deste ano. Em 22 de julho, a meta foi revisada pela primeira vez. Antes disso, o governo informava que estava buscando um superávit primário de R$ 66,3 bilhões para o setor público, o equivalente a 1,2% do PIB, no ano de 2015.
Há cerca de três meses, essa meta foi abandonada e revisada para um superávit de apenas R$ 8,7 bilhões, ou 0,15% do PIB - valor que também está sendo descartado nesta terça-feira.

Levy comenta contas públicas
Levy disse nesta terça-feira que uma série de fatores este ano limitaram a capacidade de contingenciamento do governo.

"Tivemos sucessivas revisões no crescimento do PIB, por várias razões e drásticas reduções da receita e por isso também sucessivas e drásticas reduções da receita. Nossa capacidade de reagir a isso, nossa ferramenta do contingenciamento se viu limitada", disse.

Para Levy, a aprovação da agenda tributária e do Orçamento 2016, que prevê retorno de superávit, é que irá garantir o reequilíbrio das contas públicas e a retomada do crescimento da economia.
Na medida que resolver o Orçamento de 2016 de uma maneira séria, segura, eu tenho convicção que a economia vai voltar a crescer, e vai voltar a crescer rápido", afirmou.

Aumentos de tributos já feitos
A confirmação de que as contas públicas terão um rombo recorde neste ano acontece apesar do aumento de vários tributos. Desde o início de 2015, o governo elevou tributos sobre combustíveis, automóveis, empréstimos, importados, receitas financeiras de empresas, exportações de produtos manufaturados, cerveja, refrigerantes e cosméticos e sobre a folha de pagamentos, além de ter buscado recursos do lucro do FGTS e de ter postergado o pagamento do abono salarial.


O governo também atuou, neste ano, na limitação de benefícios sociais, como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, o abono salarial e a pensão por morte, medidas já aprovadas pelo Congresso Nacional, e efetuou um bloqueio inicial de R$ 69,9 bilhões no orçamento deste ano, valor que foi acrescido de outros R$ 8,6 bilhões em julho. Os principais itens afetados pelo contingenciamento do orçamento de 2015 são os investimentos e as emendas parlamentares.
Recentemente, para tentar equilibrar o orçamento do ano de 2016, foi enviada ao Congresso Nacional a proposta de retorno da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), um novo aumento da tributação sobre a venda externa de produtos manufaturados, a redução de benefícios para a indústria química e propôs o aumento do Imposto de Renda sobre ganhos de capital na venda de imóveis.
Plano para o crescimento
O reequilíbrio das contas públicas é considerado fundamental pela equipe econômica e pelos analistas do mercado financeiro para a retomada da confiança na economia brasileira e, também, para a volta do crescimento do PIB. Atualmente, a economia passa por um período de recessão e, segundo analistas, vai demorar para voltar a crescer.
O ministro Joaquim Levy tem dito que a primeira etapa para o retorno do crescimento é a retomada de superávit para as contas públicas, seguida pela queda dos juros, aumento da demanda, alta do crédito, do emprego, dos investimentos e queda da inflação. Seu plano também consiste em atacar problemas estruturais da economia que permitam o aumento da oferta, por meio da reforma reforma do ICMS - tributo estadual - e da Previdência Social, entre outros.

Nesta terça-feira, Levy votou a defender que a solução para o Orçamento de 2016, que prevê o retorno da CPMF, é que garantirá a volta do crescimento. "Temos que agir rápido, é fundamental que se converta para uma solução para o orçamento de 2016, porque ele é que vai trazer a confiança que obviamente tem uma barganha clara"

O fraco desempenho das contas públicas, juntamente com as dificuldades de o governo passar medidas de ajuste fiscal no Congresso Nacional, tem levado as agências de classificação de risco a cortar a nota brasileira. Nos últimos meses, as três maiores agências (Moody’s, Standard & Poors e Fitch) baixaram a nota da dívida do Brasil. A Standard & Poors retirou o grau de investimento do Brasil - espécie de "selo de bom pagador" usado como referência para investidores.
Além disso, um esforço fiscal maior também é considerado importante para o controle da inflação e para permitir uma queda da taxa básica de juros no futuro.

Neste momento, a taxa Selic está em 14,25% ao ano, o maior patamar em nove anos. Nesta quarta-feira (21), o Banco Central manteve a taxa estável neste patamar e informou que desistiu de tentar trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%, em 2016. Segundo a indicação do BC, a inflação em torno da central deverá acontecer somente em 2017.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Dólar cai ante real antes de decisão do Fed
Na véspera, a moeda norte americana caiu 0,51%, a R$ 3,8969 na venda.
Mercado segue atento a decisão do Fed, BC dos Estados Unidos.

O dólar recua ante o real no início dos negócios desta quarta-feira (28), acompanhando o movimento nos mercados externos antes da decisão de política monetária do Federal Reserve, banco central norte-americano, nesta tarde.

Às 9h09, a moeda norte americana recuava  0,55%, a R$ 3,8752 na venda. Veja a cotação do dólar hoje.

Na véspera, a moeda norte americana caiu 0,51%, a R$ 3,8969 na venda. No mês, o dólar acumula queda de 1,73%. No ano, há valorização de 46,57%.

O Fed deve deixar inalterada a taxa de juros nesta quarta-feira e pode ter dificuldades para convencer investidores céticos de que pode apertar a política monetária antes do fim do ano diante dos obstáculos econômicos globais e dos Estados Unidos.
Ação do BC
Nesta manhã, o Banco Central dará continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio, seguindo rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, com oferta de até 10.275 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

Até agora, o BC já rolou US$ 8,705 bilhões, ou cerca de 85% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

Por que expectativas de alta nos juros dos EUA fazem o dólar subir?
Juros mais altos nos Estados Unidos atrairiam para aquele país recursos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil. Com o país mais atraente para investimentos, aumentaria a demanda por dólares - fazendo assim seu valor subir em relação a moedas como o real.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Prejuízo da Embraer aumenta e chega a R$ 387,7 milhões no 3º trimestre
No segundo trimestre, prejuízo foi menor, de R$ 24,3 milhões.
Nos três primeiros meses do ano, empresa havia lucrado R$ 399,6 milhões.

A fabricante de aviões Embraer teve prejuízo líquido atribuível a acionistas de R$ 387,7 milhões no terceiro trimestre, quase 16 vezes acima das perdas de um ano antes, de R$ 24,3 milhões. No segundo trimestre, a companhia havia registrado lucro de R$ 399,6 milhões.

No ano, de janeiro a setembro, a fabricante acumula perdas de R$ 184,2 milhões.
A companhia afirma que a depreciação do real frente ao dólar no terceiro trimestre, de 56%, foi o principal fator que contribuiu para o aumento das despesas administrativas e comerciais, quando comparadas as do mesmo período do ano passado.

O resultado da empresa foi impactado por variação cambial, com a dívida líquida da companhia subindo de R$ 685,2 milhões no final do terceiro trimestre de 2014 para R$ 2,558 bilhões ao fim de setembro deste ano.

A companhia informou no balanço que mantém estimativas de desempenho financeiro para 2015.

No terceiro trimestre, a Embraer disse ter entregado 21 aeronaves comerciais e 30 executivas (21 jatos leves e nove grandes). No acumulado dos primeiros nove meses de 2015, foram entregues 68 aeronaves comerciais e 75 executivas (57 jatos leves e 18 grandes).

Apesar do resultado, a companhia teve alta de 62% na receita líquida do período, para R$ 4,577 bilhões. Enquanto a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu para R$ 570,3 milhões, ante R$ 311,3 milhões um ano antes.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Governo retira pedaladas e rombo será de até R$ 50 bi
Proposta será enviada ao Congresso até amanhã, sem incluir manobra fiscal

BRASÍLIA - O governo encaminhará ao Congresso Nacional até amanhã mensagem propondo mudança na meta fiscal para 2015, com projeção de déficit entre R$ 45 bilhões e R$ 50 bilhões. A regularização das chamadas “pedaladas fiscais” (atrasos no repasse de recursos devidos pelo Tesouro aos bancos públicos) ficará de fora do cálculo do déficit até a decisão final do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tema, com a publicação do acórdão. O governo espera que o Tribunal indique se a dívida precisa ser paga à vista ou pode ser parcelada.

Ministros da área econômica e parlamentares da Comissão Mista de Orçamento passaram o fim de semana fazendo cálculos para fechar as contas. Segundo o deputado Hugo Leal (PROS-RJ), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, a nova meta vai considerar apenas a frustração de receitas do Orçamento. Ele informou que o objetivo é votar o relatório com as alterações na meta juntamente com o projeto da LDO, nesta quarta-feira.

— Essa é a linha que vou trabalhar. Com a frustração e a queda das receitas, o déficit ficará em torno de R$ 50 bilhões, mais para baixo do que para cima — disse o parlamentar ao GLOBO.



Segundo Leal, as conversas entre as áreas do governo (Fazenda, Planejamento e Casa Civil) e a Comissão do Orçamento caminharam para um consenso de que é melhor tratar a dívida do Tesouro com os bancos públicos separadamente. O governo avalia que o mais prudente é aguardar a decisão final do Tribunal para contabilizar e regularizar essas dívidas. Só vai ser considerada nas contas de 2015, por enquanto, a parcela das “pedaladas” que já foi paga ao longo do ano, cerca de R$ 7,5 bilhões. Segundo cálculos do TCU, o total desse passivo chega a R$ 40 bilhões.

— O mais importante é que o governo já entendeu o recado do TCU e vem pagando a dívida. Neste ano, pagou cerca de R$ 7,5 bilhões, referentes a 2010 e 2011 — disse o deputado.

Ele explicou que há ainda divergências sobre a forma de contabilizar os débitos. Segundo fontes do governo, na mensagem ao Congresso será explicada a forma que o governo pretende regularizar as pedaladas. Se esses débitos fossem contabilizados integralmente nas contas de 2015, o rombo deste ano poderia superar R$ 80 bilhões.

Na sexta-feira, o TCU divulgou nota informando que ainda não há decisão sobre as “pedaladas fiscais”. O recurso da União, que questiona parte desses débitos, ainda está em fase de análise pela secretaria responsável, e o relatório do ministro Vital do Rêgo sobre o tema terá que ser votado pelo plenário do Tribunal.

RECEITAS EXTRAS

Segundo o deputado Hugo Leal, o governo ainda espera receber este ano receitas extraordinárias de R$ 11 bilhões, referentes à outorga nas concessões de usinas hidrelétricas, cujos contratos não foram renovados. Esta é a única receita extra que deve entrar no caixa este ano:

— O que vai acontecer em 2015 é aquilo que a gente já esperava, diante da frustração de receitas (extraordinárias) e da vertiginosa queda na arrecadação, principalmente de agosto para cá.

A proposta que o governo encaminhará ao Congresso vai alterar mais uma vez a meta fiscal de 2015. A última alteração, enviada em julho mas ainda não apreciada pelos parlamentares, previa superávit de R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB). Confirmado o déficit de R$ 50 bilhões nas contas, será equivalente a 0,89 % do PIB.

Esta será a terceira vez que o governo altera a meta fiscal de 2015. Originalmente, ela era de superávit de R$ 143,2 bilhões, ou 2,5% do PIB. Quando a equipe econômica do segundo mandato assumiu, ainda em dezembro, ela foi alterada para superávit de R$ 66,3 bilhões, ou 1,2% do PIB. Com a arrecadação em queda livre e despesas engessadas, o governo foi obrigado, em julho, a propor mais uma mudança da meta e agora é forçado a fazer isso de novo, dessa vez para déficit.

A arrecadação de tributos e contribuições federais teve em setembro o pior resultado para o mês em cinco anos, desde 2010. Segundo a Receita Federal, entraram nos cofres públicos R$ 95,239 bilhões, queda real de 4,12% em relação a 2014. No acumulado do ano até setembro, o governo arrecadou R$ 901,053 bilhões, 3,72% menos do que no mesmo período de 2014.



Fonte: oglobo.globo.com
 
 
 Inflação pelo IPC-S é pressionada pelo aumento da gasolina
Inflação pelo IPC-S é pressionada pelo aumento da gasolina
Indicador ficou em 0,67% na terceira prévia de outubro, diz FGV.
Também subiram preços de gastos de comunicação e despesas diversas.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrou leve aceleração da segunda para a terceira prévia de outubro, chegando a 0,67%. A maior pressão de alta partiu, novamente, do aumento do preço da gasolina.

Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram em suas taxas de variação, com destaque para o grupo transportes (de 1,17% para 1,57%).
Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: comunicação (de 0,15% para 0,18%) e despesas diversas (de 0,06% para 0,07%). 
Na contramão, desaceleraram as variações dos grupos relativos a alimentação (de 0,52% para 0,46%), educação, leitura e recreação (de 0,54% para 0,23%), vestuário (de 0,68% para 0,59%) e habitação (de 0,71% para 0,68%).
O grupo saúde e cuidados pessoais repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, 0,54%.

Veja a variação de preços de alguns itens:
Medicamentos em geral (de 0,12% para 0,18%)
Artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,42% para 0,17%)
Hortaliças e legumes (de -8,60% para -10,91%)
Salas de espetáculo (de 1,98% para 0,33%)
Calçados (de 0,58% para 0,23%)
Eletrodomésticos e equipamentos (de 0,37% para 0,19%)
Mensalidade para internet (de 0,14% para 0,36%)
Alimentos para animais domésticos (de -0,32% para 0,37%)


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Vagas temporárias terão retração de 35% este ano, diz entidade do setor
Final de ano promete gerar 105 mil vagas temporárias no país.
Possibilidade de efetivação é de apenas 6 mil trabalhadores.

Até o final do ano, devem ser contratados 105 mil temporários em todo Brasil, uma retração de 35% na comparação com 2014, quando foram mais de 163 mil vagas, de acordo com a pesquisa da Federação Nacional dos Sindicatos das Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) e do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo (Sindeprestem).


A expectativa é de que 32 mil contratados sejam jovens em situação de primeiro emprego. A previsão de efetivação após o fim contrato temporário é de apenas 6 mil trabalhadores.

A maior parte dos contratos firmados nesta época do ano possivelmente deve durar entre 61 e 90 dias, segundo 48% das empresas pesquisadas. De todos os temporários selecionados, 70% serão treinados pelas contratantes.

Para Vander Morales, presidente da Fenaserhtt e do Sindeprestem, as contratações serão pautadas por necessidades pontuais, ou seja, primeiro as empresas avaliam a real necessidade de expandir temporariamente a quantidade de funcionários para depois contratar. “O trabalho temporário é fundamental para a economia, sobretudo em tempos de crise econômica, porque encurta e facilita o encontro entre candidatos e vagas”, diz.

Perfil
No geral, os temporários têm entre 22 e 35 anos (72%) por se tratar de uma época do ano com intensa movimentação, que exige mais esforço e dedicação. Em relação ao nível de escolaridade, espera-se que 61% do contratados tenham ensino médio completo; 18% com ensino técnico; 16% com nível universitário e 5% com primeiro grau.

Efetivação
De acordo com as entidades, as empresas estão receosas com os rumos da economia e, por isso, evitam contratar até que haja certa estabilidade. Mas, apesar da crise, ainda existem aquelas que precisam recompor o quadro de funcionários. Por isso, a expectativa é de que quase 6 mil temporários sejam efetivados pelas contratantes após o término do contrato.

Comércio e indústria
A indústria e o comércio são os principais contratantes do trabalho temporário no final do ano. Diferente do que ocorreu nos anos anteriores, em 2015 a indústria responderá por 67% (cerca de 70 mil) das contratações e o comércio 33% (próximo de 34 mil). Somente o comércio do estado de São Paulo será responsável por admitir mais de 17 mil trabalhadores temporários até o final do ano.

“O setor industrial, acometido pelos efeitos da crise econômica, reduziu ao máximo o quadro de funcionários efetivos para conseguir se manter em atividade. Agora, para atender as demandas de final de ano, precisa recompor a força de trabalho e para isso contrata temporários”, explica Morales.
Na indústria, os cargos mais requisitados são das áreas operacional (39%), administrativa (24%), comercial (20%) e técnica (17%).

Os principais requisitos são experiência anterior (38%), dinamismo (32%), facilidade para trabalhar em grupo (25%), outros - comprometimento, motivação, entusiasmo - (5%)

Os benefícios destacados pelas empresas contratantes são vale-refeição (51%), vale-alimentação (26%), seguro de vida (22%) e outros - convênio médico, vale-transporte (1%)

No comércio, os cargos mais solicitados são vendedor (48%), repositor (25%), fiscais de loja (22%), promotor de vendas (4%) e crediário (1%).

Os principais requisitos são facilidade em lidar com o público (35%), experiência anterior (34%) e dinamismo (31%).
 
Fonte: g1.globo.com
 
 
 Mudanças à mesa, com dólar alto, iguarias nacionais tomam lugar de importadas
Indústria brasileira aproveita fase e vê aumento nas vendas; espumantes nacionais já têm saída 20% superior à do ano passado.

Em vez de geleia francesa, doces do rincão gaúcho; em vez de shortbread cookie escocês, biscoitos amanteigados de Nova Friburgo; em vez de marzipã alemão, por que não frutas cristalizadas de Carmo de Minas?

Em resposta à alta do dólar, essas são algumas das alternativas oferecidas pelo empresário carioca Hélio Casagrande na delicatessen Cosa Nostra, no Rio, que outrora contava com mais de 80% de produtos importados.
A substituição de importações é um dos efeitos do dólar batendo na casa dos R$ 4, levando empresários como Casagrande a abrir mais espaço para produtos brasileiros. Sua loja em Ipanema continua a oferecer itens estrangeiros, mas os nacionais são agora quase metade dos produtos à venda.
Na outra ponta, setores da indústria brasileira como os de vinhos e queijos estão se beneficiando de mais espaço nas prateleiras de lojas e mercados.
Casagrande afirma que está "dançando conforme a música" – como fez para atravessar os anos de hiperinflação e os sucessivos planos econômicos dos anos 1980.

"Estamos nos reinventando. Descobrimos um nicho bacana, de produtos regionais que fomos buscar em cidadezinhas no país todo", afirma. "Eles têm preços mais acessíveis e uma qualidade fantástica que agrega valor."
Ele espera que os preços mais em conta ajudem a impulsionar as vendas na loja – que, com a crise econômica, caíram quase de 30%.
O freio no consumo vem atingindo o comércio como um todo, com quedas consecutivas de vendas desde o começo do ano.
De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a intenção de consumo das famílias atingiu neste mês o menor nível desde que o índice começou a ser calculado, em 2010.
A CNC acaba de revisar a retração esperada este ano de -2,9% para -3,6%. Será o primeiro resultado negativo desde 2003.
A vez do vinho nacional?
Com a pressão do dólar sobre produtos importados, indústrias nacionais como as do queijo e do vinho acabam sentindo um efeito colateral positivo.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), dados preliminares do mercado interno indicam que, do ano passado para cá, a venda de vinho branco nacional teve aumento de 5%; de tinto, 8%; e de espumantes, mais de 20%.
Para o gerente de promoção do Ibravin, Diego Bertolini, o momento é oportuno para aumentar a presença do produto nacional em um mercado que ainda tem preconceito com o vinho brasileiro.
"O dólar alto é um dos fatores que está ajudando o vinho brasileiro a ganhar competitividade. A gente nunca viu supermercados e distribuidores querendo trabalhar o vinho brasileiro com tanta força", afirma.
O varejo costuma ter maior rentabilidade com vinhos importados, afirma. Com o dólar alto, porém, o produto estrangeiro se torna menos lucrativo, pois empresários vêm reduzindo a margem de lucro para manter os preços competitivos.
O fator novela
Dentro deste cenário, o espaço para o vinho nacional tende a crescer, explica Bertolini. E o fato de a atual novela das seis da Rede Globo ter como palco o mundo do vinho também ajuda. A trama de Além do Tempo é ambientada na Serra Gaúcha, principal polo produtor do país, com profissionais do vinho como protagonistas.
"Isso vai ajudar a impulsionar as vendas de vinhos e espumantes no fim do ano", aposta ele.
O viés positivo é um alento para uma indústria que também sofre com a alta de matérias-primas importadas, como a cortiça, e o aumento das tarifas elétricas.
"Não é um ano fácil. A rolha é importada, a produção das garrafas demanda muita eletricidade, a maior parte dos insumos aumentou. A nossa margem (de lucro) também está diminuindo. Mas, ao contrário de outras categorias, para nós o momento é interessante e temos que aproveitar para consolidar o setor", diz.
Ele descreve o sentimento em relação à crise com um "emoticon" imaginário: "Não é que estejamos rindo de uma orelha a outra. É uma carinha triste, mas com um sorrisinho discreto".
Efeito 'turista rico'
Esse efeito "gangorra" do dólar alto, com os impactos negativos e se equilibrando, também é sentido em restaurantes, sobretudo os que estão na rota de turistas estrangeiros.
É o caso do Le Pré Catelan, em Copacabana. Dono de uma estrela Michelin desde abril, quando a prestigiosa publicação francesa distribuiu suas primeiras distinções no Brasil, o restaurante do Hotel Sofitel sente ao mesmo tempo com o efeito-crise – que aperta os gastos dos clientes brasileiros – e o efeito-real-barato – que abre as mãos dos estrangeiros.
"Com a crise, os brasileiros estão preocupados com o futuro e diminuindo os gastos. Vão a restaurantes mais baratos, pensam bem no que vão escolher e, quem sabe, vão preferir tomar uma cerveja em vez de um vinho", diz Roland Villard, chef executivo do Sofitel.
Para os estrangeiros, porém, por um punhado de dólares pode-se chegar muito mais longe. O Brasil – e o Rio, mesmo com seus preços proibitivos – de repente ficou muito mais barato para quem chega com moedas fortes.
"Para qualquer estrangeiro ficou mais interessante vir ao Brasil. Porque podem gastar mais e aproveitar mais a viagem com o mesmo dinheiro", diz Villard.
Como exemplo da disposição extravagante, ele conta que a casa vendeu alguns vinhos da linha superior na última semana – na faixa de R$ 5 mil a garrafa.
Ainda assim, a estratégia não é a de se apoiar nos comensais estrangeiros. O chef afirma que, para não afastar a clientela nacional, os preços do restaurante não acompanham a inflação.
"Adaptamos o menu para segurar os preços e manter o movimento, de modo a evitar prejuízo sobre o resultado final", afirma.
Sessões Netflix e ceia turbinada
Se a recessão está levando o movimento em restaurantes e lojas a cair, o mesmo não se observa, necessariamente, em supermercados.
Na rede carioca Zona Sul, que tem 35 lojas distribuídas pela cidade, o vice-presidente comercial Pietrangelo Leta afirma que o volume de vendas vem se mantendo. As pessoas estão segurando os gastos na rua – e seu negócio ganha com isso, afirma.
"Muita gente está trocando o cinema pelo Netflix, o restaurante pela refeição em casa. Acho que muitos clientes vão fazer essa substituição", considera.
Mesmo no fim do ano, quando a compra de produtos importados para as ceias natalinas pode sofrer um baque, Leta aposta no contrário.
"Com a variação cambial, muita gente vai deixar de viajar no fim do ano. Então a ceia pode ficar mais rica para compensar. O cliente vai deixar de fazer aquela viagem para a Itália ou para a Argentina, então vai fazer uma ceia mais caprichada, convidar mais gente", avalia.
Ele afirma que a rede não vai reduzir o foco em produtos importados, que atualmente representam cerca de 16% da gama ofertada. Porém, tem buscado saídas para amenizar o impacto para o consumidor, como parcerias com fornecedores antigos para conseguir condições de compras mais vantajosas e redução da margem de lucro.


Natal antecipado
Semana que vem o empresário Hélio Casagrande já inaugura a decoração natalina na sua delicatessen em Ipanema. Um Papai Noel de 1,50 m estará saudando os clientes na porta com um animado "Ho! Ho! Ho!". Diante da perspectiva de as vendas natalinas caírem, ele resolveu começar mais cedo.
"A gente sabe que o nível de estresse de todo mundo é muito grande em relação à política e à economia. Mas não acredito que as pessoas vão deixar de comprar coisas para o Natal."
Ele dá exemplo das alternativas nacionais que ele vêm oferecendo aos seus clientes. Os 200 g de patê de foie gras nacional saem a R$ 39,80, contra R$ 139 pelo francês; o queijo de ovelha da Serra da Mantiqueira custa R$ 25,90, enquanto o manchego espanhol, também de ovelha, sai a R$ 39 (150g); e os biscoitos amanteigados de Friburgo custam R$ 9,90, versus os R$ 39,90 pelos shortbread cookies escoceses.
A quem não se dispõe a pagar R$ 390 por uma champanhe Louis Roederer, ele sugere um espumante Dal Pizzol em edição comemorativa, a R$ 149.

Seja qual for a escolha etílica, porém, a dica de todos os entrevistados é estocar bem a adega até o fim de novembro, já que em dezembro começa a valer o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre vinhos, espumantes e destilados – decretado pelo governo em setembro como parte das medidas para equilibrar as contas públicas.
E aí, seja com variantes nacionais ou importados, o brinde a 2016 custará um pouco mais ao consumidor.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Copom se reúne e deve manter de novo juro estável
Com alta do dólar e frouxidão fiscal, mercado já vê IPCA em 6% em 2016.
Assim, expectativa se distancia da meta central de 4,5% do ano que vem.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (21) e deve manter novamente os juros básicos da economia em 14,25% ao ano - permanecendo assim no maior patamar em nove anos. Em setembro, na reunião anterior do Comitê, os juros já tinham ficado inalterados.
A expectativa é da maior parte dos analistas do mercado financeiro e tem por base indicações da própria autoridade monetária. Na semana passada, em evento do Fundo Monetário Internacional (FMI), no Peru, o presidente do BC, Alexandre Tombini, voltou a dizer que a estratégia da instituição, para a taxa de juros, é de manter o atual nível "por um período suficientemente prolongado" de tempo.

Ao subir os juros ou mantê-los elevados, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo, atuando assim para segurar a inflação, que tem mostrado resistência neste ano por conta da alta do dólar (que encarece insumos e produtos importados) e dos preços administrados - como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros.
Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros altos prejudicam o nível de atividade da economia brasileira e, também, a geração de empregos. Para este ano, o mercado prevê uma retração do PIB de 3% e, para 2016, de 1,22%. Se confirmado esse cenário, será a primeira vez, desde 1948, o país registra dois anos seguidos de contração na economia.
Sistema de metas e objetivo de 4,5% em 2016
Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Para este ano, a previsão do próprio Banco Central, porém, é de uma inflação de 9,5%. Os analistas do mercado acreditam que o IPCA deverá somar 9,75%. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

O Banco Central tem dito, entretanto, que a inflação convergirá para a meta central de 4,5% em 2016. Essa foi a principal promessa do presidente do BC, Alexandre Tombini, após ser confirmado no cargo para a segunda gestão da presidente Dilma Rousseff. O compromisso foi assumido ainda no fim do ano passado e reafirmado várias vezes no decorrer de 2015.
Para economistas, a alta da inflação penaliza, principalmente, os mais pobres. Em documentos oficiais, o próprio BC avalia que taxas de inflação elevadas "subtraem o poder de compra de salários e de transferências, com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo das famílias" e "reduzem o potencial de crescimento da economia, bem como de geração de empregos e de renda".
'Deterioração' do cenário para 2016
Apesar da recessão na economia e do aumento do desemprego, fatores que atuam para conter a alta dos preços, a inflação ainda segue pressionada pelas tarifas públicas e pela alta do dólar - que soma cerca de 45% em 2015.
Além disso, a queda na previsão de superávit primário, a economia feita para pagar juros da dívida pública, em 2015 e 2016, também torna mais difícil a tarefa do Banco Central de tentar conter as pressões inflacionárias. Em julho, o governo baixou a meta fiscal deste ano, de 1,2% do PIB, para apenas 0,15% do PIB, ou R$ 8,7 bilhões, e revisou o objetivo de 2016 de um superávit de 2% do PIB para 0,7% do PIB.
Nesta semana, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, admitiu que o governo deverá revisar novamente para baixo a meta fiscal de 2015 - algo que o mercado financeiro já dava como certo.
Segundo o blog do Camarotti, os ministros da junta orçamentária falam de um déficit de R$ 20 bilhões neste ano, mas o valor pode ser até maior - o que dificultaria a obtenção, também, da meta de 2016. Para o próximo ano, o governo se apoia na CPMF para tentar reequilibrar as contas, o que analistas consideram difícil de passar pelo Congresso Nacional.
Essa deterioração do cenário, com dólar pressionado e metas fiscais menores, já tem gerado impacto nas projeções do mercado para a inflação de 2016 e também para 2017. Até o início de agosto, os economistas dos bancos, ouvidos pelo BC, previam um IPCA de 5,4% para 2016 e por volta de 4,6% para 2017. Desde então, as estimativas pioraram e as expectativas já saltaram para 6,12% para o próximo ano e para 5% em 2017.
'Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come'
Para o presidente da Lecca Financeira, Luis Eduardo da Costa Carvalho, o Banco Central está em situação difícil, porque a puxada nos juros, de 3,25 pontos percentuais de aumento entre o fim do ano passado e setembro de 2015, ainda não produziu efeitos plenos na inflação, mas já está acentuando a desaceleração da atividade econômica, o que também é ruim para as contas públicas porque gera menos arrecadação. "Eu acho que estamos diante de um quadro que se correr o bicho pega se ficar o bicho come", declarou.
Para ele, o Banco Central já tem perfeita consciência, neste momento, que não vai conseguir trazer inflação para meta (central de 4,5%) no fim do ano que vem como estava "sonhando". "Acho que já há hoje uma resignação geral de que a situação chegou em um ponto em que não tem mais muito o que fazer", avaliou. Segundo Costa Carvalho, há o risco, até mesmo, de o IPCA superar o teto de 6,5% em 2016 - como já vai acontecer neste ano.
"O Banco Central vai se restringir a tentar manter o câmbio [dólar] em um nível mais palatável, que é uma forma de tentar evitar que o preço do dólar alto impacte as importações e o custo de várias atividades", afirmou o economista. Em sua visão, o atual cenário econômico é o "pior de todos". "Você tem recessão junto com inflação alta e a política monetária [de definição dos juros] se mostrando incapaz de conter a inflação e agravando a recessão", declarou.
De acordo com ele, o que ajudaria a melhorar a situação seria a aprovação das medidas fiscais - de reequilíbrio das contas públicas, via aumento de tributos, como a CPMF, e contenção de gastos - pelo Congresso Nacional. "O processo foi tão longe que as ferramentas existentes pouco efeito produzem. Ou o ajuste fiscal vem por medidas aprovadas no Congresso ou não resta muito mais o que fazer via política monetária [alta dos juros para conter a inflação]", concluiu.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Gás é 50% mais econômico para carros em RJ e SP, indica estudo
Estudo sobre custo do GNV foi divulgado nesta terça pela Abegás.
Cálculo não leva em conta custo de instalação dos kits de gás natural.

Dirigir um carro movido a gás natural veicular (GNV) chega a ser 50% mais econômico em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, em relação à gasolina e ao etanol, mostrou um estudo divulgado nesta terça-feira (20) pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

O cálculo foi feito em 19 estados onde os três combustíveis são distribuídos e leva em conta apenas o custo benefício do GNV nas bombas ao consumidor, e não o custo de instalação dos kits nos carros, que é de cerca de R$ 4 mil, de acordo com a Abegás.
Em pelo menos três estados do Sudeste, a gasolina ou etanol consomem mais que o dobro do GNV por quilômetro. Em São Paulo, um quilômetro com GNV custa R$ 0,15 contra R$ 0,31 da gasolina. No Rio e Espírito Santo, a vantagem é até maior: R$ 0,16 x R$ 0,35 e R$ 0,15 x R$ 0,32, respectivamente. A economia é de 51,61% em São Paulo, 54,28% no Rio e 53,12% no Espírito Santo.

Em comparação ao etanol, o GNV é 50% mais barato em São Paulo e 57,89% no Rio – em terras capixabas, é de 58,33%. Em Minas, os percentuais de economia com o GNV são de 45,45% ante a gasolina (R$ 0,18 x R$ 0,32) e de 43,75% ante o etanol (R$ 0,18 x R$ 0,32).


Economia mensal
A economia mensal pode variar de R$ 463 (em Santa Catarina) a R$ 480 (no Rio Grande do Sul), por exemplo, se o combustível de comparação for o etanol. No Paraná, o volume economizado seria de R$ 368 substituindo o etanol. Se utilizasse gasolina em vez de GNV, o motorista teria que desembolsar R$ 375 adicionais em Santa Catarina, R$ 371 no Rio Grande do Sul e R$ 378 no Paraná.

Na Bahia, por exemplo, é possível economizar R$ 423 (se o GNV for utilizado em vez da gasolina) e R$ 451 (em vez do etanol). Em Pernambuco, os números são de R$ 414 e R$ 438, respectivamente; no Sergipe, de R$ 404 e R$ 470, respectivamente.
Cálculo
Os dados levam em conta calculados pela Abegás de acordo com o consumo médio do Fiat Siena – veículo que traz no manual o consumo médio com GNV, gasolina e etanol – e com a média de preços dos três combustíveis de cada estado na segunda semana de outubro, conforme tabela da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 11 e 17 deste mês.
Para fazer o cálculo, a Abegás usou como referência o Fiat Siena, veículo que indica em seu manual o consumo médio com GNV, etanol e gasolina. Com GNV, o Siena rende 13,2 quilômetros por metro cúbico. Já a gasolina faz 10,7 quilômetros por litro e o etanol, 7,5 quilômetros por litro.
O levantamento traz dados dos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
O gás natural veicular é um combustível gasoso com propriedades químicas que substituem os combustíveis tradicionais para motores. As frotas de empresas estatais brasileiras foram as primeiras a aderir ao gás, mas foi após o Decreto nº 1.787 de 12 de janeiro de 1996, quando então foi liberado o seu uso em veículo particular, que o GNV se popularizou entre os motoristas brasileiros.



Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Prévia da inflação oficial tem maior índice para outubro desde 2002
Em setembro, IPCA-15 chegou a 0,39% e, em outubro, em 0,66%.
Gasolina, gás de cozinha e comida fora de casa pressionaram o indicador.

Os preços da gasolina, do botijão de gás e das refeições que os brasileiros fazem foram de casa aumentaram e puxaram a alta da prévia da inflação oficial, que avançou de 0,39% em setembro para 0,66% em outubro. Esse índice foi o mais elevado para um mês de outubro desde 2002, quando o IPCA-15 atingiu 0,90%.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, a prévia da inflação oficial acumula alta de 8,49%. De acordo com a série histórica da pesquisa, é o maior resultado, considerando o período de janeiro a outubro, desde 2003. Naquele ano, o indicador ficou em 9,17%. Em 12 meses, o IPCA-15 chegou a 9,77%, bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%.

O resultado em 12 meses está acima do que previram os economistas do mercado financeiro no boletim Focus mais recente. Para 2015, a expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 9,75%. Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando somou 12,53%.

De setembro para outubro, o que mais pesou para que o índice avançasse foi o aumento de preços dos grupos de gastos relativos a habitação (de 0,68% para 1,15%), a transportes (de 0,78% para 0,80%) e a alimentação e bebidas (de -0,06% para 0,62%).
De acordo com o IBGE, entre todas as pressões sobre o IPCA-15, a maior foi a do botijão de gás, que ficou 10,22% mais caro em outubro. Esse aumento ainda ficou abaixo do reajuste máximo permitido pela Petrobras a partir de setembro.



Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Presidente da Samsung é de novo o acionista mais rico da Coreia do Sul
Lee Kun-hee acumula títulos no valor de US$ 10,1 bilhões.
Aos 73 anos, está internado após infarto no dia 10 de maio de 2014.

O presidente da Samsung Electronics, Lee Kun-hee, hospitalizado por causa de um infarto desde maio do ano passado, voltou a ser em 2015 o acionista mais rico da Coreia do Sul, segundo os dados publicados nesta segunda-feira (19) por uma companhia de análise financeira.
Lee acumula títulos no valor de cerca de 11,48 trilhões de wons (US$ 10,130 bilhões), o que representa 13,6% mais que o ano passado e lhe mantém à frente da lista anual elaborada pelo site analista de mercado "Chaebul.com".
O magnata do gigante tecnológico sul-coreano é seguido de perto pelo presidente da multinacional de cosmética AmorePacific, Suh Kyung-bae, que possui 9,67 trilhões de wons em ações (US$ 8,619 bilhões), 47,5% mais que em 2014.
Lee, de 73 anos e considerado o máximo diretor do Grupo Samsung além de presidente do ramo de eletrônica, sofreu um infarto no dia 10 de maio de 2014 e foi hospitalizado para receber um tratamento de reanimação cardiopulmonar.
Seu único filho homem, Lee Jae-yong (também conhecido como Jay-yong), de 47 anos, assumiu o grupo e desde então os rumores sobre uma substituição definitiva foram constantes nos meios de imprensa sul-coreanos.
Jae-yong ocupa, além disso, o terceiro posto na lista dos acionistas mais ricos da Coreia do Sul, com 8,66 trilhões de wons (US$ 7,591 bilhões), o que representa um aumento de 145,3% em comparação com o ano passado.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Na Suécia, Dilma defende a CPMF e afirma que Levy continua no cargo
Na Suécia, Dilma defende a CPMF e afirma que Levy continua no cargo
Segundo a presidente, volta do tributo irá 'estabilizar as contas públicas'.
Ela disse que saída de ministro da Fazenda não chegou a ser discutida.

A presidente Dilma Rousseff afirmou neste domingo (18) que a volta da CPMF é "crucial para o país voltar a crescer" e para reequilibrar as contas públicas do país. Ela também rebateu as críticas do presidente do PT, Rui Falcão, que defendeu a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e disse que ele continua no cargo.
"O Brasil precisa aprovar a CPMF para que a gente tenha um ano de 2016 estável, do ponto de vista do reequilíbrio de nossas finanças", afirmou a presidente. "Nós acreditamos que a CPMF é crucial para o país voltar a crescer", completou depois.
"Estabilizar as contas públicas para quê? Para que o país volte a crescer, para que se perceba que o Brasil tem uma solidez fiscal que vai permitir que nós… Sem a CPMF isso é muito difícil, não vou dizer assim é ‘impossível’. Vou te dizer o seguinte: está no grau de dificuldade máximo. A CPMF é crucial para o país", disse.

Sobre a permanência de Levy no governo, Dilma disse que a opinião do presidente do PT não era a do governo. Em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal "Folha de S. Paulo", Falcão defendeu que haja uma mudança na política econômica ou a eventual substituição de Levy, caso ele não siga a orientação de Dilma na área. A sexta-feira (16) foi um dia de fortes rumores sobre a permanência dele no cargo, com reflextos até nos mercados.
"Eu acho que o presidente do PT pode ter a opinião que ele quiser. Não é a opinião do governo. Então, a gente respeita a opinião do presidente do PT, até porque ele é o presidente do partido que integra a base aliada, do partido mais importante, mas isso não significa que ela seja a opinião do governo", disse também a presidente.

Questionada sobre uma reunião com o ministro na última sexta, Dilma negou que uma eventual saída dele do cargo tenha sido discutida. "Não tocou-se nesse assunto. Não tinha nenhuma insatisfação dele, até porque essa entrevista [de Rui Falcão] não tinha ocorrido", afirmou.

A presidente também reclamou das especulações sobre a saída de Levy da Fazenda. "Eu não sei como é que sai essas informações. Agora, elas são muito danosas, porque de repente aparece uma informação que não é verdadeira", disse.
Os rumores ganharam força após críticas públicas, nos últimos dias, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sustentou que o governo deveria abandonar de forma imediata o ajuste fiscal em implementação pela equipe de Levy.

Em outra parte da entrevista, quando voltou a ser questionada sobre Levy, Dilma reiterou que o ministro não está de saída nem que discutiu o assunto numa reunião na sexta.
"Ele não está saindo do governo. Ponto! Eu não toco mais nesse assunto. Me desculpa, qualquer coisa além disso está ficando especulativo. Me desculpa, especulativo. Vocês não farão especulação a respeito do ministro da Fazenda comigo. Não vão fazer. É essa a minha fala final. A partir de agora, não vou mais responder a respeito do ministro Levy. Isso é fantástico! A política econômica dele. Se ele fica, é porque nós concordamos com ela", disse.

Ela afirmou que durante a reunião, foram discutidos "os próximos passos" e a estratégia do governo para aprovar as principais medidas do ajuste fiscal. Além da CPMF, a presidente também destacou a "DRU", sigla para Desvinculação das Receitas da União, mecanismo que dá ao governo liberdade para usar livremente 20% do que arrecada de parte dos impostos.

Dilma afirmou que um dos fatores que levaram ao atual momento de "dificuldade" na economia foi a "desoneração para além do que era desejável", em referência à diminuição de tributos para setores da economia em seu primeiro mandato. Ela disse que "ninguém contava" com a desaceleração da China "nessa proporção" e que não havia como prever a diminuição no preço das commodities.
Crise política
Questionada sobre a crise política no país, ela negou que o governo tenha feito qualquer acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e disse que o acordo dele era com a oposição.
Nos últimos dias, segundo o Blog do Camarotti, com o agravamento das denúncias contra ele, Cunha tem ensaiado uma aproximação com o governo para discutir a possibilidade de ter o seu mandato poupado no processo que responderá no colegiado por suposta quebra de decoro parlamentar. Até então, a estratégia do peemedebista era, respaldado pela oposição, pressionar o governo com a abertura de um processo de impeachment.
Ao comentar as provas da existência de contas na Suíça contra Eduardo Cunha, a presidente afirmou que "lamenta que seja um brasileiro".


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Greve dos bancários completa 11 dias e fecha mais de 12 mil agências
Número total de agências fechadas chega a 12.277 em todo o país.
Canais alternativos estão disponíveis para várias operações, diz Febraban.

No 11º dia de greve dos bancários no país, o número de agências fechadas no país subiu para 12.277, além de 44 centros administrativos, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (16) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O número representa aumento de 549 agências em relação ao dia anterior de greve.
De acordo com o Banco Central, o país tem 22.975 agências instaladas no país.
Segundo a Contraf-CUT, não há previsão para a retomada das negociações que possam chegar a um acordo para o fim da greve.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), por sua vez, diz que aguarda nova proposta dos bancários para que possa prosseguir nas negociações que resultem em acordo.
Os bancos não fazem levantamentos sobre o impacto da paralisação das agências, mas destacam que as instituições oferecem diversos canais alternativos para a realização de transações financeiras.
De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.
O que pede a categoria 
A greve foi iniciada no dia 6. Os bancários pedem reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.

A proposta apresentada pela Febraban, rejeitada em assembleias, oferece reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).
Foram também propostos os seguintes benefícios: auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49, entre outros. 

Greves em 2013 e em 2014
No ano passado, os bancários fizeram uma greve entre 30 de setembro e 06 de outubro. Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros. A greve foi encerrada após proposta da Fenaban de reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 9% nos pisos e 12,2% no vale-refeição.

Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Produção de petróleo da Petrobras no Brasil em setembro cai 6,7%
Motivo apontado foi paradas programadas de grandes plataformas.
No acumulado do ano, produção tem crescimento de 4,5% ante 2014.

A produção de petróleo da Petrobras no Brasil em setembro caiu 6,7% ante agosto, para 2,06 milhões de barris por dia (bpd), devido, principalmente, a paradas programadas de grandes plataformas, com destaque à parada da plataforma P-52, para manutenção, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira (16).
No acumulado do ano, a produção de óleo no Brasil atingiu média de 2,132 milhões de barris de petróleo por dia, um volume ainda acima da meta traçada pela companhia para 2015, de 2,125 milhões de barris/dia, o que seria um crescimento de 4,5% ante 2014.
A produção de óleo e gás natural operada pela Petrobras na camada pré-sal em setembro ficou na média de 1,028 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boed). A empresa atingiu volume recorde de 1,12 milhão de boed no pré-sal em 15 de setembro.
No mesmo dia, a Petrobras extraiu um recorde de 901 mil bpd de petróleo em campos operados por ela no pré-sal.
A produção média de petróleo e gás natural da companhia no Brasil e no exterior em setembro foi de 2,72 milhões de boed, após um recorde histórico de 2,88 milhões de boed em agosto.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Dólar fecha em queda, após Fitch rebaixar nota do Brasil
Agência de risco manteve o grau de investimento do país.
A moeda norte-americana recuou 0,32%, a R$ 3,8005 na venda.


Após abrir em queda e subir mais de 1% após a Fitch rebaixar nota do Brasil de "BBB" para "BBB-", o dólar voltou a cair e fechou em baixa nesta quinta-feira (15).

A moeda norte-americana recuou 0,32%, a R$ 3,8005 na venda. 

A Fitch manteve o grau de investimento do Brasil. Apesar de a agência ter alertado que Brasil o país pode perder este "selo de bom pagador" no curto prazo, ao colocar o país com perspectiva negativa, os operadores avaliavam que o rebaixamento não deve servir de gatilho para mais uma rodada de pânico como a que assombrou os mercados no mês passado (quando o Brasil foi rebaixado pela Standard and Poors e perdeu o grau de investimento).

Segundo a Reuters, isso não aconteceu agora porque muitos operadores já haviam se antecipado à decisão da Fitch.
"O mercado só vai reagir com bastante força quando houver de fato uma retirada do grau de investimento", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado. "Por enquanto, (a decisão da Fitch) deixa o mercado com o radar ligado, mais sensível a altas".

"Parece que o mercado cansou de piorar. Esgotou o estoque", disse à Reuters o operador de uma corretora nacional. "Todas as (moedas) emergentes melhoraram hoje e o Brasil acompanhou, apesar de todo o cenário negativo. Parece que isso tudo já estava no preço".
Veja a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, recuava 0,54%, a R$ 3,7919.
Às 9h50, subia 0,12%, a R$ 3,8175.
Às 10h49, subia 0,03%, a R$ 3,814.
Às 11h29, subia 1,17%, a R$ 3,8575.
Às 11h50, subia 1,37%, a R$ 3,865.
Às 12h10, subia 0,7%, a R$ 3,8394.
Às 12h29, subia 0,96%, a R$ 3,8495.
Às 13h10, subia0,74%, a R$ 3,841.
Às 13h50, subia 0,23%, a R$ 3,8214.
Às 14h19, subia 0,10% a R$ 3,8165.
Às 14h45, subia 0,24% a R$ 3,8216.
Às 15h20, subia 0,28% a R$ 3,8234.
Às 15h50, subia  0,03%, a R$ 3,8136.
Às 16h09, caía 0,01%, a R$ 3,8121.
Às 16h40, caía 0,27%, a R$ 3,8023.
Na semana, o dólar tem alta acumulada de 1,11% e no mês, queda de 4,16%. No ano, há valorização de 42,95%.

Grau de investimento
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota do Brasil de "BBB" para "BBB-", mas ainda dentro do grau de investimento. A nota "BBB-" é a última dentro do grau de investimento, espécie de selo de país bom pagador de sua divida.

De acordo com a Fitch, o rebaixamento reflete o crescente peso da dívida do governo do Brasil, o aumento dos desafios para a consolidação fiscal e a piora do cenário para o crescimento econômico.

"O ambiente político está dificultando o andamento da agenda legislativa [do Congresso], criando um ciclo negativo para a economia", disse a agência.

Se perder seu grau de investimento pela Fitch ou pela Moody's, o Brasil passará a ser classificado como "grau especulativo" por duas das três principais agências, já que a Standard & Poor's retirou o selo de bom pagador do Brasil no mês passado.

Isso serviria de gatilho para fuga de capitais do país, já que muitos fundos têm regulações internas que os impedem de investir em países com essa característica. Entenda quais são os efeitos da perda do grau de investimento.

Cenário político
Segundo operadores, o mercado brasileiro continuava mais sensível que outros mercados devido à crise política.
Analistas da Guide Investimentos, de acordo com a Reuters, destacaram em nota a clientes o "noticiário político ainda intenso", mas ressaltaram que "tudo indica que continuaremos em 'stand by': Cunha e Planalto tentam costurar acordão", referindo-se ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Expextativa sobre alta de juros nos EUA
Pela manhã, o dólar já havia esboçado movimento de alta, após dados sobre a inflação e o mercado de trabalho nos Estados Unidos atenuarem um pouco as apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não eleve os juros neste ano.

O núcleo da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que exclui preços voláteis como alimentos e energia, acelerou para 0,2% em setembro, após marcar 0,1% no mês anterior. Os preços ao consumidor como um todo, no entanto, recuaram 0,2%, pressionado pela queda da gasolina.

Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego atingiu 255 mil na semana passada, novamente o menor nível em 42 anos, sugerindo que o mercado de trabalho norte-americano permanece forte apesar da abrupta desaceleração na criação das vagas de emprego nos últimos dois meses.

As expectativas sobre os juros nos Estados Unidos afetam a tendência do dólar em relação ao real. Isso porque taxas mais altas naquele país Unidos atrairiam para lá recursos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil. Com o país mais atraente para investimentos, aumentaria a demanda por dólares - fazendo assim seu valor subir em relação a moedas como o real. O Fed aguarda sinais de recuperação da economia dos EUA para subir os juros.

Interferência do BC
O Banco Central deu continuidade nesta manhã ao seu programa diário de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Até agora, o BC já rolou US$ 5,118 bilhões, ou cerca de metade do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.
 
 
 Fitch rebaixa nota do Brasil, mas país segue com grau de investimento
Nota foi revisada de 'BBB' para 'BBB-', com perspectiva negativa.
Agência cita crescente peso da dívida e a piora do cenário econômico.

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou a nota do Brasil de "BBB" para "BBB-", mas ainda dentro do grau de investimento. A perspectiva foi mantida em negativa, o que significa que o país pode voltar a ser rebaixado em um futuro próximo.

A nota "BBB-" é a última dentro do chamado grau de investimento, espécie de selo de país bom pagador de sua divida. Veja quadro mais abaixo
O rebaixamento do país pela Fitch vem pouco mais de um mês após a agência Standard & Poor's retirar o selo de bom pagador do Brasil.

De acordo com a Fitch, o rebaixamento reflete o crescente peso da dívida do governo do Brasil, o aumento dos desafios para a consolidação fiscal e a piora do cenário para o crescimento econômico.

"O difícil ambiente político está afetando o progresso da agenda legislativa do governo e criando reações negativas para a economia mais ampla", destacou a agência em nota assinada pela analista Shelly Shetty.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Nacional, Shetty afirmou que, em termos gerais, a possibilidade de novo rebaixamento da nota de um país colocado em perspectiva negativa é de mais de 50%, e o corte seria feito em um período entre 12 e 18 meses (veja no vídeo acima).

Porém, Shetty afirma que não é possível determinar esse prazo com exatidão, citando como exemplo o próprio caso do Brasil. "No caso do Brasil, nós determinamos a perspectiva negativa em abril e decidimos rebaixar o rating apenas seis meses depois."

Projeções
A agência projeta que o déficit do governo se deteriore e chegue perto de 9% do PIB em 2015.  "O impacto da recessão maior que previsto sobre as receitas do governo, dificuldade na implantação de medidas e um pano de fundo político complicado minaram a estratégia de consolidação fiscal do governo", avaliou.
A Fitch prevê que a economia do Brasil deverá contrair 3% em 2015 e 1% no ano seguinte, projetando que em 2017 deverá haver um "crescimento modesto".

Nota do Brasil em outras agências
No dia 9 de setembro, o Brasil perdeu o grau de investimento na classificação de crédito da Standard and Poor's (S&P), 10 dias após o governo prever inédito déficit primário na proposta orçamentária de 2016.

Com o rebaixamento da Fitch desta quinta, o Brasil fica mais próximo de ter a nota de crédito da sua dívida rebaixada para o grau especulativo por mais de uma agência. Na classificação da Moody´s, o país tem nota "Baa3", nível mais baixo dentro do grau de investimento, tambem com perspectiva negativa (como agora na Fitch).

S&P, Fitch e Moody's controlam uma parcela de mais de três quartos do mercado global de avaliações de risco, o que desperta críticas sobre conflitos de interesse em seus serviços, já que acabam sendo pagas pelos mesmos clientes que deveriam estar examinando, destaca a BBC.

Selo de bom pagador
O grau de investimento é um selo de qualidade que assegura aos investidores um menor risco de calotes. A partir da nota de risco que determinado país recebeu, os investidores podem avaliar se a possibilidade de ganhos (por exemplo, com juros maiores) compensa o risco de perder o capital investido com a instabilidade econômica local.
Alguns fundos de pensão internacionais, de países da Europa ou os Estados Unidos, por exemplo, seguem a regra de que só se pode investir em títulos de países que estão classificados com grau de investimento por agências internacionais. Por isso, essa "nota" permite que o país receba recursos de investidores interessados em aplicar seu dinheiro naquele local.
Levy falou na véspera sobre riscos de um novo rebaixamento
Procurada pelo G1, o Ministério da Fazenda ainda não se manifestou sobre o novo rebaixamento.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tinha dito que um novo rebaixamento da nota brasileira por agências de classificação de risco "teria um efeito muito ruim no emprego".
"Se a gente não tiver um orçamento robusto, vamos ter problemas. Teria um efeito muito ruim no emprego outro rebaixamento na nossa dívida. Não ter um orçamento que garanta a manutenção do grau de investimento é botar o emprego e as condições de vida das famílias em risco", declarou ele no Congresso Nacional.

A perda do grau de investimento na classificação da Standard and Poor's (S&P) no mês passado levou o governo a recuar da sua proposta original de Orçamento de 2016 com estimativa inédita de déficit (despesas maiores do que receitas) e a anunciar um pacote de alta de tributos, contemplando a proposta de retorno da CPMF, e bloqueio de gastos, para buscar um superávit de R$ 43,8 bilhões, ou 0,7% do PIB, no ano que vem.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Fitch procura quem governa o Brasil
A tolerância com a crise brasileira está diminuindo rapidamente. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nossa nota – não foi por falta de avisos. Por sorte, ela ainda manteve o grau de investimento, diferentemente da outra agência que nos segura por um fio, a Moody’s. Nem tanto, entretanto, já que que a perspectiva para as análises futuras é negativa, ou seja, não tem nada no horizonte próximo da economia brasileira que instigue a Fitch a parar por aqui ou mudar de ideia. 

O fio condutor da decisão da agência é a piora no perfil de endividamento público do Brasil. A proporção entre o que o país deve e o que produz está cada vez maior. Pelas estimativas da Fitch, não vai demorar para a dívida pública alcançar 70% do PIB. Além disso, temos a maior taxa de juros do mundo, o que só faz a conta crescer. Como estancar este curso? Para começar, tem que sobrar dinheiro nos cofres públicos para pagar esses juros aí, o famigerado superávit primário. Este então já desapareceu de qualquer cenário mais realista.

Passando dos detalhes técnicos da decisão da Fitch, aparece a justificativa mais objetiva para o rebaixamento – o Brasil está sem comando. Pior, o Brasil está sob o comando da disputa pelo poder, não importa como. É de impressionar a competência de Eduardo Cunha para ter se transformado no pior e no melhor da política brasileira. Pior porque mentiu, foi desmentido, está envolvido diretamente no maior escândalo de corrupção do Brasil. Melhor porque passou a ser o instrumento para o processo de impeachment  da presidente Dilma Rousseff.

Do outro lado da rua está exatamente a presidente Dilma que, até uma semana atrás, era engolida por derrotas sucessivas, entre elas a rejeição das contas de seu governo em 2014 e a falta de quórum para a votação dos vetos aos projetos que ameaçam as contas públicas (mais?). De repente, transformando a derrota em estandarte, Dilma saiu em defesa de seu mandato assumindo as “pedaladas”, acusando “golpe” da oposição, se colocando acima do bem e do mal sobre sua honestidade e resgatando o populismo como promessa de salvar o Brasil e retomar o crescimento - com o mesmo tom adotado na campanha eleitoral do ano passado. O mesmo tom que escondeu a realidade da situação que o país já enfrentava à época.

Mais impressionante ainda é assistir a dança das cadeiras dos interesses individuais na política brasileira. Ninguém mais lembra de ajuste fiscal, saídas para a crise, da inflação batendo em dois dígitos, do desemprego subindo como foguete. Não. Isso é secundário. O importante agora é ficar ao lado de quem vencer a disputa pelo poder – não importa se for com a presidente mais desaprovada da democracia e a responsável pela recessão que o país enfrenta; ou se for ao lado do deputado titular de uma conta escondida na Suíça com US$ 5 milhões, provavelmente oriundos da corrupção e sentado na cadeira que pode sacar Dilma do Palácio do Planalto.

Aí a Fitch olha isso e pergunta: “quem está tocando o país?” Algum palpite? 

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Apple Brasil aumenta preços do iMac, MacBook e Apple TV
A Apple aumentou o preço do iMac e MacBook pela terceira vez em 2015 nas suas lojas brasileiras. As primeiras nos meses de março e maio, e a última nesta terça-feira (13), que elevou os valores em quase 50%. Em alguns produtos, o aumento foi ainda maior.

Além dos notebooks e desktops, alguns acessórios também sofreram aumento de preços. O Magic Trackpad, por exemplo, teve um aumento de 150%. O TechTudo entrou em contato com a Apple do Brasil e, segundo a sua assessoria, os reajustes foram feitos devido a alta do Dólar no país.

Fonte: Techtudo.com.br
 
 
 Receita paga nesta quinta restituições do quinto lote do Imposto de Renda 2015
Serão pagos R$ 1,4 bilhão a 1,23 milhão de contribuintes, diz Fisco.
As restituições virão corrigidas em 6,46%.

A Secretaria da Receita Federal paga nesta quinta-feira (15) R$ 1,4 bilhão em restituições para mais de 1 milhão de contribuintes no quinto lote do Imposto de Renda 2015.
As consultas podem ser feitas no site da Receita, em:
http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual.app/paginas/index.asp
Também podem ser feitas pelo telefone 146 (opção 3) ou por aplicativo para dispositivos móveis (smartphones e tablets).

Valores e número de contribuintes
Segundo o Fisco, o quinto lote do IR 2015 pagará as restituições para o total de 1,23 milhão de contribuintes. As restituições virão corrigidas em 6,46%, índice correspondente à variação da taxa básica de juros (Selic) entre maio e outubro de 2015.

Considerando os valores dos lotes residuais de anos anteriores, as restituições sobem para R$ 1,5 bilhão no lote deste mês, englobando 1,26 milhão de contribuintes, dos quais 19.507 contribuintes são idosos e 2.527 contribuintes possuem alguma deficiência física, mental ou moléstia grave.
De acordo com as regras, depois desses contribuintes, as restituições serão pagas pela ordem de entrega da declaração do Imposto de Renda, desde que o documento tenha sido enviado sem erros ou omissões.

Geralmente, são liberados sete lotes do IR a cada ano, entre junho e dezembro. Os valores das restituições do Imposto de Renda são corrigidos pela variação dos juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano. Em 2015, o Fisco recebeu 27,8 milhões de declarações de Imposto de Renda até 30 de abril – o prazo legal.

Como saber se está na malha fina?
A Receita Federal lembra que os contribuintes podem saber se sua declaração do Imposto de Renda caiu na malha fina por conta de erros, omissões ou inconsistências.

Para isso, é preciso acessar a página da Receita Federal e consultar o chamado "extrato" do Imposto de Renda – disponível no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Nesse local, o contribuinte consegue saber quais pendências ou inconsistências foram encontradas pelo Fisco na sua declaração do IR.
Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

Em posse da informação sobre pendências e inconsistências, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora ao Fisco e, deste modo, sair da malha fina. Quando a situação for resolvida, caso tenha direito à restituição, ela será incluída nos lotes do IR.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Petrobras desiste de emitir títulos para captar dinheiro no mercado
Decisão foi tomada devido a condições adversas do mercado de capitais.
Petroleira esperava captar R$ 3 bilhões quando entrou com o pedido.


A Petrobras informou na noite de quarta-feira (14) que entrará com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para interromper a análise de oferta de distribuição de debêntures - títulos que permitiram a captação de dinheiro no mercado.

A decisão foi tomada devido "a condições adversas do mercado de capitais brasileiro".
No final de agosto, a petroleira informou que havia enviado à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) um pedido de análise prévia para emitir debêntures no valor total de R$ 3 bilhões.

De acordo com fato relevante, os recursos captados com a emissão seriam destinados a investimentos previstos no Plano de Negócios e Gestão, para o "alongamento" do endividamento da companhia e para o custeio de despesas já feitas.
Segundo comunicado, em função disso, o procedimento de coleta de intenções para precificação dos papéis não será mais realizado na sexta-feira.

Lucro em queda
A estatal tem registrado resultados ruins nos últimos períodos. No segundo trimestre deste ano, a empresa teve lucro líquido de R$ 531 milhões, resultado quase 90% menor que no mesmo período do ano passado, quando teve ganho de R$ 4,9 bilhões.
O resultado veio abaixo das expectativas do mercado e é o pior para um segundo trimestre desde 2012, quando a estatal teve prejuízo de R$ 1,3 trilhão, segundo levantamento da Economática ao G1.

O que é debênture?
Debênture é um título de dívida negociável que dá a seu "dono" um direito de crédito contra a companhia emissora. Quem comprar essas debêntures da Petrobras, por exemplo, caso sejam mesmo emitidas, se tornará credor da petroleira. No Brasil, as empresas recorrem à emissão de debêntures para captar recursos.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Dólar opera em alta, após abrir em queda e abaixo de R$ 3,80
Na véspera, moeda dos EUA caiu 2,08%, a R$ 3,8126.
No mês, divisa acumula queda de 3,86%; no ano, a valorização é de 43,4%.

Após abrir em queda e abaixo de R$ 3,80, o dólar virou e passou a operar em alta nesta quinta-feira (15), com o mercado atento aos desdobramentos da política local e em meio a expectativas que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não eleve os juros neste ano, o que ajudaria mercados emergentes.

Às 10h49, a moeda norte-americana subia 0,03%, a R$ 3,814 na venda. Veja a cotação.
Veja a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, recuava 0,54%, a R$ 3,7919.
Às 9h50, subia 0,12%, a R$ 3,8175.

Na véspera, a moeda norte-americana encerrou em queda de 2,08%, a R$ 3,8126 na venda, anulando boa parte do avanço de 3,58% registrado na véspera, a maior alta diária em mais de quatro anos.

No mês, a divisa acumula queda de 3,86%. No ano, porém, a valorização é de 43,4%.
Juros mais altos nos Estados Unidos atrairiam para aquele país recursos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil. Com o país mais atraente para investimentos, aumentaria a demanda por dólares - fazendo assim seu valor subir em relação a moedas como o real.


Estados Unidos
"Nos últimos dias houve muito pessimismo sobre os EUA, com o mercado discutindo até uma alta de juros só no meio do ano que vem. Os dados de hoje estão fazendo essas especulações voltarem um pouco, ajustarem-se à realidade", disse o operador de um importante banco internacional, sob condição de anonimato, lembrando que os juros baixos nos EUA beneficiam mercados emergentes, com investimentos mais atrativos.
O núcleo da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que exclui preços voláteis como alimentos e energia, acelerou para 0,2% em setembro, após marcar 0,1% no mês anterior. Os preços ao consumidor como um todo, no entanto, recuaram 0,2%, pressionado pela queda da gasolina.

Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego atingiu 255 mil na semana passada, novamente o menor nível em 42 anos, sugerindo que o mercado de trabalho norte-americano permanece forte apesar da abrupta desaceleração na criação das vagas de emprego nos últimos dois meses.
Pesquisa da Reuters mostrou que a expectativa de economistas é que o Fed eleve a taxa de juros em dezembro, mas a confiança nessa aposta vem diminuindo.

Segundo operadores, o mercado brasileiro continuava mais sensível que seus pares devido à crise política. A indefinição sobre eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff vem pressionando o câmbio e levou o dólar a marcar a maior alta diária sobre o real em mais de quatro anos na terça-feira.

Analistas da Guide Investimentos destacaram em nota clientes o "noticiário político ainda intenso", mas ressaltaram que "tudo indica que continuaremos em 'stand by': Cunha e Planalto tentam costurar acordão", referindo-se ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Nesta quinta, o Banco Central dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 4,606 bilhões, ou cerca de 45% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Produtores brasileiros investem em café gourmet para escapar de oscilações na economia
Assim que o sol nasce na Serra de Caparaó, no Espírito Santo, Tarcisio Lacerda leva a reportagem da BBC para um tour em sua propriedade. No passeio em sua picape, por meio das colinas, é possível avistar os trabalhadores colhendo grãos de café nas plantações que tomam o vasto vale ao redor.
O café tem sido a espinha dorsal econômica dessa região há mais de um século.

Por décadas, a família de Lacerda conheceu a riqueza e a pobreza, uma vez que sua renda sempre oscilou em torno do café. Secas, medidas do governo, consumo global e questões cambiais, entre outros fatores, foram bênçãos e maldições que determinavam seu destino.

Mas, nos últimos cinco anos, os fazendeiros dessa região brasileira estão encontrando novas maneiras para comandar seu próprio destino em um cenário global em que, após um período de boom no preço das commodities, economias como a brasileira têm dificuldades para se ajustar à queda na demanda e aos preços menores.

Tarcisio Lacerda levou a BBC até o topo de uma colina e mostrou o segredo deles.

O vale está cheio de plantas de café – mas nem todas necessariamente produzem um bom café. No passado, os fazendeiros costumavam coletar todos os grãos, colocá-los em sacas e embarcá-los em navios rumo ao exterior, aceitando qualquer preço que estivesse listado no mercado de commodities.

Agora, porém, Tarcisio Lacerda e sua família estão separando os melhores grãos – a maioria deles cultivados 1,5 mil metros acima do nível do mar – e produzindo suas próprias marcas especiais com eles. O restante é vendido ao mercado ainda na forma de grãos verdes, ou seja, baratos e não processados.
"Normalmente nós dobramos o preço ao migrar da commodity para a especialidade. Uma saca de café comum vale agora R$ 450, mas nós podemos vender o café especial por cerca de R$ 900 ou R$ 1 mil", conta.

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A fazenda vizinha à de Tarcisio, a Forquilha do Rio, venceu alguns dos principais prêmios brasileiros dedicados ao café. A qualidade de seu produto se deve às favoráveis condições locais – temperaturas amenas, boa exposição ao sol e altitude elevada.
"Nós sabíamos que nosso café era bom, mas não tínhamos a menor ideia de que era tão bom assim. E foi assim até começarmos a disputar esses concursos, há cerca de cinco anos. Descobrimos o quão valioso ele é", diz Afonso de Abreu Lacerda (que não é parente de Tarcisio) em frente a um armário cheio de troféus.
Em 2012, quando a Forquilha do Rio venceu um dos principais prêmios do país, eles conseguiam vender um de seus lotes por US$ 950 (R$ 3,5 mil), mais que seis vezes o preço da commodity à época.
Hoje, a fazenda exporta seu próprio produto final, com sua marca, para China e Japão.

Revolução dos jovens
A "revolução do café gourmet" ocorre, em parte, graças a Jhone, de 26 anos, filho de Tarcisio.
Quando tinha apenas 15 anos, ele largou a escola e se mudou para a propriedade da família, determinado a aprender tudo sobre o mercado do café.
A cada temporada, pai e filho experimentaram diferentes formas de colheita, secagem e torrefação de seu produto.
Jhone desenhou, construiu e patenteou um novo equipamento para secagem – responsável, em boa parte, por tornar grãos commodity em café gourmet.
Ele também se tornou um Q-Grader licenciado – ou seja, parte de uma categoria altamente qualificada de provadores de café.
Pai e filho começaram a desenvolver sua marca, a Fazenda Santa Rita, após comprarem torrefadoras. Agora, comercializam seus próprios pacotes.


Imposição do mercado
O principal desafio de Jhone Lacerda era produzir café de qualidade pronto para o consumo e, com isso, deixar de depender do mercado das commodities.
"Essa mudança de curso foi algo que o mercado nos impôs. Nós estávamos acostumados a depender do preço das commodities, de aspectos como quanto café as pessoas estavam bebendo em outros países ou se esses locais estavam em crise ou não", diz ele.
"Queremos fazer parte de um setor menor, mas que não depende apenas da demanda. No mercado do café especial, não é a demanda global que determina o preço. É a qualidade do produto que você oferece."
Com esse pensamento, fazendeiros da região estão atuando em conjunto para elevar a qualidade de seus produtos.
E Jhone tem um papel importante: ele usa suas habilidades de provador Q-Grade para aconselhar todos os produtores vizinhos sobre qual preço cobrar por sua produção.
Com outras duas famílias, ele criou o Montanhas do Caparaó, um mix de alguns dos melhores cafés da região, que já venceu um dos principais prêmios do país.
Jhone agora está de volta à escola: ele estuda a produção do café no Instituto Federal do Espírito Santo.

Brasil importa o café brasileiro
Segundo seu pai, o Brasil finalmente acordou de um sono de séculos e sente o cheiro de seu próprio café especial. Seus pais, diz, jamais pensaram nisso.
O país é, de longe, o maior produtor e exportador mundial de café. Cerca de um terço do café mundial vem de terras brasileiras – mas praticamente tudo isso é composto de grãos verdes, com valor agregado muito baixo.
A Alemanha, por exemplo, não colhe café, mas é um dos maiores exportadores globais. Ela importa grãos crus e os transforma em marcas finais, as quais vende para outros países por preços altos.
O valor que o Brasil agrega a seu café é tão baixo que o país importa exatamente os mesmos grãos que exporta – uma lógica que desafia os economistas.
Esse é o caso da mistura que está dentro das cápsulas da marca Dolce Gusto, da Nestlé. Grãos verdes do Brasil são enviados à Alemanha e ao Reino Unido para serem transformados em cápsulas. Essas mesmas cápsulas são, então, exportadas para o Brasil, onde são vendidas aos consumidores locais.
A Nestlé está mudando isso e planeja abrir sua primeira fábrica do produto no país ainda neste ano.
"O Brasil sempre foi o maior produtor e um dos maiores consumidores de café e, por isso, nunca teve de se preocupar em cuidar da qualidade do produto para seus próprios consumidores", afirma Tarcisio Lacerda.

Tendência
No mercado commodity, o preço dos grãos verdes de café depende de fatores como o clima e o consumo mundial.
Mas outros tipos de commodities – como grão de soja e minério de ferro – estão sofrendo, por exemplo, os efeitos da desaceleração da economia chinesa.
Como o Brasil e a América Latina dependem severamente das commodities e do consumo na China, toda a região acaba, por consequência, afetada. As estimativas são que economia brasileira tenha uma retração de mais de 2% neste ano.
O chefe do departamento de relações exteriores do Ministério da Agricultura, Alberto Coelho Fonseca, afirma que produtores de diferentes áreas estão agora tentando agregar valor aos alimentos e exportar produtos refinados como estratégia para compensar a queda dos preços no mundo.
"Um café especial pode ser vendido a um preço 300% maior que o do café comum. Mesmo que eles ainda sejam uma parte muito pequena das exportações, as técnicas de produção de bons cafés especiais podem se espalhar pela cadeia."
No mercado de aves, afirma Coelho Fonseca, empresas brasileiras estão contratando cortadores de carne japoneses para consultoria sobre como produzir cortes "premium" no país antes de exportá-los para o Japão.
Agora, o governo quer ajudar essas marcas "premium" a decolar no exterior.
Na Olimpíada do Rio, no ano que vem, haverá espaços para promover o café especial produzido no país nas Casas Brasil, espaços dedicados a divulgar o turismo brasileiro.
"Cerca de 70% do café preparado por marcas (estrangeiras) como Starbucks, Café Nero e Costa certamente vem do Brasil. Nós precisamos mostrar melhor nossos produtos."

Turismo
Na Serra do Caparaó, os produtores locais encontraram uma outra forma de agregar valor a seus produtos: o turismo.
Fazendeiros abriram cafeterias e hostels nos quais visitantes podem fazer tours de degustação de café, inspirados na experiência dos produtores de vinhos do Vale de Napa, na Califórnia.
O trabalho ainda está no início, mas já ajuda a consolidar a reputação da região.
Cafés especiais são uma relativa novidade no Brasil. Cafeterias gourmet têm sido abertas em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Muitas delas já carregam as marcas da Caparaó.
Jhone e Tarcisio Lacerda têm grandes planos. Metade dos grãos de suas fazendas já são usados para produzir seu café especial. E, a cada colheita, eles experimentam novas técnicas de produção.
Em apenas cinco anos, percorreram um longo caminho. Mas Jhone Lacerda diz que eles estão apenas começando.
"Nós queremos produzir o melhor café do mundo. Nós queremos que a região da Caparaó se torne reconhecida em todo o mundo."


Fonte: bbc.com/
 
 
 Angus Deaton vence o Prêmio Nobel de Economia
Justificativa foi 'sua análise do consumo, pobreza e bem-estar'. 
Deaton é professor na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

Angus Deaton venceu o Prêmio Nobel de Economia 2015. A justificativa foi "sua análise do consumo, pobreza e bem-estar", que ajudou governos a melhorar suas políticas por meio de ferramentas como pesquisas residenciais e alterações tributárias. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (12) em Estocolmo, na Suécia.
Deaton é cidadão britânico e norte-americano. Nasceu em 1945 em Edimburgo, na Escócia. PhD em economia pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, ele é professor de economia e relações internacionais na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, desde 1983.
O Nobel de Economia tem uma recompensa de 8 milhões de coroas suecas (US$ 950 mil, o equivalente a mais de R$ 3 milhões).
A Academia Real de Ciências da Suécia disse que o trabalho do microeconomista tem tido grande influência na formulação de políticas públicas, auxiliando, por exemplo, a determinar como grupos sociais diferentes são afetados por mudanças específicas em tributação.
"Para projetar uma política econômica que promova o bem -star e reduza a pobreza, devemos primeiro entender as escolhas de consumo individuais", disse o corpo premiações ao anunciar o prêmio. "Mais do que ninguém, Angus Deaton tem reforçado esse entendimento."

 "Ao vincular as escolhas individuais detalhadas e resultados agregados, sua pesquisa tem ajudado a transformar os campos da microeconomia, macroeconomia e economia do desenvolvimento", destacou ainda a justificativa da Academia Real das Ciências da Suécia.

O trabalho pelo qual Deaton foi premiado é baseado em três questões centrais: como os consumidores distribuem seus gastos entre diferentes bens? Quanto da renda da sociedade é gasto e quanto é poupado? Como podemos medir e analisar melhor o bem-estar e a pobreza?


Reação do premiado
Em seus primeiros comentários públicos depois que recebeu o Nobel, Deaton declarou que, embora a pobreza extrema tenha diminuído drasticamente nos últimos 20 a 30 anos e ele espere que essa tendência se mantenha, não quer parecer um "otimista cego".
O economista afirmou que passa "muito tempo explicando que o mundo está-se tornando um lugar melhor", mas que "ainda há muito o que fazer".
Ele afirmou ter sido surpreendido pelo telefonema informando que tinha sido o vendedor do Nobel 2015.
"Sabia que meu nome estava na lista, mas há muitos nomes nesta lista, e nunca pensei que fosse provável receber o prêmio", declarou durante uma coletiva de imprensa na Universidade de Princeton.


Estudos sobre consumo
Segundo os estudos de Deaton, avaliar a distribuição de gastos dos consumidores é importante não apenas para explicar e prever padrões de consumo, mas também para avaliar a forma pela qual reformas políticas, como mudanças em impostos, afeta o bem-estar das pessoas em diferentes grupos sociais.

Renda gasta e poupada
Para explicar a formação de capital e as magnitudes dos ciclos de negócios, é necessário entender a interação entre renda e consumo ao longo do tempo, destacou a Academia Real das Ciências da Suécia. Em estudos realizados nos anos 90, Deaton apontou que a teoria de consumo prevalecente não poderia explicar as relações reais do assunto se o ponto de partida fosse a renda e o consumo agregados.

Em vez isso, segundo o professor, deve-se analisar como as pessoas adaptam seus hábitos de consumo à sua renda individual, que flutua de maneiras diferentes.


Nos anos 80, o professor desenvolveu o "sistema de demanda quase ideal", como forma de estimar como a demanda por cada mercadoria depende do preço de todos os produtos e rendimentos individuais.


De acordo com a Academia sueca, essa pesquisa demonstra claramente que a análise de dados individuais é a chave para para desembaraçar padrões em dados agregados, com uma abordagem que desde então se tornou amplamente adotada na macroeconomia moderna.

Bem-estar e pobreza
Em suas pesquisas mais recentes, Deaton destaca como medidas confiáveis de níveis individuais de consumo das famílias podem ser usadas para discernir mecanismos por trás do desenvolvimento econômico. O estudo aponta que há "armadilhas" quando se compara a extensão da pobreza em diferentes épocas e locais.

A análise de Deaton exemplifica como o uso inteligente de dados domiciliares pode lançar luz sobre questões como as relações entre renda e consumo de calorias, além da extensão da discriminação de gênero nas famílias.

Segundo a Academia sueca, o foco de Deaton em pesquisas domiciliares ajudou a transformar a economia do desenvolvimento de um campo teórico com base em dados agregados em um campo empírico com base em dados individuais detalhados.
Últimos vencedores
Veja abaixo a lista dos 10 últimos ganhadores do Prêmio Nobel de Economia, com informações da agência France Presse:
2015: Angus Deaton (Reino Unido-Estados Unidos)
2014: Jean Tirole (França)
2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos)
2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos)
2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos)
2010: Peter Diamond e Dale Mortensen (Estados Unidos), Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido)
2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos)
2008: Paul Krugman (Estados Unidos)
2007: Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson (Estados Unidos)
2006: Edmund Phelps (Estados Unidos)


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Para instituições financeiras, queda da economia este ano pode chegar a 2,97%
A projeção de instituições financeiras para a retração da economia continua a piorar. A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano, passou de 2,85% para 2,97%, no 13º ajuste seguido. Para o próximo ano, a projeção passou de 1% para 1,20%. Essas projeções fazem parte da pesquisa feita pelo Banco Central (BC), todas as semanas.

Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter queda de 7%, este ano, contra a estimativa anterior de 6,5%. Para 2016, a projeção de retração passou de 0,29% para 1%.

A projeção para o dólar ao final do ano segue em R$ 4. Para o fim de 2016, a estimativa para a cotação da moeda norte-americana subiu de R$ 4 para R$ 4,15.

A estimativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu pela quarta vez seguida, ao passar de 9,53% para 9,7%, este ano. Para 2016, no décimo ajuste seguido, a projeção passou de 5,94% para 6,05%.

As projeções para a inflação estão acima do centro da meta (4,5%). E no caso de 2015, a estimativa supera também o teto da meta (6,5%). Para tentar levar a inflação ao centro da meta em 2016, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes consecutivas. Na reunião de setembro, o Copom optou por manter a Selic em 14,25% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao manter a Selic, o comitê indica que ajustes anteriores foram suficientes para produzir efeitos na economia.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 8,42% para 9,15%, este ano. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa subiu de 8,34% para 9,15%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 9,66% para 9,86%, este ano.

A projeção para a alta dos preços administrados passou de 15,55% para 16%, este ano, e de 6% para 6,27%, em 2016.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br/
 
 
 Após 50 anos, FMI volta a discutir economia global na América Latina
Encontro Mundial será realizado em Lima, no Peru, até domingo (11).
Ministros de finanças discutirão rumos da economia global.

Depois de quase 50 anos, a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, com ministros de finanças, executivos e acadêmicos de todo o mundo, volta a ser realizada na América Latina esta semana.

Neste ano, Lima, no Peru, vai sediar o encontro que deverá discutir os rumos da economia global, que vem sofrendo com a recuperação lenta dos países desenvolvidos, com a maior desaceleração dos emergentes, com o risco de contágio da expansão mais lenta da China, com a queda no preços das matérias-primas e com a possível alta da taxa de juros nos  Estados Unidos.

Estes deverão ser os eixos centrais da reunião, com delegados dos 188 países-membros do FMI, que ocorrerá até domingo (11). Ao mesmo tempo também acontecerá um novo encontro ministerial do G20, formado pelas 20 maiores economias do planeta. Estão previstas as presenças do ministro da Fazenda Joaquim Levy e do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini.

No seu relatório mais recente, o “World Economic Outlook”, apresentado em Lima, o fundo reduziu as expectativas de avanço da economia mundial, para 3,1% em 2015 e 3,6%, no ano seguinte, já que grande parte dos países teve suas estimativas de crescimento diminuídas. 

As perspectivas também são desfavoráveis para a América Latina como um todo. Neste ano, a economia do bloco deverá recuar 0,3% e no próximo, deverá crescer 0,8%. Nas economias avançadas, o FMI prevê números positivos – porém, abaixo do que foi anteriormente previsto, chegando a 2% em 2015 e a 2,2%, em 2016.

"As economias da região precisam recuperar o grau de credibilidade, a certeza em termos de que mudanças vão adotar, e para que tipo de diversificação querem avançar", apontou Christine Lagarde, diretor do FMI, em recente pronunciamento, em referência à excessiva dependência das exportações de matérias-primas.
As perspectivas do FMI sobre o desempenho da economia brasileira neste ano também pioraram, e os técnicos já veem uma retração de 3%, o dobro da estimativa anterior, como era previsto. Para 2016, as perspectivas também ficaram negativas. A previsão é de queda de 1,7%.
No final de setembro, a diretora do FMI, Christine Lagarde já havia adiantado que as avaliações não eram positivas para países emergentes como Brasil e Rússia. "Economias emergentes deverão ver seu quinto ano consecutivo de taxas de crescimento em declínio. Países como Brasil e Rússia estão enfrentando sérias dificuldades financeiras. O crescimento na América Latina, em geral, continua a desacelerar rapidamente", afirmou Lagarde, na ocasião.

Hostilidade
O Fundo Monetário Internacional escolheu uma das regiões do mundo mais hostis a sua forma de atuação. Em entrevista à agência France Presse, Claudio Loser, ex-chefe da divisão da América Latina no FMI. "Existe há tempos um discurso no continente segundo o qual o FMI é um instrumento de um novo tipo de imperialismo."

Segundo o ex-dirigente, ao realizar o encontro pela primeira vez em 50 anos na América Latina, especificamente em Lima, o FMI também quer demonstrar que os tempos mudaram e que quer “virar a página”.

"A região não mudou muito nos últimos vinte anos e o Fundo também evoluiu", disse Werner, para quem a relação é "menos conflitiva e mais construtiva que no passado", afirmou em entrevista à France Presse.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Gás de botijão sobe 10%, e inflação acelera na 1ª semana de outubro
IPC-S passou de 0,42% no fim de setembro para 0,63%. 
Taxa vem acelerando desde a segunda semana de setembro.

A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou para 0,63% no início de outubro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na semana anterior, o indicador havia ficado em 0,42%.

A principal influência de alta sobre o índice veio do gás de botijão, que ficou 10,49% mais caro nas quatro semanas até 7 de outubro.

Também pesaram sobre o indicador as altas de 1,88% nas tarifas de ônibus urbano; de 0,68% nas refeições em bares e restaurantes; de 1% em plano e seguro de saúde; e de 13,12% no preço da batata inglesa.
Na outra ponta, alguns itens alimentícios ajudaram a conter a alta do IPC-S: as maiores influências de queda vieram dos preços da cebola, que caíram 27,23%, do tomate (-13,6%), mamão (-9,14%), leite longa vida (-0,95%) e cenoura (-9,07%).
O IPC-S vem acelerando desde a segunda semana de setembro, quando ficou em 0,28%, acima da taxa de 0,21% da semana anterior.

Por grupos
Apesar da queda nos preços de alguns itens, o grupo alimentação foi o que mais contribuiu para a alta do IPC-S, com a taxa passando de 0,32% na última semana de setembro para 0,72% na leitura atual. 
Também ficaram maiores as taxas de variação dos grupos transportes (de 0,32% para 0,73%), habitação (de 0,55% para 0,67%), educação, leitura e recreação (de 0,33% para 0,48%), vestuário (de 0,68% para 0,78%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,56% para 0,57%).
Em contrapartida, os grupos comunicação (de 0,22% para 0,18%) e despesas diversas (de 0,14% para 0,10%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Juros do empréstimo pessoal e do cheque especial sobem em outubro
Cinco de sete bancos pesquisados pelo Procon elevaram juros do cheque.
No empréstimo pessoal, apenas o Bradesco subiu a taxa.

As taxas médias de juros cobradas no empréstimo pessoal e no cheque especial subiram em outubro, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP.

No caso do cheque especial, a taxa média passou de 11,9% ao mês para 12,28%, um acréscimo de 0,38 ponto percentual. Cinco dos sete bancos pesquisados elevaram suas taxas: Banco do Brasil (de 11,38% para 11,8%), Bradesco (de 11,64% para 11,92%), Caixa Econômica Federal (de 10,35% para 11,38%), Itaú (de 11,63% para 11,93%) e Santander (de 14,24% para 14,84%).

No empréstimo pessoal, a única elevação foi feita pelo Bradesco, cuja taxa passou de 6,57% para 6,61%. Com isso, a taxa média cobrada subiu de 6,26% para 6,27%.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Etanol chega a R$ 2,39 em Ribeirão Preto após terceiro reajuste no ano
Combustível ficou 9% mais caro nas bombas dos postos nesta segunda-feira.

Segundo Sincopetro, fim de safra provocou alta, que surpreendeu motoristas.

Depois do aumento na semana passada de 5,8% nos preços da gasolina e do diesel, os motoristas de Ribeirão Preto (SP) foram surpreendidos nesta segunda-feira (5) com o reajuste no valor do álcool combustível. Nas bombas, o etanol está 9% mais caro e já é encontrado a R$ 2,39. A alta é motivada, segundo o  Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Sincopetro), pelo final da safra da cana-de-açúcar.
O etanol subiu R$ 0,20 e o aumento foi repassado diretamente ao consumidor. Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) apontam que este é o terceiro aumento no preço do combustível no ano, que bateu recorde em fevereiro e sofreu novo reajuste em menos de 20 dias.

"Estamos no final da safra e os custos de produção devem ter aumentado, por isso eles estão repassando para as distribuidora", explicou o diretor do Sincopetro, Osvaldo Manaia. "As distribuidoras estão repassando para os postos. É um aumento substancial, então temos que repassar nas bombas", justificou.

Sem estoque
Na safra 2014-2015, a produção de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto chegou a 123 milhões de toneladas, o que representou 20% do total colhido no país, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola de São Paulo (IEA-SP) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Apesar dessa representatividade, o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA-RP) Marcos Fava Neves afirma que o preço do etanol não depende unicamente da produção de cana. Segundo ele, o preço da gasolina também influencia diretamente no consumo e, consequentemente, no valor final do álcool combustível nas bombas.
"Esse ano, como o etanol sempre ficou mais barato do que a gasolina, o consumidor utilizou  mais etanol. Isso fez com que o estoque diminuísse nas usinas. Se o estoque está baixo e o consumo está elevado, o preço começa a reagir, mesmo ainda estando na safra, ou seja, produzindo etanol", diz.
Neves explica ainda que entre novembro e abril sempre ocorre um aumento no preço do etanol nas bombas provocado pelo chamado período de entressafra, ou seja, quando as usinas param de produzir. Dessa forma, a expectativa é que no próximo mês os valores do álcool combustível sejam ainda maiores.
"A tendência é que o preço aumente ainda mais, até porque a gasolina deve subir ainda mais também. A previsão é de um cenário de preços bem elevados do combustível no período de entressafra", diz.
Para os consumidores, o cenário é preocupante. A professora Luciana Gomes diz ter sido pega de surpresa quando parou o carro para abastecer na manhã desta segunda-feira em Ribeirão. “Eu moro do outro lado da cidade e para ir trabalhar está cada vez mais difícil, praticamente pagando para trabalhar e o orçamento fica cada vez menor”, reclama.

Reajustes
O último aumento no preço do etanol em Ribeirão Preto foi registrado há 20 dias, quando o preço do combustível subiu de R$ 1,97 para R$ 2,19.

Em fevereiro, o preço do álcool combustível bateu recorde na cidade, quando chegou a R$ 2,27 e atingiu R$ 2,39 em alguns postos. O valor foi o mais alto dos últimos 11 anos. O preço era o maior da região – uma das principais produtoras de álcool combustível do país.

Em julho, o preço caiu e o etanol era encontrado a R$ 1,59 nas bombas, após uma “promoção” dos postos. A baixa procura pelo combustível e o início da safra foram as justificativas apresentadas pelo Sincopetro, na época, para a queda.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Dólar fecha em queda e termina semana abaixo de R$ 4
Quadro político incerto deixou mercado mais sensível ao humor externo.
Moeda fechou em baixa de 1,41%, vendida a R$ 3,9457.

Depois de um início de negócios em alta, o dólar ficou instável e fechou em queda nesta sexta-feira (2), ficando abaixo do patamar de R$ 4.

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta manhã a redução do total de Ministérios em oito pastas, como parte de uma reforma administrativa e ministerial visando a gerar economias e estabilizar o quadro político.
A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 3,9457, em baixa de 1,41%. Veja a cotação do dólar hoje Na semana, o dólar recuou 0,75%. Em 2015, o dólar acumula alta de 48,4%.
No cenário externo, o mercado avaliou os dados sobre o desemprego dos Estados Unidos, que ficou estável em setembro, com a criação de 142 mil postos de trabalho. Foi o menor avanço em dois meses em mais de um ano, alimentando temores de que a desaceleração do crescimento econômico global, influenciada pela China, esteja enfraquecendo os EUA.
"(O dado sobre o emprego nos EUA) serviu como catalisador da retomada de confiança dos investidores ao redor do globo hoje", disse À Reuters o operador da Correparti Ricardo Gomes da Silva Filho.
Veja a cotação do dólar ao longo do dia:
Às 9h05, alta de 0,21%, a R$ 4,011
Às 9h40, queda de 0,31%, a R$ 3,9901
Às 10h20, alta de 0,68%, a R$ 4,0295
Às 10h50, alta de 0,65%, a R$ 4,0285
Às 11h09, alta de 0,86%, a R$ 4,0370
Às 11h39, alta de 0,01%, a R$ 4,0027
Às 12h20, baixa de 0,92%, a R$ 3,9654
Às 12h55, baixa de 0,60%, a R$ 3,9782
Às 13h33, baixa de 0,96%, a R$ 3,9637
Às 14h20, baixa de 1,27% a R$ 3,9516
Às 14h40, baixa de 1,27% a R$ 3,952
Às 15h10, baixa de 1,18% a R$ 3,955
Às 15h30, baixa de 1,24% a R$ 3,953
Às 15h50, baixa de 1,3% a R$ 3,95
Às 16h18, baixa de 1,48% a R$ 3,943
Às 16h40, baixa 1,46%, a R$ 3,9440

A perspectiva de que a fraqueza econômica nos EUA possa levar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a aumentar os juros somente em 2016 fazia o dólar recuar contra uma cesta de divisas formada por moedas de países desenvolvidos.
Em mercados emergentes, a moeda norte-americana registrou volatilidade, uma vez que os números de emprego sugerem fraqueza na maior economia do mundo. "O problema é a economia (dos EUA).

Economia fraca é ruim para mercados emergentes", disse pela manhã o economista da 4Cast Pedro Tuesta. "Onde você vai vender seus produtos? E se não conseguir vender, como vai conseguir crescer?"

O movimento de queda do dólar se firmou na parte da tarde, na medida em que predominou a perspectiva de que a política monetária nos EUA continuará frouxa, o que sustenta a atratividade de ativos desses países.

No Brasil, as incertezas políticas e econômicas, em meio a intensos atritos entre o Palácio do Planalto e o Congresso que vêm dificultando o reequilíbrio das contas públicas, contribuíram para deixar o mercado sensível.

A presidente Dilma Rousseff anunciou na manhã desta sexta a redução do total de Ministérios em oito pastas, como parte de uma reforma administrativa e ministerial visando a gerar economias e estabilizar o quadro político.

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de mais de 3% nesta sexta-feira (2), refletindo a recepção positiva do mercado ao anúncio de reforma ministerial pela presidente Dilma Rousseff e a dados de emprego dos Estados Unidos que podem fazer com que o banco central norte-americano demore mais para elevar a taxa de juro do país.

Fonte: g1.globo.com/

 
 
 Ajuste fiscal é importante, mas não pode paralisar economia, diz ministro
Ministro do Desenvolvimento afirma que país precisa ter visão para futuro.
Segundo ele, é necessário uma ampla reforma no gasto público no Brasil.

O ajuste fiscal que vem sendo implementado pelo governo federal é importante para equilibrar as contas, mas não pode paralisar a economia brasileira e o país não pode ser prisioneiro de uma visão de curto prazo, segundo o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro.
Apesar de reconhecer a importância do equilíbrio das contas do públicas, o ministro afirmou que o país precisa ter uma visão para além do ajuste fiscal.

"O Brasil precisa olhar o desenvolvimento e o objetivo da política econômica tem que ser o desenvolvimento. O Brasil precisa ter uma visão para além do ajuste", disse ele em evento no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (1º).

"O ajuste que está em curso, ainda que reconheçamos como necessário para o Brasil reequilibrar a sua economia, não pode ter um efeito paralisante. Não podemos ficar prisioneiros de uma visão de curto prazo", completou ele.

Em sua palestra, Monteiro citou estudos que apontam que nos últimos 20 anos houve um aumento nos gastos nominais do governo de 0,5% ao ano, mas o crescimento das despesas foi minimizado pelo aumento de impostos e pela conjuntura econômica interna e externa favorável.

No momento, em meio a um cenário local recessivo e sem os benefícios de uma conjuntura externa favorável, não há outra saída que não seja uma aposta nas reformas estruturais, entre elas a tributária e a previdenciária, segundo o ministro.
"Agora não temos mais o bônus externo e como elevar impostos", afirmou ele. "Não há outra forma de reequilibrar que não seja uma ampla reforma no gasto público no Brasil", adicionou.
 
 
 Economia global perde força com fraqueza de indústrias
Bangalore/Sydney - A economia mundial perdeu ímpeto em setembro, com o vasto setor industrial da China encolhendo novamente e o crescimento da indústria na zona do euro enfraquecendo ligeiramente, ambas devido ao declínio na demanda global.

As mais recentes pesquisas na Ásia e Europa pintam um quadro obscuro e devem levar a mais pedidos aos bancos centrais de todo o mundo por mais afrouxamento das políticas monetárias.

"Os dados provavelmente ampliam o cenário para mais estímulos em certas partes do mundo, especialmente do banco central da China e do Banco Central Europeu (BCE)", disse o economista do Investec Philip Shaw.

"Aquelas economias que estão em trajetórias menos avançados do ciclo de recuperação --sendo o exemplo principal a zona do euro, onde vemos mais desinflação-- podem descobrir que mais estímulo é admissível."

As pesquisas Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) dos setores de serviços e indústria da China mostraram que a segunda maior economia do mundo pode estar desacelerando mais rapidamente do que anteriormente imaginado, com cortes mais profundos nos empregos.

Tomados juntos com a forte queda do mercado de ações de Xangai e com a desvalorização inesperada do iuan, os dados revelam a dificuldade para as autoridades tirarem a economia chinesa de sua maior desaceleração em décadas.

"Dois meses seguidos de contração do setor industrial com mercado acionário em queda sugerem que o crescimento da China no terceiro trimestre deve ter desacelerado para 6,4 por cento", disseram economistas da ANZ.

Na zona do euro, onde o banco central já realiza há seis meses compras de ativos de 1,1 trilhão de euros, os preços aos consumidores recuaram de novo em setembro, segundo preliminar divulgada na quarta-feira.

Combinado com o PMI que mostrou que o crescimento da indústria enfraqueceu ligeiramente no mês passado, com enfraquecimento das novas encomendas e da produção, pode levar o BCE a expandir seu programa de estímulo.

Autoridades do BCE, lideradas pelo presidente Mario Draghi, têm indicado que o esquema de compras de títulos de 60 bilhões de euros por mês pode ser elevado em tamanho ou prorrogado se a inflação não atingir a meta de quase 2 por cento mesmo em 2017.

Fonte: exame.abril.com.br/
 
 
 Inflação pelo IPC-S acumula alta de 9,65% em 12 meses, diz FGV
De janeiro a setembro, indicador registra avanço de 7,66%.
Em setembro, índice acelerou, com destaque para gastos com educação.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) fechou setembro em 0,42%, acima do resultado do mês anterior. Com isso, o indicador acumula alta de 7,66% no ano e de 9,65% em 12 meses, bem acima do teto da meta do governo para o IPCA (considerado a inflação oficial), de 6,5%.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De agosto para setembro, a maioria dos grupos de despesas mostrou variação maior de preços, com destaque para educação, leitura e recreação (de 0,05% para 0,33%). O item que mais subiu de preço dentro desse grupo é "salas de espetáculo", cuja taxa passou de -0,21% para 1,31%.
Também subiram os preços de alimentação (de 0,23% para 0,32%), habitação (de 0,50% para 0,55%), transportes (de 0,22% para 0,32%) e vestuário (de 0,56% para 0,68%).
Na contramão, subiram menos os preços relativos a saúde e cuidados pessoais (de 0,66% para 0,56%), despesas diversas (de 0,19% para 0,14%) e comunicação (de 0,29% para 0,22%).
Veja a variação de alguns itens:
Artigos de higiene e cuidado pessoal (de 1,19% para 0,69%)
Alimentos para animais domésticos (de 1,20% para 0,74%)
Mensalidade para TV por assinatura (de 1,91% para 1,74%)
Hortaliças e legumes (de -8,01% para -7,56%)
Gás de bujão (de 4,72% para 8,66%)
Tarifa de ônibus urbano (de 0,21% para 1,19%)
Roupas (de 0,70% para 0,75%)

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Com reajuste da gasolina, analistas revisam projeções para inflação
Economistas projetam impacto de cerca de 0,20 ponto percentual no IPCA.
Reajuste surpreende, mas é visto como bom sinal para a inflação de 2016.

O reajuste nos preços da gasolina e do diesel deve ter impacto direto de cerca de 0,20 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já no mês de outubro, segundo analistas ouvidos pelo G1. Apesar do elemento adicional de pressão na inflação oficial do país, que em agosto acumulou alta de 9,53% em 12 meses, a avaliação dos economistas é que o indice continuará abaixo do patamar de 10% e tende a iniciar 2016 com maiores chances de retorno para patamares abaixo do teto da meta do Banco Central, de 6,5%.

O aumento anunciado pela Petrobras na noite de terça-feira (29) surpreendeu o mercado. A petroleira anunciou reajustes de 6% na gasolina e 4% no diesel vendido nas refinarias.
"Aconteceu da noite para o dia. Esperávamos que esse movimento fosse acontecer só no ano que vem", diz Marcio Milan, analista da Tendências. Para a consultoria, o reajuste no preço dos combustíveis terá um impacto de 0,14 ponto percentuais na inflação de outubro.

"Com o reajuste, o IPCA de outubro deve chegar a 0,68% no mês e 9,73% em 12 meses", afirma o analista. "Para o ano, o, ainda não vamos revisar porque queremos esperar o IPCA de setembro sair. Mas este reajuste é um item que coloca um viés de alta na nossa projeção", acrescenta.


Inflação próxima a 10% no ano
O professor de Economia da FEA/USP, Heron do Carmo, explica qua gasolina sozinha tem um peso de cerca de 4% na composição do IPCA.
"Eu diria que só com o aumento da gasolina teremos uma alta em torno de 0,20 ponto percentual na inflação no acumulado em 12 meses. Se a previsão paa o ano estava em 9,5%, agora passa para 9,7%", diz.  "Foi uma surpresa. Mas foi melhor ter feito isso agora, do que deixar para o próximo ano, uma vez que a inflação deste ano já está dada como perdida. O que poderia causar algum problema é se a inflação no ano passasse de 10%", continua.
"Ir para dentro da meta em 2016 ainda está difícil, mas o mais importante é que se consiga pelo menos uma queda significativa da inflação no próximo ano", acrescenta Heron do Carmo. O governo projeta uma inflação de 5,4% em 2016.


'Nada mais justo do que jogar limpo'
O economista André Braz, do Ibre/FGV, também avalia que o reajuste da gasolina era inevitável diante do impacto da alta do dólar no caixa da Petrobras e que, apesar do impacto na inflação, acaba sinalizando uma melhor trajetória do IPCA em 2016.
“Na medida em que a gente deixa de jogar para o futuro aquilo que tem que ser feito agora, desenha-se um caminho melhor para a inflação no ano que vem e ajuda os agentes econômicas e sociedade a preverem melhor a inflação", afirma. "Nada mais justo do que jogar limpo com essa variável que pesa tanto na inflação. Já que agora estão passando a régua em muitos assuntos, não dá apara acumular mais esse", completa.
O economista projeta que o reajuste do diesel e da gasolina terá um impacto de até 0,24 ponto percentual no IPCA de outubro, mas lembra que os aumentos de preços nas refinarias não costumam ser repassados integralmente para o consumidor.


Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Indicadores da China mostram que condições econômicas se deterioram
Atividade do setor industrial da China encolheu novamente em setembro.
Sinais de estresse no setor de serviços da China preocupam governo.

A atividade do setor industrial da China encolheu novamente em setembro, com a demanda doméstica e no exterior mais fraca, alimentando temores de que a segunda maior economia do mundo pode estar desacelerando com mais rapidez do que esperado há alguns meses.

A atividade em indústrias maiores e estatais encolheu pelo segundo mês seguido, embora a um rimo mais lento que em agosto, enquanto as menores apontaram as piores condições em seis anos e meio.

"Dois meses seguidos de contração do setor industrial com mercado acionário em queda sugerem que o crescimento da China no terceiro trimestre deve ter desacelerado para 6,4%", disseram economistas da ANZ.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria subiu para 49,8 em setembro ante 49,7 no mês anterior, mas ainda sugere que as condições estavam se deteriorando.

O PMI do Caixin/Markit, que foca em indústrias pequenas, mostrou uma desaceleração ainda mais forte, com o PMI encolhendo a 47,2, menor nível desde março de 2009. Leituras abaixo de 50 sinalizam contração.

O Markit informou na quinta-feira que vai descontinuar sua leitura preliminar do PMI da indústria da China, mas ainda divulgará o relatório final.

Talvez de forma mais preocupante para o governo e os investidores são os crescentes sinais de estresse no setor de serviços da China, que responde por cerca de metade do PIB.
Embora as empresas maiores de serviços tenham continuado a se expandir a um ritmo sólido de 53,4 em setembro, segundo o PMI oficial, as menores mostraram pouca expansão, com o PMI do Caixin/Markit chegando a 50,5.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Petrobras anuncia reajuste da gasolina e do diesel nas refinarias
Aumento para a gasolina foi de 6% e para o diesel, de 4%.
Novos valores entram em vigor a partir das 0h desta quarta-feira (30).

A Petrobras informou nesta terça-feira (29) que realizou reajustes nos preços de venda da gasolina e do diesel nas refinarias. O aumento anunciado para a gasolina foi de 6% e para o diesel, de 4%. Segundo a empresa, os novos valores entram em vigor a partir das 0h desta quarta-feira (30).

A alta nas refinarias deve resultar em aumento para o consumidor. O percentual, no entanto, não é necessariamente o mesmo: o valor do combustível nas bombas depende de determinação dos postos.
A empresa, endividada em dólar, já vinha sendo pressionada pelo câmbio alto nos últimos meses. Em 2015, o dólar acumula alta de 52% sobre o real.

Aumentos anteriores
Em novembro de 2014, a Petrobras já havia aumentado o preço de venda nas refinarias da gasolina e do diesel, com altas de 3% e 5%, respectivamente. Em janeiro de 2015, a tributação incidente sobre a gasolina e o diesel também foi elevada, conforme o decreto presidencial 8.395, publicado no "Diário Oficial da União".

O aumento foi repassado ao consumidor pelos postos de gasolina. De acordo com o Fisco, o impacto do aumento seria de R$ 0,22 por litro para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel. Porém, o aumento variou nos postos.

Em agosto, a Petrobras anunciou também aumento do preço do gás de cozinha - o gás liquefeito de petróleo para uso residencial, envasado em botijões de até 13 kg (GLP P-13). A alta média anunciada foi de 15%.
 
 
 OMC reduz outra vez projeção de crescimento do comércio até 2016
Expectativa é de alta de 2,8% este ano e de 3,9% no ano que vem.
Expectativa anterior era de alta de 3,3% em 2015 e 4% em 2016.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) reduziu a previsão de crescimento do comércio mundial para 2,8% em 2015 e 3,9% em 2016, informa o site da organização. A expectativa anterior, divulgada em abril, era de alta de 3,3% este ano e de 4% no ano que vem.

As revisões refletem uma série de fatores que pesaram sobre a economia global no primeiro semestre, como a queda da demanda de importação na China, a crise no Brasil e em outros países emergentes, a queda dos preços do petróleo e de commodities primárias e de flutuações cambiais significativas.
Se as projeções se confirmarem em 2015, será o quarto ano consecutivo em que o crescimento anual do comércio fica abaixo de 3%, afirma o portal da OMC.

“O comércio pode funcionar como um catalisador para o crescimento econômico. Em um momento de grande incerteza, o aumento do comércio poderia ajudar a revigorar a economia global e tirar perspectivas de desenvolvimento e alívio da pobreza”, diz o diretor-geral Roberto Azevêdo.
 
 
 Fundação Bill Gates diz que não está processando a Petrobras
Em nota, a fundação diz que ação judicial não foi movida por ela. 
Segundo ministra, Gates explicou mal entendido em encontro com Dilma.

A Fundação Gates negou em nota oficial estar processando a Petrobras. "Ao contrário do que alguns veículos de comunicação noticiaram, a Gates Foundation não está processando a Petrobras", diz o comunicado.

Na sexta-feira (25), informações davam conta de que a fundação do homem mais rico do mundo (segundo a revista Forbes) tinha iniciado uma ação legal contra a estatal brasileira para recuperar perdas com ações da petroleira decorrentes do escândalo bilionário de corrupção investigado pela operação Lava Jato.
Segundo a agência Reuters, a queixa foi registrada na quinta-feira (24) à noite na corte federal de Manhattan, afirmando que "o esquema de suborno e lavagem de dinheiro" causou à Fundação Gates e a outro autor, WGI Emerging Markets Fund LLC, uma perda de dezenas de milhões de dólares, investidos da petroleira. A ação, no entanto, é de um administrador externo, segundo a Fundação.

A Fundação Gates explicou em nota oficial que o processo não foi aberto pela Bill & Melinda Gates, que é uma das maiores organizações de caridade do mundo, com doações de US$ 41,3 bilhões.

"A ação judicial se refere a investimentos feitos por um administrador externo, que investe em nome do fundo que detém ativos que dão suporte às atividades da fundação. O gerente externo e os ativos são completamente separados da Gates Foundation", diz a nota oficial.

Ministra fala em mal entendido
Bill Gates se encontrou na noite de domingo (27) com a presidente Dilma Rousseff, em Nova York.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o fundador da Microsoft explicou à presidente que se tratou de um mal entendido.

"Eles deixaram claro que foi um mal entendido e não é responsabilidade da fundação", disse a ministra a jornalistas após o encontro.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Professor de economia dá dicas sobre como economizar em tempos de crise
Segundo docente de São Carlos, SP, o segredo é aproveitar as ofertas.
Em época de crise, a redução de gastos se faz cada vez mais necessária.

Em época de crise, a necessidade por economia no supermercado – lugar onde mais se gasta – é grande. A tentação de comprar guloseimas e outros itens do tipo acabam alterando muito o valor da compra, que poderia ser reduzido a partir de uma simples economia. Segundo Jonatas Silva, professor de Economia de São Carlos (SP), o segredo é deixar produtos mais caros de lado e aproveitar as ofertas.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela associação que reúne os lojistas, quatro em cada dez consumidores gastam mais do que têm, um problema que vem se tornando cada vez mais comum. “Essa é uma realidade de grande parte das famílias brasileiras, elas gastam além do que poderiam, não fazem uma lista e acabam comprando em excesso”, afirmou o professor.

Para redução de gastos, é necessário que se utilizem de dicas simples mas úteis, como, por exemplo, não ter vergonha de comprar o produto da promoção por estar com o melhor preço, planejar uma lista e comprar somente o que há de mais necessário e, caso queira algum outro produto que está fora da lista, olhar o orçamento inicial e verificar se o produto cabe no valor.

Economia
Durantes as compras, a dona de casa Dirce Néspola afirma que seu desejo é gastar, no máximo, R$ 50. Segundo ela, a ida ao supermercado acontece de duas em duas semanas. “Tenho uma listinha, mas sempre ultrapasso o valor que quero, a tentação é muito grande”, relatou.

Inicialmente, uma das compras feitas Dirce somou R$ 61 com o acréscimo do creme de leite e das gelatinas, que não estavam na lista. Após acompanhamento de Jonatas Silva, o valor abaixou para R$ 41. “O cliente tem que aceitar a experimentar outros produtos. Deixar os mais caros que está acostumado a consumir e experimentar os mais baratos, porque assim consegue reduzir um pouco o valor das compras”, explicou Silva.

Outras dicas importantes para economizar é fazer compras semanais aproveitando as promoções e não levar crianças ao mercado. “É preciso um outro olhar quando se vai ao supermercado. Não ir com fome, evitar trazer criança, porque elas sempre fazem o consumidor comprar mais, e não ter preconceito para comprar produtos em oferta ou mais baratos”, concluiu o professor de economia.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Disney de Banksy anima economia de pequena cidade britânica
São Paulo - Acabou neste domingo a temporada de 5 semanas do parque de diversões subversivo Dismaland, do artista britânico Banksy.

E a Disney irônica, instalada em uma área abandonada à beira-mar e descrita como "anarquismo para iniciantes", ajudou a economia da sua cidade-sede.

O impacto em Weston-super-Mare. localizada no sudoeste da Inglaterra e com 76 mil habitantes, foi de 20 milhões de libras (R$ 120 milhões), segundo a Visit Somerset, agência local de eventos.

É três vezes mais do que eles haviam estimado inicialmente, resultado de 150 mil visitantes recebidos, muitos deles de fora do país e que chegavam a esperar na chuva por horas para entrar no parque.

"Este foi um fenômeno global de grande importância para a região, já que vimos uma alta internacional no que é predominantemente um mercado doméstico sólido e confiável", diz John Turner, presidente-executivo da organização.

A entrada custava 3 libras, cerca de 18 reais, mas o impacto veio principalmente na forma de gastos em hotéis, restaurantes e transporte, como estacionamento e viagens de trem.

A operadora da ferrovia entre Londres e Weston-super-Mare registrou aumento de 50% na demanda, e tudo isso em um período geralmente fraco para a economia local.

"Relatórios que eu recebi, junto com meus números, mostram um aumento de 50% nas estadias de visitantes em comparação com ano passado. Setembro geralmente tem queda nos registros já que o outono se aproxima e as crianças voltam para a escola", diz Keith Fearn, presidente da Weston Hotel & Restaurant Association.

A cidade contribuiu para o sucesso ao garantir o sigilo da empreitada até sua inauguração, o que é central para Banksy, artista consagrado sobre quem pouco se sabe até hoje, a começar pela sua identidade.

"Estivemos trabalhando lado a lado com os organizadores durante muitos meses. Por razões óbvias devíamos ser cautelosos sobre a informação que gerávamos. De fato, só quatro pessoas na prefeitura sabiam o que estava sendo feito", afirmou Nigel Ashton, responsável pela autoridade municipal de North Somerset, para a agência EFE.

O material do parque será desmontado e enviado a Calais, na França, para servir de abrigo para refugiados, um dos temas recorrentes da exposição.

Fonte: exame.abril.com.br/
 
 
 A recuperação da economia
O pronunciamento da presidente da República na abertura da assembleia geral da ONU ofereceu aos brasileiros um conjunto de informações sobre a percepção que o governo tem da crise econômica. O dado principal do discurso é a convicção, mesmo que tardia, de que o modelo de desenvolvimento baseado na oferta de crédito e no aumento do consumo interno está esgotado. Disse a senhora Dilma Rousseff que o desafio que se apresenta agora, em meio às tentativas de colocar a economia em ordem, é o de retomar o crescimento em outras bases. A presidente poderia ter dito, sem receio de errar, que parte dessa preocupação deve ser também a retomada da confiança perdida.

A avaliação da presidente interessa à sociedade brasileira e ao público externo. Também os investidores internacionais aguardam os sinais de que o governo está convicto do que deve ser feito. Até agora, nem mesmo os pretensos aliados, que formariam a base parlamentar, demonstram coesão em torno de questões essenciais, como o ajuste ainda pela metade. Com o lastro político fragmentado, sem apoio do empresariado e sob a desconfiança dos trabalhadores, o governo tem barreiras grandiosas pela frente, como a que se ergue à proposta de ressuscitar a CPMF.

Mas merece reconhecimento o fato de que, contrariando as previsões, a presidente tenha abordado a corrupção e a crise econômica no pronunciamento. É um sinal de que começa a enfrentar publicamente, inclusive no Exterior, temas até bem pouco tempo evitados. A próxima etapa é a da reversão de expectativas, a partir de ações que, além do corte de despesas e da pretensão de aumentar impostos, sejam capazes de traçar novos rumos para que a economia volte a crescer.

Fonte: zh.clicrbs.com.br/
 
 
 Mercado estima mais inflação e queda maior do PIB em 2015 e 2016
Expectativa de inflação subiu para 9,46% neste ano e para 5,87% em 2016.
Previsão de contração do PIB passou para 2,8% em 2015 e 1% em 2016.

As previsões para a inflação e para o nível de atividade da economia brasileira voltaram a piorar para 2015 e também para 2016. Os dados estão no relatório de mercado, conhecido como focus, que é fruto de pesquisa do Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, e que foi divulgado nesta segunda-feira (28).

Para o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, os analistas passaram a estimar, na semana passada, uma retração de 2,8%. Foi a décima primeira queda seguida deste indicador. Até então, a expectativa do mercado era de um recuo de 2,7% para o PIB de 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras passaram a prever uma contração de 1% na economia do país – na oitava revisão para baixo seguida. Na semana anterior, os analistas haviam estimado uma retração de 0,8% para a economia no próximo ano. Para se ter uma ideia, no início de 2015, a previsão dos economistas era de uma expansão de 1,8% para a economia brasileira no ano que vem.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira registrou retração 1,9% no segundo trimestre de 2015, em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).


Inflação
A estimativa dos economistas dos bancos é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano de 2015 em 9,46% – na semana anterior, a taxa esperada era de 9,34%. Mesmo com a queda na previsão, se confirmada, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando somou 12,53%. O BC informou na semana passada que estima um IPCA de 9,5% para este ano.

Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.
Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 5,70% para 5,87% na última semana. Foi a oitava alta seguida do indicador – que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

Taxa de juros
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% ao ano no começo de setembro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 12,25% para 12,50% ao ano - o que pressupõe reduções da taxa Selic ao longo do ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 avançou de R$ 3,86 para R$ 3,95 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 4.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 10 bilhões para US$ 11 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 21,3 bilhões para US$ 23,5 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 65 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte recuou de US$ 63 bilhões para US$ 62,3 bilhões.

Fonte: g1.globo
 
 
 Economia do Brasil já está se reequilibrando, diz Levy
Recuperação está 'represada por fatores não econômicos', diz ministro.
Declarações foram feitas durante evento em São Paulo.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta quinta-feira (24) que “a economia já está se reequilibrando” e que a recuperação do país depende de fatores "não necessariamente" de ordem econômica. As declarações foram feitas durante um evento para empresários em São Paulo.

“Apesar de todo o ruído que a gente escuta, apesar das dualidades que se enfrenta no dia a dia, a verdade é que a economia já está se reequilibrando”, disse o ministro, acrescentando que a recuperação econômica também se deve a “outros fatores que não são necessariamente de ordem econômica, mas são de grande importância”.
Segundo Levy, neste momento, é importante que se perceba que "a recuperação da economia está contratada, e está represada por outros fatores decorrentes em momentos talvez da inesperada ambiguidade fiscal”.

O ministro voltou a apontar que o Brasil deve voltar a crescer “depois de ter tido o benefício do boom das commodities, mas também das medidas econômicas implantadas nos últimos anos”.

'Novo mundo'
Levy afirmou, novamente, que o país precisa se adaptar a um “novo mundo”, aumentando sua competitividade e produtividade “num mundo que continua mudando com grande velocidade”. “Há um certo grau de incerteza e alguns dos nossos parceiros também estão passando por um momento de ajuste importante”.

Levy apontou que a economia já mostra sinais de recuperação após a implementação de medidas como “o realinhamento de preços, o realismo tarifário e a reorientação da política fiscal”. O ministro mencionou ainda o “compromisso na área fiscal”, citando o comprometimento com a meta da inflação.

“O Brasil tem toda a potencialidade do mundo e a gente vai encontrar o caminho certo como a gente sempre encontrou”, disse Levy ao final de seu discurso para empresários. “O barco do Brasil não vai se perder, muito pelo contrário. Vai passar por qualquer tempestade e chegar ao porto porque é um bom barco, bem construído e com a melhor tripulação do mundo.”
 
 
 Desemprego tem a maior taxa para agosto desde 2009, diz IBGE
Desemprego tem a maior taxa para agosto desde 2009, diz IBGE
Em agosto, o índice atingiu 7,6%, depois de ficar em 7,5% no mês anterior.
Considerando todos os meses, índice é o maior desde setembro de 2009.

O desemprego no país continuou em alta e, no oitavo mês do ano, atingiu 7,6% depois de bater 7,5% em julho, segundo informou nesta quinta-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um ano atrás, em agosto de 2014, a taxa estava em 5%.

Para o mês de agosto, a taxa é a maior desde 2009, quando chegou a 8,1%. Considerando todos os meses, o índice também é o mais elevado desde setembro de 2009, quando ficou em 7,7%. Em março de 2010, o desemprego também havia atingido 7,6%.
De acordo com o IBGE, a população desocupada - que está procurando trabalho - somou 1,9 milhão e ficou estável em relação a julho. Mas, na comparação com o mesmo mês do ano passado, esse número cresceu 52,1%.

Já a população ocupada também ficou estável em relação a julho, em 22,7 milhões de pessoas. No entanto, recuou 1,8% na comparação com 2014.
No setor privado, o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada atingiu 11,3 milhões. Na comparação com  ficou estável na comparação mensal. Em relação a agosto de 2014, apresentou retração de 3,8 % (menos 445 mil pessoas).

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores, estimado em R$ 2.185,50, caiu 3,5% em relação ao ano passado e aumentou 0,5% na comparação com julho.

Entre os tipos de categoria analisadas pelo IBGE, os rendimentos caíram entre os empregados sem carteira no setor privado (-6,2%) e os militares e funcionários públicos (-1,6%). Na comparação com o ano passado, Em relação a agosto de 2014, a maior redução foi entre os empregados sem carteira no setor privado (-12,6%).

O nível de ocupação, que é a proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa, foi estimado em 51,8%.


Onde o desemprego caiu ou subiu
Em agosto, frente a julho, o Rio de Janeiro foi o único local a apresentar redução, de 5,7% para 5,1%. No entanto, nas outras regiões metropolitanas, não houve variação. Já quando se compara com agosto do ano passado, a desocupação aumentou em Salvador, de 9,3% para 12,4%; São Paulo, de 5,1% para 8,1%; Recife, de 7,1% para 9,8%; Belo Horizonte, de 4,2% para 6,7%; Rio de Janeiro, de 3,0% para 5,1%; e em Porto Alegre, de 4,8% para 6,0%.

Já a estimativa para a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é de que atinja 9,5% em 2015 - mais do que o dobro da meta central de 4,5% para o período e também acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação brasileiro.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.185,50. Este resultado foi 0,5% maior que o registrado em julho (R$ 2.174,49) e 3,5 % inferior ao obtido em agosto de 2014 (R$ 2.264,62).

Previsões pessimistas
As previsões sobre o desempenho da economia neste ano têm sido preocupantes. Nesta quinta-feira, o Banco Central anunciou que estima que o Produto Interno Bruto (PIB) deva "encolher" 2,7% neste ano – a maior contração desde 1990, quando recuou 4,35%, ou seja, em 25 anos.
 
 
 Dólar chega a R$ 4,24, mas muda de rumo e passa a cair
Tombini diz que BC pode vender dólares das reservas internacionais.
Na quarta-feira, dólar fechou em alta de 2,28%, a R$ 4,1461.

Após subir com força e passar a marca de R$ 4,24 nesta quinta-feira (24), renovando a máxima da história, o dólar virou e passou a cair. No início da tarde, no entanto, mudou de rumo e passou a cair.
Às 16h07, o dólar tinha queda de 2,10%, a R$ 4,0590. Na máxima da sessão, chegou a saltar para R$ 4,2491 e, na mínima, foi a R$ 4,0577, segundo a Reuters. Veja a cotação
A moeda perdeu força e passou a cair depois de declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, que sugeriu que poderão ser feito leilões de dólares no mercado à vista.
Questionado sobre o possível uso das reservas internacionais no câmbio, Tombini disse que "todos os instrumentos à disposição do Banco Central estão no raio de ação caso seja necessário à frente".
Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares


Veja a cotação ao longo do dia:
Às 9h20, alta de 1,39%, a R$ 4,2038
Às 9h30, alta de 1,62%, a R$ 4,2134
Às 9h40, alta de 1,46%, a R$ 4,2067
Às 9h50, alta de 1,47%, a R$ 4,2071
Às 10h, alta de 1,7%, a R$ 4,2165
Às 10h10, alta de 1,97%, a R$ 4,2279
Às 10h20, alta de 2,16%, a R$ 4,2356
Às 10h30, alta de 2,45%, a R$ 4,247
Às 10h40, alta de 2,03%, a R$ 4,2306
Às 10h50, alta de 1,89%, a R$ 4,2245
Às 10h59, alta de 1,86%, a R$ 4,2233
Às 11h10, alta de 0,3%, a R$ 4,1586
Às 11h20, alta de 0,87%, a R$ 4,1821
Às 11h30, alta de 0,99%, a R$ 4,1874
Às 12h, alta de 1,5%, a R$ 4,2086
Às 12h20, alta de 1,38%, a R$ 4,2036
Às 12h40, alta de 1,2%, a R$ 4,1961
Às 13h09, alta de 0,1%, a R$ 4,1503
Às 13h24, queda de 0,29%, a R$ 4,1339
Às 13h39, queda de 1,38%, a R$ 4,0887
Às 13h54, queda de 1,32%, a R$ 4,0915
Às 14h09, queda de 0,61%, a R$ 4,1210
Às 14h25, queda de 0,89%, a R$ 4,1066
Às 14h34, queda de 1,13%, a R$ 4,0990
Às 14h55, queda de 1,04%, a R$ 4,1030
Às 15h57, queda de 1,57%, a R$ 4,0809
Às 16h07, queda de 2,10%, a R$ 4,0590

A declaração de Tombini trouxe algumas expectativas de que a autoridade monetária poderia realizar leilão de dólares no mercado à vista, embora as perspectivas continuassem muito incertas, destaca a Reuters.
Operadores relutavam em estimar até que ponto o dólar deve subir, mas é unânime a percepção de que deve continuar pressionada. O dólar subiu nos cinco dias anteriores, acumulando 8,14%.
"Estamos em uma sinuca de bico. Recessão com inflação é uma espiral perigosa e, se não sairmos rapidamente disso, pode ser desastroso. E as chances de isso acontecer são cada vez menores, principalmente com a política como está", disse à Reuters o operador de uma corretora nacional.
A moeda norte-americana tem sido pressionada pela deterioração das contas públicas do Brasil e pelas turbulências políticas. Investidores temem que o país perca seu selo de bom pagador por outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor's.
Intervenções do BC
Nesta quinta, o BC faz um leilão de até 20 mil novos swaps cambiais, (títulos que equivalem a venda futura de dólares, e que servem como proteção contra a alta da moeda), com vencimento em 1º de setembro de 2016.
Também nesta quinta, o BC dá continuidade à rolagem (troca dos títulos que vão vencer por títulos novos, para evitar retirar esses recursos do mercado) dos swaps cambiais que vencem em outubro, com oferta de até 9,45 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.
Na véspera, o BC realizou dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra e um leilão de novos swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares. Também durante a sessão passada, anunciou para esta quinta-feira outro leilão de novos swaps, na qual vendeu a oferta total de até 20 mil contratos.
Além disso, o BC vendeu a oferta total de até 9,45 mil swaps cambiais para rolagem dos contratos que vencem em outubro. Ao todo, já rolou o equivalente a US$ 7,621 bilhões, ou cerca de 80% do lote total, que corresponde a US$ 9,458 bilhões.

Recordes
O dólar ultrapassou a cotação de R$ 4 pela primeira vez na história esta semana, por preocupações com o ajuste fiscal no Brasil e com a possibilidade do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevar a taxa de juros do país. Se isso acontecer, os EUA se tornam mais atrativos aos investimentos, e pode haver uma forte saída de dólares do Brasil – seguindo o princípio da oferta e da procura, quanto menos dólares à disposição, mais caros eles ficam.
Na quarta-feira, o dólar voltou a bater recordes, e fechou a R$ 4,1464, em alta de 2,28%. Foi o maior avanço diário em três semanas. Na semana e no mês, o dólar acumula alta de 4,75% e 14,31%, respectivamente. Em cinco sessões, o avanço foi de 8,14%. No ano, a moeda já subiu 55,94%.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Volkswagen pode ser risco maior para a economia alemã que crise grega
Volkswagen pode ser risco maior para a economia alemã que crise grega
Crise na montadora pode evoluir para ameaça à economia, dizem analistas.
Volkswagen é um dos maiores empregadores da Alemanha.

O escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes que envolveu veículos da Volkswagen nos Estados Unidos abalou o establishment corporativo e político da Alemanha e analistas alertam que a crise na montadora pode evoluir para uma ameaça à maior economia da Europa.
A Volkswagen é a maior fabricante de automóveis da Alemanha e um dos maiores empregadores do país, com mais de 270 mil funcionários empregados diretos, sem contar os postos de trabalho nas empresas fornecedoras.

O presidente-executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, após o escândalo sobre os testes manipulados de emissão de poluentes, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (23), e agora os economistas estão avaliando o impacto sobre até agora saudável economia alemã.
"De repente, a Volkswagen tornou-se um risco para a economia alemã maior do que a crise da dívida grega", disse à Reuters o economista-chefe do ING, Carsten Brzeski. "Se as vendas da Volkswagen na América do Norte afundarem nos próximos meses, isso causará um impacto não somente para a empresa, mas para a economia alemã como um todo", acrescentou.

A Volkswagen vendeu quase 600 mil automóveis nos Estados Unidos no ano passado, cerca de 6 por cento das 9,5 milhões de unidades vendidas globalmente.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) disse que a companhia pode ser multada em até US$ 18 bilhões, mais do que todo seu lucro operacional do ano passado.

Embora tal multa possa ser coberta com os € 21 bilhões (US$ 24 bilhões) que a companhia tem em caixa, o escândalo tem gerado temores de grandes cortes de empregos.
A preocupação mais ampla para o governo alemão é que outras montadoras como a Daimler e BMW possam sofrer consequências da catástrofe da Volkswagen. Não há nenhuma indicação de má conduta por parte das duas empresas e alguns analistas dizem que um impacto maior seria limitado.

O governo alemão disse na quarta-feira que a indústria automotiva permanece um "pilar importante" para a economia, apesar do agravamento da crise em torno Volkswagen.
Mas analistas alertam que é exatamente essa dependência do setor automotivo que pode gerar uma ameaça para uma economia que deve crescer 1,8% este ano. A Alemanha já está tendo que enfrentar a desaceleração da economia chinesa.

"Se as vendas de automóveis caírem, os fornecedores também seriam afetados e com eles toda a economia", disse à Reuters o especialista do setor automotivo do instituto DIW, Martin Gornig.

Em 2014, cerca de 775 mil pessoas trabalhavam no setor automotivo alemão -- quase 2% de toda a força de trabalho do país.
Além disso, automóveis e autopeça sãos os produtos de exportação de maior sucesso da Alemanha. O setor exportou no ano passado US$ 225 bilhões, sendo responsável por quase um quinto do total das exportações alemãs.

"É por isso que este escândalo não é uma ninharia. A economia alemã foi atingida na sua essência", disse Michael Huether, chefe do instituto econômico IW da Alemanha.
 
 
 Veja quem perde e quem ganha com a alta do dólar
Real mais fraco ajuda exportações e turismo nacional, mas eleva inflação.
Dólar bateu recorde histórico e passou de R$ 4.

Nem as projeções mais ousadas deram conta de que o dólar subiria tanto em 2015. Nesta terça-feira (22), a cotação da moeda passou de R$ 4 e bateu recorde histórico. Mas enquanto uns lamentam, outros comemoram. O real mais fraco beneficia a indústria que exporta, mas também pressiona a inflação com o encarecimento dos produtos importados, reduzindo o poder de compra do brasileiro.

Diante do rebaixamento da nota de crédito do Brasil e das dificuldades do governo em cumprir o ajuste fiscal, ninguém aposta em uma baixa da moeda.

Entre perdedores e vencedores, a alta do dólar mais ajuda do que prejudica a economia, na opinião do economista Gesner Oliveira, da consultoria Go Associados.

“O efeito positivo do estímulo às exportações parece dominante num quadro recessivo, porque é um dos componentes da demanda que pode melhorar o consumo e porque seria desejável melhorar a balança comercial”, diz.


QUEM GANHA

Empresas exportadoras
A indústria que gasta em reais para produzir e vende em dólares é a que mais se beneficia com o avanço da moeda, explica o economista Jason Vieira. A lógica é simples: os preços dos produtos ficam mais competitivos lá fora e a margem de lucro sobe. “Os dois exportadores mais favorecidos no momento são os setores de carne e papel e celulose”, comenta o analista. As vendas das commodities brasileiras também melhoram, mesmo com a recente queda no preço de matérias-primas como o petróleo e o minério de ferro, que atingiu o menor valor em uma década.

Empresas que produzem e vendem no Brasil
A indústria nacional – especialmente a que não precisa importar matérias-primas –, se fortalece porque fica mais competitiva frente aos produtos estrangeiros, que se tornam mais caros. Ela se beneficia com a queda nas vendas desses produtos e pode praticar preços mais altos no mercado interno. A varejista de moda Lojas Renner teve um lucro 30% maior no segundo trimestre, atribuído em parte ao câmbio.

Turismo nacional
Com os preços de passagens e a fatura do cartão de crédito em dólar, ficou mais caro viajar para o exterior. O salário do brasileiro, que continua o mesmo em reais, cabe mais nos destinos nacionais. O turista tem trocado a viagem que faria ao Caribe por uma praia no Nordeste. Assim, o dinheiro circula mais em hotéis, restaurantes, agências de turismo e empresas aéreas que operam voos domésticos. A vinda de turistas estrangeiros, atraídos pelo real mais baixo, também ajuda o turismo interno.


QUEM PERDE
Poder de compra do brasileiro
O avanço da moeda norte-americana é mais um ingrediente que eleva a inflação, que está bem acima do teto da meta (6,5%) em 12 meses. “A matriz de custos da indústria brasileira é toda dolarizada, e isso ajuda a pressionar a inflação com a alta da moeda”, conclui Vieira. “Num cenário de custo mais alto, não tem como não repassar o preço para o consumidor”,  acrescenta.

Indústria que importa peças e matéria-prima
Mesmo que a indústria produza para vender no mercado interno, muitos setores dependem de itens que são comprados na moeda norte-americana, o que encarece o custo de produção Como efeito, isso obriga o produtor a elevar os preços para não ter perdas, o que também ajuda a pressionar a inflação.

Empresas com dívidas em dólar
Mesmo que muitas companhias sejam beneficiadas com a valorização da moeda norte-americana, quando maior for seu endividamento em moeda estrangeira, mais difícil será pagar sua dívida. “As variações do dólar têm impacto patrimonial no balanço das empresas endividadas em dólar”, diz Oliveira, da Go Associados.

Turistas com viagem ao exterior
Os preços das passagens aéreas, dos hotéis e das compras do brasileiro lá fora ficam mais caros. A fatura do cartão de crédito ou pré-pago também aumenta, além da cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38% e incerteza da cotação a ser paga. Tanto que os gastos do brasileiro no exterior caíram 20,1% no primeiro semestre, frente ao mesmo período de 2014.

Produtos chineses
Para Jason Vieira, mesmo que a alta do dólar impacte nos preços dos produtos chineses, a relação custo/benefício ainda é alta frente aos produtos nacionais tributados. “A valorização da moeda não foi suficiente para afetar as vendas dos produtos chineses, mais impactadas pelo quadro recessivo da economia”, analisa Vieira.

Importadores
As empresas que importam produtos vão pagar mais por eles e, por consequência, esse custo precisa ser repassado para o consumidor. No entanto, com o real fraco os importados se tornam menos competitivos frente aos produtos nacionais. Assim, a margem de lucro dos importadores tende a cair quanto maior for a cotação da moeda norte-americana.
 
 
 Pão, remédio e maquiagem são os primeiros a ficar mais caros por causa da alta do dólar
Farinha de trigo, comprada da Argentina e EUA, fez pãozinho subir 8,1% de janeiro a agosto

RIO - Dependentes de muita mercadoria importada e com estoque de giro rápido, produtos farmacêuticos e o pãozinho de cada dia não têm como adiar o repasse da alta do dólar e já estão pesando mais no bolso do consumidor. Os alimentos à base de trigo, grupo que inclui também biscoitos e macarrão, já vêm subindo desde março, quando a moeda americana ultrapassou a barreira dos R$ 3, porque grande parte da farinha usada no Brasil é importada da Argentina e dos EUA.

Segundo a Abimap, a entidade que representa o setor, há um aumento médio de custos da ordem de 5% decorrente do câmbio. Com isso, o pãozinho francês ficou 8,1% mais caro de janeiro a agosto, quando a inflação medida pelo IPCA foi de 7,06%.

— Mas a tendência é que os fabricantes segurem ao máximo essa alta, porque não querem perder vendas. Por enquanto, dá para segurar, mas, se o dólar continuar subindo além dos R$ 4, não haverá como — diz Cláudio Zanão, presidente da Abimap, que não descarta que alguns repasses ocorram.

Nesta terça-feira, o dólar fechou a R$ 4,054, a maior cotação desde a criação do Plano Real, em 1994, ultrapassando a barreira dos R$ 4. Desde o fim de dezembro, a divisa americana acumula alta de 52,3%. Em 12 meses, avança 69,3%.

Na indústria farmacêutica, que tem 95% das matérias-primas importadas, o efeito imediato será na redução dos descontos oferecidos pela indústria ao varejo. Os preços da maioria dos medicamentos são controlados pelo governo, que autoriza um aumento por ano. Preços de perfumes e maquiagem também devem subir.

— A escalada do dólar reduz drasticamente a rentabilidade das empresas e o que deve acontecer é uma mudança nas condições comerciais com atacadistas e farmácias, que, para os consumidores, significa menos descontos nos preços — diz Nelson Mussolini, diretor-presidente da Sindusfarma.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) considerado a prévia da inflação oficial, fechou setembro em 0,39%, contra 0,43% em agosto. Em 12 meses, o IPCA-15 chega a 9,57%, o maior desde dezembro de 2003 (9,86%).

ESTOQUES ALTOS ADIAM REPASSE EM ALGUNS SETORES

Já em outros segmentos, como o de eletroeletrônicos, os custos estão pressionados por causa do dólar, mas a recessão, os juros altos e o crédito escasso impedem o impacto imediato no bolso do consumidor.

— A recessão posterga o impacto porque as indústrias estão com estoques elevados, e esses produtos chegarão ao mercado sem necessidade de repasse. Quando o consumo é alto, e as empresas precisam repor estoques rapidamente, o efeito é imediato. Mas hoje, as pessoas já não estão comprando, se o fabricante repassar esse custo, aí é que não vende mesmo — explica Luís Otávio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil.

A produção de televisores, por exemplo, usa 80% de componentes importados e de motos, 70%. Mas, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de produtos eletroeletrônicos (Eletros), no primeiro semestre, as vendas de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar caíram 10%, as de micro-ondas, 16%, e de televisores, 37%.

— Assim que os custos com os insumos aumentarem, será repassado. Se já estava difícil, vai ficar mais complicado. A alta do dólar vai refletir, com toda certeza, nas vendas do fim do ano — lamenta Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de produtos eletroeletrônicos (Eletros).

Fonte: oglobo.globo.com/
 
 
 'Nós ferramos tudo', diz chefe da Volkswagen nos EUA, sobre fraude
Montadora é acusada de usar software que altera dados de poluição.
Em comunicado, grupo disse que 11 milhões de veículos têm o dispositivo

Nós ferramos tudo", resumiu o presidente da Volkswagen nos Estados Unidos, Michael Horn, ao comentar o escândalo que envolve a montadora, acusada de fraudar dados de emissão de poluentes de seus carros a diesel. A má prática atinge 11 milhões de unidades em todo o mundo, número divulgado pela própria montadora.

Durante o lançamento do Passat, na última segunda-feira (21), em Nova York, o Horn afirmou: "Nossa empresa foi desonesta com a EPA (agência ambiental americana) e com todos vocês".
O escândalo veio à tona na última quinta (17), quando o governo americano, por meio da EPA, denunciou a fraude em 500 mil veículos vendidos no país. Segundo a investigação, o software burla os dados de emissão de poluentes apenas no momento em que os carros são testados, para que sejam atendidos os níveis exigidos nos EUA.

A montadora falou sobre o caso pela primeira vez no domingo, quando o presidente mundial se desculpou.

Nesta terça (22), a Volkswagen informou que a má prática atinge, na verdade, 11 milhões de veículos a diesel em todo o mundo, em modelos de várias marcas pertencentes ao grupo.


Ações em baixa
A montadora anunciou ainda que reservou 6,5 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bilhões) para solucionar o problema e enfrentar as potenciais consequências do escândalo, como multas.
O valor corresponde a cerca de metade do lucro global previsto para este ano. Nesta terça, as ações do grupo caíram 19% na Bolsa de Frankfurt.

"Precisamos consertar esses carros, cuidar para isso não se repita e fazer as coisas direito para o governo, o público, nossos clientes e, muito importante, nossos concessionários", disse Horn. A montadora ainda não confirmou se fará um recall mundial.


Pouca informação
Apesar de admitir que a falha atinge outros mercados, a Volkswagen não especificou em que outros países estão esses carros nem quais são os modelos e marcas. Disse apenas que eles utilizam o motor Esses carros usam o motor EA 189, que é 2.0 litro.

No Brasil, a lei não permite veículos leves com motores a diesel. Apenas picapes e SUVs podem rodar com esse combustível, além de caminhões e ônibus. O único carro vendido pela Volkswagen no país com motor a diesel é a picape Amarok.

Procurada pelo G1, a Volkswagen do Brasil não respondeu se o modelo está envolvido, apenas divulgou a nota emitida pela matriz.

Como surgiu a denúncia
Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana, 482 mil veículos com motores a diesel vendidos no país violaram os padrões federais, entre eles os modelos Jetta, Beetle (chamado de Fusca no Brasil), Golf, Passat e o Audi A3 --da marca que pertence ao grupo Volkswagen. Eles foram fabricados entre 2009 e 2015.
A desconfiança partiu da diferença entre níveis de emissão encontrados em testes de rodagem e os oficiais. Após investigar, a EPA concluiu que um software instalado pela montadora detecta quando o carro está sendo inspecionado para verificar o nível de emissão de poluentes e só então passa a controlar os gases que o veículo solta na atmosfera.
Esse controle fica desligado em situações normais de rodagem, fazendo com que os carros poluam muito além do nível exigido no país.

O que diz a marca
No comunicado, a Volkswagen assumiu que há distorções entre os números de testes em laboratório e os de testes de rodagem "especificamente" para os motores EA 189. Segundo a montadora, outros veículos possuem o software, mas sem que ele provoque qualquer efeito.
"A Volkswagen está trabalhando intensamente para eliminar essas distorções, por meio de medidas técnicas", disse a montadora nesta terça. "A Volkswagen não tolera nenhum tipo de violação da lei."
Nos EUA, a Volkswagen será obrigada a consertar os veículos gratuitamente, convocando um recall. A montadora disse que também está em contato com o governo alemão, que pediu uma apuração do caso.
A investigação nos EUA é a mesma que multou Hyundai e Kia por fraude nas informações sobre o consumo médio de combustível de 1,2 milhão de carros, em 2012.
 
 
 Preocupações globais com economia podem ir além de outubro, diz Fed
BC dos EUA decidiu manter taxas de juros perto de zero na última semana.
Próxima reunião do órgão acontece daqui a 37 dias.

O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, disse nesta segunda-feira (21) que as seis semanas até a próxima reunião do Fed, em outubro, talvez não sejam suficientes debelar as preocupações com a economia global e possíveis riscos à recuperação dos Estados Unidos.

"Depende se e quão rapidamente nós vamos ver alguma calmaria. Em segundo lugar, detectar um efeito sobre o lado real obviamente depende de um fluxo de dados e 37 dias pode ser um período apertado para se ter evidência suficiente", disse Lockhart, possivelmente sinalizando para uma alta em dezembro.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) decidiu manter a taxa de juros do país próxima a zero, informou após reunião com seus membros. A possível alta dos juros seria a primeira no país em quase uma década e era amplamente aguardada pelo mercado.


Fonte: G1.globo.com
 
 
 A economia nunca antes vivida na história do país
Em poucos meses o Brasil conseguiu reunir fatos suficientes para marcar a história com o jargão preferido do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, quando falava de seu governo. Nunca antes na história do país alcançamos o atual nível de degradação e desmantelamento dos fundamentos econômicos e da capacidade de gestão do dinheiro público.

O desafio das comparações é o “com o quê?”. Por isso alguém pode sempre lembrar que tivemos uma moratória na década de 80, essa sim uma passagem inesquecível. Ah, também tivemos a hiperinflação, que corroía o valor da moeda ao ritmo de 80% ao mês. E o confisco da poupança, então? Este é imbatível, podem dizer. Os traumas vividos pelos brasileiros foram fortes o suficiente para justificar as mudanças alcançadas a partir do Plano Real, em 1994.

Até lá, praticamente não andávamos para frente. O compasso econômico era retardado e improdutivo. A partir da estabilidade da moeda, ou melhor, da criação de uma moeda forte no Brasil, o país encontrou espaço para estabelecer novos parâmetros, alguns duros demais até. Por exemplo, a carga tributária que mais que dobrou desde então. O endividamento público escondido por anos de conturbação política, social e econômica exigiu um aumento gigantesco da arrecadação aos cofres públicos.

Entre tantas mudanças, quero destacar a entrada do Brasil no mercado mundial – tanto financeiro, quanto comercial – como um país emergente, no sentido literal da expressão, e promissor a partir dos anos 2000. A evolução foi tanta que em 2008 conseguimos a nota mínima para virar um ativo respeitado e mais seguro – o já saudoso grau de investimento. Mesmo com tantas conquistas, a lista de lições de casa ainda era enorme e não poderia ser adiada, já que a sustentabilidade e a manutenção dos avanços dependiam delas. Caso das reformas estruturais como da previdência, a tributária, a trabalhista e a reforma da administração pública.

O controle da inflação, a quantidade de investimentos estrangeiros, a formação de uma gorda conta de reservas internacionais (US$ 370 bilhões atuais), a manutenção do baixo endividamento e da geração de caixa para o pagamento dos juros da dívida pública (superávits primários) não tiveram a capacidade de transformar o Brasil num país poupador, produtivo, competitivo, bem preparado para o mercado de trabalho e, acima de tudo, um país mais barato e previsível. Depois da crise mundial entre 2008 e 2011, essa realidade se impôs.

E foi aí que batemos na ponta do nosso iceberg composto de ego, autoengano e falsas bondades (os casos de corrupção estavam numa segunda trombada com iceberg nacional). O Brasil não só não se preparou para a nova etapa de mudanças, como passou a consumir todas as conquistas alcançadas até então. Os erros e abusos do roteiro recente estão agora escancarados e, ao mesmo tempo, cobrando sua altíssima fatura.

Mesmo com tantos episódios traumáticos na sua formação econômica, nunca antes na história do Brasil estivemos a ponto de viver dois anos sob uma recessão braba, com Estado pesadíssimo no meio do caminho, uma crise política sem precedentes na cegueira e na desonestidade, uma incompetência em gerir o orçamento público e com o governo mais impopular da democracia.

A semana que começa nesta segunda-feira (21) não deve trazer alívio ao cenário presente. O processo que segue em curso é o de reavaliação do “preço” do Brasil diante do “produto” que se revela sem dó nem piedade. E junto com ele, a deterioração das expectativas – vide relatório Focus divulgado há pouco – vai conduzir a divulgação dos indicadores aguardados, entre eles, o IPCA-15 de setembro. A inflação no período deve perder força, mas não vai relaxar o aperto agudo já sentido no bolso das famílias. 

Fonte: g1.globo.com/economia
 
 
 Economia deve ter queda este ano, preveem instituições financeiras
A projeção de instituições financeiras para a retração da economia este ano passou piorou pela décima vez seguida. Desta vez, a estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 2,55% para 2,70%. Para 2016, a expectativa de retração também foi alterada: de 0,60% para 0,80%, no sétimo ajuste consecutivo.

Essas estimativas são do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve apresentar retração de 6,45%, este ano. Na semana passada, a projeção de queda era 6,20%. Em 2016, o setor deve se recuperar, mas a projeção de crescimento está cada vez menor: passou de 0,50% para 0,20%, no quarto ajuste seguido.

O encolhimento da economia vem acompanhado de inflação acima da meta, este ano. A meta é 4,5%, com limite superior de 6,5%. A estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi ajustada de 9,28% para 9,34%. Para o próximo ano, a expectativa é que a inflação fique abaixo do limite superior, mas ainda distante do centro da meta, em 5,70%, contra 5,64% previstos na semana passada. Esse foi o sétimo aumento seguido na projeção para inflação em 2016.

Para tentar trazer a inflação para a meta, o BC elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes seguidas. Depois desse ciclo de alta, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início do mês, a Selic foi mantida em 14,25% ao ano.

Para as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 14,25% ao ano até o fim de 2015 e ser reduzida em 2016. A projeção mediana (desconsidera os extremos da estimativa) para o fim de 2016 passou de 12% para 12,25% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Ao manter a Selic, o BC indica que ajustes anteriores foram suficiente para produzir os efeitos esperados na economia. O BC costuma dizer que os efeitos de elevação da Selic se acumulam e levam tempo para aparecer.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 7,77% para 8,25%, este ano. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,77% para 7,86%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi alterada de 9,30% para 9,46%, este ano.

A projeção para a cotação do dólar, ao final este ano foi ajustada de R$ 3,70 para R$ 3,86. Para o fim de 2016, a projeção chegou a R$ 4, ante a estimativa anterior de R$ 3,80.


Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br/
 
 
 Petrobras cortará 5 mil terceirizados, investirá menos e venderá mais ativos
Petroleira reage à queda do preço do petróleo, alta do dólar, perda de grau de investimento e efeitos da Lava-Jato

RIO - A Petrobras está refazendo as contas. Diante da queda do preço do petróleo no mercado internacional, da alta do dólar, dos efeitos da Operação Lava-Jato e da perda do grau de investimento pela Standard & Poor’s, a segunda agência a classificar a estatal como grau especulativo, a petroleira pretende cortar terceirizados, investir menos do que o previsto e vender mais ativos para fazer caixa. Uma das metas é cortar 30% dos terceirizados ligados à área administrativa, o equivalente a 5 mil pessoas.

Em algumas áreas foram encontrados mais terceirizados que funcionários próprios. O processo de desligamento já começou com a não renovação de alguns contratos e o cancelamento de outros. Segundo um dos principais executivos da estatal, a Petrobras já trabalha numa forte redução de investimentos com um ajuste em seu Plano de Negócios 2015-2019 em razão da piora do cenário.


‘AGORA É CORTAR NO OSSO’

Em 2015, o investimento será inferior aos US$ 27 bilhões previstos no plano, que já havia sido revisto para baixo em junho. Em 2016, ficará abaixo dos US$ 25 bilhões anunciados, informa o executivo. Não é só. Diante da desvalorização dos ativos, a companhia terá de vender mais bens para atingir a meta de US$ 15,1 bilhões até 2019. Os recursos são necessários para investir e pagar vencimentos da dívida em 2016, estimados em US$ 20 bilhões.

— Não dá mais para cortar na carne, agora é cortar no osso — resumiu um executivo da estatal, que pediu para não ser identificado.

Os cortes adicionais nos investimentos e nos custos administrativos serão discutidos em reunião do Conselho de Administração da estatal, no próximo dia 30. A revisão, segundo fontes, se faz necessária diante da mudança nas premissas do plano, que considerava a taxa de câmbio a R$ 3,10 neste ano e o barril do petróleo a US$ 60 (atualmente, está abaixo de US$ 50).

Na prática, o dia a dia da companhia já mudou. A empresa está renegociando contratos com todos os fornecedores e tem conseguido redução significativa de valores. Em outra iniciativa, a Petrobras tem paralisado equipamentos, como sondas de perfuração que começam a ser desativadas. Um dos sinais dessa necessidade de mais cortes de gastos é a demora para a assinatura do contrato renegociado com a Sete Brasil para o afretamento de sondas do pré-sal. No fim do mês passado, as partes teriam chegado a um acordo para a encomenda de 15 sondas contra as 28 previstas no contrato anterior. Nesta semana, a Petrobras informou a Sete, porém, que o assunto ainda está em avaliação pela área técnica.

VENDA DE FATIA DA BR DISTRIBUIDORA

Outra ação no horizonte da empresa é a venda de 25% das ações da BR Distribuidora, iniciativa que foi suspensa diante da piora do mercado. O conselho vai analisar de novo o assunto na reunião do dia 30. Caso não haja apoio à venda de uma fatia ao mercado, a estatal pode optar por buscar um sócio estratégico. O processo mais adiantado de venda de ativos em discussão é o da subsidiária Gaspetro.

As mudanças na Petrobras esbarram em resistências internas. A empresa pretende reduzir em cerca de 30% o número de gerências. Até agora, porém, o número aumentou. Segundo informou a própria companhia, existem 7.115 funcionários próprios em funções de gerência, um aumento de cerca de 3% em relação aos 6.897 registrados em julho. Segundo o executivo da estatal, mesmo assim, o corte nos cargos de gerente será feito. Em nota, a Petrobras informou que “a otimização das funções gerenciais se dará conforme o andamento do processo de reestruturação da companhia”.

Segundo um executivo da estatal, não se descarta impacto até mesmo na meta de produção de petróleo para os próximos anos. A deste ano, de 2,1 milhões de barris por dia, não deve ser afetada porque os projetos previstos já estão em operação.

— Se as metas de produção de petróleo para os próximos anos forem afetadas por causa dos cortes, isso será comunicado. Agora, na Petrobras, a vida é como ela é, não se vende ilusão — explicou o executivo.

EM BUSCA DE INVESTIDOR DE LONGO PRAZO

O encolhimento da Petrobras já resultou numa drástica redução das metas de produção de petróleo. Se antes a companhia sonhava dobrar de tamanho em cinco anos e pular de uma produção da ordem de 2 milhões de barris de petróleo por dia para 4,2 milhões de barris em 2020, a expectativa atual é mais modesta. Até agora, a previsão é chegar a 2020 com 2,8 milhões de barris diários. A produção conjunta de petróleo e gás já soma 2,88 milhões de barris por dia no segundo trimestre deste ano.

Em diversos aspectos, os números mostram que a estatal vive uma volta ao passado. Desde 2014 até agora, a empresa diminuiu drasticamente sua previsão de investimentos. Antes dos cortes adicionais em estudo, a Petrobras já havia reduzido US$ 90 bilhões de sua previsão para o período 2015-2019. Até agora, a estimativa para este ano soma US$ 130,3 bilhões, o menor nível desde 2008, quando o plano para cinco anos totalizava US$ 112,4 bilhões. O movimento também é visível no valor de mercado da companhia, que vale atualmente US$ 29 bilhões, o que significa uma volta aos patamares de 2003.

A situação da companhia ganha ainda mais peso diante do elevado nível de endividamento, de R$ 323,9 bilhões em 30 de junho, dos quais 81% são em dólar. Segundo uma fonte, a Petrobras não precisará recorrer ao mercado externo este ano para obter novos financiamentos além dos US$ 11 bilhões levantados no primeiro semestre. No entanto, a área financeira da estatal está estudando estruturas que poderão ser “desenhadas” para acessar um universo maior de investidores. Entre as alternativas em estudo estão instituições chinesas, como bancos de desenvolvimento e instituições financeiras comerciais e agências de fomento, entre outras.

Nos termos de um executivo, a Petrobras intensificará as buscas por um “investidor frio e profissional”, que enxergue o momento do país como oportunidade de investimento a longo prazo.

Fonte: oglobo.globo.com/
 
 
 Brasil cai 12 posições e fica em 118º lugar em ranking de liberdade econômica
País figura no grupo de nações "menos livres", segundo levantamento do centro de pesquisas canadense Fraser Institute, que avaliou 157 países

O Brasil caiu 12 posições e agora figura em 118º lugar no ranking sobre liberdade econômica elaborado pelo centro de pesquisas canadense Fraser Institute, que avaliou 157 países. Com nota 6,34, em uma escala de zero a dez, o país se encaixou no grupo mais baixo, dos "menos livres". A lista é liderada por Hong Kong, Singapura, Nova Zelândia, Suíça e Emirados Árabes. A Venezuela é a última colocada, precedida por Congo, Líbia, Chade e Síria.

O ranking é elaborado a partir de 42 variáveis, divididas em cinco áreas, com base em dados de 2013, os mais recentes disponíveis. Na edição anterior, o Brasil estava em 106º lugar, com nota 6,54. Das cinco áreas analisadas, a melhor avaliação do Brasil é em tamanho do governo, na qual obteve a 66ª colocação, com nota 6,8. No quesito solidez do dinheiro (que leva em conta itens como inflação e base monetária), o país ficou na 87ª posição, com nota 8,1. Em Liberdade para o comércio internacional, o lugar no ranking foi o 97º, com nota 6,9. A mesma posição foi atingida em Sistema judiciário e direitos de propriedade, mas com nota 4,9.
A pior classificação foi em Regulação, na qual o Brasil ficou na 155ª posição. Essa área é dividida em três componentes: mercados de crédito (135º lugar); mercado de trabalho (147º) e regulação empresarial (155º).

O estudo aponta que existe uma forte correlação entre o grau de liberdade econômica e o nível de satisfação dos cidadãos com sua vida pessoal. Entretanto, mesmo com a nota ruim do Brasil na questão de liberdade econômica, o país aparece no 7º lugar no ranking elaborado pelo World Values Survey de satisfação com a vida pessoal, com nota 7,8.

Fonte: Veja.abril
 
 
 Cunha diz que CPMF está fadada a derrota fragorosa mesmo com apoio de governadores
Presidente da Câmara fez a declaração depois de encontro com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que defende a volta do tributo, com alíquota ainda mais alta


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira que a proposta do governo federal de recriar a CPMF está "fadada a uma derrota fragorosa", mesmo com o apoio de governadores que foram ao Congresso nesta quarta defender o tributo, com uma alíquota ainda maior do que a proposta pelo governo.

O grupo de governadores, encabeçado por Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro, tem defendido o apoio à recriação da CPMF desde que ela seja compartilhada com Estados e municípios. O bloco é composto basicamente por governadores de partidos da base aliada do governo federal, mas já conta também com nomes da oposição, como Marconi Perillo (PSDB).
O conjunto de medidas fiscais anunciado pelo governo na última segunda-feira prevê a proposta de recriação da CPMF com alíquota de 0,2%. O grupo de governadores defende que o tributo tenha alíquota de 0,38%, com 0,2% para o governo federal e 0,18% para Estados e municípios.

Impeachment - Em entrevista a jornalistas depois de se reunir com Pezão, Cunha também disse que analisará dentro do "prazo da razoabilidade" um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, a ser protocolado na quinta-feira.

Fonte: Veja.abril
 
 
 Mendes: PT instalou financiamento público com dinheiro do petrolão
Em voto favorável ao financiamento privado de campanhas, ministro do Supremo afirma que o petrolão 'foi um método criminoso de governança que visava à perpetuação de um partido no poder'

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu nesta quarta-feira um duríssimo voto contra a possibilidade de a Justiça impedir as doações de empresas a partidos políticos e candidatos. Em cinco horas de fala, Mendes criticou o propinoduto montado na Petrobras para perpetuação do Partido dos Trabalhadores e seus aliados no poder.

Foi o segundo voto contrário na Corte no julgamento sobre o financiamento de campanhas eleitorais e partidos por empresas privadas. O ministro Teori Zavascki adotou posição similar. Os ministros Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Luis Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa - já aposentado - se manifestaram contrários à possibilidade de pessoas jurídicas repassarem recursos a candidatos e partidos. O ministro Edson Fachin, por ter sucedido Barbosa, não participa do julgamento.
O STF analisa uma ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que contesta trechos da Lei Eleitoral (9.504/1997) e da Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995) e que pede que a Corte, além de declarar como inconstitucional a doação de pessoas jurídicas, delimite um teto individual e per capita para que os cidadãos possam fazer doações eleitorais e para os gastos de campanha pelos candidatos. 

Pelas regras atuais, empresas podem doar até 2% do seu faturamento bruto do ano anterior à eleição. No caso de pessoas físicas, a limitação é 10% do rendimento do ano anterior ao pleito.
A Câmara dos Deputados concluiu recentemente uma votação que autoriza doações de empresas a partidos políticos limitadas a 20 milhões de reais, mas como o tema ainda não foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff, hoje ainda valem as regras atuais e o julgamento do STF ganha contornos mais relevantes.

Em seu voto, Gilmar Mendes disse que barrar a possibilidade de empresas repassarem recursos a candidatos institucionalizaria o caixa dois em campanhas. Mais: uma outra alternativa, a de um teto único para doações de pessoas físicas, abriria, segundo ele, caminho para políticos utilizarem nomes de eleitores que não querem doar para lavar dinheiro de doações fictícias. "Barrar [doações de empresas] seria oficializar a clandestinidade de doações de pessoas jurídicas por meio de caixa dois. Seria praticamente a institucionalização do caixa dois. Se fixar um limite, certamente teríamos beneficiários do Bolsa Família fazendo doação", disse ao cogitar a hipótese da instituição de um "doador laranja".

Em seu voto, o ministro atacou a OAB por supostamente estar defendendo interesses petistas no Supremo e disse que os atuais escândalos de corrupção não podem ser atribuídos à possibilidade de doações empresariais a campanhas, e sim a atitudes individuais de agentes públicos que optaram por cometer crimes. "O que tem, de uma certa forma, maculado o processo democrático brasileiro são os abusos perpetrados pelos candidatos, que podem usam a máquina administrativa em seu favor, cometendo ilícitos que podem ser evitados com o aperfeiçoamento da legislação", disse ele.

Criticado por setores do governo e partidos aliados por ter interrompido o julgamento sobre o tema em abril do ano passado, Mendes disse que se "regozijava" de ter pedido vista porque agora, com os desdobramentos da Operação Lava Jato, sabe-se dos métodos que agremiações governistas usam para engordar os caixas. "As revelações feitas pela mídia dessa Operação Lava Jato dão a dimensão da corrupção do aparato brasileiro. Na verdade, está a indicar um modo de governança em relação a não só uma empresa, mas da maior empresa do Brasil, a Petrobras", afirmou.
"A investigação revela que o patrimônio público estaria sendo saqueado pelas forças políticas. Os recursos serviriam para manter a boa vida dos mandatários, mas não só isso. O esquema é um verdadeiro método de governo: de um lado recursos do Estado fluiriam para as forças políticas, financiando campanhas e, como ninguém é de ferro, o luxo dos atores envolvido, casas, iates, reforma de apartamento de namoradas, amantes, mães e tudo mais. Foi um método criminoso de governança que visava à perpetuação de um partido no poder", completou ele.

Em seu voto, o ministro também apresentou a tese de que o fim do financiamento privado de campanha tiraria a paridade de armas entre candidatos governistas e de oposição e "aniquilaria" os oposicionistas. E disse que, ao contrário do que defenderam os seis ministros que já votaram contra o financiamento privado de campanha, não se poderia invocar neste julgamento princípios gerais previstos na Constituição, como a tese de que as doações de empresas colocariam em xeque a soberania popular ou o direito de cada eleitor à cidadania. Isso porque, disse ele, "no Brasil o constituinte decidiu não disciplinar a matéria [de financiamento de campanha] em âmbito constitucional", e sim deu liberdade ao Congresso para discutir o tema. Por isso, não haveria violações à Constituição nas doações empresariais de campanha. "A Constituição apenas vedou aos partidos o recebimento de recursos financeiros de entidades ou governos estrangeiros. A Constituição deixou para a legislação ordinária a regulação para o financiamento de eleições", declarou.

Mensalão - Gilmar Mendes voltou a comparar o escândalo da Petrobras ao esquema do mensalão, até então o mais significativo propinoduto da história recente, e ironizou: "o mensalão foi rebaixado no rating de soberania dos escândalos". "O partido político [PT] já se locupletou ao limite e aí quer proibir a doação a outros partidos. O partido do poder já independe de doações eleitorais".

Em forte tom de crítica, o ministro disse ainda que doações individuais de pessoas físicas, se passarem a ser as únicas possíveis, estimulariam uma indústria de alugueis de CPFs para fraudar repasses de eleitores a políticos. Gilmar Mendes ainda voltou a atacar o discurso do PT favorável ao financiamento público exclusivo para campanhas.

"A Petrobras não pode ser assaltada por um grupo de pessoas. A rigor, esse partido é vanguarda porque instalou o financiamento público antes de sue aprovação, com recursos diretamente de estatais para o partido. É um modelo vanguardista. O financiamento público já tinha sido instalado para financiar as atividades partidárias. Dinheiro da Petrobras é dinheiro público", disse. E continuou: "O partido que mais leva vantagem na captação de recursos das empresas privadas agora, como Madre Teresa de Calcutá, defende o encerramento do financiamento privado. Quase me emociona, quase vou às lagrimas. É uma conversão que certamente merece algum tipo de canonização. Será que nos tomam por idiotas? O partido consegue captar recursos na faixa de bilhões dos reais continuamente e passa a agora defende bravamente o julgamento da inconstitucionalidade da doação de empresas privadas?", disse.

"Agora entendo o discurso de que a Petrobras é nossa. A Petrobras é nossa no sentido de que nós nos apropriamos da Petrobras. Não é que é nossa do povo brasileiro. E entendo agora porque determinados segmentos partidários fazem defesa tão ferrenha de estatais. É para sua manipulação. É para transforma-la em propriedade própria", atacou o ministro. Gilmar Mendes foi o único votar na sessão plenária de hoje.

Bate-boca - No final da sessão, o secretário-geral da OAB, Cláudio Pereira de Souza, ocupou a tribuna para contestar a afirmação de Gilmar de que a entidade esteja alinhada ao PT ao defender o fim do financiamento privado de campanhas. Souza começou a expor dados de uma pesquisa Datafolha segundo a qual 74% da população seria contra o financiamento privado quando foi interrompido pelo próprio Gilmar Mendes.

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, interrompeu: "Vossa Excelência falou por quase cinco horas. Vamos garantir a palavra ao advogado", disse a Gilmar Mendes. "Eu sou ministro desta Corte. Advogado é advogado", retrucou o magistrado. "Quem preside esta sessão sou eu", replicou Lewandowski, dando a palavra ao representante da OAB. Irritado, Gilmar Mendes deixou a sessão plenária na sequência.
 
 
 Após VEJA mostrar queda no Bolsa Família, governo altera dados oficiais
Números no site da Caixa foram modificados depois da publicação de reportagem mostrando que o governo excluiu quase 800 000 famílias do seu principal programa social

O governo alterou dados oficiais, públicos, depois que uma reportagem de VEJA mostrou que quase 800 000 famílias perderam o Bolsa Família entre dezembro do ano passado e julho deste ano. Além disso, retirou do site do Ministério do Desenvolvimento Social o link para a consulta desses dados. O link só voltou ao ar depois de a revista ter questionado o motivo do sumiço.

Até a semana passada, uma página do site do Ministério do Desenvolvimento Social direcionava para o site da Caixa quem quisesse consultar o número oficial de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. O banco é o responsável por fazer o pagamento do benefício. No site da Caixa, os dados referentes a julho deste ano mostravam um total de 13 221 128 famílias beneficiadas - essa informação foi utilizada na reportagem de VEJA, que mostrou a queda nos beneficiários baseada na informação, também fornecida pelo ministério, de que eram 14 003 441 as famílias autorizadas a receber o dinheiro em dezembro.

Ontem, no entanto, o governo - que divulgou nota na segunda-feira contestando a reportagem de VEJA -- alterou os dados sem nenhuma explicação. Depois de ficar fora do ar por algumas horas, o site da Caixa voltou exibindo um número diferente de beneficiados em julho: 13 827 369 (veja nesta página as duas imagens do site, antes e depois da publicação da reportagem). Com esse novo dado, o número de famílias favorecidas pelo programa se mantém praticamente estável, em vez de diminuir.


Fonte: Veja.Abril
 
 
 Europa apoia terrorismo e é responsável por refugiados, diz Assad
Presidente sírio criticou europeus por classificar rebeldes de 'moderados'.
Ele deu entrevista a canais russos.

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, atribuiu à Europa a responsabilidade pela crise dos refugiados, já que "apoiou, apoia e dá cobertura ao terrorismo", em uma entrevista divulgada nesta quarta-feira (16) por vários meios da imprensa da Rússia.
"A Europa é responsável, porque apoiou, apoia e dá cobertura ao terrorismo", disse o líder sírio, que acrescentou que "a Europa chama de 'moderados' os terroristas e os divide em grupos, quando, na realidade, são todos extremistas".

Assad comentou que agora a Europa tenta "apresentar o assunto como se sua culpa fosse apenas não ter disponibilizado os recursos necessários para garantir uma migração organizada, o que fez com que refugiados morressem afogados em sua tentativa de cruzar o Mediterrâneo".
"Sentimos dor por todas as vítimas inocentes, mas por acaso a vida de uma pessoa afogada no mar tem mais valor que a de uma morta na Síria? Como se pode lamentar a morte de uma criança no mar e fazer pouco caso de milhares de crianças, mulheres e idosos vítimas do terrorismo na Síria?", questionou o líder sírio.
Para Assad, isto é uma demonstração clara e "vergonhosa" de "dois pesos e duas medidas" da União Europeia.
O presidente sírio afirmou que a Europa apenas conseguirá diminuir a "avalanche" de refugiados "se deixar de apoiar os terroristas", que são a "origem do problema".
"Se os europeus estão preocupados com o destino dos refugiados, que deixem de apoiar os terroristas", insistiu Assad.
Além disso, o líder do regime fez um pedido a todos os sírios "para que se unam na luta contra o terrorismo, porque é o caminho para se conseguir os objetivos políticos que os sírios querem, através do diálogo e de um processo político".

"Se hoje perguntamos a qualquer sírio o que ele quer, sua primeira resposta será: segurança e estabilidade para todos e cada um de nós. Desta maneira, todas as forças políticas, tanto no governo como fora dele, devem se unir em torno das exigências do povo sírio", ressaltou o presidente.

Permanência no poder
Assad reiterou que sua permanência ou não no poder é um assunto que cabe ao povo da Síria, através de eleições, "e não aos Estados Unidos, ao Conselho de Segurança da ONU e à Convenção de Genebra".
"Sobre o presidente, ele chega ao poder com o consentimento do povo por meio de eleições, e se ele sair, ele sai se o povo quiser isso, não por causa do julgamento dos Estados Unidos, do Conselho de Segurança da ONU, da Conferência de Genebra ou do Comunicado de Genebra", disse Assad nesta quarta-feira.
"Se o povo quiser que ele fique, o presidente fica. Do contrário, ele deve renunciar logo", acrescentou.
O presidente sírio negou que unidades militares iranianas estejam combatendo ao lado das forças governamentais, mas assinalou que Teerã lhe fornece armamento.
A ajuda do Irã, que tem fornecido tecnologia militar, tem sido crucial no combate ao terrorismo na Síria, segundo Assad. Mas Teerã não enviou unidades militares a Damasco, acrescentou.
Assad disse ainda que a coalizão liderada pelos EUA não tem sido capaz de enfraquecer os militantes islâmico até o momento.
O presidente sírio enfrenta uma guerra civil há mais de quatro anos e meio contra seu regime.
Nesta terça, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que Moscou seguirá apoiando o regime sírio com ajuda militar em sua luta contra grupos terroristas, como o Estado Islâmico.
O chefe do Kremlin negou que o apoio de Moscou ao regime de Assad seja a causa da crise dos refugiados e, por outro lado, ressaltou que, se estivesse apoiado Damasco, o número de deslocados seria ainda maior.
 
 
 'CPMF é imposto pequenininho' e 'não bate na inflação', diz Levy
Ministro da Fazenda falou à NBR sobre medidas de ajuste fiscal.
Levy mencionou quadro externo e ressaltou necessidade de ajuste.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, explicou nesta terça-feira (15) em entrevista à NBR que a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) foi escolhida como parte das medidas para aumentar a arrecadação do governo por ser “um imposto pequenininho”. "Se você vai comprar alguma coisa que custa R$ 100, vai pagar R$ 0,20”, disse Levy.

O ministro voltou a afirmar que a proposta é que o imposto seja temporário. "A CPMF é um imposto para enfrentar um momento especial", diz Levy. "É mais fácil de cobrar, todo mundo paga - um pouquinho, mas paga -, não bate na inflação porque você coloca ali R$ 0,02 a cada R$ 10 que você gasta".

Na segunda-feira, Levy anunciou, ao lado do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, medidas fiscais de R$ 64,9 bilhões para garantir a meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

Desse total, R$ 26 bilhões referem-se a corte de gastos do governo. Outros R$ 38,9 bilhões referem-se ao aumento de arrecadação, entre elas a proposta de retorno da CPMF.

"O que a gente fez ontem foi criar as condições para sair desse momento de travessia e conseguir chegar aonde a gente quer em segurança", afirmou Levy nesta terça sobre o ajuste fiscal, depois de ressaltar a importância de "ter a casa em ordem". "Um país que tem rombo no orçamento não é um país que cresce, um país que tem confiança."

economia da China e da queda dos preços das commodities. "O Brasil vai ter que se adaptar", afirmou ele, dizendo que o país terá que mudar seu "esquema tático" neste "ambiente diferente".

Entre as medidas de corte de gastos do governo, o ministro citou o adiamento do reajuste dos servidores, que deve reduzir as despesas em R$ 7 bilhões. "É um gasto importante que a gente deixa de fazer", disse Levy, apontando a necessidade de "distribuir" as medidas de corte.

Sobre perspectivas de melhora na economia, Levy disse que "tem várias áreas que já estão dando respostas, as exportações já estão melhorando". O ministro apontou também que a agricultura "é um setor que vai continuar dando boas notícias".

Cenário político
O ministro falou sobre as discussões políticas para que as medidas do ajuste fiscal sejam aprovadas pelo Congresso.

"Tem um pouquinho de incertezas, tem um pouquinho o lado que não é econômico, um pouquinho político, muita discussão. Algumas pessoas dizem que isso tem atrapalhado a economia porque tem levado as pessoas a ficarem com um pouco mais de dúvida e aí a economia anda mais devagar", afirmou.

"Se não tivesse tanta discussão em algumas coisas a gente já estaria sentindo a recuperação de uma maneira mais forte. Mas a democracia é isso, todo mundo tem o direito de falar."


Fonte: Globo.com
 
 
 Vendas do comércio recuam e têm pior julho desde 2000
Vendas do comércio recuam 1% e têm pior julho desde 2000
Essa é a sexta queda consecutiva do varejo, segundo o IBGE.
No ano, as vendas acumulam queda de 2,4%.

Pelo sexto mês consecutivo, as vendas do varejo brasileiro recuaram. Em julho, na comparação com junho, a baixa foi de 1%, a maior, considerando o mês, desde 2000, quando teve início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (16).

Em relação ao mesmo mês de 2014, a retração foi ainda maior, de 3,5%. No ano, as vendas acumulam queda de 2,4% - a quinta taxa negativa e o pior resultado desde março de 2003, quando a baixa foi de 6,1%. Nos últimos 12 meses, o índice acmula queda de de 1%.

"As vendas do comércio varejista estão 7,2% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em novembro de 2014", informou Isabella Nunes, gerente de serviços e comércio do IBGE.
A gerente explicou que apesar de julho do ano passado ter sido impactado pelo "efeito Copa do Mundo", quando ocorreram feriados por causa dos jogos, em 2015, o mês teve o mesmo número de dias úteis do que em 2014. "Isso torna resultado negativo mais relevante."

De junho para julho, a maioria dos segmentos do varejo registrou queda, com destaque para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,5%) e móveis e eletrodomésticos (-1,7%).

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que têm maior peso no indicador, teve queda igual à média nacional, de 1,0%. Segundo o IBGE, pesaram nesse resultado os salários menores e o aumento dos preços de alimentos.
Ao considerar o comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de veículos e material de construção, o volume de vendas cresceu 0,6%.

Móveis e eletrodomésticos
Em relação a julho do ano passado, o varejo caiu na maioria dos ramos pesquisados e ainda remontou aos anos de 2002 e 2003, período ruim para o setor, segundo Isabela Nunes.
As baixas mais expressivas foram vistas nos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-12,8%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,1%) e  tecidos, vestuário e calçados (-8,1%).

De acordo com o IBGE, a queda das vendas de móveis e eletrodomésticos foi o que mais impactou a taxa geral do comércio. "Por se tratar de uma atividade cujas vendas são associadas, especialmente, às condições de crédito, seu comportamento este ano vem sendo afetado pelo aumento dos custos de financiamento, evidenciado pela elevação da taxa de juros", disse o IBGE.

Segundo Isabela, as principais influências sobre a queda de 3,5% em julho, em relação ao ano anterior, são restrição de crédito, redução da massa salarial, evolução dos preços de alimentos em domicílio e baixo nível de confiança do consumidor

"Essa combinação para o consumo doméstico é bastante impactante. E é o que a gente vem observando no cenário atual. Isso tudo leva a um quadro inibidor para o consumo doméstico. A inflação também, porque a inflação reduz o salário real". ‎ "Mesmo que você não tenha sido demitido,o colega foi, então, você vai adiar aquela compra."

Comércio por estado
A maioria dos estados registrou queda nas vendas do varejo. De junho para julho, as maiores quedas partiram do Amapá (-4,9%) e Minas Gerais (-0,3%). Na outra ponta, cresceu o comércio de Roraima (2,7%), do Pará (1,6%), da Paraíba (1,3%) e do Amazonas (0,3%).

Nos estados do Maranhão, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, o volume de vendas não variou.

Já na comparação com julho de 2014, as quedas foram vistas no varejo do Amapá (-17,4%) e Ade lagoas (-11,7%).


Fonte: G1.globo
 
 
 Ações chinesas têm forte alta em meio a suspeitas de intervenção
Pequim estaria convocando bancos ligados ao governo a comprarem ações.
Avanço das ações foi de quase 5% nesta quarta-feira.

As ações chinesas saltaram quase 5% nesta quarta-feira (16) em meio a suspeitas de intervenção do governo, com uma enxurrada de compras logo antes de o mercado fechar ajudando a reverter muitas das perdas do começo da semana.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 4,98% para 3.309 pontos, enquanto o índice de Xangai teve alta de 4,91%, para 3.152 pontos.

O rali incluiu as ações da CITIC Securities, maior corretora chinesa, que disse na terça-feira que alguns de seus gerentes sêniores estavam sob investigação policial como parte do processo sobre possíveis manipulações do mercado.

A alta já no final das operações elevou os principais índices acionários chineses, um fenômeno que os mercados geralmente interpretam como intervenção do governo para elevar os valores antes do fechamento.

Pequim está tentando elevar seus mercados de ações debilitados, que tiveram perdas de cerca de 40%desde meados de junho, convocando o seu chamado "time nacional" de bancos, fundos e corretoras ligadas ao governo para comprar ações.


Fonte: globo.com
 
 
 Dólar comercial opera em queda e é negociado a R$ 3,851
SÃO PAULO - Em meio ao cenário político conturbado e às vésperas da decisão sobre a taxa de juros nos Estados Unidos, o dólar comercial opera em queda nesta quarta-feira. Às 9h58, a moeda americana era cotada a R$ 3,849 na compra e a R$ 3,851 na venda, recuo de 0,28% ante o real.

Na terça-feira, a divisa subiu 1,15%, a R$ 3,862, com investidores questionando se o governo federal será capaz de implementar as medidas de cortes de gastos e aumento de impostos propostas na segunda-feira com o objetivo de evitar um déficit nas contas públicas em 2016 e, assim, não piorar ainda mais o perfil da dívida do país - um dos motivos que pode fazer com que as agências de classificação de risco rebaixem a nota (rating) do Brasil.

Além do cenário político, que irá determinar o avanço dessas medidas, os investidores estão de olho na reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o bc americano) que irá se reunir nesta quarta e quinta-feira. A decisão sobre a elevação ou manutenção dos juros será divulgada no último dia do encontro. “Aqui deveremos ter uma sessão independente do exterior. Lá fora o dólar ganha das moedas fortes e perde para a maioria das emergentes e, internamente, o conturbado cenário político é que vai guiar a moeda”, avaliou Guilherme França Esquelbek, analista da Correparti Corretora de Câmbio.


Fonte: oglobo.com
 
 
 'Usar crise para chegar ao poder é versão moderna do golpe', diz Dilma
'Usar crise para chegar ao poder é versão moderna do golpe', diz Dilma
Presidente falou a rádio de Presidente Prudente na manhã desta quarta.
Ela ainda criticou aqueles que preferem o 'quanto pior melhor'.


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (16), em entrevista a rádio de Presidente Prudente (SP), que usar a crise pela qual o país passa para chegar ao poder é uma "versão moderna do golpe".

"Todos os países que passaram por dificuldades, você não viu nenhum país propondo a ruptura democrática como forma de saída da crise. Esse método que é querer utilizar a crise como um mecanismo para você chegar ao poder é uma versão moderna do golpe", afirmou a presidente.

Para ela, há no país pessoas que não se "conformam" com o fato de o Brasil ser uma "democracia sólida", que tem a legitimidade dada pelo "voto popular". Ela disse que essas pessoas torcem pelo quanto pior melhor para depois poderem "pescar em águas turvas".

"Eu acredito que tenham ainda no Brasil infelizmente pessoas que não se conformam que nós sejamos uma democracia sólida, cujo fundamento maior é a legitimidade dada pelo voto popular. Essas pessoas geralmente torcem pro quanto pior, melhor. E aí é em todas as áreas. Quanto pior, melhor, na área da economia. Quanto pior, melhor na área da política. Todas elas esperando uma oportunidade para pescar em águas turvas", completou Dilma.
Perda do grau de investimento

Ela também comentou o rebaixamento da nota de crédito do país pela agência Standard & Poor´s. Com o rebaixamento, anunciado na semana passada, o Brasil perdeu o selo de "bom pagador", na avaliação da agência.

"Muitos países nesta década passaram por situações difíceis e tiveram suas notas de risco rebaixadas. Isso aconteceu tanto com os Estados Unidos, em 2011, como também com a França, com a Itália e com a Espanha, em 2012. E agora aconteceu conosco. Todos os países foram muito maiores do que as suas notas. O Brasil é muito maior do que a sua nota também. Todos voltaram a crescer e assim vai ser com o Brasil também", afirmou a presidente.

Dilma afirmou ainda que o país não tem problema de crédito internacional nem de investimento e ressaltou medidas que o governo vem tomando para a retomada do crescimento.
"Estamos honrando nossos compromissos e contratos. Não temos problemas de crédito internacional nem tão pouco problema para atrair investimento para o Brasil. Aliás, somos um dos países em que mais há entrada de capital pra isso. Nós também estamos tomando dois tipos de medida: uma é de controle da inflação e de equilíbrio fiscal do nosso orçamento federal e as outras são de estímulo ao crescimento, como o programa de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos", continuou a presidente.

Para Dilma, o Brasil é uma economia "grande e diversificada", que vai conseguir "atravessar o período de crise".

"Nós somos a sétima economia do mundo e por isso vamos atravessar esse período de crise que muitos países passaram, que nós inclusive procuramos de todos os meios evitar, não foi possível. E vamos fazer todas essas medidas, tanto as de reequilíbrio ou ajuste fiscal e as de estímulo ao investimento, à agricultura para voltar a crescer e gerar emprego", afirmou a presidente.

Fonte: g1.globo

 
 
 O que deve acontecer na economia com a perda do grau de investimento
Para especialistas, reação não será tão brusca porque decisão já era esperada

Após a confirmação da perda do grau de investimento pelo Brasil, operadores do mercado financeiro chegaram a temer uma disparada brusca do dólar e queda acentuada da bolsa nesta quinta-feira pelo receio de forte fuga de capitais do país. A moeda americana chegou a subir 2,5% e encostar nos R$ 3,90 às 9h30min, mas depois amenizou alta e fechou em R$ 3,85 (+1,34%). 

O Banco Central também agiu e fez leilão de US$ 1,5 bilhão para tentar conter a valorização. O inverso aconteceu com a bolsa . O índice Ibovespa chegou a cair 2,25% no início do pregão, mas reagiu a partir da abertura do mercado americano. Chegou a passar para o terreno positivo, mas fechou em queda de apenas 0,33%.

Entenda o que acontece com o país daqui para a frente após a perda do grau de investimento:


A reação indica que a perda do grau de investimento estava precificada?

Em grande parte, sim. Segundo especialistas em finanças, isso é possível verificar com a movimentação dos últimos meses que inclui escalada do dólar, alta do juro e queda da bolsa a partir de maio. Ou seja, o mercado dava como certo a perda do grau de investimento, mais cedo ou mais tarde.

— O que ocorreu ontem (quarta-feira) foi apenas a chancela de algo que era esperado para os próximos meses — diz Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper.

Qual deve ser o efeito no câmbio daqui para a frente?

Como a perda do selo de bom pagador já vinha sendo embutida nos preços, para Michael Viriato, do Insper, é possível que o dólar esteja próximo de um ponto de equilíbrio. Rodrigo Zeidan, professor de economia e finanças da Fundação Dom Cabral, também entende que o câmbio está perto de um teto razoável dadas as atuais condicionantes da economia brasileira. A piora do quadro fiscal e da atividade econômica e o agravamento da crise política, porém, teriam o potencial de valorizar ainda mais a moeda americana.

Qual deve ser o reflexo na bolsa?

O cenário segue desfavorável em função da recessão atravessada pelo país e baixo preços das commodities, mas não há expectativa de quedas dramáticas causadas pela decisão de Standard & Poor's. As altas taxas de juros no país também estimulam investidores a optarem pela renda fixa, onde não há risco. Para Viriato, no entanto, como a bolsa brasileira convertida em dólares está em patamar mais baixo do que o verificado em 2008, quando eclodiu a crise financeira global, pontualmente os papéis de algumas empresas brasileiras podem ser considerados baratos e atrativos para os estrangeiros.

Ainda há risco de saída maciça de capitais?

Tudo indica que não. Como a perda do grau de investimento pelo Brasil era considerada certa, muitos fundos estrangeiros, que têm em seus estatutos a exigência de aplicarem apenas em países considerados bons pagadores, começaram a bater em retirada meses atrás. Por outro lado, investidores mais agressivos podem enxergar oportunidades em aplicações brasileiras atreladas às altas taxas de juros.

As outras duas grandes agências de classificação de risco, Fitch e Moody's, também devem rebaixar o Brasil para grau especulativo? Quando?

A maior probabilidade é que sim. Seria em um horizonte de até seis meses

Qual é nota do Brasil nessas outras duas agências?

Pela Fitch, é BBB, dois degraus acima da perda do grau de investimento, mas em abril a agência colocou o país em perspectiva negativa, o que significa ameaça de redução da avaliação em caso de continuidade da deterioração do quadro fiscal. Pela Moody's, o Brasil é Baa3, a última nota antes de perder o certificado de bom pagador. Até o mês passado, o Brasil era Baa2 pela Moody's.

Se uma das duas ou ambas retirarem o grau de investimento do Brasil haverá grande impacto?

A tendência é que não, porque não haveria novidade no rebaixamento.

Qual é o efeito para as empresas brasileiras?

As companhias nacionais terão de se submeter a juros mais caros se quiserem captar recursos no Exterior. Com a economia brasileira em recessão, isso desestimula ainda mais investimentos, o que diminui a capacidade de crescimento da economia do país no futuro e gera menos receita para o governo.

Há algo de positivo a ser extraído da decisão da agência?

Os especialistas em finanças avaliam que a materialização da perda do grau de investimento, mais cedo do que o imaginado, ao menos retira uma incerteza do cenário. Com a confirmação do rebaixamento da nota do Brasil para um degrau especulativo, espera-se que agora governo e Congresso tenham uma melhor coordenação para aprovar e colocar em práticas medidas que possam fazer o país ampliar receitas e diminuir despesas.

— Agora não há mais plano B — afirma Zeidan.

Como a nova classificação do Brasil influi na vida do cidadão comum?

A retirada do carimbo de bom pagador do Brasil é apenas o desfecho de um cenário que inclui recessão e crise política, o que se traduz em juros maiores, inibindo o consumo, levando à perda de renda, desemprego e menor confiança dos empresários em investir, o que limita a capacidade de crescimento da economia no futuro.

Há mais espaço para o governo cortar gastos no orçamento?

Apesar da pressão para o Planalto reduzir gastos, a margem de manobra do governo hoje é mínima, entende a pesquisadora de contas públicas Vilma da Conceição Pinto, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Isso porque 90% das despesas contidas no orçamento são não discricionárias. Ou seja, não podem ser cortadas devido à determinação legal ou constitucional, como nas áreas de saúde e educação, que têm gasto obrigatório mínimo. Outros exemplos são benefícios previdenciários e trabalhistas. Os 10% restantes englobam investimentos (incluindo PAC e Minha Casa Minha Vida) e custeio, como material de consumo e consultorias.

— O governo já cortou o investimento. Hoje está quitando apenas restos a pagar de anos anteriores. O que ainda pode ser cortado é muito pouco em relação à necessidade — diz Vilma.



Fonte: zh.clicrbs.com.br
 
 
 Rebaixamento afeta mercado e piora situação do Brasil, diz consultoria
Decisão da S&P dificilmente será revertida no curto prazo, segundo analista da Economist Intelligence Unit.

O rebaixamento da nota de crédito do Brasil por uma das maiores agências de crédito piora a situação econômica do país, segundo uma consultoria britânica.

Com a decisão da Standard & Poor's, o país perdeu o grau de investimento que havia sido dado pela agência em abril de 2008. O movimento já era esperado por analistas, mas a velocidade da decisão surpreendeu.
A agência disse que a crise política e as dificuldades enfrentadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff para equilibrar as contas justificavam o corte.

"Não é uma surpresa, mas dificulta as coisas para o país", disse Fiona Mackie, editora-regional para América Latina da consultoria Economist Intelligence Unit. Para ela, a decisão é "problemática", já que pode afastar investidores estrangeiros.
O país foi colocado em perspectiva negativa pela S&P, o que significa que novos rebaixamentos podem ocorrer. O Brasil mantém seu grau de investimento nas duas outras principais agências, Moody's e Fitch.
No dia seguinte ao rebaixamento, o dólar abriu a sessão em alta, ultrapassando R$ 3,90. Mas recuou com intervenção do Banco Central. O real perdeu 30% neste ano e tem o pior desempenho entre as moedas dos principais países emergentes.
Veja abaixo os principais trechos da entrevista, concedida por telefone, desde Londres.

BBC Brasil - Quais são os impactos desse rebaixamento?
Fiona Mackie - Primeiro, se investidores institucionais forem forçados, por causa de regulações internas, a deixar de investir no Brasil (alguns fundos só podem investir em países que possuam grau de investimento), pode haver um impacto imediato dramático na moeda. Porque o Brasil ainda tem grau de investimento em outras agências de classificação, como Moody’s e Fitch, não parece que isso vai acontecer imediatamente.
No entanto, é mais um golpe de confiança na economia e sugere que a esta vai continuar em recessão. A gente prevê contração de 2,5% (do PIB) neste ano e de 0,5% em 2016, e devemos rever esse número.

BBC Brasil - Outras agências deverão seguir a S&P e rebaixar o Brasil?
Mackie - Achamos que há um forte risco de isso acontecer. O risco é de o governo não agir agora contra o deficit fiscal e a dívida pública. Se isso não ocorrer, nós certamente veremos um rebaixamento pela Moody’s ou Fitch.

BBC Brasil - Essa decisão da agência não piora uma situação que já é ruim?
Mackie - Acho que é problemático para o Brasil se investidores institucionais tiverem que deixar o país. E, neste sentido, as agências de classificação têm o poder de mudar o mercado.
No entanto, é preciso ter um sistema para regular a emissão de dívida externa, e as pessoas que compram os papéis da dívida do Brasil têm o direito de saber essa informação das agências de classificação.
O Brasil sabe que seus números estão sendo analisados e é tarefa do governo colocar a ordem na casa e nas contas públicas. Eu sei que é problemático, que as agências de classificação podem causar turbulência nos mercados do Brasil, mas esse é o sistema em que nós estamos, e se o Brasil quer emitir dívida no exterior, esse é o sistema que o Brasil tem que aceitar.

BBC Brasil - O governo, então, já esperava isso.
Mackie - Sim, o governo sabia. Todo mundo estava analisando isso e sabia que esse dia chegaria se não agisse. E, claro, Dilma colocou como ministro da Fazenda alguém treinado em Chicago (Joaquim Levy), que está pronto e comprometido a fazer essas reformas.
Ela está, infelizmente, sendo obstruída pelo Congresso, e não mostra capacidade política para tomar as medidas necessárias. Há uma grande crise política que impede o Brasil de ir adiante e melhorar sua economia.

BBC Brasil - E qual o papel dessa crise política nesse rebaixamento?
Mackie - Acho que o problema é esse. Porque o governo é muito impopular, não tem o capital político, e, porque políticos e partidos sentem a fraqueza no governo, não estão mais colaborando com ele. Então, o problema do governo é que não consegue aprovar políticas que vê como necessárias.
O problema é que esse é um círculo vicioso. A menos que o governo consiga aprovar essas reformas, a confiança de empresários não irá se recuperar e, aí, o desemprego vai continuar a subir, o consumo privado não irá se recuperar. E o governo vai se tornar ainda mais impopular – se é que isto é possível.
Então o governo tem que ter a capacidade e a vontade política de implementar estas políticas e informar o público de que esse é um mal necessário.

BBC Brasil - Há cada vez mais protestos e pedidos pelo impeachment ou renúncia de Dilma. Ela é o problema? Se ela sair as coisas melhoram?
Mackie - Ela é parte do problema, no sentido que o seu governo anterior não adotou as reformas estruturais necessárias para colocar a economia em ordem e melhorar a confiança em relação às decisões do governo e no ambiente de negócios. E ela, claramente, não tem o capital político para adotar a redução de gastos necessária.
Num caso sem Dilma, você poderia ver o cenário político se acalmando e políticos apoiando um novo governo e concordando em fazer os cortes fiscais necessários. Você poderia ver isso acontecer, mas isso não significa, necessariamente, que os políticos que iriam substituí-la no curto prazo iriam adotar reformas profundas porque o Congresso continua dividido.

BBC Brasil - É algo a se preocupar?
Mackie - Não vemos que ela sofrerá impeachment ou irá renunciar. Se alguma evidência contra Dilma vier à tona, obviamente, ela ficaria numa posição insustentável. Tudo depende do cálculo político. Porque no momento muitos políticos ficariam felizes se Dilma pagasse o preço político e sofresse para assumir na próxima eleição. Mas isso pode mudar. Políticos podem decidir que eles querem ir adiante e tentar retirá-la do poder.

BBC Brasil - Qual será a situação do Brasil a partir de agora?
Mackie - É complicado. O país deverá ter mais problemas. Continuará em recessão, mas eu acho que a decisão do S&P será um despertar para políticos. E também, fatores externos e a queda do real podem fazer com que as exportações ajudem a economia e sejam os propulsores de qualquer possível recuperação em 2017.
No entanto, o cenário internacional é complicado, com o Banco Central dos Estados Unidos se preparando para aumentar as taxas de juros. E há temores em relação ao tamanho e duração da desaceleração da China e o impacto que isso pode ter nas exportações à China e no preço das commodities, por exemplo. Os próximos 12 meses serão difíceis.

BBC Brasil - Agora que o Brasil perdeu o grau de investimento da S&P, como recuperá-lo?
Mackie - Será difícil reconquistá-lo no curto prazo. O que a gente precisa ver é uma redução renovada na proporção dívida pública-Produto Interno Bruto (PIB), que está em alta, a caminho dos 70%. Precisamos ver isso ser revertido. Eles precisam atacar o deficit fiscal, o superavit primário precisa voltar. A gente também precisa ver reformas estruturais.

BBC Brasil - Não é impossível, no entanto, recuperar o grau de investimento. Indonésia e Islândia são casos recentes.
Mackie - E o Uruguai tinha grau de investimento e perdeu-o em 2003. O que aconteceu lá entre 2003 e 2010 foi um esforço conjunto de diminuir a dívida pública. Havia dúvidas porque era o primeiro governo de esquerda do Uruguai.
E na verdade, implementou-se uma política macroeconômica ortodoxa, centrada numa combinação de investimento social e queda e melhora da estrutura da dívida pública. O deficit fiscal foi reduzido, eles tinham superavit primário, a inflação foi reduzida e a credibilidade do Banco Central aumentava.
Isso é algo que nem discutimos no caso do Brasil. A inflação tem estado acima da meta há tanto tempo, e o Banco Central perdeu credibilidade.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 BC anuncia leilão de dólares e alta da moeda perde força
Agência Standard & Poor's rebaixou nota do Brasil na quarta-feira. 
Alta reverte o movimento da moeda nos dois dias anteriores.

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (10), depois que a agência de risco Standard & Poor's tirou o grau de investimento – o "selo de bom pagador" do Brasil. A cotação chegou a superar os R$ 3,90, mas perdeu parte da força depois que o BC anunciou que fará leilões de dólares nesta quinta.

Às 10h30, a moeda dos EUA subia 1,89%, a R$ 3,87.

Veja cotação da moeda ao longo do dia:
Às 9h10, subia 2,53%, a R$ 3,8955.
Às 9h30, subia 2,69%, a R$ 3,9015
Às 9h50, subia 2,54%, a R$ 3,8958
Às 10h, subia 2,02%, a R$ 3,876
Às 10h10, subia 1,56%, a R$ 3,858. 
 
O Banco Central anunciou que fará leilão de linha (venda de moeda norte-americana com compromisso de recompra nos meses seguintes) de compra e venda conjugado, com oferta de US$ 1,5 bilhão nesta quinta-feira. A informação ajuda a conter a disparada do dólar. Os recursos retornarão ao BC, e às reservas internacionais brasileiras, em janeiro e abril de 2016.
Perda do grau de investimento
Na noite de quarta-feira, o Brasil perdeu o grau de investimento na classificação de crédito da Standard and Poor's (S&P).

A nota do país foi rebaixada de "BBB-" para "BB+", com perspectiva negativa. O rebaixamento do rating do Brasil para a categoria "especulativa" acontece menos de 50 dias após a agência ter mudado a perspectiva para negativa.
A alta desta quinta reverte o movimento do dólar nos dois dias anteriores. Na quarta, a moeda caiu 0,51%, para R$ 3,7994 na venda, após recuar 1,07% na véspera.

A desvalorização do dólar frente ao real aconteceu em meio ao bom humor nos mercados externos diante de nova alta da bolsa chinesa e movimentos de ajustes após as recentes e fortes valorizações.
 
 
 Levy diz que governo vai cortar gastos mais que em outros casos
Em entrevista ao JG, ministro comentou perda do grau de investimento.
Standard and Poor's tirou selo de bom pagador do Brasil na quarta (9).

O ministro da Fazenda Joaquim Levy disse que "o governo vai, deve cortar gastos, sim. Mais do que já cortou em alguns casos", em entrevista a William Waack e Christiane Pelajo, no Jornal da Globo, após a agência de classificação de risco Standard & Poors anunciar a perda do grau de investimento para a economia brasileira. 

"Existe um problema difícil, que é um programa que só vai ser vencido se as pessoas olharem com responsabilidade. A gente tem dado um diagnóstico transparente, verdadeiro e agora as pessoas têm que tomar essas responsabilidades em todos os níveis. O governo vai, deve cortar gastos, sim. Mais do que já cortou em outros casos. E com gestão, ferramentas inteligentes. E, se precisar, a gente tem que ter disposição de também fazer um sacrifício para todo mundo poder voltar a ter a economia crescendo", disse Levy.

Levy voltou a falar sobre a necessidade de garantir o esforço fiscal para o Orçamento de 2016. "Nós queremos equilíbrio fiscal. A gente quer atingir a meta que é necessária para trazer tranquilidade para a economia brasileira", comentou.

Em comunicado, a agência S&P chama a atenção para a deterioração fiscal e a falta de coesão da equipe ministerial, como causas da decisão de rebaixar a nota.
"O mundo mudou, tinha mais tantas coisas que dava para fazer na época e que a gente fez, não dá mais para fazer assim se a gente quer crescer. E aí a gente vai ter que fazer essas escolhas. Qual vai ser exatamente o imposto, quanto vai ser, qual vai ser exatamente o corte, a gente vai conversar, foi isso o que Congresso pediu para a gente, e depois, eu acho que nas próximas semanas, o governo vai ter que fazer isso com muita clareza. Agora, todo mundo vai ter que estar envolvido nisso e é um desafio para cada um de nós", reforçou.

Segundo a S&P, a proposta do Orçamento para 2016 com um déficit R$ 30,5 bilhões, ou o equivalente a 0,3% do PIB em vez dos 0,7% previstos em julho, "reflete um desacordo com a composição e magnifude das medidas necessárias para reequilibrar as contas públicas".
A peça orçamentária de 2016 foi enviada ao Congresso, pela primeira vez na história, com a previsão de déficit (despesas maiores do que receitas). A meta fiscal para o governo é de um déficit de R$ 30,5 bilhões no ano que vem, o equivalente a 0,5% do PIB. Para todo o setor público (envolvendo estados, municípios e empresas estatais), a meta é de um resultado negativo de R$ 21,1 bilhões, ou 0,34% do PIB, em 2016.

Nas últimas semanas, o governo tem anunciado a intenção de encontrar novas formas de receita para equilibrar o Orçamento vem, inclusive sendo defendida em público pela presidente Dilma Rousseff como forma de evitar o déficit no Orçamento de 2016. Dilma avaliou recentemente o governo cortou "tudo que poderia ser cortado", nas palavras de Dilma.
Entre as ideias, surgiu a possibilidade de retomada da CPMF e, nesta semana, de aumento do Imposto de Renda. Os parlamentares, porém, não têm demonstrado apoio a eventuais aumentos de tributos e têm defendido um corte maior de gastos. Mesmo com déficit, a peça orçamentária de 2016 embute aumento de despesas.

No mercado financeiro, a nota de um país funciona como um "certificado de segurança" que as agências de classificação dão a países que elas consideram com baixo risco de calotes a investidores.

Contas públicas
As contas de todo o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) registraram em 2014 o primeiro déficit primário (receitas menos despesas, sem contar juros) da história em 2014. No ano passado, o déficit primário foi de R$ 32,53 bilhões, ou 0,63% do PIB, em todo ano passado.
Em 2015, as contas públicas registraram, de janeiro a julho, o pior resultado da série histórica, que começa em 2001, para este período. Em 12 meses até julho, houve um déficit primário de R$ 50,99 bilhões, ou 0,89% do PIB, também o pior resultado da série histórica para este indicador.
Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta, no conceito conhecido no mercado como resultado "nominal", houve déficit de R$ 502 bilhões em 12 meses até julho, o equivalente a expressivos 8,81% do PIB. Trata-se, também, do pior resultado da história. Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco na determinação da nota dos países.

Ajuste fiscal
Desde o início do ano, em uma tentativa de melhorar os resultados das contas públicas, foram aumentados tributos sobre empréstimos, carros, cosméticos, cerveja, vinhos, destilados, bancos, receitas financeiras das empresas, taxas de fiscalização de serviços públicos, gasolina e exportações de manufaturados, entre outros.
Também foram promovidas limitações de benefícios sociais, como seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte, além de aumento da tributação sobre a folha de pagamentos. Todas estas medidas já passaram pelo crivo do Congresso Nacional.
Brasil conquistou grau de investimento em 2008
A S&P é a primeira agência entre as maiores a tirar o grau de investimento do Brasil. Na Moody´s, o país está no último degrau, antes do grau especulativo. Na Fitch, o Brasil segue dois degraus acima.
O Brasil conquistou o grau de investimento pelas agências internacionais Fitch Ratings e Standard & Poor’s em 2008. Em 2009, conquistou a classificação pela Moody’s.
Selo de bom pagador
O grau de investimento é um selo de qualidade que assegura aos investidores um menor risco de calotes. A partir da nota de risco que determinado país recebeu, os investidores podem avaliar se a possibilidade de ganhos (por exemplo, com juros maiores) compensa o risco de perder o capital investido com a instabilidade econômica local.
Alguns fundos de pensão internacionais, de países da Europa ou os Estados Unidos, por exemplo, seguem a regra de que só se pode investir em títulos de países que estão classificados com grau de investimento por agências internacionais. Por isso, essa "nota" permite que o país receba recursos de investidores interessados em aplicar seu dinheiro naquele local.
A perda do grau de investimento na S&P significa também um revés para a equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que vem trabalhando para tentar melhorar o perfil das contas públicas visando não só o equilíbrio fiscal como também o risco de perda do chamado "grau de investimento".
Previsão para a economia
No comunicado, a agência diz esperar que o déficit fiscal do país aumente para uma média de 8% do PIB em 2015 e 2016 antes de cair para 5,9% em 2017, contra 6,1% em 2014. Para a S&P, a dívida pública do país (sem contar as reservas internacionais), deve subir para 53% do PIB este ano e para 59% no próximo ano, de 47% em 2014. "Também esperamos que a receita com os juros suba para acima de 20% este ano e no próximo, dos 15% no ano passado", conclui.

Íntegra do comunicado da S&P, em inglês
Brazil Foreign Currency Ratings Lowered To 'BB+/B'; Outlook Is Negative
Overview
  The political challenges Brazil faces have continued to mount, weighing on the government's ability and willingness to submit a 2016 budget to Congress consistent with the significant policy correction signaled during the first part of President Dilma Rousseff's second term. The government's 2016 budget proposal envisions yet another change to the primary fiscal target less than six weeks after the previous downward revision, which would mean three consecutive years of a primary deficit and net general debt continuing to rise if subsequent revenue or expenditure measures are not taken. We are lowering the long-term foreign and local currency sovereign ratings on Brazil to 'BB+' and 'BBB-', respectively. The negative outlook reflects what we believe is a greater than one–in–three likelihood of a further downgrade due to a further deterioration of Brazil's fiscal position, potential key policy reversals given the fluid political dynamics, including a further lack of cohesion within the president's cabinet, or due to greater economic turmoil than we currently expect.

Rating Action
On Sept. 9, 2015, Standard & Poor's Ratings Services lowered its long-term foreign currency sovereign credit rating on the Federative Republic of Brazil to 'BB+' from 'BBB-', and the long-term local currency sovereign credit rating to 'BBB-' from 'BBB+'. The outlook is negative. We also lowered the short-term foreign currency rating to 'B' from 'A-3' and the short-term local currency rating to 'A-3' from 'A-2'. We also lowered the transfer and convertibility assessment to 'BBB' from 'BBB+'. We affirmed the 'brAAA' national-scale rating and revised the outlook on this rating to negative.
Rationale
We believe Brazil's credit profile has weakened further since July 28, when we revised the outlook on Brazil to negative. At that time, we signaled increased execution risks to the corrective policy changes already underway, mainly stemming from fluid political dynamics in Congress associated with spillover effects from investigations of corruption at state-owned energy company Petrobras. We now perceive less conviction within the president's cabinet on
fiscal policy. Brazil's 2016 budget proposal tabled on Aug. 31 incorporated yet another revision to the government's fiscal targets in a short period of time. The proposed budget is based on a primary deficit of 0.3% of GDP, rather than the previously revised 0.7% of GDP surplus target that was announced in July. This change reflects internal disagreement about the composition and magnitude of measures needed to redress the slippage in public finances. Without an unexpected overperformance, the proposed fiscal target in the budget would yield three consecutive years of primary (non-interest) fiscal deficits and a continual rise of net general government debt. While the Ministry of Finance is working on putting forward various measures to regain the 0.7% of GDP initial surplus target, they will need to be negotiated
piecemeal with Congress. More importantly, the series of events leading to the budget proposal suggests to us diminished cohesion within President Rousseff's cabinet and contributes to our assessment of a weaker credit profile. Given the magnitude of the challenges on the political, economic, and fiscal fronts facing Brazil, we had assumed unwavering cabinet support in order to maximize the executive's negotiating power with Congress.

We now expect the general government deficit to rise to an average of 8% of GDP in 2015 and 2016 before declining to 5.9% in 2017, versus 6.1% in 2014. We do not expect a primary fiscal surplus in 2015 or 2016. A high (and slow-to-decline) interest burden (given higher interest rates and the impact of the weaker Brazilian real on outstanding foreign exchange swaps) contributes to the large deficit. The slightly larger change in general government debt to GDP vis-à-vis the headline deficit incorporates some fluctuations in central bank repo operations and an end to off-budget (below-the-line) spending.
We expect general government debt, net of liquid assets (not including international reserves), to rise to 53% of GDP this year and to 59% next year from 47% in 2014. We also expect interest to revenues to remain above 20% this year and next, from 15% last year, and to  moderate slowly given the depreciation of the Brazilian real and higher interest rates. We assess contingent liabilities from the financial sector and all Brazilian NFPEs (nonfinancial public enterprises, including Petrobras) as "limited," as our criteria define the term.
Our rating on Brazil reflects our view of its established political institutions and broad commitment to policies that maintain economic stability--albeit somewhat weaker than before. We find that the ongoing investigations of corruption allegations against high-profile individuals and companies--in both the private and public sectors and across political parties--have led to increased near-term political uncertainty.
These independent investigations and subsequent prosecutions of corrupt practices are a testament to the institutional framework in Brazil, which contrasts with that of other emerging economies. At the same time, they have weakened near-term political cohesion and coalition dynamics. Stressed coalition dynamics between the Workers' Party and the Brazilian Democratic Movement Party augur poorly for approval of needed fiscal adjustment measures, even with a relaxed fiscal target, in our view. This is against a backdrop of low approval ratings for President Rousseff and her government, which have declined to less than 10%, and the possibility that the president may be impeached (although this outcome is not our base case).
Indeed, we continue to believe that economic weakness exacerbates execution risk. We now expect the contraction in real GDP to be deeper and longer, with another revision to our growth outlook. Our projections estimate a contraction of about 2.5% this year followed by another 0.5% contraction in 2016, before returning to modest growth in 2017.
With per capita GDP of about US$8,900, Brazil's growth prospects are, in our opinion, below that of other countries at a similar stage of development.
Notwithstanding the more recent hesitation on the magnitude of the needed fiscal adjustment, the government has adopted other policies to lay the foundation for growth over the medium term. The government is reducing off-budget spending and removing various economic distortions, including artificially suppressed administered prices. To contain inflation and inflation expectations, the central bank embarked on another tightening cycle.
It had also moderated intervention in the foreign exchange market (through some curtailment of the offer of U.S. dollars via its real-denominated foreign exchange swap program), facilitating depreciation of the real, though it has increased intervention recently. The government has also placed renewed emphasis on private-sector participation in infrastructure projects. We do not see, however, that these positive steps have turned around business sentiment.
In our observations, policy decisions have damaged business sentiment in recent years, and the uncertainties and spillover effects associated with the corruption investigations continue to hold sentiment back. It now appears that Brazil is further away from a shift to positive growth until some of the political uncertainties settle.
We expect Brazil's external vulnerability will rise somewhat over the next several years. We don't expect foreign direct investment (FDI) to fully cover Brazil's current account deficit at about 4% of GDP in 2015-2017. We expect narrow net external debt to average of 36% of current account receipts from 2015-2017. Our estimates of external debt are calculated on a residency basis. They include nonresident holdings of locally issued real-denominated government debt estimated at about US$153 billion (55% of current account receipts) in 2014. These holdings have risen in reais terms so far this year (though were down on a monthly basis in July); however, given currency depreciation, we expect them to be lower in 2015 and 2016 in U.S. dollar terms. Our external debt data, however, do not include debt of approximately 30% of current account receipts raised offshore by Petrobras and transferred
in the form of FDI to the head office. That said, despite the wider current account deficit, Brazil has low external financing needs compared with its current account receipts and its high level of international reserves compared with some of its peers.
The local currency rating on Brazil is higher than the foreign currency rating, reflecting our view of the credibility of its monetary policy, its floating exchange-rate regime, and the depth of its capital markets. In accordance with our criteria, we lowered the local currency rating two notches to narrow the gap between the two ratings because of Brazil's fiscal performance.
Outlook
The negative outlook reflects our view that there is a greater than one–in–three likelihood that we could lower our ratings on Brazil again. We anticiapte that within the next year a downgrade could stem in particular from a further deterioration of Brazil's fiscal position, or from potential keypolicy reversals given the fluid political dynamics, including a further lack of cohesion within the cabinet. A downgrade could also result from greater economic turmoil than we currently expect either due to governability issues or the weakened external environment.
We could revise the outlook to stable if Brazil's political uncertainties and conditions for consistent policy execution were to improve across branches of government to staunch fiscal deterioration and stregthen GDP growth prospects.
We expect that these improvements would support a quicker turnaround and could help Brazil exit from the current recession, facilitating improved fiscal performance and providing more room to maneuver in the face of economic shocks.
 
 
 
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