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 Manifestantes jogam lama no Congresso e são presos por 'crime ambiental'
Polícia diz que os manifestantes foram detidos com base em artigo sobre pichação da lei de crimes ambientais; para deputado, ausência de prisões nas mineradoras 'é um paradoxo'.

Um grupo de cinco pessoas que fez uma performance com lama em corredores do Congresso, na tarde desta quarta-feira, foi preso em flagrante sob alegação de crime ambiental.

O auto de prisão feito pela Polícia Legislativa, ao qual a BBC Brasil teve acesso, diz que os manifestantes foram detidos com base na lei de crimes ambientais (9.605/98). O documento oficial cita o artigo 65 ("pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano"), além dos artigos 140 (injúria) e 329 (resistência) do Código Penal.

Segundo o texto assinado por Roberto Rocha Peixoto, diretor da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, um dos jovens foi "flagrado pichando algumas paredes e piso da Câmara dos Deputados, sujando as pessoas que transitavam no local, bem como ter resistido à prisão".
O protesto aconteceu no anexo 2 da Câmara, próximo ao Departamento de Taquigrafia. Os manifestantes seguravam um cartazes com os dizeres "Terrorista é a Vale" e "Código de Mineração + Mariana + Morte".

O alvo era a controladora da mineradora Samarco, dona da barreira de rejeitos de mineração que estourou há 20 dias, espalhando o equivalente a 25 piscinas olímpicas de resíduos químicos em Minas Gerais e no Espírito Santo.

À reportagem, a presidência da Câmara afirmou, em nota, que "jovens que teriam entrado na Câmara como visitantes picharam o local com uma substância que se assemelha a lama".
A nota prossegue: "a palavra 'morte' foi identificada entre as pichações, o que pode significar uma referência à tragédia ambiental em Mariana (MG)".

'Paradoxo'
Logo após a prisão dos cinco manifestantes, os deputados federais Jandira Feghali (PCdoB), Chico Alencar e Ivan Valente (ambos do PSOL) pediram a liberação imediata dos detidos.

À BBC Brasil, Alencar classificou como "paradoxo" a prisão por crime ambiental de manifestantes que criticavam o derramamento de lama.

"A gente vive na Câmara dos Deputados do Brasil um tempo de inversão absoluta de valores", diz. "Que paradoxo total é esse? Quem vem se manifestar na casa do povo acaba sendo detido sob acusação de crime ambiental. Mas os responsáveis pelo mar de lama da Samarco e da Vale, que vitimou diretamente 22 pessoas, incluindo os 11 desaparecidos, e os todos os danos ao rio Doce, chegando ao oceano Atlântico, continuam soltos."

"Qual é o real crime ambiental?", questiona o deputado, afirmando que a liderança do PSOL na Câmara foi cercada pela Polícia Legislativa durante quatro horas. Parte dos manifestantes procuraram representantes do partido em busca de defesa.

Sobre as alegações de crime ambiental, a Samarco tem dito que "não há confirmação das causas e a completa extensão do ocorrido" e que "investigações e estudos apontarão as reais causas".

Outra manifestação de repúdio à mineradora, envolvendo lama, aconteceu na sede da Vale, no Rio de Janeiro, logo após o derramamento em Mariana. "Naquela ocasião ninguém foi preso", diz Alencar.
Segundo a BBC Brasil apurou, parte dos manifestantes desta tarde Brasília faz parte do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), enquanto outros participam de movimentos sociais que criticam os impactos sociais e ambientais da atividade mineradora.

Detenção
À reportagem, a Câmara dos Deputados disse que as pessoas envolvidas no protesto foram "detidas e encaminhadas ao Departamento de Polícia Legislativa, onde seguem prestando depoimento sobre o ocorrido".
O advogado Fernando Prioste, que defende os presos, disse que eles devem passar a noite detidos.
"Foram presos por fazer um protesto lícito contra as violações de direitos humanos perpetrados pela Vale", disse.


Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Lama invade Praia de Regência e coloca em risco paraíso do surfe no ES
Ondas do "Havaí Brasileiro" são ameaçadas pelo desastre ambiental provocado pelo 
rompimento de uma barragem em Mariana-MG. Surfistas e outros atletas se manifestam

No pequeno vilarejo de Regência, com 1.200 habitantes, no litoral do Espírito Santo, está uma praia de ondas tubulares e perfeitas, também conhecidas como as "primas de Bali". Nas ruas de areia e terra batida, os moradores caminham descalços, de bicicleta ou a cavalo. A comunidade situada na área da reserva ecológica de Comboios, onde fica a foz do Rio Doce, sempre viveu do surfe e da pesca. Mas o futuro do "Havaí Brasileiro" está ameaçado por uma das maiores catástrofes ambientais da história do país. A lama com rejeitos de minério oriunda do rompimento de uma barragem da Samarco, em Mariana-MG, chegou ao oceano e está acabando com um dos melhores locais para a prática de surfe no Brasil. 

- Regência é uma das pérolas, uma das joias brasileiras do surfe. Estou chocado. Olhar essas imagens dá um nó na garganta. É algo que vai atingir outros estados, e a gente não sabe nem por onde começar. Tudo vai depender das correntes, mas esse mar de lama pode chegar ao litoral do Rio de Janeiro e da Bahia. Não sabemos ainda quanto tempo vai demorar a decantar no mar. Isso me faz lembrar de uma frase de um tal de JC (Jesus Cristo): "Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem" - lamentou Teco Padaratz, bicampeão mundial do QS (Divisão de Acesso).

O surfista Krystian Kymerson, campeão do SuperSurf 2015 e que tem a praia como seu quintal, está revoltado. No último sábado, já em um prenúncio do que estava por vir, foi realizado o evento "O último dia antes do fim", no qual os locais surfaram em meio à lama e se despediram do pico.
- Fico chateado com essa situação que está rolando em Regência. Não poder treinar nas melhores ondas do Brasil. É triste. Essa lama veio para estragar o pico. Eu surfo em Regência desde os 15 anos de idade. Gosto muito de treinar lá. São ondas tubulares, que gosto muito. Agora, vai ficar meio difícil treinar lá com essa situação. Fico vendo as fotos, é chocante ver isso que aconteceu. Dá até raiva de falar. Agora só vamos ficar ouvindo falar que Regência tinha altas ondas e não vamos poder surfar mais. É revoltante - desabafou Kymerson.

A prefeitura de Linhares interditou as praias de Regência e Povoação e espalhou placas avisando que os locais estão impróprios para o banho. A água barrenta que se alastra pelo mar azul e praias preservadas da região provocou a morte de centenas de peixes e já tem surtido efeito no turismo da região. Tartarugas marinhas protegidas pelo Projeto Tamar em Regência também estão ameaçadas. Boa parte das pousadas teve suas reservas para o fim do ano canceladas. Marcely Fraga, gerente da Pousada Bocana Surf Camp, perto da Boca do Rio, em Regência, contou que o clima na região é de desespero. 

- Regência é uma vila onde a maioria da população se sustenta da pesca e do turismo, onde as ondas são internacionalmente conhecidas, recebemos surfistas profissionais o ano todo. Agora o que se vê na vila são pescadores desolados, sem saber para onde ir, donos de pousadas que investiram todo dinheiro para receber os turistas no Ano Novo estão apavorados com ligações de cancelamentos de reservas. Acabaram com o paraíso! Destruíram não só a natureza, mas os sonhos e sustento da vila inteira - disse Marcely.
Ainda é cedo para apontar as consequências do impacto ambiental provocado pelo rompimento da barragem da Samarco. Um desastre sem precedentes, segundo o oceanógrafo Eric Mazzei, residente em Regência. Ele afirma que o trabalho para a retirada dos rejeitos de minérios provocará uma mudança estrutural no ambiente, alterando o fluxo do mar e as correntes, o que pode provocar a extinção das ondas tão apreciadas por surfistas de todo o mundo.  
- O estrago é sem precedentes. Já gerou tanta morte e destruição e ainda tem muita coisa por vir. O entendimento pleno do que está acontecendo virá depois. Eu, que sou técnico e vejo o desequilíbrio, é uma perda catastrófica, não tem dinheiro que pague. Não tem como remediar. O que estamos nos mobilizando é para repor a dignidade e dar uma oportunidade para as pessoas continuarem a vida delas - lamentou Mazzei.

- Hoje, o surfe acabou. Se vai voltar? Não sei. Só vai ter surfe em Regência se tiver a recuperação como um todo do ambiente. Ninguém pode entrar na água. Se entrar, vai ser acreditando em laudos de governo, laudos desse tipo, que irão dizer se a água está contaminada ou não. Vão ter que dragar as praias, o fundo do rio, tudo para tirar esses sedimentos. Esse é o grande risco. Fazendo isso, vai mudar a bancada, o fluxo do mar, as correntes, e não dá para saber o que vai ser. A praia precisará ser artificialmente trabalhada para que possa voltar a ter a mesma topografia aquática de antes. Só Deus sabe o que vai acontecer - acrescentou. 

A Praia de Regência apresenta diferentes condições para a prática do surfe. A foz do Rio Doce traz um maior volume de água que torna as ondas pesadas. Além das mais curtas e lisas, que quebram para a esquerda e direita e lembram até as de Puerto Escondido, no México, os surfistas também encontram as longas e tubulares. O acesso ao local é restrito. Para conhecer o paraíso escondido, a cerca de 120km da capital Vitória, é preciso viajar pela rodovia BR-101 e ainda andar 32km por uma estrada de terra.  
- Regência tem ondas muitas boas. Tem essa na boca do rio, que é muito longa e pode ser comparada à Indonésia nos dias bons, uma das melhores ondas do Brasil. Um pouco mais para a direita, mais para o meio da praia, tem outra onda muito boa também, tubular. Acho que essa catástrofe acabou com duas ondas incríveis a nível internacional. Mas não foi só o surfe que acabou, a vida marinha também. Tinha uma tartaruga de couro que só tinha ali... É uma coisa muito séria, pior do que as pessoas imaginam - explicou o big rider Pedro Scooby. 

O mundo do surfe se manifestou diante do desastre ambiental. Tops da elite do surfe mundial como Adriano de Souza, o Mineirinho, Wiggolly Dantas e Filipe Toledo usaram as redes sociais para postagens que mesclavam preocupação e revolta. 

-  Não tive a oportunidade de surfar em Regência, mas tenho muitos amigos do Espírito Santo que sempre surfavam lá. Mas, além da impossibilidade do surfe naquela região, acho que o problema é a destruição total do ecossistema daquela área. Todo o berço de reprodução, que cerca a desembocadura do Rio Doce, foi destruída. Aliás, transformaram o Doce em amargo. Apenas queria citar uma frase que li e achei muito interessante, de um pescador local: "Se algum pescador fosse pego pescando na época da reprodução da piracema, certamente ele iria preso! Mas e quem destrói o rio todo? O que acontece com ele?". Além de ser o único lugar onde desova a tartaruga de couro, no Brasil - disse com exclusividade Filipinho, vice-líder do ranking e um dos principais candidatos ao título na última de 11 etapas do Circuito Mundial, em Pipeline, no Havaí. 
Campeão mundial na remada e no tow in, Carlos Burle chamou a atenção para a necessidade de uma reflexão mais profunda. Apesar de nunca ter surfado no local, o pernambucano sempre teve um carinho pelo que via de Regência em fotos, filmes e documentários. 
- Estou arrasado, muito triste. Infelizmente, estamos vivendo um momento onde vemos que existem consequências sobre as atitudes dos seres humanos. Precisamos entender que vivemos em um mundo só e trazer uma mudança profunda nos nossos valores. O ser humano busca o "ter", o conquistar. Precisamos criar outros valores, criar o prazer em coisas que não sejam materiais. É necessária uma reflexão da nossa existência, onde queremos chegar e qual o legado iremos deixar para o futuro. 


Fonte: globoesporte.globo.com/
 
 
 Ministra do Meio Ambiente admite que desastre ambiental em Mariana ainda não terminou
Apesar de a dimensão dos estragos do acidente ainda não estar definida, a ministra garantiu que a Bacia do Rio Doce, seriamente afetada pelo mar de lama, será recuperada

A catástrofe ambiental provocada pelo rompimento da barreira da mineradora Samarco em Mariana ainda não terminou, admitiu neste domingo, 22, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Técnicos agora acompanham a trajetória da lama, rumo ao litoral. Apesar de a dimensão dos estragos do acidente ainda não estar definida, a ministra garantiu que a Bacia do Rio Doce, seriamente afetada pelo mar de lama, será recuperada. "Devolveremos a bacia", prometeu Izabella, ao dizer que ela poderá ficar "em melhores condições".

A ministra admite estar diante do pior desastre ambiental enfrentado pelo Brasil. Mas afirma que o episódio pode ser considerado como um "aprendizado." "Todas as vezes que problemas como esses ocorrem, há uma tendência de se rever parâmetros. Vamos discutir todo aperfeiçoamento necessário", argumentou.

A preocupação maior, nesta primeira etapa, é acompanhar a trajetória da lama procedente da barragem, que rompeu dia 5, provocou 8 mortes e deixou 15 pessoas desaparecidas. Entre as questões mais urgentes estão garantir o abastecimento de água para população da área afetada e garantir a retomada da pesca.

Izabella afirmou que um comitê de avaliação e monitoramento, integrado por representantes da sua pasta, por governos estaduais e municipais está trabalhando de forma coordenada. Além de tentar reduzir o impacto dos estragos causados pelo rompimento, o grupo se debruça para avaliar medidas de compensação que tem de ser cobradas, como multas e indenizações.

Para a ministra, o episódio mostra a necessidade da inovação do modelo de governança. "Todos os relatórios estarão disponíveis. Temos de ser transparentes", completou. Entre documentos que serão divulgados estão estudos da Agência Nacional de Águas e laudos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Uma das principais dúvidas sobre o impacto do acidente está relacionada à composição da lama e quanto tempo ela deve permanecer no ambiente. Quando do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, a empresa Samarco garantiu que os rejeitos não eram tóxicos. Até agora, no entanto, nenhum dado foi entregue às autoridades públicas para comprovar que essa afirmação é verdadeira.

O abastecimento de água em Colatina, cidade no Espírito Santo que foi atingida pelo mar de lama, foi suspenso. Voluntários iniciariam uma operação para tentar resgatar peixes do Rio Doce, onde vivem cerca de 70 espécies nativas.

Uma operação semelhante foi feita em Linhares, mas desta vez organizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente. A ideia é manter mostras de espécies nativa para que depois elas possam ser usadas, se necessário, para repovoar o rio atingido pelos desejos da mineradora.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/
 
 
 Biólogos alertam para consequências gravíssimas no Rio Doce
Segundo especialistas, a mortandade visível é só o começo de uma série de danos ao ecossistema da região.

Na foz do Rio Doce, o maior risco é que a lama quebre a cadeia alimentar das espécies.
A presença de urubus já é um triste sinal de tem bicho morto nas praias de ondas marrons. Boiando no rio de lama, caídos na areia suja.

Os técnicos recolhem tudo para exame. Enquanto isso, os biólogos alertam que a mortandade visível é apenas uma ''pontinha do iceberg''. O problema maior, e de mais longo prazo, é a extinção de plâncton e outros micro-organismos que formam a base da cadeia alimentar - principalmente na foz do Rio Doce, reduto de reprodução de animais aquáticos.

“Afetando o plâncton, vai estar afetando quem diretamente? As larvas e peixes que nascem, que se alimentam desses plânctons. Essas larvas sevrem de alimento para peixes um pouco maiores, que servem de alimentação pra todas espécies de peixes carnívoras, pra quase todas a aves que se alimentam de peixes e depois cobras, lontras, ariranhas, jacarés. Até chegar na onça”, conta Paulo Ceccarelli.

Paulo Ceccarelli é analista ambiental do CEPTA, Centro de Pesquisa de Biodiversidade Continental e do Instituo Chico Mendes. Ele diz que nem precisa fazer testes para comprovar a presença da lama nos igarapés que formam o manguezal.

Paulo mostra uma prova irrefutável da presença de rejeitos de mineração: a lama marrom que deixa resíduos depositados na margem.

Além do estuário, está o mar. A equipe do Jornal Nacional foi exatamente à barra do Rio Doce, na foz, onde o rio marrom muda a cor do Atlântico. E essa é uma das grandes preocupações dos ambientalistas: descobrir como o oceano vai reagir ao mar de lama.

“É difícil prever, porque depende de movimento de maré, de onda, de vento e do próprio sedimento. Quanto mais ele adentrar o mar, melhor pra essa vida aqui”, diz Carlos Sangália, vice-presidente do Comitê da Bacia do Rio Doce.
O Tamar, programa de conservação de tartarugas marinhas, declarou que a média de desova nas praias ao sul e ao norte da foz do Rio Doce caiu de 40 pra menos de 20 por dia. Outras mudanças irão acontecer. Mas quais serão as consequências dessas alterações? Quanto tempo elas vão durar? Por enquanto, só a natureza e o tempo têm as respostas.

Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Ibama prevê que lama chegará ao Oceano Atlântico na sexta-feira
Presidente do órgão diz que novas multas à mineradora Samarco estão sendo estudadas

BRASÍLIA - O mar de lama da mineradora Samarco chegará ao Oceano Atlântico, na costa do Espírito Santo, na próxima sexta-feira, de acordo com o cálculo informado ontem à noite ao Ibama. Os rejeitos da mineradora Samarco passaram a ser transportados com mais velocidade no leito do Rio Doce. À tarde, a presidente do Ibama, Marilene Ramos, ainda esperava a chegada da lama à foz do rio somente no próximo domingo.

Marilene dá como certa a contaminação do mar pelos rejeitos da mineradora e diz que novas multas, cada uma com valor máximo de R$ 50 milhões, poderão ser aplicadas. A Samarco já tinha sido multada em R$ 250 milhões pelo Ibama, na semana passada.

A presidente do Ibama listou cinco novos impactos: contaminação da foz do rio, ambientalmente sensível e com áreas de reprodução de tartarugas e de formação de ninhos de aves; ameaça às espécies de peixes na zona costeira; falta de água em Colatina (ES); impactos nos reservatórios de usinas hidrelétricas; e contaminação de unidades de conservação. Cada episódio pode render nova multa máxima de R$ 50 milhões, o que totalizaria mais R$ 250 milhões. Os danos ainda serão avaliados.

Marilene disse que, somente num trecho já avaliado pelos técnicos do Ibama, pelo menos 900 hectares de preservação permanente foram destruídos (o equivalente a 900 campos de futebol).

— A lama poderá chegar de forma mais amortecida (ao mar), mas alguma coisa vai chegar, certamente. Estamos nos preparando para o pior, que é chegar um nível de turbidez elevado e isso impactar na ictiofauna, na fauna que vive nessas áreas úmidas, ou até uma impossibilidade de captação e abastecimento de água em Colatina — diz ela.

A interrupção do abastecimento de água em Governador Valadares (MG) foi a razão de uma das cinco multas aplicadas pelo Ibama na semana passada, no valor máximo de R$ 50 milhões cada. As outras quatro se referiram a morte de espécies, destruição de áreas urbanas, risco à saúde humana e lançamento dos rejeitos no Rio Doce.

A presidente do Ibama defende o reajuste do valor máximo das multas, previsto em lei de 1998 e congelado desde então. Segundo Marilene, as tarifas do Ibama estavam sem reajuste desde 2000 e passaram por um aumento recente de 170%. Levando em conta esse parâmetro, o valor da multa máxima saltaria, pelo menos, para R$ 135 milhões. Marilene diz que o Ibama vai elaborar um projeto de lei a respeito.

O fato de ter havido cinco rompimentos de barragens de mineração em pouco mais de dez anos é “um fator de alerta”, segundo a presidente do Ibama:


— Precisamos rever a metodologia de cálculos e de construção de barragens. O próprio governo federal está começando essa discussão e pretendemos nos inserir nesse debate, pois o dano ambiental acaba recaindo sobre o Ibama.

Para Marilene, o que ocorreu foi um desastre ambiental:

— Só uma investigação vai mostrar as causas, até para prevenir eventos futuros. As ações serão no curto, médio e longo prazo. A bacia precisará ser monitorada. Vamos notificar a empresa para que apresente um plano de recuperação.


Fonte: http://oglobo.globo.com/
 
 
 Recifes de Abrolhos ameaçados pela lama de Mariana
Força-tarefa de ambientalistas tenta salvar animais na foz do Rio Doce de rejeitos


RIO - O vilarejo de Regência, em Linhares (ES), jamais imaginou profecias tão violentas para o encontro do Rio Doce com o mar. Com o rompimento de barragens da Samarco em Mariana (MG), o temor de ambientalistas é que rejeitos de minério, ao chegarem à região, arrasem um dos mais importantes ecossistemas do Brasil: os recifes de corais de Abrolhos. Acostumados com ações de proteção a golfinhos e tartarugas ameaçadas que vivem e se reproduzem apenas ali, eles passaram a última semana numa força-tarefa. O esforço é para reduzir possíveis impactos dos rejeitos nas mais de 500 espécies na área, entrada para o banco de Abrolhos. Os recifes de corais — considerados “amazônias oceânicas” — estão bem mais próximos que o arquipélago, a 221 quilômetros do estuário. Não é possível dizer a que distância os resíduos serão levados, o que dependerá da posição de mar e vento. Segundo boletim do Serviço Geológico do Brasil no sábado, a chegada da água turva à barra está sendo reavaliada em razão de sua passagem por reservatórios de usinas hidrelétricas.

— Não sabemos a magnitude do impacto, já que não temos certeza sobre o que chegará. Se o padrão de impacto nas cabeceiras se mantiver, será um arraso na fauna e na flora — prevê João Carlos Thomé, coordenador nacional do Tamar/ICMBio. — Essa é uma das regiões com maior biodiversidade marinha do Brasil. É o começo do banco de Abrolhos, onde há ressurgências, com águas frias e ricas em nutrientes, com taxas de produtividade altíssimas.


Próximo à foz, convivem jubartes, dourados, meros, raias mantas. É ali o limite Norte no Brasil das toninhas, golfinho mais ameaçado do país. A região — considerada pelo governo federal área prioritária de conservação — também é ponto estratégico para sobrevivência de botos-cinza. O local é ainda o único ponto no Atlântico Sul ocidental com concentração de desovas de tartaruga-de-couro, espécie mais ameaçada de extinção no Brasil; e 2º maior ponto de concentração de desova de tartaruga cabeçuda, assistidas por uma importante unidade do Tamar em Regência.

Os répteis foram os primeiros alvos da força-tarefa de ambientalistas. No fim da semana passada, duas dúzias de ninhos foram deslocados de lugar. Na segunda, retroescavadeiras começaram a tentar reabrir a passagem do rio para o mar, bloqueada por uma faixa de areia desde junho, quando o Doce, devido à seca, não mais teve força para desaguar no mar. O temor é que, com a passagem fechada, a lama fique retida no estuário, zona de reprodução de espécies e cuja capacidade de absorção é muito menor que a do oceano. Há técnicos mobilizados para, caso seja preciso, transferir peixes do estuário para tanques em duas lagoas próximas.

— Nossa preocupação é com a possível contaminação da foz com metais pesados e a mortalidade de animais aquáticos por onde a lama passa. A quantidade de partículas em suspensão está asfixiando os bichos — diz Antônio Serra de Almeida, gestor da Reserva Biológica de Comboios, a apenas um quilômetro da foz.

Monitoramento na água feito pela prefeitura de Governador Valadares (MG) indicou turbidez 80 mil vezes acima do tolerável na última terça. A quantidade de ferro encontrada em amostras foi 13,6 mil vezes acima desse limite, e a de alumínio, 6.500 vezes. Há previsões pessimistas também sobre a duração dos danos.

— Qualquer coisa que sair dali (da foz) pode atingir os recifes de corais de Abrolhos. Se a lama chegar a eles e impedi-los de respirar, serão milhares de anos de recuperação — diz o professor da Universidade Federal do Espírito Santo Agnaldo Martins.

Procurada, a Samarco — multada em R$ 250 milhões pelo Ibama — diz que está executando sistema emergencial de monitoramento ambiental e que contratou uma empresa para diagnosticar a área atingida e elaborar um plano de recuperação.


Fonte: http://oglobo.globo.com/
 
 
 Reservatórios no Nordeste caem a nível crítico
Volume de água nas hidrelétricas está em 6,6%, abaixo do registrado em 2001, ano do racionamento

RIO - A forte seca que castiga o Nordeste deixou os reservatórios das hidrelétricas da região em nível crítico, o menor de sua história. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o volume de água armazenado nas usinas chegou a 6,6% no último dia 11, uma queda de 43,3% em relação há um mês, quando o nível estava a 12%. Comparado com janeiro, quando estava em 18,3%, o volume despencou 62,8%.

Para se ter uma ideia, o menor nível já registrado nos reservatórios da região até então era o de novembro de 2001, ano do racionamento de energia, quando ficou, em média, em 7,84%. Para especialistas, o risco é que, com a escassez de água nas hidrelétricas, as usinas térmicas mais caras (como as movidas a diesel) sejam religadas, encarecendo a conta de luz.

A medida pode ser necessária mesmo com o alto volume de chuvas na Região Sul, onde os reservatórios estão acima de 97%. Isso porque o sistema interligado nacional tem um limite de capacidade de transmissão de energia de uma região para outra do país. A Região Nordeste responde por cerca de 12% da energia gerada no país.

João Carlos Mello, presidente da consultoria Thymos, destaca que a situação é mais grave nas usinas do Rio São Francisco. Cita a hidrelétrica de Sobradinho (que responde por 58,2% da energia da região), cujo nível chegou a 2,88%, o menor da história.

— O motivo para um nível tão baixo está relacionado a fatores climáticos como o El Niño. Com isso, você tem a região Sul cheia de água, e o Sudeste com chuvas dentro da média — disse Mello.

GERAÇÃO EÓLICA

Rafael Kelman, da PSR Consultoria, acredita que as térmicas mais caras terão de ser acionadas caso a situação da região não melhore, principalmente a partir de dezembro, quando começa o período das chuvas. Segundo Kelman, apesar do nível baixo, a usina de Sobradinho é obrigada a liberar 900 metros cúbicos de água por segundo, e estão chegando ao seu reservatório só 300 metros cúbicos por segundo. Ou seja, ele está se esvaziando lentamente.

— A produção de energia eólica está superior à hídrica no Nordeste. Se não chover, não tem outra saída senão ligar mais térmicas de custo mais caro — disse Kelman.

No Nordeste, as hidrelétricas estão produzindo 2.725 megawatts (MW) médios, enquanto os parques de energia eólica estão gerando 3.275 MW. A geração de térmicas está em 3.400 MW.

Segundo o ONS, o nível dos reservatórios de Centro-Oeste e Sudeste — que respondem por 70% da energia gerada no país — está em 27,4%, acima dos 23,04% de novembro de 2001, mas também no menor patamar desde março deste ano. Na Região Sul, o nível está em 97,2% da capacidade e acima dos 86,9% de 2001. No Norte, em 22,1%, acima dos 17,9% do ano do racionamento, mas o menor nível de 2015.

Assim, diz Mello, o governo pode ser forçado a religar as térmicas mais caras (com custo variável unitário acima de R$ 600/MWh) já em 2016. Em setembro, essas unidades foram desligadas, o que, segundo estimativas do governo, permitiu uma economia de R$ 5,5 bilhões neste ano e a redução do valor da bandeira vermelha (tarifa extra cobrada na conta de luz dos brasileiros) de R$ 5,50 para R$ 4,50 a cada 100 kW consumidos.

— O que está ajudando hoje é que a atividade econômica do país está fraca. É isso que está segurando o risco de racionamento — destacou.

Já o Ministério de Minas e Energia (MME) disse, em nota, que “os órgãos e entidades que compõem o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) acompanham continuamente as condições de suprimento energético no país”. O MME lembrou que o “CMSE avaliou, em sua mais recente reunião, que o risco de qualquer déficit de energia no Nordeste é zero neste ano, da mesma forma que nas demais regiões”. Por isso, “neste momento não há evidências de que seja necessário religar essas usinas térmicas”, diz a nota. O MME destacou ainda que foram adicionados, ao longo do ano, 4.436 MW ao sistema, com novos projetos de geração.

SITUAÇÃO CONTORNÁVEL

Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) do Instituto de Economia da UFRJ, destacou que, apesar do nível crítico dos reservatórios do Nordeste, é preciso aguardar o início do período das chuvas:

— Esses níveis tão baixos mostram que vivemos um problema muito grave de abastecimento de água. Mas, em termos de energia, a situação é contornável pelo fato de o sistema elétrico ser interligado. Além disso, temos as eólicas que estão produzindo energia na região.

Fonte: oglobo.globo.com/
 
 
 ONU oferece curso técnico on-line gratuito sobre meio ambiente
A ONUDI (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial), agência da ONU (Organização das Nações Unidas) está com inscrições abertas para curso on-line gratuito sobre Energias Renováveis. Há certificação ao final, depois de uma prova de avaliação.

Viabilizado por meio do Observatório de Energias Renováveis para América Latina e Caribe, as videoaulas são voltadas para alunos interessados em temas ambientais. As aulas foram desenvolvidas junto a instituições espanholas renomadas, como a Universidade de Salamanca e a Universidade Politécnica de Madri.

Após realizar a formação completa, os alunos serão capazes de desenvolver projetos de energia renovável. Os módulos podem ser feitos em português, inglês e espanhol e abordam os seguintes temas: Energia e Mudanças Climáticas; Energia Mini-Eólica; Biogás; Energia Mini-Hidrelétrica; Energia Solar Térmica; Energia Solar Fotovoltaica; Eficiência Energética em Edifícios.


Fonte: catracalivre.com.br
 
 
 Ministra do Meio Ambiente diz que desastre é o maior do Brasil nos últimos 10 anos
Governo será rigoroso na punição da Samarco por desastre em Mariana, diz ministra

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo federal vai ser rígido na apuração de responsabilidades pela catástrofe nas barragens de Mariana, em Minas Gerais.

No momento, os esforços se concentram em socorrer as vítimas, apoiar as famílias e adotar ações para garantir o abastecimento de água da região suportada pelo Rio Doce, que segue para o Espírito Santo.

"É um desastre de dimensão catastrófica. Para você ter uma ideia, se a gente comparar o volume de lama desse acidente, chega a ser até seis vezes o volume do maior acidente nacional ocorrido nos últimos dez anos. O maior incidente nesse período foi de 10 milhões de metros cúbicos, esse é de 50 milhões", comentou a ministra.

Segundo Izabella, a mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP, será obrigada a fazer toda a limpeza e reconstituição integral do meio ambiente em toda a região atingida pelo rompimento das barragens. Sobre a aplicação de multa, Izabella disse que ainda aguarda mais informações sobre as causas do acidente e ações da empresa, mas garantiu que o governo não vai 'flexibilizar'.


"Temos que verificar as condições. O Ibama está monitorando tudo e terá relatórios de danos. Se couber aplicação de multa federal, nós aplicaremos. Seremos rígidos. Não tem essa história de achar que a pessoa não pune etc. Vai ter punição. Tem que, pela legislação brasileira, restaurar ambientalmente. Não podemos dizer quais são as causas, mas a responsabilidade legal é da empresa", disse Izabella.

Na segunda-feira, a ministra tem um encontro agendado com os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo para discutir o tema, além de tratar de possíveis mudanças nas regras de licenciamento e fiscalização ambientais.

"O governo federal atua de maneira coordenada com o Ministério da Integração e Defesa Civil. Colocamos todos os nossos insumos à disposição. Temos que verificar o caráter preventivo e se a legislação que está proposta é suficiente ou não para fazer esse enfrentamento. Minas Gerais tem sido alvo de rompimentos de barragens, e esse acidente não está associado a período de chuvas", afirmou a ministra.

Segundo Izabella Teixeira, os impactos na fauna são extremamente graves, envolvendo mortandade de peixes e animais de pequeno porte, além de afetar áreas da floresta de preservação permanente.


Fonte: http://noticias.r7.com/
 
 
 Defesa do meio ambiente também é política, diz Rafael Correa
A defesa mundial do meio ambiente não é apenas técnica, mas também política, porque são os países poderosos os que mais poluem a Terra, afirmou nesta segunda-feira na Bolívia o presidente equatoriano, Rafael Correa, pouco antes de chegar a um evento sobre mudanças climáticas.

"É um problema político, não apenas técnico, há um problema de relação de poder entre os que poluem e os que geram bens ambientais", afirmou o governante que, junto com seus colegas Nicolás Maduro (Venezuela) e o anfitrião Evo Morales, encerrará a conferência de movimentos sociais sobre mudanças climáticas.

Pouco antes de chegar ao evento no povoado de Tiquipaya, sob jurisdição de Cochabamba (centro da Bolívia), o presidente afirmou que "os poderosos são os que poluem e os menos poderosos, os países em desenvolvimento, são geradores de bens ambientais".

"Tudo está em função do poder: se os poluidores fôssemos nós e os produtores de bens fossem eles, há tempos teriam até nos invadido para exigir uma suposta compensação", ironizou.

Para o líder equatoriano, "é indispensável a união de nossos povos".

Correa está interessado, assim como seus dois colegas sul-americanos, na formulação de uma proposta a partir da sociedade civil que seja apresentada na Conferência Mundial sobre o clima (COP21) que será realizada em Paris de 30 de novembro a 11 de dezembro.


Fonte: zh.clicrbs.com.br
 
 
 Técnicos são capacitados para licenciar atividades relativas à fauna silvestre
Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) participam até esta quinta-feira (8) da primeira etapa de capacitação para o licenciamento de empreendimentos e atividades que fazem uso e manejo da fauna silvestre nativa e exótica no Estado. Essa é uma das etapas para que o IAP passe a ser responsável pela gestão da fauna silvestre no Paraná. O repasse dessas atividades para o órgão ambiental estadual atende a Lei Complementar Federal nº 140/2011 e a parceria firmada entre as entidades em 2013 – IAP e Ibama. 

O curso é ministrado por técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), atualmente o único órgão responsável por essa atribuição no Paraná. Ao terminar todas as etapas da capacitação, a alimentação e a gerência do Sistema Nacional de Gestão de Fauna (Sisfauna) passam a ser de responsabilidade do IAP. 

O Sisfauna é uma ferramenta eletrônica de gestão e controle dos empreendimentos e atividades relacionadas ao uso e manejo da fauna silvestre em cativeiro. O sistema conta hoje com um módulo de cadastro e emissão de autorização, o qual permite ao usuário verificar também a situação legal de seu empreendimento. 

Após a capacitação completa de seus técnicos e do cumprimento de outras medidas regulatórias – que já estão em desenvolvimento pelo Instituto em parceria com a comunidade científica e representantes de demais setores de proteção e criação da fauna silvestre – o IAP será responsável pelo licenciamento das atividades relacionadas no Estado. “Estamos em processo de discussão com os representantes de todos os setores envolvidos na questão, e também com universidades, para desenvolver um programa de gestão da fauna no Paraná que servirá de exemplo para outros estados do País. O objetivo é fazer a gestão desse segmento, inibindo cada vez mais o tráfico de animais e garantir o repovoamento e a continuidade das espécies nativas na natureza”, explicou o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto. 

NA PRÁTICA – Os empreendimentos sujeitos ao cadastramento e licenciamento ambiental seguem as seguintes categorias: Zoológico; Centro de Triagem da Fauna Silvestre; Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre; Mantenedor da Fauna Silvestre; Criadouro Científico da Fauna Silvestre para fins de Pesquisa; Criadouro Científico da Fauna Silvestre para fins de Conservação; Criadouro Comercial da Fauna Silvestre; Estabelecimento Comercial da Fauna Silvestre (revenda); Abatedouro e Frigorífico da Fauna Silvestre, entre outros. 

De acordo com o presidente do IAP, para iniciar as atividades é necessário que empreendimentos desse segmento obtenham o licenciamento ambiental e o cadastro no Sisfauna. As duas ferramentas têm o objetivo de propiciar melhor gestão da fauna silvestre em cativeiro e maior controle dos empreendimentos. 

LEGISLAÇÃO – O repasse dessas atividades para o órgão ambiental estadual atende a Lei Complementar Federal nº 140/2011 e a parceria firmada em 2013 entre as entidades – IAP e Ibama. A Lei Complementar estabelece que os órgãos ambientais estaduais passam a ser responsáveis pela análise de solicitações e emissão de autorizações de empreendimentos desse gênero. Assim, as solicitações para novos empreendimentos que envolvem a fauna silvestre deverão ser direcionadas ao IAP. 

Para controlar os processo e licenciar novos empreendimentos, o IAP publicou a portaria nº 299/2013 e a Instrução Normativa Ibama nº 07/2015, que tratam de normas e procedimentos para o Licenciamento Ambiental e para o manejo de animais silvestres em cativeiro. Para isso, foi utilizada como referência a Resolução n° 065/2008 do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Cema), que dispõe sobre o licenciamento ambiental, estabelece critérios e procedimentos a serem adotados para as atividades poluidoras, degradadoras e/ou modificadoras do meio ambiente. 

Fonte: aen.pr.gov.br
 
 
 Dilma Rousseff apresenta medidas para preservar o meio ambiente
No discurso foi apresentada a meta de redução de emissões de gases. 
Anúncio foi feito em discurso nas Nações Unidas.

A presidente Dilma Rousseff apresentou, nas Nações Unidas, a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos. O anúncio faz parte da proposta que o Brasil irá expor na Cúpula do Clima, em Paris, na França, no fim do ano.

Os cientistas advertem: se a temperatura média da Terra subir mais que 2ºC neste século, grande parte do gelo dos polos derreterá. O nível dos oceanos subirá e as consequências serão catastróficas. É preciso deter com urgência o aquecimento da atmosfera; diminuir drasticamente a queima de combustíveis e florestas, que produz os gases que causam esse aquecimento.
Em dezembro, em Paris, uma conferência mundial pretende chegar a um acordo para deter a mudança no clima do Planeta. O Brasil apresentou sua proposta.

A presidente Dilma Rousseff apresentou metas ambiciosas para cortar a emissão dos gases que aquecem a atmosfera. Para atingir as metas, até 2013 o Brasil pretende reduzir a zero o desmatamento ilegal na Amazônia e aumentar a parte das fontes renováveis na geração de energia elétrica.
“O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões. E nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos”, fala Dilma.

Além de zerar o desmatamento ilegal, as metas até 2030 são: reduzir em 43% as emissões dos gases que agravam o efeito estufa, tendo como base o ano de 2005; 23% da geração de energia elétrica serão renováveis, sem contar a energia hidrelétrica.

Para os ambientalistas, o anúncio das metas foi um avanço. “É comparável ao daqueles países que querem fazer mais, estão se dispondo a fazer mais. Mas não é suficiente do ponto de vista daquilo que a gente deveria fazer por nossa responsabilidade em relação ao clima e também em relação ao potencial que nós temos com benefícios para nossa economia”, diz Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima.
Cinquenta mil pessoas, de mais de 95 nações devem participar em dezembro da Conferência do Clima.

Fonte: g1.globo
 
 
 Papa pede às autoridades que trabalhem pelo meio ambiente
O papa Francisco defendeu ontem (23) a agenda para conter as mudanças climáticas no Planeta. 

Foi em sua primeira atividade política após ter desembarcado nos Estados Unidos e ser recebido por uma multidão. Ele fez um rápido discurso nos jardins da Casa Branca ao lado do presidente Barack Obama. “Temos que aceitar a urgência de iniciativas para conter as mudanças climáticas e esse é um problema que não pode ser deixado para as gerações futuras. Nós estamos vivendo um momento crítico da história”, disse. 

Francisco elogiou a iniciativa de Obama de ter proposto a diminuição na emissão de carbono no país em um momento em que a Casa Branca enfrenta dificuldades para aprovar no Congresso um plano para reduzir em 32% a emissão de gás carbono pelas centrais termoelétricas até 2030. Parte da bancada de deputados e senadores é contrária argumentando que o custo econômico será muito alto.

Papa fala hoje no Congresso Americano – O papa Francisco será o primeiro líder religioso a discursar perante o Congresso dos Estados Unidos. Segundo historiadores, a ocasião tem espaço garantido na história. O encontro acontece em um ano pré eleitoral quando Republicanos e Democratas estão realizando debates para escolher o candidato oficial do partido para concorrer nas eleições do ano que vem. Na agenda dos dois estão a questão das mudanças climáticas e a proteção da indústria ainda dependente dos combustíveis fósseis.

Fonte: gazeta.inf.br
 
 
 ONU premia indígenas brasileiros por proteção ao meio ambiente
Varias comunidades indígenas da América Latina figuram entre os ganhadores do prêmio Equator 2015, segundo anunciou nesta segunda-feira a ONU, que distingue com este prêmio iniciativas cidadãs para reduzir a pobreza, proteger o meio ambiente e conter os efeitos da mudança climática.

Entre os ganhadores figuram grupos da Colômbia, Bolívia, Brasil, Belize e Honduras, que receberão um prêmio de US$ 10 mil e que poderão enviar representantes a uma reunião comunitária que será realizada durante a cúpula sobre mudança climática de Paris em dezembro.

"Os ganhadores deste prêmio Equator são um pequeno grupo de projetos e iniciativas inspiradoras ao redor do mundo. São um pequeno exemplo da grande quantidade de iniciativas que estão dando certo", disse em entrevista coletiva o responsável de Mudança Climática das Nações Unidas, Christiana Figueres.

No anúncio dos 21 premiados participou também, entre outros, o ator americano Alec Baldwin, que colabora habitualmente com a ONU em distintas iniciativas.

Os dois premiados do Brasil são o Instituto Raoni, uma organização fundada pelo povo indígena Kayapó que protegeu 2,5 milhões de hectares de floresta utilizando inovadoras campanhas.

Junto a ele, foi agraciado o Movimento Ipereg Ayu do povo Munduruku que bloqueou a construção de uma represa que teria submergido seus territórios.

Na Colômbia, a organização reconheceu o trabalho do povo Inga ao recuperar 22.283 hectares de território no qual durante décadas operaram guerrilhas, paramilitares e narcotraficantes, pondo em perigo o meio ambiente.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que entrega os prêmios, destacou que 17,5 mil desses hectares foram protegidos como lugar "sagrado".

Baldwin, na mesma entrevista coletiva, quis transmitir suas "mais sinceras felicitações ao povo Inga" por sua luta.

"As florestas e a fauna são protegidos, as paisagens administrados para dar segurança de alimento e água, se achem postos de trabalho e se reforça à comunidade local", destacou a administradora do Pnud, Helen Clark.

Entre os ganhadores, 21 no total, figuram também iniciativas em países como China, Afeganistão, a República Democrática do Congo ou Indonésia.
 
 
 Aposentado cuida do meio ambiente plantando árvores no Paraná
Na data em que se comemora o Dia da Árvore, neste 21 de abril, um aposentado de Paranavaí, município do noroeste do Paraná, dá exemplo de conscientização e cuidado com o meio ambiente. Desde 2001, Osvaldo Oliveira coleciona árvores e já tem cerca 700 exemplares de 106 espécies.

Ele conta que é eletrotécnico e durante o tempo em que trabalhou para a concessionária de energia elétrica do estado, na inspeção de linhas de transmissão, viu diversas áreas de florestas e nascentes de água serem extintas, ou pela especulação imobiliária ou pelas plantações de cana. “Fico indignado com a maneira com que as pessoas tratam o meio ambiente. E fiquei pensando: tenho que fazer alguma coisa. Já que todo mundo corta, então vou fazer o contrário: vou plantar”.

A chácara Recanto Peroba Rosa tem 5 mil metros quadrados e para irrigar o bosque, Osvaldo fez uma parceria com a empresa instalada no sítio vizinho, de captação da água da chuva. Toda a água que atinge o pátio da empresa é direcionada a valetas cavadas entre as árvores.

“Aprendi que o que faz com que o ar se torne mais fresco é água, e a única coisa que segura água no ar de forma natural é árvore. Então, se as pessoas querem um ambiente mais úmido, com mais qualidade de vida, têm que plantar árvores”, disse.

Osvaldo conta ainda que sempre mantém mudas para doar a pessoas que o procuram e que é possível entrar em contato pela página da chácara no Facebook. “Meu interesse é estimular o debate sobre o assunto, fazer com que as pessoas gostem da ideia e também plantem árvores, melhorando a qualidade do meio ambiente”, disse.

Apesar de exemplos como o de Osvaldo, pesquisa recente conduzida pela Universidade de Yale, em Connecticut, nos Estados Unidos, mostrou que o número total de árvores no planeta caiu 46% desde o princípio da civilização. O estudo indica que há mais de 3 trilhões de árvores em todo o mundo. Pesquisadores de 15 países colaboraram com o estudo, que foi publicado na revista Nature.

As maiores densidades foram encontradas nas florestas boreais, onde estão 24% (740 bilhões) das árvores do planeta, como as regiões subárticas: Rússia, Escandinávia e América do Norte. Mas as maiores áreas florestais, segundo o estudo, ficam nos trópicos, com 43% (1,39 trilhão) das árvores. Mais 22% (610 bilhões) estão em zonas temperadas.

Os pesquisadores descobriram que o clima pode ajudar a prever a densidade de árvores na maioria dos biomas. De acordo com o levantamento, nas zonas mais úmidas, por exemplo, mais árvores são capazes de crescer. No entanto, os efeitos positivos da umidade foram invertidos em algumas regiões, porque as pessoas normalmente preferem as áreas úmidas para se instalar porque são produtivas para a agricultura.

O estudo mostrou também que a densidade de árvores geralmente cai com o aumento da população e que o desmatamento, as mudanças no uso da terra e o manejo florestal são responsáveis por uma perda de mais de 15 bilhões de árvores a cada ano.

Edição: Graça Adjuto
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br/
 
 
 Estratégias para substituir lixões serão discutidas na Comissão de Meio Ambiente
Por sugestão do senador Jorge Viana (PT-AC), a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle (CMA) promoverá audiência pública para discutir saídas para o fechamento de lixões. O prazo para substituição de lixões por aterros sanitários se esgotou em agosto de 2014, conforme a lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010).

Naquela data, quase três mil municípios e o Distrito Federal não haviam cumprido a determinação, o que motivou a aprovação, pelo Congresso, da prorrogação do prazo, com datas escalonadas entre 2018 e 2021.

Demandada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a prorrogação foi proposta pela Subcomissão Temporária de Resíduos Sólidos, encerrada em 2014.

— Precisamos debater em que estágio nós estamos, causas do atraso e riscos de termos de prorrogar novamente. Vamos adiar até quando? Fui prefeito de Rio Branco e, com esforço, conseguimos resolver o problema. Temos que cobrar explicações e colaborar na construção de uma estratégia para acabar com os lixões — frisou Jorge Viana.

Ele sugere que o tema seja discutido com o secretário Nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, Paulo Ferreira; o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski; e o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, Dante Ragazzi Pauli. Por sugestão do senador Donizeti Nogueira (PT-TO), será também convidado o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Antonio Henrique de Carvalho Pires.

Encíclica

A comissão realizará ainda debate sobre a encíclica lançada em junho pelo Papa Francisco, na qual ele expressa sua preocupação com as mudanças no clima e responsabiliza o ser humano pela poluição e aquecimento global.

A audiência pública foi proposta pelo senador João Capiberibe (PSB-AP) e será realizada quinta-feira (17), em conjunto com a Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC).

Alimentos

Também foi aprovado requerimento de Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para realização de audiência pública sobre projeto (PLS 489/2008) que inclui nas embalagens de alimentos selos em cores diferentes, de acordo com sua composição nutricional.

De acordo com o autor do projeto, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o texto visa estimular a população a escolher alimentos mais saudáveis e conter o avanço da obesidade e de doenças a ela associadas.

A relatora na CMA, Regina Sousa (PT-PI), apresentou voto favorável, com emenda determinando que os órgãos competentes definam as cores mais adequadas para a rotulagem. A votação do projeto fica suspensa até a realização do debate.

Flexa Ribeiro sugere que sejam convidados representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação e do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Contaminação

Na mesma reunião, foi aprovado requerimento de Ataídes Oliveira (PSDB-TO) convidando o presidente da estatal Indústrias Nucleares do Brasil, Aquilino Senra Martinez, a esclarecer notícias de contaminação de água potável por urânio no interior da Bahia.

Região de Matopiba

A comissão acolheu também requerimento de Donizeti Nogueira (PT-TO) para realização de seminário em Palmas, no dia 25 de setembro, para debater o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) e os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) na região conhecida como Matopiba, que envolve os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O debate terá a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Agricultura, e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre outros.


Fonte: 12.senado.leg.br
 
 
 Semana da Árvore estimula boas práticas ambientais
Dia da árvore é comemorado em 21 de setembro 
Mais do que conservar os seus 185 mil hectares de mata atlântica, o Parque Nacional do Iguaçu realiza diariamente diversas ações de informação, sensibilização e educação ambiental. Uma delas é a “Semana da Árvore”, que ocorrerá de 21 a 25 de setembro. As atividades proporcionarão aos participantes – estudantes e comunidade em geral –  práticas de conhecimento e plantio de mudas nativas e um bom exemplo de recuperação de uma nascente de rio.

A programação estará centralizada, em sua maior parte, na sede da Escola Parque, localizada dentro da unidade de conservação. Na terça-feira, 22, a atividade será realizada na cidade de Matelândia, com a recuperação de uma nascente de rio. Todas as ações serão coordenadas pela Escola Parque.

A ação é promovida pelo Parque Nacional do Iguaçu e conta com o apoio das concessionárias Helisul, Macuco Safari, Macuco Ecoaventura, Ecocataratas e Cataratas do Iguaçu S.A.


Fonte: meioambienterio.com/
 
 
 
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