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 Papa critica arrogância dos homens e o desprezo às mulheres em Nairóbi
Francisco está no Quênia e fez declaração durante missa.
Ele pediu defesa da família e proteção 'ao inocente que ainda não nasceu'.

O Papa Francisco denunciou nesta quinta-feira (26) diante de centenas de milhares de quenianos, reunidos para uma missa em Nairóbi, "a arrogância dos homens e o desprezo às mulheres", e pediu a defesa da família e a proteção "ao inocente que ainda não nasceu".
"Estamos chamados a resistir às práticas que favorecem a arrogância dos homens, que ferem ou desprezam as mulheres, que não cuidam dos idosos e ameaçam a vida do inocente que ainda não nasceu", declarou o pontífice na missa celebrada no campus da Universidade de Nairóbi.

O Papa, no segundo dia de visita ao continente africano, celebrou o fato de que "a sociedade do Quênia se viu abençoada durante muito tempo por uma sólida vida familiar", sentida no "profundo respeito à sabedoria das pessoas mais velhas".
"A saúde de toda sociedade depende sempre da saúde das famílias. A fé na palavra de Deus nos chama a apoiar as famílias em sua missão no interior da sociedade, a acolher as crianças como uma bênção para nosso mundo", completou em sua homilia, pronunciada em italiano e traduzida para o inglês.
A solidez da família "é especialmente importante hoje em dia, quando assistimos ao avanço de novos desertos criados por uma cultura de materialismo, egoísmo e indiferença".
Em um país traumatizado por episódios de violência étnica nos últimos anos, o papa também fez um apelo aos jovens para que "rejeitem tudo o que leva ao preconceito e à discriminação, porque estas coisas já sabemos que não são de Deus".
O pontífice está desde quarta-feira no Quênia, primeira etapa de sua viagem ao continente africano, que prosseguirá por Uganda e República Centro-Africana.


Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Os 100 anos da Relatividade Geral
A Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein, completa 100 anos nesta semana. Impossível exagerar o significado dela para a humanidade, para a nossa compreensão do universo em que vivemos e para a transformação de um simpático gordinho meio avoado em um dos maiores ídolos pop da espécie humana. A relatividade também é uma prova da distância que separou o homem comum do conhecimento ao longo dos séculos XIX e XX e da dificuldade de conciliar nossas intuições com a verdade.

Historiadores da ciência consideram o dia 25 de novembro de 1915 o marco inicial da Relatividade Geral de Einstein. Foi nesse dia que ele apresentou, numa conferência em Berlim, os cálculos que explicavam um enigma que intrigava os físicos, um avanço de 43 segundos de arco a cada século na órbita do planeta Mercúrio em torno do Sol. Para isso, criou um conjunto de equações que simplesmente viravam do avesso a forma como os físicos tratavam do movimento, do espaço e do tempo desde os tempos de Isaac Newton. Quatro pequenos artigos, publicados em sequência na revista da Academia Prussiana de Ciência, apresentaram sua teoria ao mundo.

A criação da relatividade não foi resultado do estalo de inspiração de um gênio solitário. Foi, na verdade, consequência de um trabalho de anos, em que Einstein teve de acomodar suas intuições certeiras à matemática mais avançada de sua época, contando para isso com a colaboração de vários amigos, entre eles Marcel Grossman e Michele Besso, com quem ele estudara na Escola Politécnica Federal de Zurique.

Einstein lutava com a questão pelo menos desde 1905, o ano miraculoso em que publicara três de seus artigos seminais, o mais célebre deles estabelecendo a Teoria da Relatividade Restrita. Pela Relatividade Restrita, a luz sempre se move a uma velocidade constante, que nenhum corpo pode ultrapassar – e à medida que chega perto dela, coisas estranhas acontecem, como a dilatação do tempo ou a contração do espaço percorrido. Como seu próprio nome diz, a Relatividade Restrita aplicava-se a um caso especial, em que corpos se movem a velocidades constantes. Einstein queria entender também como eles aceleram, em especial o mecanismo que rege a força da gravitação postulada por Newton para explicar a atração exercida por qualquer matéria no espaço.

Sua intuição lhe dizia que qualquer corpo, em queda livre, era incapaz de sentir o próprio peso. Era uma situação análoga à vivida por um pedaço de matéria solta no espaço. A aceleração, portanto, não poderia ser “causada” por uma força chamada “gravidade”. Ele intuiu que, na verdade, a aceleração dos corpos “era”, ela própria, a gravidade – uma propriedade provocada no espaço pela presença de matéria. O movimento que Newton explicara como “atração” era, de acordo com a intuição de Einstein, o percurso que um pedaço de matéria tem de seguir para manter seu caminho natural, uma espécie de “linha reta”, quando o próprio espaço é retorcido pela presença de outro pedaço de matéria.

Toda a sua dificuldade estava em formalizar essa intuição matematicamente. Suas anotações num caderno de Zurique mostram que ele já havia chegado às equações corretas para a Relatividade Geral em 1912. Ele descobrira a teoria três anos antes, mas as rejeitara, tamanhos eram os paradoxos que derivariam dessa formulação. Ele lutou com a matemática durante os três anos seguintes, até entender que as formulas estavam certas lá no início. O Universo era paradoxal. “Levou muito tempo para que seus conceitos se adaptassem a suas fórmulas”, me contou mais de 20 anos atrás o alemão Jürgen Renn, um dos líderes das pesquisas com os manuscritos de Einstein no Instituto Max Planck, em Berlim.

Num artigo comemorativo publicado neste mês na revista britânica “Nature”, Renn e Michael Ransenn narram a emocionante história dessa luta de Einstein consigo mesmo. Em 1913, ele e o amigo Grossmann, um matemático mais equipado que Einstein, propuseram um rascunho da Relatividade Geral. Mas as equações ainda eram insuficientes para explicar o desvio na órbita de mercúrio. O matemático David Hilbert passou a dedicar-se ao problema e publicou um artigo apontando novas ideias para resolvê-lo. Einstein percebeu que deveria correr, ou sua teoria seria formalizada por outro.

A verdade é que suas equações estavam erradas. Einstein já postulara seu elegante conceito de espaço-tempo, o tecido em quatro dimensões no qual os corpos movem – três das dimensões correspondem ao espaço que conseguimos ver; a quarta é o tempo. Mas ainda se recusava a aceitar a natureza paradoxal de sua criação. Só fez isso ao entender que a matéria era, na verdade, uma propriedade geométrica do espaço-tempo, não algo independente, separado, a mover-se nele. A melhor explicação desse salto teórico foi dada pelo próprio Einstein, em 1930: “A estranha conclusão a que chegamos é a seguinte: agora parece que o espaço terá de ser encarado como uma coisa primária, e a matéria é derivada dele, um resultado secundário. Sempre encaramos a matéria como algo primário, e o espaço como resultado secundário. O espaço agora está tendo sua vingança e, por assim dizer, engolindo a matéria”.

As consequências disso para a física e para a nossa compreensão do Universo foram gigantescas. “Com a Relatividade Geral, o próprio palco entra em ação”, escreve Dennis Overbye no New York Times. “O espaço-tempo poderia curvar-se, dobrar-se, enroscar-se em torno de uma estrela morta ou desaparecer num buraco negro. Poderia ondular como a barriga do Papai Noel, ou girar como a massa na batedeira. Poderia até romper-se ou rasgar, esticar e crescer. Ou poderia entrar em colapso num ponto de densidade infinita no início ou no fim dos tempos.”

Não se tratava, apenas, de uma questão teórica. Em 1919, o astrônomo inglês Arthur Eddington comprovou, ao observar um eclipse solar, a curvatura na luz das estrelas prevista teoricamente pelas equações de Einstein. Cientistas observaram ainda este ano o mesmo fenômeno, chamado “lente gravitacional”, ao verificar a luz da explosão de uma estrela supernova desviada pela gravidade de galáxias distantes e distribuída em quatro pontos distintos, numa figura conhecida como “cruz de Einstein”.

Embora tenha servido para explicar quase à perfeição as observações de estrelas, galáxias, quasares e buracos negros, a teoria de Einstein entrava em contradição com a segunda maior inovação da física do século passado – a mecânica quântica. Os postulados quânticos eram ainda mais contra-intuitivos que a relatividade e se chocavam com algumas convicções profundas de Einstein. Ele jamais aceitou a natureza probabilística do movimento das partículas ou do universo, embora ela tivesse sido provada repetidas vezes. Passou o resto de sua vida em busca de uma teoria de natureza mais determinística, que fosse capaz de unificar as forças atômicas, eletromagnéticas e gravitacionais. Em vão. A maior candidata a fazer isso hoje, a Teoria das Supercordas, deve mais à quântica que ao pensamento relativístico de Einstein.

Mas nada foi ainda capaz de derrubar sua Teoria da Relatividade Geral, aquele conjunto de dez equações apresentadas ao mundo em 1915. Sua comprovação experimental transformou Einstein em ídolo pop. A opinião dele passou a ter peso político.  Einstein havia sido um pacifista na Primeira Guerra – e pagou um preço por isso em sua carreira acadêmica. Não apenas se negou a assinar um manifesto isentando o governo alemão pela responsabilidade de crimes de guerra na Bélgica, como promoveu um contra-manifesto.

Com a ascensão do nazismo, Einstein, judeu e simpatizante do sionismo, teve de fugir da Alemanha para os Estados Unidos. Nunca mais pôs os pés em sua terra natal e, em plena Segunda Guerra, escreveu uma carta ao presidente Franklin Roosevelt pedindo que os americanos desenvolvessem a bomba atômitca antes que os alemães o fizessem. Sua carta foi essencial para o início do Projeto Manhattan.

Onde ia, Einstein passou a ser ouvido sobre tudo. Quando visitou o Brasil, em 1925, o jornalista George Santos conseguiu entrevistá-lo no Hotel Glória, onde estava hospedado, e publicou artigos em “O Imparcial” e na “Ilustração Brasileira”. Questionou-o sobre literatura, música, cinema, futebol e, naturalmente, política. Ao final da entrevista, o repórter pediu um autógrafo. Em alemão, Einstein escreveu: “É interessante para um europeu visitar um país novo, que começa por si mesmo a fazer-se e a mostrar suas formas”.


Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Turquia quer evitar 'escalada' com Moscou após derrubada de jato russo
'Simplesmente defendemos nossa segurança', disse o presidente turco.
Um piloto morreu após derrubada de caça na fronteira com a Síria.

A Turquia deseja evitar uma "escalada" com a Rússia, apesar de ter derrubado na terça-feira (24) um jato russo perto da fronteira com a Síria, afirmou o presidente Recep Tayyip Erdogan.
"Não temos a menor intenção de provocar uma escalada depois deste assunto", declarou Erdogan em um fórum de países muçulmanos em Istambul.
"Simplesmente defendemos nossa segurança e o direito de nossa população", completou Erdogan, em referência ao incidente, no qual Ancara acusou o avião russo de ter violado seu espaço aéreo.

Erdogan justificou novamente a derrubada do Su-24 russo, que recebeu, segundo ele, 10 advertências em cinco minutos para que se afastasse da fronteira.
Também afirmou que ao abrir fogo, as forças turcas ignoravam a nacionalidade do avião.

"Fomos informados da presença de um avião de nacionalidade desconhecida", disse o chefe de Estado turco.

Erdogan voltou a denunciar a intervenção militar da Rússia em defesa do presidente sírio Bashar al-Assad, do qual pede a renúncia com uma condição para solucionar o conflito na Síria.

"Ninguém deve se enganar. Eles (os russos) dizem que pretendem atacar o Daesh (acrônimo árabe do grupo Estado Islâmico), mas nesta área não há Daesh nesta área. Eles atingiram os turcomanos de Bayirbucak", disse Erdogan.

O avião russo derrubado na terça-feira caiu no extremo noroeste da Síria, ao norte de Latakia, cenário há vários dias de combates entre o exército sírio, apoiado pela aviação russa, e grupos rebeldes, entre eles os da minoria de língua turca da Síria.
Erdogan afirmou ainda que dois cidadãos turcos ficaram feridos com a queda dos destroços do avião russo.

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Derrubada de avião russo na Turquia foi 'facada nas costas', diz Putin
Presidente russo disse que relações entre os países serão afetadas.
Ancara disse que aeronave russa invadiu seu espaço aéreo perto da Síria.

O presidente russo Vladimir Putin afirmou que a derrubada de um avião russo pelas forças de segurança turcas terá graves consequências nas relações entre os dois países.

"A perda de hoje é uma facada nas costas que foi dada pelos cúmplices dos terroristas", declarou Putin em coletiva de imprensa na presença do rei da Jordânia, Abdullah II.
"Certamente, vamos analisar o que aconteceu. E os eventos trágicos de hoje vão ter consequências sérias nas relações russo-turcas", acrescentou.
"Nosso avião, nossos pilotos, não ameaçavam a Turquia", disse ainda.

Ancara afirma que a aeronave violou o espaço aéreo turco. Moscou admitiu que o avião foi derrubado, um caça do tipo Sukhoi Su-24, mas garantiu que o aparelho sobrevoava o espaço aéreo sírio.
Como resposta, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, suspendeu nesta sua visita à Turquia. Lavrov também recomendou aos russos que não viajem ao país devido à crescente ameaça terrorista, de acordo com a imprensa local.

Otan convoca reunião
Após o incidente, a Turquia entrou em contato com a Otan, que convocou uma reunião extraordinária de seus 28 representantes permanentes para informar aos Aliados sobre o ocorrido. A reunião deve ocorrer durante a tarde
A Aliança Atlântica afirmou anteriormente que estava em contato com a Turquia a respeito do incidente.
"A Otan segue de perto a situação. Estamos em contato com as autoridades turcas", afirmou a fonte.


Justificativa turca
O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu, por sua vez, justificou a decisão de suas forças armadas de abater o avião militar russo que, segundo Ancara, violou seu espaço aéreo, ao afirmar que a Turquia tem o dever de fazer de tudo para proteger suas fronteiras.
"Todo mundo deve saber que é nosso direito internacional reconhecido e nosso dever adotar todas as medidas necessárias contra qualquer coisa que viole nosso espaço aéreo ou nossas fronteiras", declarou Davutoglu à imprensa.
O Su-24 caiu no extremo noroeste do território sírio, ao oeste da cidade de Idleb, cenário há alguns dias de violentos combates entre o exército leal ao presidente Bashar al-Assad, apoiado pelos russos, e os rebeldes.


Obama
Após reunião com o presidente francês Fançois Hollande, Barack Obama disse que a derrubada dos caças turcos na fronteira sírio-turca revela "um problema com as operações russas" na Síria. Ele instou Moscou e Ancara a conversarem para prevenir uma "escalada das tensões".

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Remédio proibido nos anos 80 vira 'droga dos jihadistas' na Síria
Remédio à base de anfetaminas proibido na década de 80 por ser altamente viciante é usada por combatentes para dar 'energia e coragem'.

Ela é conhecida como a "droga dos jihadistas" na Síria. Tida como fonte de coragem e artifício para superar medo e dor, a droga captagon tem sido amplamente usada por combatentes que lutam na guerra civil do país.
A droga, bastante popular no Oriente Médio, é fabricada em grandes quantidades na Síria e no Líbano. Segundo especialistas, sua produção tem ajudado a alimentar o conflito sírio, gerando milhões de dólares em lucro para fabricantes no país.

As pílulas contêm anfetamina e cafeína e se tornaram uma das favoritas entre combatentes. "(Ela) proporciona aos soldados uma energia sobre-humana e coragem", disse um ex-combatente sírio à BBC.
O captagon era a marca comercial do cloridrato de fenetilina. Sua produção teve início em 1963 para tratar narcolepsia (sonolência) e depressão. Mas a substância foi proibida na década de 1980 por ser altamente viciante.
Essa dependência também pôde ser observada na Síria."Alguns ficaram viciados, esse é o problema", disse um outro ex-combatente, que fazia parte de um grupo de cerca de 350 pessoas que receberam os comprimidos sem saber exatamente do que se trava.
Seu uso alivia dor, cansaço, sono e fome, e prolonga o estado de atenção. "Me sentia o dono do mundo, como se tivesse um poder que ninguém tem", disse um consumidor à BBC no documentário A Droga da Guerra da Síria, transmitido em setembro.
Outro disse: "Eu não sentia mais medo depois de tomar o captagon".
Além da dependência, os efeitos colaterais podem incluir um estímulo excessivo do sistema nervoso central e psicose, segundo especialistas.


Droga que financia combate
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) já apontava em 2010 que a "frequência e o tamanho" das apreensões de captagon estavam "aumentando", e que elas ocorriam, cada vez mais, no Oriente Médio.
Fatos recentes contribuem com esse diagnóstico. Na sexta-feira, autoridades turcas apreenderam 10,9 milhões de unidades da droga perto da fronteira com a Síria, um recorde, segundo o Ministério do Interior do país, citado pela imprensa local.
Em outubro, duas toneladas de pílulas foram apreendidas no aeroporto de Beirute, Líbano. A droga estava dentro de malas que eram colocadas em um avião particular. Dez pessoas estão sendo processadas, inclusive um príncipe saudita, que não foi identificado.
A Síria foi, por muito tempo, rota de trânsito das drogas procedentes de Europa, Turquia e Líbano rumo a países ricos do Golfo Pérsico, disse o UNODC. Agora, o país testemunha o crescimento da popularidade do captagon em seu próprio território.
"Desde os extremistas do grupo autodenominado Estado Islâmico até membros do grupo rebelde Al-Nusra e também soldados do Exército Livre da Síria (usam a droga)", disse um traficante em reportagem do canal de TV franco-alemão Arte, em maio de 2015.
"Os combatentes a utilizam para controlar seus nervos e também aumentar seu rendimento sexual", contou, com o rosto coberto.
Rawdan Mortada, jornalista libanês que cobre a guerra na Síria, disse que o consumo do captagon se tornou popular com o início do conflito, em 2011, e que a droga serve, também, como financiamento das operações militares.
"As milícias na Síria consumem uma parte e exportam outra, especialmente aos países do Golfo. O lucro permite que elas financiem a compra de armas e operações militares".
O consumo de drogas em conflitos, no entanto, não é novidade.
"O uso de anfetaminas tem uma grande tradição em contextos bélicos", disse Claudio Vidal, integrante do Energy Control, da Associação de Bem Estar e Desenvolvimento, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Rússia diz que bomba derrubou avião no Egito e afirma que ato foi terrorista
País diz ter achado traços de explosivos em destroços de aeronave.
224 pessoas morreram em queda no Sinai, no Egito.

O Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB) disse nesta terça-feira (16) que a queda do avião russo sobre o Sinai, no Egito, em outubro foi resultado de um ato terrorista, causado por uma bomba que explodiu a bordo.

Segundo a FSB, traços de explosivos foram encontrados nos destroços da aeronave. O avião da companhia aérea russa KogalimAvia, mais conhecida como Metrojet, caiu no dia 31 de outubro pouco após decolar do litoral do Egito com destino a São Petersburgo, na Rússia.

As 224 pessoas a bordo morreram. O Estado Islâmico reivindicou a queda, mas sem explicar como teria executado o ataque.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que vai encontrar os responsáveis pela queda do avião e ordenou que os serviços especiais russos foquem em encontrá-los.
"Durante o voo foi ativado um artefato explosivo de fabricação caseira com potência equivalente a um quilo de TNT", indicou Putin.

Alguns minutos antes, o diretor do FSB, Alexander Bortnikov, também afirmou que a catástrofe foi um atentado. “Podemos dizer inequivocamente que foi um ato terrorista”, disse Bortnikov, em um encontro com o presidente.

"De acordo com uma análise feita pelos nossos especialistas, uma bomba caseira contendo até 1 quilo de TNT explodiu durante o voo, levando o partir-se em pleno ar, o que explica o fato de a fuselagem estar espalhada por uma distância tão grande", disse Bortnikov.


Ataques na Síria

Segundo o Kremilin, como resultado das investigações, Putin ordenou uma intensificação dos bombardeios russos na Síria. O país realiza desde o mês passado uma campanha aérea contra o Estado Islâmico e em apoio ao governo sírio no país.
"O trabalho de nossa aviação de guerra na Síria não só deve continuar. Deve se intensificar de tal modo que os criminosos entendam que a vingança é inevitável", disse Putin.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 União Europeia prevê chegada de 3 milhões de migrantes até 2017
Número é esperado entre 2015 e 2017, segundo a Comissão Europeia.
Fluxo tem impacto 'leve mas positivo' na economia do bloco.

A Comissão Europeia calcula que quase 3 milhões de pessoas chegarão à União Europeia (UE) entre 2015 e 2017, fugindo da guerra e da pobreza, anunciou o Executivo comunitário.
"Quase três milhões de pessoas adicionais chegarão à UE no período", afirma a Comissão nas previsões econômicas de outono (hemisfério norte), nas quais considera que o fluxo ter uma impacto "leve mas positivo" na economia do bloco.
"Haverá um impacto sobre o crescimento econômico que poder ser leve, mas positivo para a UE em seu conjunto e aumentará o PIB entre 0,2% e 0,3% em 2017", indicou o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici.
As previsões econômicas de outono (hemisfério norte, primavera no Brasil) da comissão também indicam que a zona do euro registrará em 2016 e 2017 um crescimento moderado, "apesar das condições mais difíceis da economia mundial".
O Produto Interno Bruto (PIB) do conjunto dos 19 membros da Eurozona deve crescer 1,8% no próximo ano e 1,9% em 2017, depois de uma alta de 1,6% este ano, sustentada pelo preço reduzido do petróleo, uma política monetária de acomodatícia e a fragilidade relativa do euro.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 A moda é para apenas para os fortes
O mundinho da moda, como é pejorativamente chamado por quem não faz parte dele, está passando por um furacão, ou vórtice da loucura, como bem sinalizou uma colega de redação - qualquer um pode ser tragado inesperadamente.

Tudo começou faz um bom tempo, mas ganhou a atenção da mídia e dos especialistas na semana passada, enquanto acontecia o SPFW. Raf Simons, o estilista belga (e mega-talentoso) que havia assumido a direção criativa da Dior, não renovou seu contrato depois de três anos e meio, alegando motivos pessoais.

Todo mundo abalado, análises mundo afora e vem outra bomba. Na quarta-feira, 28 de outubro, Alber Elbaz, que tirou a Lanvin do ostracismo, saiu de cena depois de 14 anos e 16 minutos de desabafo numa premiação.

"Eu preciso de mais tempo. Todo mundo hoje na moda precisa de mais tempo", declarou, ressaltando que não quer ter Instagram pessoal ou ter que recepcionar clientes em lojas, apenas algumas das funções que foram se acumulando com o passar do tempo.

A verdade?

Estamos todos à beira de um colapso nervoso. Uns saem de um jeito chique, como Raf e Elbaz, outros, como John Galliano e Christophe Decarnin, acabam surtando. É, ao que parece, uma questão de personalidade, embora tudo leve a um ponto em comum: precisamos mesmo de tudo isso?

Desde que as redes de fast-fashion entraram com força no business (começo dos 2000), o prêt-à-porter foi se remodelando. Além dos tradicionais verão e inverno, somam-se agora coleções intermediárias de resort e pre-fall. E, desde que as mídias sociais substituíram os jornais, a importância dada ao Instagram ou ao Snapchat extrapolou qualquer limite razoável.

Estilistas com faro de marketing - Christopher Bailey (Burberry), Olivier Rousteing (Balmain), Jeremy Scott (Moschino) ou Karl Lagerfeld (Chanel/Fendi) - aumentaram o job description dos cargos adicionando o fator web celeb: além de desenhar, é preciso comparecer a eventos, ter milhões de seguidores e amigas famosas, bem famosas. #preguiçaalheia

Até aí nenhum problema, se eles gostam de um agito e muito holofote. O drama é que isso passou a ser visto como obrigação de toda uma geração de designers ou jornalistas de moda. A regra é trabalhar 24 por 7, estar disponível, ou melhor, grudado no smartphone postando sem parar. A era do parecer, não do ser. A era dos pixels na tela, não das conversas.

Sendo assim, gente reclusa, mas cheia de talento, vai perdendo espaço, como se vivesse em dívida. "Quantos seguidores você tem?" tomou o lugar do bom e velho currículo. Gente sensível e criativa se sente esmagada pela planilha de Excell. Como criar algo realmente novo, pensado, que faça diferença, em um espaço de tempo cada vez mais curto e povoado de imagens ou notícias que no fundo não dizem nada? Quem souber, deixa a resposta abaixo!

Eu não sei se essa roda vai parar de girar, nem sou do tipo nostálgica, que acha que tudo era melhor no passado. Mas está mais do que na hora de ela desacelerar ou cairemos todos no tal vórtice da loucura. Quem é são parece louco. E os loucos vão tomando conta da casa. #oalienista


Fonte: http://www.brasilpost.com.br/
 
 
 Ataque de mascarado a escola sueca foi crime racista, afirma polícia
Testemunhas afirmam que agressor escolheu vítimas por sua origem étnica.
Ele usava capacete similar ao de soldados nazistas e matou duas pessoas.

A polícia da Suécia investiga nesta sexta-feira (23) o ataque de um mascarado com arma branca em uma escola em Trollhättan (sudoeste do país), que matou um aluno e um professor, como um crime com motivação racista.
"Constatamos que se trata de um crime de ódio com características racistas. O que constatamos a partir das declarações das testemunhas é que escolheu as vítimas por sua origem étnica", declarou a televisão pública SVT Niklas Hallgren, chefe da investigação policial.

Para sustentar essa teoria, a polícia, que ontem matou o agressor, se apoia também em vários achados em seu apartamento, que não foram especificados, e em sua vestimenta -- ele usava um capacete similar ao dos soldados nazistas na Segunda Guerra Mundial.
A polícia não encontrou conexões com ambientes de extrema-direita ou nazistas, embora meios de comunicação suecos disseram ontem à noite que ele simpatizava com grupos dessa ideologia e anti-imigração.


Hitler
O jovem de 21 anos e residente em Trollhättan, que segundo revelaram vários jornais se chamava Anton Lundin-Petterson, publicou em sua conta no YouTube vídeos de um blogueiro neofascista sueco e filmes que glorificam Adolf Hitler e a Alemanha nazista.
Em seu perfil da rede social Facebook, ele apoiou a campanha do ultradireitista Democratas da Suécia, terceira força parlamentar, por um referendo contra a imigração.
A escola de Kronan, onde aconteceram os fatos, tem uma grande proporção de alunos de origem estrangeira.



Fonte: g1.globo.com
 
 
 Mais de 600 mil imigrantes chegaram à Europa pelo Mediterrâneo em 2015
Mais de 3.100 morreram ou estão desaparecidos, afirma organização.

Número de chegadas à Grécia tem aumentado nos últimos dias.

Mais de 600 mil imigrantes e refugiados chegaram à Europa após uma viagem pelo Mediterrâneo desde o início de 2015, e mais de 3.100 morreram ou estão desaparecidos, anunciou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (Acnur), Adrian Edwards, também afirmou que a organização registrou nos últimos dias um aumento do número de chegadas à Grécia, com a média de 85 embarcações por dia.


Fonte: g1.globo.com
 
 
 Cinco novos países se juntarão ao Conselho de Segurança da ONU
Japão, Ucrânia, Egito, Senegal e Uruguai terão vaga pelos próximos 2 anos.
Órgão tem 15 membros, sendo cinco deles permanentes.

Japão, Ucrânia, Egito, Senegal e Uruguai serão eleitos nesta quinta-feira (15) para integrar o Conselho de Segurança das Nações Unidas pelos próximos dois anos, em meio à tensão Leste-Oeste e ao bloqueio no Oriente Médio.

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Pavlo Klimkin, advertiu que seu país "não será certamente conciliador" com a Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança.

Japão, em sua 11ª participação no organismo, integrado pela China, outro membro permanente, mantém disputas territoriais com os chineses.

O Conselho de Segurança conta com 15 membros, sendo cinco permanentes com direito a veto: Estados Unidos, China, França, Grã-Bretanha e Rússia.

Cinco membros não permanentes são eleitos a cada ano pela Assembleia Geral da ONU, assumindo suas cadeiras no dia 1º de janeiro do ano seguinte, por um período de dois anos.
A renovação se realiza sobre uma base regional e os cinco países pré-selecionados este ano estão seguros de sua eleição, diante da ausência de adversários declarados.

Os países em final de mandato no Conselho são Chade, Chile, Jordânia, Lituânia e Nigéria.

Os outros membros não permanentes são Angola, Espanha, Malásia, Nova Zelândia e Venezuela.

Vaga da Ucrânia gera atrito
Mais cedo nesta semana, o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Pavlo Klimkin, descreveu a abordagem de Kiev para a Rússia como “definitivamente nada conciliatória... o membro permanente do Conselho de Segurança é um agressor na Ucrânia, conduzindo uma guerra híbrida contra a Ucrânia”.

A Rússia anexou a península da Crimeia, que pertencia à Ucrânia, em março do ano passado, o que deu início a combates entre rebeldes separatistas apoiados por Moscou e tropas do governo ucraniano no leste da Ucrânia. A trégua declarada na região praticamente se manteve durante o mês passado.

Mergulhado em um impasse, o Conselho de Segurança já realizou mais de 30 reuniões sobre a Ucrânia desde a tomada da Crimeia. O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, não quis comentar como Moscou irá interagir com Kiev no conselho.

Outro beco sem saída no organismo tem sido a busca de uma maneira de encerrar os quase cinco anos de guerra civil na Síria. A Rússia, amparada pela China, tem procurado proteger o presidente sírio, Bashar al-Assad, seu aliado, das ações propostas por EUA, Grã-Bretanha, França e outros.
Ainda não está claro como o Egito vai agir no Conselho de Segurança. As relações entre Washington e o Cairo esfriaram, e o governo do ex-general Abdel Fattah al-Sisi vem acenando para Moscou.
 

Fonte: g1.globo.com
 
 
 Volkswagen anuncia recall de 8,5 milhões de automóveis na Europa
Veículos começarão a ser consertados no início de 2016.
Na Alemanha, são 2,4 milhões de carros; mais 27 países estão envolvidos.

A Volkswagen informou nesta quinta-feira (15) que fará o recall de 8,5 milhões de veículos na Europa após o escândalo pela fraude comprovada em um sistema de redução emissões poluentes.
Em comunicado, a Volkswagen elogiou a decisão das autoridades alemãs de implementar um calendário a respeito, o que segundo a companhia "dá aos clientes clareza em relação ao uso ilimitado do veículo no futuro".

O recall, que começará no início de 2016, vale para 28 mercados na Europa e inclui 2,4 milhões de veículos na Alemanha. Fora da UE, cada país especificará quais veículos deverão ser levados às oficinas autorizadas.

A Volkswagen entrará em contato com os clientes para lhes informar diretamente sobre a necessidade de levá-los à oficina. Além disso, os clientes podem visitar o site "www.volkswagen.de/info", criado em 2 de outubro, e consultar o número do chassi do veículo para saber se terá que ser reparado.

A montadora informou que há sites similares das marcas Audi, Seat e Skoda.

Além disso, a Volkswagen deverá apresentar nas próximas semanas às autoridades o novo software para os modelos equipado com um motor diesel manipulado.

A Volkswagen disse na nota oficial que as soluções técnicas podem ser medidas de software e hardware que atualmente desenvolve "para cada série afetada e cada ano de fabricação" .
O novo presidente do grupo Volkswagen, Matthias Müller, e o diretor da marca VW, Herbert Diess, explicaram aos 400 principais diretores da companhia as consequências do escândalo de manipulação de emissões de gases poluentes em alguns dos veículos com motor a diesel, apesar de a empresa não ter informado sobre o encontro.

O grupo Volkswagen reconheceu há pouco mais de três semanas que instalou durante anos um software nos motores a diesel EA 189 que permitia ao veículo reconhecer que estava passando por um teste e fraudar as emissões de óxido de nitrogênio mudando o regime de funcionamento do motor.

As marcas afetadas pela manipulação são VW, Audi, Seat e Skoda, assim como alguns veículos industriais.

Fonte: g1.globo.com/
 
 
 Sem programa específico para refugiados, Brasil coloca centenas de sírios no Bolsa Família
Segundo governo, dos cerca de 2 mil refugiados sírios no país, cerca de 400 são beneficiados por programa de transferência de renda.

O programador Ali*, de 34 anos, era um homem rico na Síria. Ganhava US$ 4 mil (cerca de R$15 mil) por mês, tinha carro e foi um dos melhores alunos da sua pós-graduação.

"Aqui no Brasil, sou pobre", conta ele, que se mudou há um ano e sete meses para o país sul-americano fugindo da guerra civil.
Sem renda, a solução foi recorrer a um programa criado originalmente para retirar brasileiros da miséria: o Bolsa Família.
Assim como ele, cerca de 400 imigrantes sírios que vieram para o Brasil estão no programa, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O número se refere a julho. A pasta não informou o valor específico recebido pelos sírios – o benefício médio do programa é de R$ 167 mensais por família.

Após facilitar a entrada de refugiados sírios, o Brasil passou a ser o país que mais recebeu pessoas desse grupo na América Latina. Segundo dados do Ministério da Justiça, 2.097 refugiados sírios vivem no país atualmente - o maior grupo entre os 8.530 refugiados do Brasil, à frente dos angolanos, que são 1.480.
Mas, sem falar a língua e em meio à crise econômica, muitos deles - apesar de terem qualificação profissional ─ não conseguem emprego. O governo brasileiro, diferentemente de outros países, não tem um programa específico apenas para refugiados que ofereça diretamente ajuda financeira a eles.

'Renda zero'
O número de sírios no Bolsa Família tem crescido desde 2013, ano em que o Brasil facilitou a concessão de vistos.
Em dezembro daquele ano, sete famílias com pelo menos um sírio – ou cerca de 25 pessoas ─ estavam entre os beneficiários do programa. Hoje, são 163 famílias.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, responsável pelo programa, usa o número de famílias, e não de pessoas, para a comparação.

No total, 15.707 famílias com estrangeiros estão no programa.
Para Larissa Leite, da Cáritas-SP, que atende refugiados, o número de sírios incluídos fica abaixo do esperado.
"Principalmente no período da chegada, os sírios têm renda zero. É preciso analisar o que está acontecendo."

O secretário nacional de Renda de Cidadania do ministério, Helmut Schwarzer, diz acreditar que o número de sírios no programa irá crescer.

"Possivelmente a gente ainda vai ter algum aumento. À medida que a documentação das famílias for ficando pronta, que o direito de residência for concedido, pode ser que mais famílias solicitem o benefício."

Língua latina com palavras de origem árabe
Segundo a pasta, todo estrangeiro em situação regular no país pode ter acesso ao programa se atender os critérios para inclusão. "O Bolsa Família nunca teve um proibição de participação de estrangeiros. A lei não os distingue dos brasileiros", disse o secretário.

Para entrar no programa, é preciso que a família tenha renda mensal de até R$ 77 por pessoa ou de até R$ 154 se houver crianças ou adolescentes.

Ali*, que não quis ter o nome revelado porque não se sente confortável com sua situação, descobriu que podia entrar no programa com a ajuda de um vizinho.
Ele veio para o Brasil porque não queria fugir ilegalmente pelo mar (rumo à Europa), o que seria perigoso e o deixaria a mercê de traficantes de pessoas. Além disso, queria "um segundo país", e não "um lugar em que fosse ser tratado como refugiado para sempre."

Ficou em dúvida entre Turquia e Brasil, mas optou pelo último porque achou que aprender português, uma língua latina e com algumas palavras de origem árabe, seria mais fácil.
Para chegar ao país, gastou mais de US$ 10 mil (cerca de R$ 37 mil).

Ficou em um hotel quando chegou, mas suas economias estavam se esgotando muito rapidamente. Com isso, se mudou para um apartamento, onde soube do Bolsa Família.
Ali* ganha R$ 386 por mês para sustentar, além dele, a mulher e três filhos ─ que entraram em escolas brasileiras, uma das exigências do programa.

O valor é 2,5% do salário que recebia na Síria.

Comida e fraldas
Ali* diz que o dinheiro dá para comprar comida e fraldas. "Mas só para isso."
"O maior problema é pagar o aluguel. O Brasil deveria ter uma bolsa refugiado, porque o aluguel é muito caro aqui", diz ele.
A reclamação de falta de apoio é comum entre refugiados sírios.
"Mas tentamos fazer eles entenderem que a inclusão deve ser dentro da realidade local. Estamos em crise. Estamos todos em crise", diz Larissa Leite, da Cáritas-SP.

Larissa afirma, no entanto, que os valores do programa ficam abaixo da necessidade dos refugiados.
"A inclusão de refugiados no Bolsa Família é super positiva - sinal de que há um esforço manter igualdade. Mas, em algumas circunstâncias, essas pessoas precisam de apoio maior, porque não falam o idioma, não conhecem a realidade brasileira", diz ela.

"Não estamos defendendo qualquer tipo de diferenciação em relação à população brasileira. Mas se o Brasil tem compromisso de proteção, essa proteção tem que ser na área social também", afirma.

O Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), ligado ao Ministério da Justiça, afirma que a assistência específica aos refugiados no país é feita por meio de repasses para Estados, municípios e organizações da sociedade civil que fornecem auxílio com moradia, aulas de português, cursos profissionalizantes, assistência jurídica e psicossocial e, se for preciso, ajuda financeira.

O Conare anunciou na semana passada a liberação de R$ 15 milhões de crédito extraordinário para assistência a refugiados e imigrantes. Além de serem enviados a estes parceiros, os recursos, de acordo com o órgão, também servirão para "consolidar uma rede de centros de referência e acolhida para imigrantes e refugiados".

Sem tempo para planos
A inclusão de refugiados sírios no programa divide especialistas.
Sonia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), acha que os refugiados não deveriam estar no Bolsa Família.

"Isso mascara o problema e tira o foco. Precisamos de mecanismos próprios para refugiados nas instituições", diz ela.
"A pobreza deles é temporária ─ a situação se aproxima muito mais daquela de quem perde o emprego e ganha o seguro-desemprego do que de quem é extremamente pobre e precisa de um programa de combate à miséria."

"É uma situação conjuntural, não estrutural."
Já a coordenadora do Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense, Celia Kerstenetzky, avalia que a situação deve ser vista no contexto da "mais profunda crise mundial de refugiados em décadas."
Para ela, como as condições são emergenciais e o Brasil não tem tradição de receber refugiados, "uma resposta imediata humanitária possível me parece ser sim incluir essas famílias no nosso principal programa público de transferência de renda."
"Não há tempo para planos e muita racionalidade", afirma.
"Os sírios podem ter boas oportunidades no mercado de trabalho no médio ou talvez até mesmo no curto prazo, mas enquanto elas continuarem dentro da faixa de renda prevista para o Bolsa Família, o benefício vai continuar sendo pago", conclui o secretário Helmut Schwarzer.

*nome fictício

Colaborou Luis Kawaguti, da BBC Brasil em São Paulo

Fonte: g1.globo.com
 
 
 
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