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 Poluição escurece a China, faz mal à saúde e compromete a visibilidade
Cidades chineses amanhecerem com densa névoa nociva no ar.
Nível de partículas é 7 vezes maior que o considerado seguro pela OMS.

No primeiro dia da Conferência das Nações Unidas para o Clima, a COP 21, na França, a China sofre com efeitos de um fenômeno prejudicial à saúde, consequência da poluição lançada na atmosfera. Uma névoa densa cobriu algumas cidades do país, especialmente a capital, Pequim, nesta segunda-feira (30). A visibilidade ficou comprometida.

A capital da China amanheceu envolvida em uma densa camada de poluição que mantém a metrópole em alerta laranja, o segunda mais grave depois do vermelho. É o primeiro alerta laranja que se ativa neste ano.

O nível de partículas nocivas no ar às 10h (local), já era quase sete vezes maior do que o considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde. (OMS).
O medidor de concentração de partículas PM 2,5, aquelas de um diâmetro inferior a 2,5 mícrons e as mais perniciosas para a saúde, localizado na Embaixada dos Estados Unidos em Pequim, indica um resultado de 592 microgramas por metro cúbico no ar da capital chinesa.
Com um nível recomendado de 20 microgramas pela OMS, os moradores amanheceram com uma nova sensação de "airpocalypse" (apocalipse do ar), como se denomina popularmente o intenso cinza do céu, que quase não permite visualizar o alto dos arranha-céus da cidade.

De acordo com a agência de notícias chinesa, o ar deve ficar assim por mais dois dias, até que uma frente fria chegue na quarta-feira (2).

O alerta laranja em Pequim obriga as indústrias a reduzir ou cancelar sua produção.
Além disso, se proíbe a circulação de caminhões pesados nas estradas e se ativou a revisão das licenças para as usinas a carvão, a principal fonte de energia do país e um dos maiores poluentes, enquanto se recomenda aos idosos e às crianças que fiquem em casa.
Apesar deste cenário, o Ministério de Meio ambiente publicou no domingo (29) que a China cumpriu com seus objetivos de redução de poluição nos últimos cinco anos.

Fonte: http://g1.globo.com/
 
 
 Forte terremoto atinge a região norte do Brasil
Tremor teve magnitude 6,7 e atingiu Tarauacá, no Acre.
Não há informações sobre danos ou vítimas.

Um intenso, mas profundo, terremoto de magnitude 6,7 sacudiu nesta quinta-feira (26) o extremo da região norte do Brasil, anunciou o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

O tremor foi registrado à 0H45 (local, 3h45 em Brasília), a uma profundidade de 604 km. O terremoto aconteceu 130 km ao sudoeste de Tarauacá, município do noroeste do Acre, que fica a 400 km da capital Rio Branco.
Não há informações sobre danos ou vítimas.
Na terça (24), moradores de ao menos seis cidades do Acre - Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Sena Madureira, Xapuri e Santa Rosa do Purus - sentiram um tremor de terra. O sismo também foi sentido em Rondônia e Manaus.
Segundo informou o USGS, um tremor de magnitude 7,6 aconteceu às 20h45 (hora de Brasília) na região fronteiriça entre Peru e Brasil - com epicentro no Peru. Ainda segundo o USGS, o tremor teve profundidade de 602 km.

Um vídeo feito pela estudante Thaynah Santos, de 22 anos, mostra o momento em que ela percebeu o tremor em Rio Branco. "Estava deitada no meu quarto mexendo no meu celular, senti a cama tremer e em seguida o guarda-roupas. O tremor parou e voltei a deitar, foi quando voltou. Saí correndo para rua com medo de acontecer alguma coisa e todo mundo tinha saído das suas casas. Fiquei com muito medo, me arrepiei inteira", lembra.

Acreanos relatam susto
O estudante de radiologia, Neto Bacelar, de 25 anos, conta que se assustou ao chegar à faculdade em Rio Branco e perceber o tremor. “Estava no estacionamento esperando a hora em que começaria uma prova quando percebi que o carro estava tremendo. Então vi as pessoas saírem do prédio assustadas”, conta.
Moradora de Xapuri, município a 188 km da capital Rio Branco, a estudante Kécia Melo conta que estava sozinha quando sentiu os tremores. "A antena da tv a cabo começou a balançar. Parecia que ia cair em cima da casa e eu saí correndo", conta.
A jornalista Sandra Brito, de 22 anos, que mora em Santa Rosa do Purus, disse que a última vez que sentiu a terra tremer na cidade foi em 2010. Nesta terça, ela diz que todos ficaram assustados. "Ficaram todos assustados. Foi um terror, pessoas segurando guarda roupas, televisores. Minha moto estava em frente da casa e eu vi quando ela tremeu bastante. Deu muito medo", diz.
A técnica em saúde bucal Maria José França, de 36 anos, conta que estava em casa, no município de Cruzeiro do Sul, quando percebeu que a fiação e os objetos da casa começaram a tremer.  “A casa estava balançando muito, então peguei meus filhos. Foi assustador”, lembra.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros do Acre, Carlos Gundim, não há registro de danos em Rio Branco. “Apenas pessoas assustadas pedindo fiscalizações em prédios”, disse.
Tremor em Manaus
O tremor também foi sentido em algumas zonas de Manaus. Uma faculdade na Zona Centro-Sul liberou alunos. Moradores de prédios na mesma zona desceram dos prédios após sentirem o abalo.
De acordo com o universitário Thiago Correa, de 29 anos, o tremor durou alguns segundos e foi sentido no prédio do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). "Nós estávamos trabalhando normal, no computador, quando sentimos um tremor forte. Uma moça que trabalha na frente da minha sala foi nos avisar e perguntar se também estávamos sentindo. Aí a gente já foi abrindo a porta e descendo as escadas. Encontramos com outras pessoas de outros andares que também sentiram. Umas até sentiram muito forte, disseram que o monitor do computador chegou a tremer".


Fonte: g1.globo.com
 
 
 'Cofre' de sementes no Ártico pode ser esperança de lavouras do futuro
BBC tem acesso exclusivo a construção que abriga mais de 5 mil sementes de todo o mundo dentro de montanha e sob o gelo.

Em pouco menos de um mês, líderes mundiais se encontrarão em Paris para tentar entrar em acordo sobre ações contra as mudanças climáticas e o aumento da temperatura global. Uma das principais preocupações é que o aquecimento global afete safras de alimentos.

Para garantir que plantas sobrevivam aos piores cenários possíveis, amostras de sementes estão sendo reunidas no chamado Silo Global (ou Internacional) de Sementes – um armazém nas ilhas Svalbard, no Ártico. A BBC teve acesso ao interior do local. Confira o depoimento do repórter David Shukman:

"Chegar ao que supostamente é o lugar mais seguro do planeta dá uma sensação amedrontadora.

No topo de uma montanha no Ártico, em meio à ventania, uma porta de concreto leva ao Silo Global de Sementes Svalbard, construído para assegurar a sobrevivência das plantas mais valiosas do mundo.

Criado para suportar as condições mais pessimistas de um apocalipse, o lugar faz com que os visitantes não se sintam muito bem.

A primeira barreira para chegar lá é a localização absolutamente remota – as ilhas Svalbard ficam a apenas 1.300 km no Polo Norte.

E, apesar das muitas luzes vindas da Noruega, e do aumento da popularidade de aventuras no Ártico, a população no local é esparsa e o turismo de massa ainda não é uma opção.
Há ainda um perigo não planejado: uma lâmina de gelo duro cobre o pequeno estacionamento do local. Cada passo dado pode ser traiçoeiro.

As chaves do reino
A porta externa é feita de aço, mas pode ser aberta com uma chave surpreendentemente comum – do tipo que a maioria de nós usa em casa.

Os primeiros passos nos tiram do vento cortante e nos levam a uma atmosfera de extrema quietude. Um conjunto de capacetes de segurança está esperando para ser usado.
Outra porta se abre para um túnel que suavemente desce mais profundamente dentro da montanha. A temperatura é -4ºC e agora estamos no "permafrost" – solo que nunca descongela.
A maior parte do túnel é forrada de concreto, mas mais para dentro as paredes de rocha estão expostas. Nossas vozes começam a ter eco.

O conceito do projeto é simples: imaginar tudo o que pode dar errado com as principais lavouras do mundo e assegurar que amostras delas fiquem intocadas aqui.

Por isso, a entrada do lugar fica 130 metros acima do nível do mar – uma distância confortavelmente acima das piores projeções do quanto os oceanos podem subir caso haja um derretimento total das calotas polares nos próximos séculos.
Ser esculpido na rocha também deve garantir que as sementes sejam imunes à guerra. Svalbard fica bem distante de qualquer conflito militar, mas digamos que um deles exploda no Ártico – o que não é totalmente inconcebível – e que uma arma aleatória chegue até lá. Em teoria, ela não deveria conseguir passar.

Chegamos a outra porta, sobre a qual há uma fina camada de gelo. A temperatura está caindo.

Passar por ela nos leva a um lugar chamado "a catedral", uma vasta caverna que dá acesso aos silos de sementes propriamente ditos.

Sobre nós estão os canos prateados do sistema de resfriamento e cristais de gelo cintilam nas paredes rochosas.


Caixas da Coreia do Norte
Há mais uma porta à frente, que está incrustada no gelo. O ar ali dentro é mantido há -18ºC. Estamos protegidos contra o frio por nossas roupas, mas qualquer pedaço de pele exposta fica gelado rapidamente e minha caneta para de funcionar quase imediatamente. Gravamos vídeos o mais rápido que podemos.
O armazém tem filas de prateleiras, cada uma delas cheia de grandes caixas de plástico do tipo que você usa para guardar arquivos dentro de casa. Dentro delas há pequenos pacotes que contêm as sementes. São mais de 865 mil pacotes no total, representando mais de 5 mil espécies e quase a metade das lavouras mais importantes do mundo.

As etiquetas são fascinantes – há sementes da África, da Ásia e das Américas. Há, inclusive, caixas da Coreia do Norte.
Mas a história mais emocionante é a que está por trás das caixas plásticas da Síria. Havia um centro regional de pesquisas de agricultura em áreas secas em Aleppo. Mas cortes de energia constantes e a guerra civil, que teve início em 2011, impediram a continuidade do trabalho. Por causa disso, as sementes fizeram uma longa jornada até aqui.

Esse é exatamente o propósito deste lugar. A maior parte dos países têm seus próprios armazéns das variedades de plantas mais importantes, mas o Silo Global de Sementes foi feito para funcionar como uma alternativa a estas alternativas.
O lugar começa a fazer sentido quando você pensa em locais onde enchentes ameaçam silos de sementes nacionais; onde a agricultura de escala industrial reduziu tanto a variação genética que pragas podem ser catastróficas; onde projeções para mudanças climáticas ameaçam suprimentos de alimentos.
No início deste mês – muito antes do que se esperava – veio o primeiro exemplo de que o cofre está realmente fazendo seu trabalho.

Algumas das sementes sírias, incluindo variedades antigas e possivelmente resistentes de trigo, cevada e grão-de-bico, foram retiradas das prateleiras congeladas porque são necessárias no Oriente Médio.

No total, 128 caixas – de um total de 350 enviadas originalmente de Aleppo – foram levadas de volta, para serem usadas no Líbano e no Marrocos.

As sementes derivam de plantas cultivadas em alguns dos primeiros exemplos de agricultura no Crescente Fértil – região que engloba Palestina, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Chipre e partes da Síria, do Iraque, do Egito, do sudeste da Turquia e sudoeste do Irã. Agora, elas serão plantadas para produzir duplicatas.

Em breve, haverá agricultores no Oriente Médio cujas lavouras do futuro poderão render mais ou ser mais resistentes à seca, porque pacotes de sementes foram guardados em um bunker nas montanhas solitárias do distante Ártico."


Fonte: g1.globo.com
 
 
 
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